{"id":1583,"date":"2026-04-11T11:55:01","date_gmt":"2026-04-11T14:55:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/?p=1583"},"modified":"2026-05-12T20:22:33","modified_gmt":"2026-05-12T23:22:33","slug":"a-mudanca-climatica-pode-quebrar-a-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/2026\/04\/11\/a-mudanca-climatica-pode-quebrar-a-economia\/","title":{"rendered":"A Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica Pode Quebrar a Economia ao Meio. N\u00e3o Estamos Prontos Para Isso"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Genevieve Guenther<sup data-fn=\"a0ad99a4-e429-47d1-8c3d-487006c575e6\" class=\"fn\"><a href=\"#a0ad99a4-e429-47d1-8c3d-487006c575e6\" id=\"a0ad99a4-e429-47d1-8c3d-487006c575e6-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um pouco mais adiante em nosso s\u00e9culo, quando meu filho adolescente estiver na meia idade, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica poder\u00e1 destruir cerca de 50% do PIB mundial. Vou dizer novamente. Em algum momento entre 2070 e 2090, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica poder\u00e1 causar tamanho dano aos sistemas ecol\u00f3gicos e humanos, bem como as conex\u00f5es entre eles, que a economia mundial pode encolher pela metade. (A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o: a economia americana, durante a Grande Depress\u00e3o, encolheu cerca de 30%.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa proje\u00e7\u00e3o pode parecer meio exagerada e inacredit\u00e1vel. Sim, duas regi\u00f5es inteiras de Los Angeles queimaram em janeiro de 2025. Sim, estimativas preliminares do custo desse desastre variam entre <a href=\"https:\/\/abcnews.com\/Business\/los-angeles-fire-losses-reach-30-billion-insurers\/story?id=117653563\">US$40<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.accuweather.com\/en\/weather-news\/accuweather-estimates-more-than-250-billion-in-damages-and-economic-loss-from-la-wildfires\/1733821\">US$250<\/a> bilh\u00f5es. No entanto, o PIB americano \u00e9 de mais ou menos 27 trilh\u00f5es de d\u00f3lares; o PIB mundial \u00e9 de 107 trilh\u00f5es. Mas as economias dos EUA e do mundo n\u00e3o ser\u00e3o consideravelmente maiores em 2070? Ser\u00e1 que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica conseguiria destruir toda essa riqueza?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o <a href=\"https:\/\/actuaries.org.uk\/\">Institute and Faculty of Actuaries (IFoA)<\/a> brit\u00e2nico, isso pode acontecer. Atu\u00e1rios s\u00e3o c\u00e1lculos que avaliam o risco econ\u00f4mico de bancos, seguradoras e governos. O IFoA \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o profissional que regula os atu\u00e1rios no Reino Unido; ele existe desde o s\u00e9culo XIX. N\u00e3o se trata de uma associa\u00e7\u00e3o de defesa do meio ambiente, muito menos de uma radical. No entanto, na metade de janeiro de 2025, eles publicaram um <a href=\"https:\/\/actuaries.org.uk\/document-library\/thought-leadership\/thought-leadership-campaigns\/climate-papers\/planetary-solvency-finding-our-balance-with-nature\/\">estudo<\/a> em conjunto com cientistas da Universidade de Exeter, mostrando que economistas est\u00e3o subestimando os custos econ\u00f4micos potencialmente catastr\u00f3ficos do aquecimento global. Novamente, no pior dos cen\u00e1rios, n\u00f3s perder\u00edamos cerca de 50% do PIB neste s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo reconhecendo a reputa\u00e7\u00e3o do instituto por tr\u00e1s do estudo, muitas pessoas <em>ainda <\/em>v\u00e3o achar esse n\u00famero imposs\u00edvel. Mas por qu\u00ea? A humanidade est\u00e1 entrando em um regime clim\u00e1tico sem precedentes na hist\u00f3ria de nossa esp\u00e9cie. A <a