
{"id":1685,"date":"2025-10-21T17:56:49","date_gmt":"2025-10-21T20:56:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/cidade-em-projeto-cplab\/?p=1685"},"modified":"2025-11-11T18:06:32","modified_gmt":"2025-11-11T21:06:32","slug":"projetos-urbanos-uma-critica-ontologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/cidade-em-projeto-cplab\/projetos-urbanos-uma-critica-ontologica\/","title":{"rendered":"TESE | Projetos urbanos: uma cr\u00edtica ontol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_post_title _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_post_title][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A tese entende o Projeto Urbano (PU) como um novo padr\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o na cidade; um projeto pol\u00edtico que envolve procedimentos gerencialistas e articula\u00e7\u00f5es p\u00fablico-privadas. Quando inserido na l\u00f3gica do empreendedorismo urbano, o PU \u00e9 utilizado visando efeitos de curto prazo, em oposi\u00e7\u00e3o ao conceito de planejamento urbano. Tendo esse ponto de partida, e constatando lacunas e insufici\u00eancias nos debates acad\u00eamicos sobre o assunto, especialmente no Brasil, a tese realiza uma cr\u00edtica ontol\u00f3gica do PU no sistema em que opera, o capitalismo. Este objetivo implica na compreens\u00e3o da dimens\u00e3o ideol\u00f3gica do PU, que efetiva seu car\u00e1ter pr\u00e1tico-operacional. Para fundamentar a cr\u00edtica ontol\u00f3gica, se recorre a proposi\u00e7\u00f5es de Gi\u00f6rgy Luk\u00e1cs em sua obra tardia sobre a ontologia do ser social \u2013 conte\u00fado sistematizado no Cap\u00edtulo 1 da Parte I. A cr\u00edtica ontol\u00f3gica se dirige essencialmente aos pressupostos estruturais da tradi\u00e7\u00e3o criticada, \u00fanica maneira de figurar o mundo de maneira radicalmente distinta. Para descortinar essa cr\u00edtica ontol\u00f3gica do PU, a obra de Henri Lefebvre mostra-se um caminho coerente e prof\u00edcuo. Suas proposi\u00e7\u00f5es acerca da vida cotidiana, da produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e da sociedade urbana colocam quest\u00f5es ontol\u00f3gicas ao urbanismo, como objeto direto e tamb\u00e9m como pano de fundo de sua an\u00e1lise. Essas proposi\u00e7\u00f5es, relacionadas sobretudo \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Urbana, s\u00e3o sistematizadas no Capitulo 2 da Parte I. Parte-se das reflex\u00f5es de Lefebvre sobre a cidade industrial, para atualiz\u00e1-las e afirmar que os meios de produ\u00e7\u00e3o (incluindo o planejamento urbano) migraram para uma l\u00f3gica associada ao gerencialismo, ao empreendedorismo urbano e ao planejamento mercad\u00f3filo. Ou seja, ocorre uma transforma\u00e7\u00e3o da cidade industrial para a cidade neoliberal e, na atualidade, um aprofundamento da cidade neoliberal de urbaniza\u00e7\u00e3o extensiva atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os artificiais concebidos por meio de projetos urbanos. Em s\u00edntese, a tese sustenta que o projeto urbano \u00e9 o instrumento pr\u00e1tico operacional da produ\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os artificiais na cidade neoliberal. Esse argumento fundamenta-se na abordagem dos seguintes aspectos espec\u00edficos: os deslocamentos no tempo e no espa\u00e7o na elabora\u00e7\u00e3o das ideias que fundamentam e possibilitam a pr\u00e1tica do PU \u2013 ou seja, sua g\u00eanese ontol\u00f3gica; a rela\u00e7\u00e3o dessas ideias com as pr\u00e1ticas \u2013 ou seja, seu car\u00e1ter pr\u00e1tico operacional no est\u00e1gio atual do capitalismo, desvelando as contradi\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o a partir de projetos urbanos contempor\u00e2neos em diferentes est\u00e1gios do processo; reconhecimento das pr\u00e1ticas insurgentes que se orientam contra a artificialidade dos projetos urbanos, na dire\u00e7\u00e3o de uma sociedade urbana. Esses temas s\u00e3o desenvolvidos nos Cap\u00edtulos 3, 4 e 5 da Parte II. Nas conclus\u00f5es, com a discuss\u00e3o final sobre a ontologia do PU e sua express\u00e3o contempor\u00e2nea concreta, busca-se um aporte que contribua para a supera\u00e7\u00e3o das lacunas identificadas no campo dos estudos cr\u00edticos urbanos.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_button button_url=&#8221;http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/186158&#8243; button_text=&#8221;Texto completo&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_button][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text admin_label=&#8221;Palavras-chave&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h4>Palavras-chave<\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">projetos<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">urbanos,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">produ\u00e7\u00e3o<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">do<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">espa\u00e7o,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">cr\u00edtica<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">ontol\u00f3gica,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">higieniza\u00e7\u00e3o<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">social,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">porto<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">alegre<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">4d<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h4>Refer\u00eancia<\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">OLIVEIRA, Clarice Misoczky. Projetos urbanos: uma cr\u00edtica ontol\u00f3gica. Tese (doutorado em Planejamento Urbano e Regional). PROPUR, UFRGS: Porto Alegre, 2018.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tese entende o Projeto Urbano (PU) como um novo padr\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o na cidade; um projeto pol\u00edtico que envolve procedimentos gerencialistas e articula\u00e7\u00f5es p\u00fablico-privadas. Quando inserido na l\u00f3gica do empreendedorismo urbano, o PU \u00e9 utilizado visando efeitos de curto prazo, em oposi\u00e7\u00e3o ao conceito de planejamento urbano. 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