{"id":2474,"date":"2020-08-06T10:40:54","date_gmt":"2020-08-06T13:40:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/?p=2474"},"modified":"2020-08-06T11:57:09","modified_gmt":"2020-08-06T14:57:09","slug":"microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observar pelo microsc\u00f3pio as cores, as formas e as texturas desses pequenos fragmentos, eles parecem dan\u00e7ar em meio \u00e0 \u00e1gua. Reluzem como pedras preciosas sob um facho de luz e, para um leigo, podem parecer diamantes, rubis, esmeraldas, turquesas, \u00e1gatas. Os micropl\u00e1sticos presentes no Lago Gua\u00edba s\u00e3o abundantes e preocupantes. Para os olhos treinados dos pesquisadores do Laborat\u00f3rio de Processos Ambientais e Contaminantes Emergentes (<a href=\"http:\/\/www.iq.ufrgs.br\/lapace\/\">Lapace<\/a>), vinculado ao Instituto de Qu\u00edmica da UFRGS, esse material pode at\u00e9 parecer bonito, mas \u00e9 um sinal de alerta de sua interfer\u00eancia negativa no ecossistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Presentes no ar, na \u00e1gua e at\u00e9 no sal, os micropl\u00e1sticos s\u00e3o pequenas part\u00edculas de pl\u00e1sticos que poluem o meio ambiente e podem medir de 0,001 mm a 5 mm. Eles s\u00e3o categorizados em duas fontes: de origem prim\u00e1ria, em que h\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o intencional pela ind\u00fastria; de origem secund\u00e1ria, quando a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o intencional e provocada, geralmente, pelos processos de intemperismo no meio ambiente, como degrada\u00e7\u00e3o pela luz solar, por exemplo. \u201cOs prim\u00e1rios s\u00e3o aqueles confeccionados como micropl\u00e1sticos na origem, tais como microesferas presentes em sabonetes esfoliantes. Eles saem da ind\u00fastria dessa maneira e chegam na natureza assim ou, ainda, transformam-se em <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"50eb9f948c7331fab4571d5a8fea0f4a\" class=\"better-links\">nanopl\u00e1sticos<\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"50eb9f948c7331fab4571d5a8fea0f4a\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">part\u00edcula de mat\u00e9ria pl\u00e1stica com dimens\u00e3o inferior a um m\u00edcron (1\u00b5= 0.001000000mm).<\/span><\/span><\/span> . J\u00e1 os de fonte secund\u00e1ria s\u00e3o aqueles que chegam ao meio ambiente em um tamanho maior e, por a\u00e7\u00e3o solar e movimenta\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, s\u00e3o fragmentados ao ponto de se transformarem em micropl\u00e1sticos\u201d, explica <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9707937084176125\">Andreia Neves Fernandes<\/a>, professora da UFRGS e coordenadora do Lapace.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estudos sobre a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos no ecossistema s\u00e3o recentes, iniciados no mundo nos anos 2000. O primeiro artigo publicado no Brasil sobre o assunto \u00e9 de 2009, e, em Porto Alegre, a UFRGS \u00e9 pioneira em tratar o tema de maneira cient\u00edfica. Em uma revis\u00e3o de literatura realizada pelo Laborat\u00f3rio, foram encontradas apenas 81 publica\u00e7\u00f5es sobre micropl\u00e1sticos no pa\u00eds. Isso \u00e9 alarmante, dado que o Brasil \u00e9 o quarto produtor de pl\u00e1stico no mundo e recicla apenas 2% dele. Com uma coleta seletiva prec\u00e1ria e alta produ\u00e7\u00e3o do material, o grande volume de pl\u00e1stico acaba chegando aos rios e, consequentemente, aos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico \u2013 comercializado desde a d\u00e9cada de 1920 \u2013 teve um crescimento exponencial a partir da Segunda Guerra Mundial. Hoje, as imagens de animais morrendo em decorr\u00eancia da presen\u00e7a desse material nas \u00e1guas s\u00e3o corriqueiras, por\u00e9m chocantes. <a href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/3\/7\/e1700782\">Uma estimativa estat\u00edstica recente<\/a>, com base em informa\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria, aponta que entre 1950 e 2015 foram produzidas 8,3 bilh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1sticos prim\u00e1rio (virgem) e secund\u00e1rio (de material reciclado) no mundo. O pl\u00e1stico sozinho, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 o vil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"955\" height=\"637\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-B-Foto-21.