NOTA DE RECONHECIMENTO DAS ASSOCIAÇÕES ATLÉTICAS DA UFRGS

NOTA DE RECONHECIMENTO DAS ASSOCIAÇÕES ATLÉTICAS DA UFRGS

 

Em primeiro lugar, cumpre destacar que um dos princípios basilares que regem o CAAR é o do protagonismo estudantil. Em um ambiente acadêmico em que se luta diariamente por uma administração mais democrática e inclusiva da nossa Universidade, é indispensável valorizar e apoiar estudantes que se organizem em torno de uma determinada pauta ou demanda.

 

Vale também lembrar que não vemos com frequência atividades ou mesmo fomento ao esporte na nossa vida acadêmica. Ainda que seja uma demanda de considerável adesão estudantil, a UFRGS se esforça em simular uma consistência do setor esportivo, quando, na verdade, identificamos uma visível carência e indiferença por parte dos gestores.

 

Nesse sentido, manifestamos o nosso reconhecimento das Associações Atléticas da nossa Universidade enquanto legítimas entidades estudantis desportivas, afinal, inarredável o fato de que se encontram atuantes e bem estruturadas neste meio acadêmico. Estas não só acabam por suprir a defasagem nesse setor, mas constituem a própria ideia de autonomia e protagonismo estudantil nas atividades universitárias.

 

Reconhecer a legitimidade institucional das Atléticas, entretanto, de modo algum deve significar o enfraquecimento das entidades políticas representativas que há muito dão voz à nossa categoria no ambiente universitário. É crucial frisar, então, que cabe unicamente aos Diretórios e Centros Acadêmicos, assim como ao Diretório Central de Estudantes (DCE), a representação política estudantil, seja nos Conselhos, nos Departamentos ou nos demais órgãos administrativos da UFRGS e de suas unidades. Em resumo, não se reconhece, portanto, qualquer representação política institucional por parte das Atléticas, tendo em vista seu caráter exclusivamente desportivo.

 

Nesse sentido, ainda que não caracterize atividade de ensino, pesquisa ou extensão, o esporte deve ser visto, sim, como uma atividade essencial. Nada mais desejável, portanto, que seu fomento e organização partam da iniciativa da própria comunidade estudantil – e, por tal motivo, autênticas e legítimas são essas organizações desportivas.

 

Por fim, imprescindível mencionar que o reconhecimento institucional das Atléticas deve ser imediatamente acompanhado pelo comprometimento destas no combate irrestrito às opressões nos seus espaços de atuação. Não compactuamos com qualquer ato machista, racista ou LGBTfóbico, seja nos eventos, atividades, declarações ou cantos. A banalização da cultura opressora não pode ser justificada por nada, nem pelo ambiente esportivo, pelo amor à camisa ou pelo “calor do momento”.

 

Saudações acadêmicas.

Porto Alegre, 12 de março de 2015.

 

 

Centro Acadêmico André da Rocha – CAAR

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