Mês: setembro 2015

NOTA | Acontecimentos EGED Santa Maria/RS 2015

A CORED/RS (Coordenadoria Regional dos Estudantes de Direito) vem por meio desta nota se posicionar perante os fatos ora imputados pelo Diretório Livre do Direito (DLD).

No dia 7 de setembro de 2015, o DLD, na sua página no facebook, bem como no grupo do Direito UFSM, não só acusou a CORED e seus Diretórios de terem determinado que fossem feitas as pixações em um muro da UFSM, mas também que teria autorizado que fossem feitas mais pixações pelo campus. Além da acusação formalizada, membros do DLD atacaram de forma deliberada os estudantes que participaram do XXV EGED em publicações no Facebook.
Primeiro, cabe colocar que as acusações imputadas à CORED são completamente FALSAS, eis que não houve nenhuma deliberação para que fossem pixados quaisquer muros ou prédios da UFSM. Os fatos apontados pelo DLD em sua nota são mentirosos e distorcidos, utilizados politicamente para retirar o foco do que se tem chamado da pior organização dos EGEDs recentemente realizados.

Importa explicar o processo deliberativo da CORED:
Os centros e diretórios acadêmicos se reúnem e votam em COREREDs (Conselhos Regionais de Entidades Representativas de Estudantes de Direito), ou seja, qualquer atitude da CORED obrigatoriamente passa pelo crivo de todos os centros acadêmicos componentes, inclusive o DLD. Logo, se a Coordenação Regional deliberou pelas pixações na UFSM, o que não é verdade, o DLD também teria participado da reunião e votado de acordo com seu posicionamento. Como nota, vale lembrar que a construção do ato do EGED é realizada anualmente de modo diferente, lembrando que em Rio Grande foi organizada uma manifestação na rodovia – contrariando o dito pela nota do Diretório que a CORED sempre se utiliza do pixo como intervenção.

Agora, à explicação dos fatos:
No dia 06 de setembro estava marcada para o turno da tarde uma oficina sobre pixo, que contaria como o ato do EGED-SM. O oficineiro, ao chegar ao local, encontrou o muro ao fundo do Centro de Eventos, utilizado para amarrar cavalos, já pixado. Logo após tomar ciência dos fatos, a CORED se reuniu em conjunto com o DLD e as pessoas que estavam na volta do muro a fim de resolver, sem frutos, a situação. Cabe dizer que pessoas indepentendes se ofereceram a ser responsabilizadas pelo evento (exonerando o Diretório), o que foi ignorado pelo DLD tanto na hora quanto em sua nota.

A intervenção realizada não encontrava respaldo na oficina a ser realizada e em nenhuma deliberação da CORED. Inclusive, após ter sido tratado com imenso desrespeito por membros do DLD, o oficineiro resolveu por boicotar a oficina, realizando uma fala sobre a criminalização do pixo e de movimentos sociais. Devemos ressaltar que nenhum material do EGED foi utilizado no muro.

Sobre a não ajuda dos membros da CORED na repintura do muro:

A CORED esteve absurdamente sobrecarregada com a construção do evento. Por culpa da sede (o DLD de Santa Maria) nós tivemos mil tarefas a serem tocadas para suprir a inequívoca desmobilização do Diretório na organização do evento. Nós ficamos acordados de madrugada, nós servimos marmitas, nós corremos atrás dos atrasos causados pela falta de organização, nós pegamos inscrições de oficinas e mil outras tarefas que surgiam. Icônico foi o primeiro painel, em que no auditório para a realização não tínhamos caixas de som ou microfone na hora programada. Ainda assim, éramos insuficientes para dar conta das diversas tarefas negligenciadas pela sede. Dito isso, a CORED-RS optou por dar, sim, prosseguimento ao cronograma e evitar ainda mais atrasos e ruína ao evento, que tem sido comentado como o pior dos últimos anos. Isso levou à tempestiva realização da plenária final, que tinha teto para acabar dada à posterior utilização do espaço. Nós conseguimos fazê-lo com uma pequena vantagem de cerca de 30 minutos.

Por fim, como adendo, a CORED-RS gostaria de se posicionar em relação ao pixo.

Ainda que a CORED não tenha participado dos atos a nós imputados de forma rasteira, é importante reafirmar nossa posição sobre a criminalização do pixo e dos movimentos sociais.

O pixo é uma forma de intervenção urbana dita marginalizada e atacada simplesmente como afronta ao direito de propriedade. Nós, da CORED-RS, entendemos que o pixo é expressão artística válida e que demonstra resistência da população oprimida pelo Estado e pela sociedade, dando vazão à culturas invisibilizadas. Além disso, o pixo é manifesta demonstração de resistência política, servindo como meio de denúncia e ataque a esse mesmo Estado repressor. Aquelas e aqueles que denunciam o pixo e todo o movimento por trás dele se escondem em respostas do senso comum, enquanto há milhares de periferias que sofrem sem a voz necessária para se insurgir.

Assinam essa nota:

CAAR – UFRGS
CAFV – UFPEL
CAPF – URI Erechim
DARB – FURG

XIII Jornadas Interuniversitárias de Direito Constitucional e Direitos Humanos

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