{"id":1770,"date":"2019-03-22T09:45:19","date_gmt":"2019-03-22T12:45:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/?p=1770"},"modified":"2019-03-29T14:01:19","modified_gmt":"2019-03-29T17:01:19","slug":"pesquisa-analisa-o-sofrimento-social-relacionado-a-construcao-de-barragens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/pesquisa-analisa-o-sofrimento-social-relacionado-a-construcao-de-barragens\/","title":{"rendered":"Pesquisa analisa o sofrimento social relacionado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de barragens"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) de 2015 declara que o Brasil se situa entre os 24 pa\u00edses que produzem 90% de toda a energia dispon\u00edvel no mundo, sendo considerado o que tem maior potencial hidrel\u00e9trico. De acordo com <u><a href=\"http:\/\/www.usp.br\/portalbiossistemas\/?p=7865\">dados coletados<\/a><\/u> em 2018 por Mariana Zanarotti Shimako, aluna de gradua\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o pa\u00eds possui 12% da \u00e1gua doce superficial do planeta e 12 bacias hidrogr\u00e1ficas. Cerca de 70% da energia que utilizamos vem dessas hidrel\u00e9tricas, e existem mais de 2 mil barragens espalhadas por diferentes estados, que s\u00e3o necess\u00e1rias para a produ\u00e7\u00e3o de energia. Localizadas principalmente em \u00e1reas rurais, comunidades inteiras s\u00e3o for\u00e7adas a deixar seus lares para tr\u00e1s, que logo ser\u00e3o tomados pela \u00e1gua. Entretanto, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as fam\u00edlias que tiveram as suas casas submersas que sentem as mudan\u00e7as no ambiente. As altera\u00e7\u00f5es causadas pela constru\u00e7\u00e3o afetam uma \u00e1rea maior ao seu redor do que somente o que foi alagado. Os indiv\u00edduos que permanecem pr\u00f3ximos \u00e0s hidrel\u00e9tricas sofrem de falta de suprimentos e isolamento geogr\u00e1fico, al\u00e9m da perda de conex\u00f5es pessoais com membros da comunidade que acabaram partindo para outros locais. A partir de uma extensa pesquisa de campo nos entornos da Hidrel\u00e9trica de It\u00e1, a professora de Psicologia na Universidade Feevale <u><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3074416863232933\">Carmem Giongo<\/a><\/u> aponta as consequ\u00eancias que perduram por muitos anos ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o das barragens. O trabalho fez parte de sua tese de doutorado, apresentada no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia da UFRGS e orientada pela professora <u><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8540039840052671\">Jussara Maria Rosa Mendes<\/a>.<\/u><\/p>\n<p>Localizada nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e utilizando o rio Uruguai para produ\u00e7\u00e3o de energia, a Hidrel\u00e9trica de It\u00e1 j\u00e1 estava ativa h\u00e1 19 anos quando Carmem come\u00e7ou a sua pesquisa. A pesquisadora passou o ano de 2016, de fevereiro at\u00e9 dezembro, com as comunidades que vivem ao redor do reservat\u00f3rio e realizou entrevistas com comerciantes, agricultores, profissionais da sa\u00fade e pol\u00edticos para analisar a situa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o tantos anos ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o da barragem. A motiva\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s desse projeto vem do descaso pela vida desses moradores, apontado em estudos que indicam que somente 10% das pessoas s\u00e3o devidamente indenizadas em cada obra. \u201c\u00c9 um campo de muito conflito ambiental e de viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos que est\u00e1 banalizado\u201d, afirma Carmem. Para Jussara, as fam\u00edlias n\u00e3o est\u00e3o sendo orientadas propriamente pelo Estado e n\u00e3o s\u00e3o consultadas durante o processo. \u201c\u00c9 dito para eles que vem o progresso, que vai beneficiar o pa\u00eds\u201d, diz ela. Enquanto alguns s\u00e3o retirados e perdem as suas casas, outros acabam saindo devido ao medo e \u00e0 incerteza de suas situa\u00e7\u00f5es. A perda de suas ra\u00edzes e dos la\u00e7os sociais com os seus vizinhos causa um sofrimento muito grande, aumentando os n\u00edveis de depress\u00e3o e os casos de suic\u00eddios na regi\u00e3o. Mesmo que as leis ambientais sejam cumpridas, n\u00e3o existe legisla\u00e7\u00e3o suficiente para proteger os cidad\u00e3os em situa\u00e7\u00f5es como essas. \u201cO que estamos vivendo \u00e9 uma falta de investimento em seguridade social\u201d, expressa Jussara.