href=\"https:\/\/www.theatlantic.com\/magazine\/archive\/2021\/03\/extreme-climate-change-history\/617793\/\">\u00faltima vez<\/a> que houve tanto di\u00f3xido de carbono na atmosfera, os oceanos eram t\u00e3o mais altos, que a costa oeste do que hoje se entende como Am\u00e9rica do Norte era 160 km mais recuada do que \u00e9 hoje em dia. O \u00c1rtico, atualmente um deserto congelado, era uma floresta de pinheiros habitada por camelos gigantes. E nossa economia est\u00e1 injetando gases de efeito estufa na atmosfera mais r\u00e1pido do que qualquer outro fen\u00f4meno da hist\u00f3ria geol\u00f3gica de nosso planeta. \u00c9 um absurdo considerar que causar um colapso no clima do planeta n\u00e3o causaria tamb\u00e9m um colapso na economia mundial, que depende de um clima est\u00e1vel, mesmo nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas pessoas, incluindo pol\u00edticos e cidad\u00e3os, parecem acreditar que o crescimento econ\u00f4mico vai seguir firme enquanto o planeta aquece e o clima come\u00e7a a se tornar cada vez mais insustent\u00e1vel. Mas essa cren\u00e7a n\u00e3o possui base real no mundo, \u00e9 quase uma atitude religiosa. Ela defende, acima de tudo, duas ideias: que a economia \u00e9 algo separado da natureza e que a tecnologia pode realizar todas as fun\u00e7\u00f5es do ecossistema. Essa cren\u00e7a \u00e9 a base de todos os modelos econ\u00f4micos <em>mainstream<\/em> para a mudan\u00e7a clim\u00e1tica; nesses modelos, o crescimento econ\u00f4mico \u00e9 \u201cex\u00f3geno\u201d ou simplesmente presumido. Como os atu\u00e1rios do IFoA observaram, a modelagem econ\u00f4mica do clima baseia-se na \u201csuposi\u00e7\u00e3o de que uma recess\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 imposs\u00edvel, independentemente da gravidade dos choques clim\u00e1ticos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quase nenhuma pesquisa no campo econ\u00f4mico comprova essa afirma\u00e7\u00e3o. Como <a href=\"https:\/\/crsreports.congress.gov\/product\/pdf\/R\/R47063\">afirma<\/a> o Congressional Research Service (CRS), \u201co campo de estudo sobre os efeitos econ\u00f4micos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 relativamente pequeno (e) a escassez relativa de estudos dificulta chegar a conclus\u00f5es \u2018<em>mainstream\u2019<\/em> espec\u00edficas e consensuais sobre os impactos econ\u00f4micos\u201d. As <a href=\"https:\/\/www.cbo.gov\/publication\/56505\">poucas pesquisas existentes<\/a> minimizam, em seus modelos, a evid\u00eancia hist\u00f3rica dos danos que o aquecimento causa \u00e0s taxas de crescimento, ajustando os modelos com uma vari\u00e1vel de adapta\u00e7\u00e3o, que considera as tend\u00eancias pol\u00edticas e tecnol\u00f3gicas vindouras que ir\u00e3o reduzir os danos. Por\u00e9m, uma vez que a adapta\u00e7\u00e3o reduziu parcamente os impactos clim\u00e1ticos a n\u00edvel global, <a href=\"https:\/\/www.nber.org\/papers\/w32985\">segundo uma abrangente an\u00e1lise dos dados<\/a>, a decis\u00e3o de incluir tal vari\u00e1vel demonstra nada al\u00e9m do que a cren\u00e7a contrafactual dos economistas no poder transcendente da criatividade humana. Isso significa que as ideias econ\u00f4micas <em>mainstream <\/em>a respeito da rela\u00e7\u00e3o entre biosferae economia s\u00e3o baseadas em suposi\u00e7\u00f5es, conjecturas e afirma\u00e7\u00f5es com evid\u00eancias contradit\u00f3rias, ou nenhuma evid\u00eancia, para sustent\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Evidentemente, voc\u00ea pode ler a hist\u00f3ria da economia do s\u00e9culo XX como uma evid\u00eancia da cren\u00e7a de que o PIB, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es, sempre ir\u00e1 crescer, e, a longo prazo, para melhor, e que n\u00f3s sempre