Cientistas russos reanimam organismo multicelular de 24 mil anos

  • Biologia

O organismo de 24 mil anos descoberto na província da Sibéria se trata de um rotífero bdeloide, espécime pertence a um filo de criaturas aquáticas e microscópicas. O ser vivo se encontrava na camada permafrost, tipo de solo encontrado na região do Ártico, constituído por terra, gelo e rochas permanentemente congeladas.

Segundo Stas Malavin, biólogo e coautor do estudo, o rotífero se encontrava em criptobiose, estado do metabolismo quase completamente preso. A criptobiose faz parte dos seres mais resistentes já relatados, dentre eles, o tardígrado (comumente chamado de urso d’água).

Após os cientistas reanimarem o animal em laboratório, conseguiram criar várias culturas rotíferas secundárias a partir do mesmo indivíduo. A espécie se reproduz assexualmente através da partogênese, em que o embrião se desenvolve de um óvulo sem ocorrência da fecundação.

A descoberta tem alta importância científica devido a ser a primeira documentação de um ser multicelular permanecer vivo após milhares de anos congelado. Isso pode representar mais um pequeno avanço para pesquisas relacionados à criogenia humana, método de congelamento para futura reanimação, algo que não é possível realizar atualmente.

Referências:
https://www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(21)00624-2https://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2021-06-07/rotifero-animal-microscopico-acorda-2021-hibernar-24-mil-anos–saiba-mais.html

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