{"id":1718,"date":"2026-07-11T19:17:08","date_gmt":"2026-07-11T22:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/?p=1718"},"modified":"2026-08-10T09:29:35","modified_gmt":"2026-08-10T12:29:35","slug":"entrevista-com-alessandro-sbordoni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/2026\/07\/11\/entrevista-com-alessandro-sbordoni\/","title":{"rendered":"Entrevista com Alessandro Sbordoni"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dizia Mark Fisher, parafraseando Fredric Jameson, que \u201c\u00e9 mais f\u00e1cil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo\u201d. E se algu\u00e9m lhe disser que o fim do mundo j\u00e1 chegou? E se algu\u00e9m lhe disser, ainda, que \u00e9 poss\u00edvel imaginar um novo come\u00e7o? E se o apocalipse que estamos enfrentando for uma produ\u00e7\u00e3o de signos do capitalismo? \u00c9 sobre esse tema que se debru\u00e7a a tese do fil\u00f3sofo italiano Alessandro Sbordoni em <em>Semi\u00f3tica do Fim: Capitalismo e Apocalipse<\/em>.<sup data-fn=\"8813c9be-31ee-4549-806b-4611ec360f32\" class=\"fn\"><a href=\"#8813c9be-31ee-4549-806b-4611ec360f32\" id=\"8813c9be-31ee-4549-806b-4611ec360f32-link\">1<\/a><\/sup> O livro re\u00fane treze ensaios sobre os signos do fim do mundo na contemporaneidade, que, ao inv\u00e9s de se resumir \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de tudo em uma explos\u00e3o, se estende em nossas jornadas determinadas pelo ritmo do capitalismo, que nunca para, nunca dorme. No fim do mundo, j\u00e1 n\u00e3o somos assombrados pelos fantasmas do passado, mas o futuro \u00e9 um conceito fantasmag\u00f3rico. Estudioso de grandes nomes como Jean Baudrillard, Byung-Chul Han, Mark Fisher, entre outros, Sbordoni analisa o cen\u00e1rio cultural do fim, mas tamb\u00e9m da reimagina\u00e7\u00e3o de novos come\u00e7os, seja na m\u00fasica, no cinema, na cibercultura. O autor observa a ind\u00fastria cultural hegem\u00f4nica, produtora da est\u00e9tica pop totalmente focada no passado e no presente, mas tamb\u00e9m analisa as produ\u00e7\u00f5es independentes, que tentam recriar o mundo com suas alternativas est\u00e9ticas. Como pesquisador das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, Sbordoni nos convida, inclusive, a adentrar e conhecer o universo das <em>backrooms<\/em>, espa\u00e7os ins\u00f3litos originados na internet. Para elucidar algumas quest\u00f5es de sua obra, ele nos concedeu essa entrevista. Agradecemos imensamente a disponibilidade e a generosidade do autor. Acompanhe a entrevista.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CAMILA CARDOZO: Seu livro traz no t\u00edtulo a ideia de \u201cfim\u201d num sentido apocal\u00edtico, mas n\u00e3o <\/strong><strong>no sentido de um momento definitivo ou pontual. Parece-me, com a leitura de <em>Semi\u00f3tica do Fim<\/em>, que o fim nunca chega (ou na verdade nunca se esgota, \u00e9 um fim sem fim). Parece que o fim \u00e9, ao contr\u00e1rio, um infinito onde reaproveitamos restos dos restos do que o capitalismo nos deixou, porque continuamos sendo produtivos mesmo que seja para intensificar o colapso. Em outras palavras, o fim intermin\u00e1vel \u00e9 o que vivemos no capitalismo tardio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALESSANDRO SBORDONI:<\/strong> Em <em>Simulacros e Simula\u00e7\u00e3o<\/em>, Jean Baudrillard argumentou que o apocalipse havia chegado ao fim de uma vez por todas. As m\u00eddias digitais, afirmou ele, haviam substitu\u00eddo a produ\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a pela reprodu\u00e7\u00e3o incessante do mesmo. O fim n\u00e3o tinha mais fim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, Jean Baudrillard n\u00e3o tinha familiaridade com computadores. N\u00e3o existe mensagem sem ru\u00eddo, n\u00e3o existe sinal sem aleatoriedade, como os te\u00f3ricos da informa\u00e7\u00e3o da primeira gera\u00e7\u00e3o logo descobriram. Mas para reproduzir uma mensagem in\u00e9dita, pode ser necess\u00e1rio aumentar o volume. A m\u00fasica eletr\u00f4nica de SOPHIE e Arca, as redes neurais artificiais de Holly