desenvolveremos tecnologias para resolver nossos problemas. No entanto, voc\u00ea pode utilizar a hist\u00f3ria como argumento para o futuro apenas se voc\u00ea minimizar os impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica a ponto de criar desinforma\u00e7\u00e3o \u2013 em outras palavras, apenas mentindo por omiss\u00e3o sobre o que pode acontecer. De fato, \u00e9 isso que os atu\u00e1rios do IFoA acusam, implicitamente, os economistas da \u00e1rea de fazer. O estudo indica que a economia <em>mainstream <\/em>subestima o perigo da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, pois quase sempre exclui de seus modelos \u201cos impactos dos pontos de inflex\u00e3o clim\u00e1ticos, eventos extremos gerados pelo clima, impactos na sa\u00fade humana, conflitos motivados por imigra\u00e7\u00e3o e falta de recursos, tens\u00f5es geopol\u00edticas, riscos naturais ou a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar\u201d. Deixar esses impactos fora dos modelos econ\u00f4micos, o estudo observa, \u00e9 \u201can\u00e1logo a fazer uma avalia\u00e7\u00e3o dos riscos de uma colis\u00e3o entre o Titanic e um iceberg, excluindo do modelo a possibilidade do navio afundar, a falta de botes salva-vidas e as mortes por afogamento ou hipotermia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nossa economia parece imune \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas porque o mercado e os governos deliberadamente separam ou \u201cdissociam\u201d nossa ecologia e a economia em seus c\u00e1lculos: o valor do que se entende como \u201cnatureza\u201d e o custo de sua destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos nos pre\u00e7os que pagamos pelas coisas. O que acontece com o sistema clim\u00e1tico \u2013 a tudo o que a economia classifica como \u201cnatureza\u201d ou \u201crecursos naturais\u201d \u2013 \u00e9 considerado como \u201cexternalidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No jarg\u00e3o econ\u00f4mico, a palavra \u201cexternalidades\u201d significa custos que n\u00e3o s\u00e3o assumidos pelo ente que os imp\u00f5e. Essa palavra \u00e9 um pouco \u00f3bvia demais ao sugerir que os custos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o s\u00e3o inclu\u00eddos na an\u00e1lise econ\u00f4mica das coisas que fazemos no planeta. No entanto, como os atu\u00e1rios do IFoA colocam, \u201cprosperidade e sa\u00fade econ\u00f4mica s\u00e3o interligadas ao Sistema Terra e dele dependem\u201d. Sem contar com o Sistema Terra, nossa economia funciona como um esquema Ponzi, em que roubamos gradualmente a possibilidade de viver em um clima habit\u00e1vel no futuro e chamamos isso de crescimento do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa cren\u00e7a quase religiosa de que o crescimento econ\u00f4mico simplesmente continuar\u00e1 est\u00e1 embutida n\u00e3o apenas na \u00e1rea da economia clim\u00e1tica, mas tamb\u00e9m nas propostas de pol\u00edtica clim\u00e1tica. As chamadas \u201cvias de mitiga\u00e7\u00e3o\u201d, modelos que simulam op\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas economicamente vi\u00e1veis, tamb\u00e9m assumem o crescimento econ\u00f4mico como um fato incontest\u00e1vel. As vias de mitiga\u00e7\u00e3o ser\u00e3o mais baratas no futuro do que s\u00e3o hoje, afirmam os modelos, pois, \u00e0 medida que a economia cresce, todos ficar\u00e3o mais ricos no futuro e, portanto, a sociedade ter\u00e1 mais recursos para arcar com os custos da descarboniza\u00e7\u00e3o. Adiar a elimina\u00e7\u00e3o gradual dos combust\u00edveis f\u00f3sseis parece, portanto, economicamente vi\u00e1vel. No entanto, como mostra esse novo estudo, a garantia de crescimento econ\u00f4mico futuro, se n\u00e3o eliminarmos gradualmente os