{"id":223,"date":"2025-01-08T19:22:05","date_gmt":"2025-01-08T22:22:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/?p=223"},"modified":"2025-02-14T12:20:40","modified_gmt":"2025-02-14T15:20:40","slug":"agua-ate-aqui-os-livros-e-a-enchente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/2025\/01\/08\/agua-ate-aqui-os-livros-e-a-enchente\/","title":{"rendered":"\u00c1gua at\u00e9 aqui? Os livros e a enchente"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Karina de Castilhos Lucena<sup data-fn=\"efb43bfe-3229-4259-80fa-f446eddfe21a\" class=\"fn\"><a href=\"#efb43bfe-3229-4259-80fa-f446eddfe21a\" id=\"efb43bfe-3229-4259-80fa-f446eddfe21a-link\">1<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Esta exposi\u00e7\u00e3o nasce de um assombro: os livros jogados como lixo nas cal\u00e7adas de Porto Alegre depois da enchente que acometeu a cidade e o estado em maio de 2024. As imagens dos livros empilhados junto a eletrodom\u00e9sticos, roupas, m\u00f3veis fazem pensar no lugar social do livro, seu estatuto art\u00edstico ou utilit\u00e1rio, sua inser\u00e7\u00e3o no cotidiano das pessoas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Diante da cat\u00e1strofe, quem salva prioritariamente os livros? Eles merecem essa defer\u00eancia? Se sim, quais livros salvar? Os afetivos, os raros? Qual o tamanho da perda de livros frente a outras consensualmente mais duras \u2013 a vida, a casa. Quantas pilhas de lixo efetivamente tinham livros? \u00c9 muito? \u00c9 pouco? Diz algo sobre a rela\u00e7\u00e3o do porto-alegrense, dos ga\u00fachos, com a leitura?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Pensar o problema dos livros perdidos na enchente como exposi\u00e7\u00e3o nos lembra que visitar um museu \u00e9 experi\u00eancia necessariamente coletiva, assim como dever\u00e1 ser coletivo o trabalho de reconstru\u00e7\u00e3o das cidades. A exposi\u00e7\u00e3o pretende ser uma modesta contribui\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o de um trauma que machuca, ou deveria machucar, a todos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>J\u00e1 que o Rio Grande do Sul entrou definitivamente para a \u201cHist\u00f3ria universal da destrui\u00e7\u00e3o dos livros\u201d, para referir o excelente estudo de Fernando B\u00e1ez, cabe a n\u00f3s, contempor\u00e2neos dessa cat\u00e1strofe, a tarefa de enunci\u00e1-la.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"898\" height=\"599\" data-id=\"229\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/karina1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-229\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/karina1-1.png 898w, https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/karina1-1-300x200.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/karina1-1-768x512.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 898px) 100vw, 898px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Detalhe da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;\u00c1gua at\u00e9 aqui&#8221;, de Karina Lucena<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 o texto de apresenta\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o <em>\u00c1gua at\u00e9 aqui? Os livros e a enchente<\/em>, cuja curadoria assino juntamente com a equipe do Museu da UFRGS, e que est\u00e1 aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o at\u00e9 31 de janeiro de 2025 \u2013 iniciou em 31 de outubro de 2024. Como diz o texto, a exposi\u00e7\u00e3o nasce de um assombro; n\u00e3o qualquer assombro, aquele expresso neste poema de Jorge Luis Borges (1899-1986):<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Casi juicio final<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mi callejero \u2018no hacer nada\u2019 vive y se suelta por la variedad de la noche.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>La noche es una fiesta larga y sola.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>En mi secreto coraz\u00f3n yo me justifico y ensalzo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>He atestiguado el mundo; he confesado la rareza del mundo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>He cantado lo eterno: la clara luna volvedora y las mejillas que apetece el amor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>He conmemorado con versos la ciudad que me ci\u00f1e y los arrabales que se desgarran.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>He dicho asombro donde otros dicen solamente costumbre.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Frente a la canci\u00f3n de los tibios, encend\u00ed mi voz en ponientes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A los antepasados de mi sangre y a los antepasados de mis sue\u00f1os he exaltado y cantado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>He sido y soy.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>He trabado en firmes palabras mi sentimiento que pudo haberse disipado en ternura.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>El recuerdo de una antigua vileza vuelve a mi coraz\u00f3n.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Como el caballo muerto que la marea inflige en la playa, vuelve a mi coraz\u00f3n.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A\u00fan est\u00e1n a mi lado, sin embargo, las calles y la luna.