Herndon e a <em>glitch art<\/em> de Rosa Menkman s\u00e3o a prova tecnol\u00f3gica de que as m\u00eddias digitais tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de reproduzir algo radicalmente novo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Meio s\u00e9culo ap\u00f3s o fim do mundo, estamos come\u00e7ando a ver a imagem e a ouvir o som do futuro. Trata-se da est\u00e9tica do apocalipse que \u00e9, tamb\u00e9m, a reprodu\u00e7\u00e3o de um mundo totalmente novo por meio da edi\u00e7\u00e3o de formas de onda e t\u00e9cnicas de computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. Ap\u00f3s o fim intermin\u00e1vel do capitalismo, um outro fim est\u00e1 sempre come\u00e7ando. Hoje, a reprodu\u00e7\u00e3o do capital se reproduz <em>ad infinitum<\/em> por meio da tecnologia digital. Ao mesmo tempo, a tecnologia digital j\u00e1 se encontra al\u00e9m do fim do capitalismo. Esse argumento est\u00e1 no cerne de <em>Semi\u00f3tica do fim<\/em>, bem como do meu livro mais recente, <em>Beyond the Image<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CAMILA CARDOZO: Voc\u00ea apresenta alguns signos produzidos nesse apocalipse utilizando termos da cibercultura. Poderia retomar a explica\u00e7\u00e3o sobre o mecanismo dos zeros e uns na tese apresentada no livro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALESSANDRO SBORDONI:<\/strong> Os ensaios inclu\u00eddos em <em>Semi\u00f3tica do fim<\/em> foram significativamente influenciados pelos escritos da Cybernetic Culture Research Unit (CCRU), que tamb\u00e9m embasaram minhas vis\u00f5es pol\u00edticas sobre cibern\u00e9tica e teoria da informa\u00e7\u00e3o. Mark Fisher foi um membro proeminente da CCRU, fundada na d\u00e9cada de 1990 por Nick Land e Sadie Plant na Universidade de Warwick. As no\u00e7\u00f5es de zeros e uns s\u00e3o temas recorrentes nos textos desses ciberte\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu livro <em>Zeros + Ones<\/em>, por exemplo, Sadie Plant discute a oposi\u00e7\u00e3o entre zeros e uns no c\u00f3digo bin\u00e1rio em paralelo com a dualidade entre masculino e feminino, presen\u00e7a e aus\u00eancia, ser e nada ou, em termos mais freudianos, falo e castra\u00e7\u00e3o. Nick Land tamb\u00e9m se inspira em Sigmund Freud e na teoria da puls\u00e3o de morte, equiparando o zero a um estado de dissipa\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0 morte, ao nada e at\u00e9 mesmo \u00e0 virtualidade. Mas, em sua filosofia posterior, Nick Land vai ainda mais longe e defende a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o entre o zero e o pr\u00f3prio dinheiro, ao mesmo tempo que observa a introdu\u00e7\u00e3o do zero na Europa por meio da contabilidade de partidas dobradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos ensaios de <em>Semi\u00f3tica do fim<\/em>, o zero \u00e9 frequentemente utilizado para denotar uma rela\u00e7\u00e3o entre tecnologia e imagina\u00e7\u00e3o. Na hist\u00f3ria da tecnologia, o zero \u00e9 a quantidade nula que, no entanto, est\u00e1 sempre no centro da defini\u00e7\u00e3o do um. Na matem\u00e1tica, o zero \u00e9 a identidade de uma equa\u00e7\u00e3o resolvida (uma equa\u00e7\u00e3o como 1+1 = 2, que \u00e9 equivalente a 2 = 2, \u00e9 id\u00eantica a 0 = 0). Na computa\u00e7\u00e3o, o zero \u00e9 definido como o estado de desligamento da m\u00e1quina. Nesses casos, o zero \u00e9, simultaneamente, o nada e a sua contraparte l\u00f3gica. Ele \u00e9, ao mesmo tempo, o fim de todas as opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas e o seu ponto de partida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ora, assim como a defini\u00e7\u00e3o do um em um sistema bin\u00e1rio depende do zero, a defini\u00e7\u00e3o de tecnologia sempre se apoia em seu suplemento: a imagina\u00e7\u00e3o. De fato, a imagina\u00e7\u00e3o radical \u00e9 a <em>conditio sine qua non<\/em> para o surgimento de qualquer novo paradigma tecnol\u00f3gico. Como exemplo, basta pensar em como a revolu\u00e7\u00e3o copernicana foi impulsionada tanto pela