<\/p>\n<p>Embora o progresso seja prometido para os moradores das faixas de terra que ser\u00e3o alagadas e tamb\u00e9m para quem est\u00e1 em seu entorno, Carmem revela que hoje est\u00e1 comprovado que essas instala\u00e7\u00f5es n\u00e3o trazem desenvolvimento para o local, e \u00e9 justamente o contr\u00e1rio que ocorre. Sendo que as comunidades atingidas s\u00e3o primariamente agr\u00edcolas, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e9 diminu\u00edda enquanto o n\u00edvel de doen\u00e7as aumenta. As indeniza\u00e7\u00f5es s\u00e3o desiguais, e a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o possui qualquer tipo de participa\u00e7\u00e3o nas discuss\u00f5es. \u201cQuem fica e n\u00e3o \u00e9 atingido acaba em \u00e1reas isoladas e sem acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, declara. As consequ\u00eancias s\u00e3o variadas, indo desde impactos sociais, psicol\u00f3gicos e ambientais at\u00e9 econ\u00f4micos e culturais. S\u00e3o comunidades inteiras em toda a sua complexidade e inter-rela\u00e7\u00f5es que acabam se desfazendo. Apesar de haver muitos estudos sobre esses casos, a pesquisadora tamb\u00e9m aponta que pouco tem se avan\u00e7ado em pol\u00edticas p\u00fablicas para proteger os afetados. Para Jussara, as leis sociais est\u00e3o em desencontro com as ambientais, e \u00e9 preciso trabalhar nisso para que possam atender \u00e0s necessidades dessas fam\u00edlias. \u201cH\u00e1 uma banaliza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a nas constru\u00e7\u00f5es das hidrel\u00e9tricas. Devemos conscientizar e dar visibilidade \u00e0 constru\u00e7\u00e3o social dessa banaliza\u00e7\u00e3o da vida humana, dos atingidos e de todo o entorno\u201d, fala.<\/p>\n<p>A pesquisa demonstra in\u00fameros problemas decorrentes do deslocamento for\u00e7ado e das altera\u00e7\u00f5es na natureza causadas pelas constru\u00e7\u00f5es de barragens. Jussara comenta que a perda de v\u00ednculos sociais causa depress\u00e3o tanto nos moradores que ficam quanto nos que acabam se mudando para outros locais. As fam\u00edlias que permanecem ficam afastadas, faltando recursos e at\u00e9 mesmo \u00f4nibus que cheguem \u00e0 comunidade. Ao inv\u00e9s do progresso prometido, veio a falta de acesso. Eles n\u00e3o podem mais pescar ou plantar, o que antes eram os seus meios de sobreviv\u00eancia. Igrejas e escolas s\u00e3o abandonadas. Carmem tamb\u00e9m exp\u00f5e que esses moradores vivenciam per\u00edodos de muita inseguran\u00e7a, desvinculando-se das comunidades e sofrendo com a perda do contato com o rio. \u201cEssa \u00e1gua muitas vezes n\u00e3o \u00e9 mais acess\u00edvel \u00e0s pessoas\u201d, relata ela. H\u00e1 um grande sentimento de injusti\u00e7a que vem junto com a depress\u00e3o. Para Carmem, esses sofrimentos s\u00e3o associados \u00e0 viv\u00eancia do dano ambiental e da injusti\u00e7a social que os afligem. Embora a pesquisa delas tenha tido a Hidrel\u00e9trica de It\u00e1 como objeto de estudo, essa situa\u00e7\u00e3o e a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos se repete em todas as constru\u00e7\u00f5es do tipo dentro do pa\u00eds. \u201cAs pessoas s\u00e3o invadidas antes de come\u00e7ar a barragem, quando elas n\u00e3o fazem parte do processo. N\u00e3o s\u00e3o tratadas como cidad\u00e3os, n\u00e3o s\u00e3o chamadas para participar\u201d, explica Jussara.<\/p>\n<p>Ambas acreditam que, para tentar minimizar os danos causados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, seria necess\u00e1rio um maior respeito pelos moradores, permitindo a participa\u00e7\u00e3o em um processo que ir\u00e1 mudar as suas vidas t\u00e3o drasticamente. Jussara afirma que se devem analisar todos os poss\u00edveis riscos para o meio ambiente e para a sa\u00fade antes da instala\u00e7\u00e3o das barragens. \u201cO capital tem a capacidade de explorar o sangue e a vida dos trabalhadores e do meio ambiente. A voracidade pelo lucro, \u00e9 isso que comanda\u201d, expressa ela. Jussara tamb\u00e9m diz que \u00e9 necess\u00e1rio acabar com a corrup\u00e7\u00e3o para que se possa ter uma vigil\u00e2ncia eficiente e realmente preservar a vida das pessoas. De acordo com Carmem, existem v\u00e1rias estrat\u00e9gias que poderiam auxiliar os moradores em situa\u00e7\u00f5es como essa. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que existe h\u00e1 mais de 30 anos e do qual ela faz parte, t\u00eam conseguidos alguns avan\u00e7os na \u00e1rea. Especialista em organiza\u00e7\u00e3o das comunidades, o movimento atua em mais de 20 estados para auxiliar os atingidos. Para ela, um dos passos mais b\u00e1sicos seria melhorar a legisla\u00e7\u00e3o para que garanta a participa\u00e7\u00e3o das pessoas nos processos decis\u00f3rios e os direitos dos afetados. N\u00e3o somente isso, \u00e9 necess\u00e1rio ampliar o conceito de atingido. Por lei, s\u00e3o somente as pessoas que tiveram as suas casas alagadas. Entretanto, quem vive por perto tamb\u00e9m sofre os danos. Dezenove anos ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o da barragem de It\u00e1, as pessoas que ainda vivem por l\u00e1 revelam que os piores problemas vieram muito tempo depois, com o isolamento e a falta de acesso a bens b\u00e1sicos, como a \u00e1gua. \u201cEssas fam\u00edlias precisam de acompanhamento e repara\u00e7\u00e3o por muitos anos, n\u00e3o s\u00f3 enquanto a barragem \u00e9 constru\u00edda\u201d, profere Carmem. Ela acredita que \u00e9 preciso envolver mais os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos no acompanhamento dessas fam\u00edlias, auxili\u00e1-las com as indeniza\u00e7\u00f5es e inform\u00e1-las melhor sobre o que est\u00e1 acontecendo e que direitos possuem.<\/p>\n<p>Contudo, essas estrat\u00e9gias somente minimizam o sofrimento, n\u00e3o acabam com ele. Enquanto uma realoca\u00e7\u00e3o efetiva poderia tornar a situa\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil, ela n\u00e3o apaga a dor de perder as suas ra\u00edzes. \u201cA quest\u00e3o \u00e9 mais ampla do que isso, a gente n\u00e3o descola o meio ambiente da vida das pessoas\u201d, conta Jussara. At\u00e9 mesmo os que est\u00e3o longe do local da barragem v\u00e3o sofrer as consequ\u00eancias dessas mudan\u00e7as. Embora a energia hidrel\u00e9trica seja tida como limpa, ambas as pesquisadoras acreditam que n\u00e3o \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o. \u201cDeveria haver outras alternativas que n\u00e3o tivessem um custo social t\u00e3o elevado\u201d, aponta ela. \u00c9 um mal que atinge muitos trabalhadores, muitas pessoas. Para Carmem, existem alternativas energ\u00e9ticas que s\u00e3o menos danosas ao meio ambiente, como a energia solar, que quase n\u00e3o tem apoio do Estado, ou de pol\u00edticas p\u00fablicas. Ainda existem muitas hidrel\u00e9tricas que est\u00e3o previstas ou j\u00e1 est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o. Viver com as comunidades em volta de It\u00e1 por um ano foi um grande aprendizado para Carmem, que vivenciou por ela mesma o isolamento e a falta de acesso que uma barragem desse tamanho causa. Apesar do sofrimento que j\u00e1 \u00e9 causado atualmente e de casos de rompimento de barragens como Mariana e Brumadinho, ambas em Minas Gerais, hoje existe um movimento pol\u00edtico de facilita\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental. \u201c\u00c0s vezes o Estado \u00e9 o maior violador de direitos, porque ele flexibiliza as leis. Apesar de toda a cat\u00e1strofe, estamos caminhando em um caminho oposto do que deveria ser\u201d, fala Carmem.<\/p>\n<p>Convidada pelo MAB, a pesquisadora esteve presente em Brumadinho ap\u00f3s o acontecimento, vendo em primeira m\u00e3o o que acontece quando essas barragens falham. Atendendo \u00e0s fam\u00edlias e \u00e0s comunidades, ela trabalhou escutando os atingidos e os acolhendo quando necess\u00e1rio, mas principalmente os orientando sobre os seus direitos. O movimento ajudou as comunidades a se organizarem, a fazer uma lista do que estavam precisando e a garantir que sejam reparados pelos danos que sofreram. De acordo com ela, as duas principais comunidades atingidas est\u00e3o sendo assistidas pelo governo, ONGs e movimentos sociais. A lama, que na verdade s\u00e3o rejeitos t\u00f3xicos, j\u00e1 atingiu mais de 40 