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2477\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-B-Foto-21.jpg 955w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-B-Foto-21-600x400.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 955px) 100vw, 955px\" \/><figcaption>Micropl\u00e1stico encontrado na linha de mar\u00e9 no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Mostardas (RS). Foto: Derek Blaese de Amorim.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9562168618492575\">Guilherme Tavares Nunes<\/a>, professor do Departamento Interdisciplinar no Campus do Litoral Norte da UFRGS e pesquisador no Centro de Estudos Costeiros, Limnol\u00f3gicos e Marinhos (<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ceclimar\/\">Ceclimar<\/a>), avalia a contamina\u00e7\u00e3o de aves marinhas e costeiras por micropl\u00e1sticos no litoral do Rio Grande do Sul. Para ele, \u00e9 importante n\u00e3o demonizar esse material, uma vez que est\u00e1 presente em quase todos os utens\u00edlios do nosso dia a dia. \u201cN\u00e3o podemos colocar esse grupo de materiais como o grande vil\u00e3o da hist\u00f3ria, porque, ao fazer isso, acabamos transferindo uma responsabilidade que na verdade \u00e9 nossa, enquanto esp\u00e9cie humana. O pl\u00e1stico sozinho n\u00e3o \u00e9 o vil\u00e3o, mas sim os nossos h\u00e1bitos, atitudes e o destino que damos a esse material\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estimativas apontam que 60% do pl\u00e1stico produzido no mundo at\u00e9 o momento foi descartado de forma inadequada na natureza. Boa parte dele \u00e9 considerado de uso \u00fanico: usado e jogado fora, como as sacolinhas de supermercado ou os copos descart\u00e1veis. \u201cEu diria que essa \u00e9 a fatia mais importante de contamina\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d, frisa Guilherme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das linhas de pesquisa do Lapace busca, justamente, verificar a presen\u00e7a desse material no Lago Gua\u00edba. A primeira coleta de micropl\u00e1sticos foi realizada em agosto de 2018, em que se observaram 9.519 part\u00edculas presentes na \u00e1gua. Desse montante, 82% eram fragmentos; 15%, fibras; e 3%, microesferas. Quanto \u00e0s cores: 31,4% do material coletado era branco-transparente; 25,5%, vermelho; 15,8%, amarelo; e 15,6%, azul. Na amostra, havia tamb\u00e9m part\u00edculas verdes (9,4%) e pretas (2,4%). \u201cQuando olhamos no microsc\u00f3pio, os micropl\u00e1sticos s\u00e3o lindos, reluzem, mas a realidade \u00e9 bem diferente\u201d, desabafa <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6864515662764471\">Crislaine Fabiana Bertoldi<\/a>, doutoranda em Qu\u00edmica e coordenadora desse estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tese de doutorado de Crislaine visa determinar a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos na \u00e1gua do principal manancial de abastecimento de Porto Alegre: o Lago Gua\u00edba. O interesse pelo assunto \u00e9 recente, tal qual os estudos sobre micropl\u00e1sticos no pa\u00eds: foi em 2017, em um congresso, que a doutoranda soube mais sobre esse intruso onipresente. Da primeira coleta pode-se dizer ainda que o padr\u00e3o de material encontrado \u00e9 o esperado. \u201cOs pol\u00edmeros predominantes na \u00e1gua do Gua\u00edba s\u00e3o o polipropileno (55%) e o polietileno (43%), encontrados em praticamente tudo o que \u00e9 pl\u00e1stico: sacolas de supermercado, frascos de xampu, celulares, computadores, sacos, canetas. Tamb\u00e9m confirmamos a presen\u00e7a de poliamida (um pol\u00edmero utilizado na produ\u00e7\u00e3o de roupas) e poliuretano (usado na espuma do colch\u00e3o, por exemplo)\u201d, enumera a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Andreia, os achados do estudo corroboram a hip\u00f3tese formulada pelas pesquisadoras: os micropl\u00e1sticos existem no Gua\u00edba, \u201cmas o que n\u00e3o imagin\u00e1vamos \u00e9 que ter\u00edamos uma alta concentra\u00e7\u00e3o desse material logo