inven\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio quanto por uma mudan\u00e7a no imagin\u00e1rio; posteriormente, a defini\u00e7\u00e3o cosmol\u00f3gica de uns e zeros \u2013 a Terra e o Sol \u2013 foi alterada a ponto de se tornar irreconhec\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CAMILA CARDOZO: A no\u00e7\u00e3o de apocalipse como fim de uma era sempre foi um mist\u00e9rio para muitas civiliza\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m sempre foi, em algum n\u00edvel, preocupante ou mesmo assustadora. Voc\u00ea diria que nosso sentimento pelo apocalipse j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais de medo, porque n\u00e3o \u00e9 algo pensado no futuro distante? E, se esse fim n\u00e3o eleva nossa adrenalina para a fuga, o que sentimos agora ser\u00e1 t\u00e9dio e estafa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALESSANDRO SBORDONI:<\/strong> \u201c\u00c9 assim que o mundo acaba. N\u00e3o com uma explos\u00e3o, mas com um suspiro\u201d, escreveu T. S. Eliot em um poema publicado h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Hoje, o fim do mundo j\u00e1 n\u00e3o nos assusta. O mundo j\u00e1 acabou, e o capitalismo est\u00e1 colocando tudo \u00e0 venda. O primeiro cap\u00edtulo do livro (\u201cN\u00e3o com um estrondo, mas com um bocejo\u201d) argumenta que o t\u00e9dio tamb\u00e9m foi banido da nossa rela\u00e7\u00e3o com o fim de todas as coisas. Em seu lugar, surgiu a hiperestimula\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio do t\u00e9dio, a hiperestimula\u00e7\u00e3o complementa o tempo do rel\u00f3gio com uma acelera\u00e7\u00e3o cada vez maior de est\u00edmulos. No t\u00e9dio, o tempo do rel\u00f3gio n\u00e3o passa. Mas, na satura\u00e7\u00e3o sensorial, o tempo do rel\u00f3gio n\u00e3o existe; existe apenas o tempo de tela. A quest\u00e3o, nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 mais quando o apocalipse ocorrer\u00e1, mas se o futuro, enquanto tal, ainda existe no chamado tempo de tela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As emo\u00e7\u00f5es, como nos ensina a filosofia heideggeriana, n\u00e3o ocorrem <em>dentro <\/em>do tempo: elas s\u00e3o, antes, os vetores do tempo. Mas, diferentemente do t\u00e9dio ou da ansiedade, a hiperestimula\u00e7\u00e3o n\u00e3o guarda qualquer rela\u00e7\u00e3o com o tempo do rel\u00f3gio. Em vez disso, ela reproduz sua pr\u00f3pria temporalidade por meio da tecnologia. De fato, desde o advento da eletricidade no s\u00e9culo XIX, o sol j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a medida da temporalidade humana; a luz da tela digital sempre nasce sobre o Imp\u00e9rio&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CAMILA CARDOZO: Um dos principais sintomas do capitalismo tardio \u00e9 o <em>burnout<\/em>. Ser\u00e1 que, no fundo, diante desse mal, n\u00e3o desejamos que o sofrimento acabe logo, que exista um fim para tudo isso? Ser\u00e1 isso o que nos faz alimentar um anseio pelo fim?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALESSANDRO SBORDONI: <\/strong>Em uma palestra da d\u00e9cada de 2010, Mark Fisher comentou <em>Sem Limites<\/em>, o filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica estrelado por Bradley Cooper, para discutir nossa pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o com a escassez de tempo no capitalismo tardio. No filme, o protagonista utiliza uma droga que potencializa a cogni\u00e7\u00e3o para trabalhar mais r\u00e1pido, dormir menos e espremer mais horas no dia. Para o capitalismo tardio, tempo \u00e9 dinheiro e dinheiro \u00e9 tempo. Portanto, mesmo em uma sociedade capitalista totalmente automatizada, n\u00e3o trabalhamos menos, mas sim ainda <em>mais<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais uma vez, \u00e9 somente por meio da reinven\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com o sistema tecnol\u00f3gico como um todo que se pode almejar um futuro diferente. Nesse sentido, um esp\u00edrito de esperan\u00e7a deve dissipar o espectro do desespero que paira sobre o s\u00e9culo XXI; como argumenta Matt Bluemink