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>El agua sigue siendo grata en mi boca y el verso no me niegan su gracia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Siento el pavor de la belleza; \u00bfqui\u00e9n se atrever\u00e1 a condenarme si esta gran luna de mi soledad me perdona?<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ironia do t\u00edtulo manifestada pelo \u201cquase\u201d que antecede o ju\u00edzo final \u00e9 uma assinatura borgeana, presente j\u00e1 nesse poema de juventude, inclu\u00eddo em um de seus primeiros livros, <em>Luna de enfrente<\/em> (1925). O eu-l\u00edrico que faz as contas no dia do ju\u00edzo v\u00ea como ponto favor\u00e1vel \u00e0 sua salva\u00e7\u00e3o a capacidade de assombrar-se, quando outros apenas se acostumam. \u00c9 o verso grifado por mim, um dos mais bonitos de Borges.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAssombro\u201d e \u201ccostume\u201d foram ideias norteadoras da proposta da exposi\u00e7\u00e3o. Porque a primeira rea\u00e7\u00e3o diante da cat\u00e1strofe costuma ser o assombro, mas em seguida vem o costume, em especial no quadro de neoliberalismo desvairado. Museus s\u00e3o fendas nesse desvario, espa\u00e7os de salvaguarda, mem\u00f3ria, reflex\u00e3o e aprendizagem, por isso o projeto foi concebido como exposi\u00e7\u00e3o: para manter vivo por alguns meses mais o assombro inicial diante da enchente de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Sou professora de literatura, livros s\u00e3o itens priorit\u00e1rios para mim, objetos de prazer e trabalho. Por isso o assombro diante das pilhas de livro no lixo. As palavras \u201clivro\u201d e \u201clixo\u201d ficaram rondando na minha cabe\u00e7a e ent\u00e3o come\u00e7aram a chegar os relatos de colegas professores, escritores, leitores que haviam perdido suas bibliotecas. Tamb\u00e9m de editores, livreiros, bibliotec\u00e1rios que viram a \u00e1gua barrenta e contaminada arrastar seus acervos. A exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane depoimentos, fotos, textos de diferentes atores da cadeia do livro direta ou indiretamente atingidos pela enchente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Guto Leite gravou depoimento em v\u00eddeo e cedeu fotos e objetos pessoais. Um poema seu tamb\u00e9m faz parte da exposi\u00e7\u00e3o. Rafael Guimaraens \u2013 autor do livro <em>A enchente de 41<\/em> \u2013 gravou depoimento, bem como Thiago Rodrigues e Silvana Camargo de Oliveira, ambos falando sobre os projetos desenvolvidos na Biblioteca Andr\u00e9 Neves, EMEF Francisco C\u00e2ndido Xavier, S\u00e3o Leopoldo. Fotos da biblioteca destru\u00edda e do dep\u00f3sito da editora Libretos alagado tamb\u00e9m comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o, juntamente com registros do estrago na sede da ONG Cirandar, uma biblioteca comunit\u00e1ria. Os fot\u00f3grafos Marco Nedeff, Jo\u00e3o de los Santos, Larissa Terceiro e Luiz Filipe Varella fixaram imagens da destrui\u00e7\u00e3o de livros e cederam-nas para a exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Irka Barrios escreveu um conto que pode ser lido durante a visita\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ainda leituras gravadas em v\u00eddeo: Nathallia Protazio l\u00ea seu texto <em>Di\u00e1rio da inunda\u00e7\u00e3o IV \u2013 Livros<\/em>; Luiza Milano l\u00ea <em>Horas numa biblioteca<\/em>, de Virginia Woolf; Claudia Caimi l\u00ea <em>Desempacotando minha biblioteca: um discurso sobre o colecionador<\/em>, de Walter Benjamin. Essas quatro mulheres \u2013 Irka, Nathallia, Luiza e Claudia, duas escritoras, duas cr\u00edticas liter\u00e1rias \u2013 presentificam e historicizam a literatura na exposi\u00e7\u00e3o e nos lembram que ela existia antes de existir o objeto livro. Para refor\u00e7ar o n\u00e3o confinamento da literatura no livro, a exposi\u00e7\u00e3o conta ainda com uma parede de frases na caligrafia de Andrei Cunha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao chegar no mezanino do Museu da UFRGS, o visitante se depara com sacos de lixo\/livro, passa pela parede com frases e fotos, pelo poema de Guto e o conto de Irka, por uma TV com as leituras de Nathallia, Luiza e Claudia, por estantes de livros (do acervo da Ladeira Livros, de Mauro Messina), pela proje\u00e7\u00e3o dos depoimentos em v\u00eddeo de Guto, Rafael, Thiago e Silvana e chega \u00e0s vitrines preparadas pelas restauradoras Maria L\u00facia Ricardo Souto e Maria Luisa Faccioni Damiani, do Laborat\u00f3rio de Conserva\u00e7\u00e3o e Restaura\u00e7\u00e3o (LACOR), da Biblioteca Central UFRGS, que exp\u00f5em o processo de recupera\u00e7\u00e3o de livros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exposi\u00e7\u00e3o tra\u00e7a, ent\u00e3o, um arco da destrui\u00e7\u00e3o (os sacos de lixo\/livro) \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o, passando pelo exerc\u00edcio de mem\u00f3ria, representado nas fotos, depoimentos, leituras e textos. Uma cole\u00e7\u00e3o de destro\u00e7os que ao ser exposta no espa\u00e7o p\u00fablico do Museu (universit\u00e1rio e gratuito) desindividualiza a cat\u00e1strofe e a transforma em problema comunit\u00e1rio, com perspectiva de participar do debate pol\u00edtico. Podemos discutir o alcance do Museu