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e est\u00e1 afetando comunidades ribeirinhas mais distantes, que ainda permanecem sem informa\u00e7\u00f5es, poluindo os seus rios e os intoxicando. A Vale, empresa respons\u00e1vel pela barragem, ofereceu apenas \u00e1gua e comida para os afetados. Enquanto est\u00e3o tentando fazer algumas negocia\u00e7\u00f5es, o Minist\u00e9rio P\u00fablico est\u00e1 orientando as pessoas a n\u00e3o assinar nada at\u00e9 que tudo esteja certo, para que n\u00e3o sejam prejudicadas a longo prazo. Ela fala que, at\u00e9 a data da entrevista, os representantes da empresa n\u00e3o aparecem em nenhuma das reuni\u00f5es, e as pessoas n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. \u201cEst\u00e3o deixando a desejar muito, principalmente no processo de oferecer algo que consiga minimamente reparar os danos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para Carmem, \u00e9 preciso maior fiscaliza\u00e7\u00e3o dessas barragens e tamb\u00e9m uma melhor pol\u00edtica p\u00fablica ambiental. De acordo com o que viu e estudou, ela acredita que falta principalmente um \u00f3rg\u00e3o que v\u00e1 garantir a fiscaliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o deixar que seja afetada pela corrup\u00e7\u00e3o. A pesquisadora salienta que engenheiros foram coagidos a assinar termos dizendo que a barragem era segura e que o poder p\u00fablico precisa estar mais atento para evitar que situa\u00e7\u00f5es como essa se repitam. Ela tamb\u00e9m relata que os moradores t\u00eam interesse em formar as suas pr\u00f3prias comiss\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o para exigir que tudo esteja correto e que existam planos de emerg\u00eancia para quando for necess\u00e1rio. Carmem vivenciou o caos que tomou conta de Brumadinho por sete dias. \u201cIsso s\u00f3 mostra o quanto a gente precisa avan\u00e7ar nas pol\u00edticas ambientais, no respeito e na participa\u00e7\u00e3o das pessoas nessas pol\u00edticas. \u00c9 uma cidade que depende totalmente de um empreendimento; n\u00e3o tem alternativas. As pessoas est\u00e3o abandonadas nesses lugares\u201d, declara ela. Os danos ambientais s\u00e3o irrevers\u00edveis, e a maior parte das fam\u00edlias nem mesmo encontrou os corpos dos seus familiares. Para a professora, isso est\u00e1 longe de ser um acidente e poderia ter sido evitado. \u201cExistem maneiras muito seguras de construir barragens, mas que ali n\u00e3o s\u00e3o constru\u00eddas por serem mais baratas. \u00c9 um crime, com certeza\u201d, exprime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Tese<\/h5>\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong><a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/158197\">&#8220;Futuro roubado&#8221;: banaliza\u00e7\u00e3o da injusti\u00e7a e do sofrimento social e ambiental na constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas<\/a><br \/>\n<strong>Autora<\/strong>:<em>\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3074416863232933\">Carmem Regina Giongo<\/a><em><br \/>\n<\/em><strong>Orientadora<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8540039840052671\">Jussara Maria Rosa Mendes<\/a><br \/>\n<strong>Unidade<\/strong>:\u00a0Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia Social e Institucional<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Artigos cient\u00edficos<\/h5>\n<p>MARQUES, Gabriela da Silva et al. <a href=\"https:\/\/revistas.uniandes.edu.co\/doi\/10.7440\/res66.2018.04\">Deslocamento for\u00e7ado e sa\u00fade mental: o caso da hidrel\u00e9trica de It\u00e1<\/a>.\u00a0Revista de Estudios Sociales, 2018.<\/p>\n<p>BARBOSA, Fernanda Escobar Fernandes; GIONGO, Carmem Regina; MENDES, Jussara Maria Rosa. <a href=\"http:\/\/www.periodicos.ulbra.br\/index.php\/aletheia\/article\/view\/4920\/3267\">Constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas e popula\u00e7\u00f5es atingidas no Brasil: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/a>.\u00a0Aletheia, 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) de 2015 declara que o Brasil se situa entre os 24 pa\u00edses que produzem 90% de toda a energia dispon\u00edvel no mundo, sendo considerado o que tem maior potencial hidrel\u00e9trico. 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