em um novo livro, intitulado <em>The Future Is Not Lost<\/em>, que editei para a Becoming Press, essa \u00e9 a tarefa pol\u00edtica da cultura popular hoje. O mundo \u00e9 sempre algo que constru\u00edmos e que podemos reconstruir de maneira diferente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CAMILA CARDOZO: A leitura de <em>Semi\u00f3tica do fim <\/em>me trouxe \u00e0 mem\u00f3ria uma tend\u00eancia na virada para os anos 2010: a nostalgia. Com isso, surgem no audiovisual, por exemplo, os <em>remakes<\/em> e <em>spin offs<\/em> de obras de sucesso. Parece que estamos tentando resgatar algo em v\u00e3o, em uma tentativa desesperada de produzir quando n\u00e3o h\u00e1 mais criatividade. Al\u00e9m disso, seu livro nos apresenta as <em>backrooms<\/em> como um tipo de n\u00e3o-lugar dos jogos virtuais, espa\u00e7os bastante desconfort\u00e1veis ou at\u00e9 mesmo ins\u00f3litos, eu diria. Voc\u00ea acredita que chegamos a uma \u201c<em>backroom\u201d<\/em> na cultura, porque simplesmente n\u00e3o h\u00e1 mais lugares desbloqueados para a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALESSANDRO SBORDONI:<\/strong> Na adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica da A24, as <em>backrooms<\/em> constituem o espa\u00e7o liminar da nostalgia. Assim como em <em>Solaris<\/em>, a mem\u00f3ria do passado retorna para assombrar os protagonistas do sucesso de bilheteria da A24. Com a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o dos monstros de apar\u00eancia humana que infestam as <em>backrooms<\/em>, as mem\u00f3rias retratadas na tela restringem-se a bens de consumo, como m\u00f3veis e objetos de decora\u00e7\u00e3o; espa\u00e7os vazios, como escrit\u00f3rios e apartamentos; portas que n\u00e3o se abrem para fora. O filme, ambientado na d\u00e9cada de 1990, \u00e9 incapaz de evocar um passado radicalmente diferente do presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Gr\u00e3-Bretanha, cr\u00edticos culturais como Mark Fisher e Simon Reynolds apontaram uma incapacidade de imaginar o futuro. Resta saber at\u00e9 que ponto a an\u00e1lise deles n\u00e3o se tornou uma esp\u00e9cie de profecia autorrealiz\u00e1vel, na qual a nostalgia \u00e9 utilizada por produtoras como um argumento de venda em suas campanhas de marketing. Ora, se houver um livro nas <em>backrooms<\/em>, ter\u00e1 de ser uma edi\u00e7\u00e3o de bolso de <em>Fantasmas da minha vida<\/em>, de Mark Fisher&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante de tudo isso, \u00e9 preciso responder: o futuro n\u00e3o est\u00e1 perdido! Ainda existem artistas, m\u00fasicos e diretores que criam e recriam o presente. Basta observar o cinema de internet de Dana Dawud! Basta ouvir SOPHIE, Arca, Iglooghost e os artistas da SVBKVLT! A mem\u00f3ria de ontem d\u00e1 lugar \u00e0 est\u00e9tica de um novo amanh\u00e3. No s\u00e9culo XXI, a cultura popular tem apenas nos entretido, \u00e0 sua pr\u00f3pria maneira. O objetivo, contudo, \u00e9 reimaginar tudo desde o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">* * *<\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes has-small-font-size\"><li id=\"8813c9be-31ee-4549-806b-4611ec360f32\"><a href=\"https:\/\/sobinfluencia.com\/produtos\/semiotica-do-fim\/\">SBORDONI, Alessandro. <em>Semi\u00f3tica do fim<\/em>. Capitalismo e apocalipse. Tradu\u00e7\u00e3o: Victor Hermann. S\u00e3o Paulo: sobinfluencia, 2025<\/a>. <a href=\"#8813c9be-31ee-4549-806b-4611ec360f32-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Carbono<\/em>, vol. 20 \u2013 julho de 2026.<br>ISSN: 3085-7066<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta entrevista concedida ao Carbono, o pesquisador italiano fala sobre o fim do mundo, as amarras do capitalismo e como a cultura tem reagido aos signos do fim<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1725,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"<a href=\\\"https:\/\/sobinfluencia.com\/produtos\/semiotica-do-fim\/\\\">SBORDONI, Alessandro. <em>Semi\u00f3tica do fim<\/em>. 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