em uma tarefa desse tamanho, bem como nos perguntar pela parcela da popula\u00e7\u00e3o de Porto Alegre e arredores que tem o livro como objeto priorit\u00e1rio. N\u00e3o podemos, no entanto, desistir de disputar esse espa\u00e7o, sob pena de engrossar o coro anti-intelectual t\u00e3o gritante por estas plagas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPrecisamos resgatar a \u2018curadoria\u2019 daqueles que passaram a ser curadores do caf\u00e9 da manh\u00e3 de seu cachorro. \u00c9 poss\u00edvel que ela nem sempre se encaixe, mas curadoria \u00e9 a melhor palavra para esse conjunto de atividades que vai al\u00e9m da sele\u00e7\u00e3o e arranjo para misturar-se com refino e exposi\u00e7\u00e3o, explica\u00e7\u00e3o e simplifica\u00e7\u00e3o, categoriza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o\u201d. Esse \u00e9 Michael Bhaskar, no divertido e informativo livro <em>Curadoria: o poder da sele\u00e7\u00e3o no mundo do excesso<\/em>. Ao me arriscar pelo mundo da curadoria, tentei seguir um princ\u00edpio de concentra\u00e7\u00e3o, entender que as pessoas ouvidas est\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o por suas trajet\u00f3rias individuais, claro, mas principalmente pelo que representam como trabalhadores da cadeia do livro \u2013 cada um deles traz consigo muitos outros. Espero que a exposi\u00e7\u00e3o materializada no Museu da UFRGS tenha conseguido comunicar as premissas, conceitos e problemas que orientaram a sua concep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Clique <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/museu\/agua-ate-aqui\/\">aqui<\/a> para visitar a p\u00e1gina da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cliquei <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@LACORBCUFRGS\">aqui<\/a> para visitar o Canal do LACOR no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B\u00c1EZ, Fernando. <em>Hist\u00f3ria universal da destrui\u00e7\u00e3o dos livros: das t\u00e1buas sum\u00e9rias \u00e0 guerra do Iraque<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de L\u00e9o Schlafman. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BENJAMIN, Walter. <em>Rua de m\u00e3o \u00fanica: obras escolhidas, volume II<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Rubens Rodrigues Torres Filho e Jos\u00e9 Carlos Martins Barbosa. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BHASKAR, Michael. <em>Curadoria: o poder da sele\u00e7\u00e3o no mundo do excesso<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de \u00c9rico Assis. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es SESC, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BORGES, Jorge Luis. <em>Primeira poesia<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Josely Vianna Baptista. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GUIMARAENS, Rafael. <em>A enchente de 41<\/em>. Porto Alegre: Libretos, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">WOOLF, Virginia. <em>A arte do romance<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Denise Bottmann. Porto Alegre: L&amp;PM, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>* * *<\/strong> <\/p>\n\n\n<ol class=\"wp-block-footnotes has-small-font-size\"><li id=\"efb43bfe-3229-4259-80fa-f446eddfe21a\">Professora de literatura no Instituto de Letras da UFRGS. Autora dos livros <em><a href=\"https:\/\/www.bestiario.com.br\/livros\/leituras_em_constelacao.html\">Leituras em constela\u00e7\u00e3o: literatura traduzida e hist\u00f3ria liter\u00e1ria<\/a><\/em> (Besti\u00e1rio, 2020) e <em><a href=\"https:\/\/www.editoracoragem.com.br\/product-page\/victoria-ocampo-concentrado-de-tens%C3%B5es\">Victoria Ocampo, concentrado de tens\u00f5es<\/a><\/em> (Coragem, 2024). <a href=\"#efb43bfe-3229-4259-80fa-f446eddfe21a-link\" aria-label=\"Ir para a refer\u00eancia 1 na nota de rodap\u00e9\">\u21a9\ufe0e<\/a><\/li><\/ol>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Carbono<\/em>, vol. 2 \u2013 janeiro de 2025.<br>ISSN: 3085-7066<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relato de uma curadoria<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"[{\"content\":\"Professora de literatura no Instituto de Letras da UFRGS. Autora dos livros <em><a href=\\\"https:\/\/www.bestiario.com.br\/livros\/leituras_em_constelacao.html\\\">Leituras em constela\u00e7\u00e3o: literatura traduzida e hist\u00f3ria liter\u00e1ria<\/a><\/em> (Besti\u00e1rio, 2020) e <em><a href=\\\"https:\/\/www.editoracoragem.com.br\/product-page\/victoria-ocampo-concentrado-de-tens%C3%B5es\\\">Victoria Ocampo, concentrado de tens\u00f5es<\/a><\/em> (Coragem, 2024).\",\"id\":\"efb43bfe-3229-4259-80fa-f446eddfe21a\"}]"},"categories":[14,10,7,6],"tags":[35,36,18,32],"class_list":["post-223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arquivo","category-artigo","category-clima","category-cultura","tag-curadoria","tag-enchente","tag-literatura","tag-volume-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=223"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":403,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223\/revisions\/403"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/media\/224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/carbono\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}