combust\u00edveis f\u00f3sseis, \u00e9 apenas uma fantasia. O n\u00facleo de informa\u00e7\u00f5es que orienta as pol\u00edticas clim\u00e1ticas internacionais at\u00e9 agora n\u00e3o se baseia em nada \u2013 desmancha no ar. Baseia-se na cren\u00e7a central do capitalismo, nossa religi\u00e3o secular, de que o crescimento \u00e9 inevit\u00e1vel e que, junto com investimento inteligente e inova\u00e7\u00e3o apenas, atingiremos a imortalidade, deixando o futuro melhor do que o passado. O que essa nova pesquisa econ\u00f4mica sugere \u00e9 que estamos adorando falsos deuses. Conforme alertam os atu\u00e1rios, os modelos econ\u00f4micos vigentes para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u201cn\u00e3o reconhecem que existe um risco de colapso\u201d. Esses modelos, eles dizem, n\u00e3o s\u00e3o adequados para orientar uma tomada de decis\u00f5es, pois n\u00e3o s\u00e3o sequer \u201cmais ou menos corretos\u201d, mas sim \u201cprecisamente errados\u201d. A verdade \u00e9 que precisamos eliminar os combust\u00edveis f\u00f3sseis e interromper a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa na atmosfera a fim de conseguirmos preservar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a prosperidade e afastar o risco crescente de arruinar o mundo para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, incluindo nossos pr\u00f3prios filhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">* * *<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">(Este texto foi originalmente publicado no site do <em>The New Republic<\/em>, em 23 de janeiro de 2025. Agradecemos encarecidamente \u00e0 autora por ceder os direitos da tradu\u00e7\u00e3o. Para ler o original, <a href=\"https:\/\/newrepublic.com\/article\/190566\/climate-change-cut-50-percent-gdp-growth\">clique aqui<\/a>. Tradu\u00e7\u00e3o de Felipe Fauri.)<\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes has-small-font-size\"><li id=\"a0ad99a4-e429-47d1-8c3d-487006c575e6\">Fundadora e diretora do <a href=\"https:\/\/www.endclimatesilence.org\/\">End Climate Science<\/a> e autora do livro <em><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/book\/57398\">The Language of Climate Politics: Fossil-Fuel Propaganda and How to Fight It<\/a>.<\/em> <a href=\"#a0ad99a4-e429-47d1-8c3d-487006c575e6-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Carbono<\/em>, vol. 17 \u2013 abril de 2026.<br>ISSN: 3085-7066<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo sugere que o efeito do aquecimento global no PIB vem sendo subestimado. Conseguir\u00e1 ele finalmente enterrar a cren\u00e7a no crescimento infinito?<\/p>\n","protected":false},"author":66,"featured_media":1588,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Fundadora e diretora do <a href=\\\"https:\/\/www.endclimatesilence.org\/\\\">End Climate Science<\/a> e autora do livro <em><a href=\\\"https:\/\/academic.oup.com\/book\/57398\\\">The Language of Climate Politics: Fossil-Fuel Propaganda and How to Fight It<\/a>.<\/em>\",\"id\":\"a0ad99a4-e429-47d1-8c3d-487006c575e6\"}]"},"categories":[14,10,5,7],"tags":[196,21,184,193],"class_list":["post-1583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arquivo","category-artigo","category-capitalismo","category-clima","tag-crescimento-economico","tag-economia","tag-mudanca-climatica","tag-volume-17"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/users\/66"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1583"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1583\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1621,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1583\/revisions\/1621"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1588"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}