na primeira amostragem. Os micropl\u00e1sticos s\u00e3o onipresentes, est\u00e3o em tudo e t\u00eam uma din\u00e2mica muito grande, podendo ser levados pelo ambiente atmosf\u00e9rico, pela drenagem fluvial. Outro ponto interessante dos nossos achados \u00e9 que, em regi\u00f5es com maior influ\u00eancia humana, h\u00e1 mais quantidade de micropl\u00e1sticos, ou seja, o humano \u00e9 o principal fator de origem desse res\u00edduo no Gua\u00edba\u201d, salienta ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Abordagem interdisciplinar na UFRGS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Presentes em tudo, os micropl\u00e1sticos s\u00e3o muito leves e acabam voando facilmente de um lugar para outro. As consequ\u00eancias da presen\u00e7a desse material no meio ambiente n\u00e3o se restringem aos animais: se trata de um impacto global, que chega a todos os n\u00edveis e ambientes. Por isso, Guilherme pesquisa esse \u201cintruso\u201d na ecologia marinha utilizando as aves como organismo-modelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura tem apontado que, no Brasil, a maioria dos registros de contamina\u00e7\u00e3o de aves aqu\u00e1ticas est\u00e1 no mar. \u201cEssa revis\u00e3o mostrou que 92% dos estudos reportam contamina\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico em aves marinhas oce\u00e2nicas, ou seja, mais uma vez isso n\u00e3o \u00e9 uma surpresa, porque o mar \u00e9 o destino natural do pl\u00e1stico. Assim, a nossa pesquisa foca a avalia\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o por micropl\u00e1sticos nas esp\u00e9cies que n\u00e3o t\u00eam sido alvo de pesquisas nos \u00faltimos anos no pa\u00eds: aves costeiras no Sul do Brasil e aves marinhas que se reproduzem nas ilhas oce\u00e2nicas brasileiras\u201d, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo publicado em 2017 na revista cient\u00edfica <em><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/ncomms15611\">Nature Communications<\/a><\/em> diz que entram no mar entre 1,15 milh\u00e3o e 2,41 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico por ano. Isso corresponde a uma quantidade entre 2184 kg e 4584 kg por minuto de lixo pl\u00e1stico chegando aos oceanos, segundo c\u00e1lculos de Guilherme. Como a pesquisa est\u00e1 em fase inicial, ainda n\u00e3o foram analisados achados para al\u00e9m do \u00f3bvio: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cO que se v\u00ea em laborat\u00f3rio \u00e9 que o pl\u00e1stico est\u00e1 ali porque \u00e9 onipresente, est\u00e1 em todo lugar para onde se olha\u201d.<\/p><cite>Guilherme Tavares Nunes.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andreia e Guilherme pesquisam a interfer\u00eancia dos micropl\u00e1sticos em ambientes diferentes: nas \u00e1guas e nas aves. A aproxima\u00e7\u00e3o dos pesquisadores iniciou na banca de qualifica\u00e7\u00e3o de doutorado de Crislaine e, agora, caminha para um trabalho colaborativo e interdisciplinar para investigar os micropl\u00e1sticos nessas duas esferas. \u201cA interdisciplinaridade acontece quando especialistas de \u00e1reas diferentes conseguem construir uma pergunta de pesquisa em comum com o objetivo de respond\u00ea-la por meio de um trabalho conjunto, com cada um dando o seu melhor\u201d, salienta Guilherme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse movimento exige um esfor\u00e7o dos pesquisadores, que precisam sair da sua zona de conforto, reconhecer as suas limita\u00e7\u00f5es e as especialidades de outros colegas. No caso dos micropl\u00e1sticos, o Lapace entra com a expertise em an\u00e1lise qu\u00edmica, e o Ceclimar, com a voca\u00e7\u00e3o e hist\u00f3rico voltados \u00e0s ci\u00eancias do mar. \u201cBuscamos fazer um trabalho de excel\u00eancia e interdisciplinar, e isso \u00e9 poss\u00edvel porque temos profissionais de diversas especialidades dentro do nosso campus e da nossa Universidade\u201d, frisa Guilherme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como \u00e9 feita a coleta de amostra no Lago Gua\u00edba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Rede-de-arrasto-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2478\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Rede-de-arrasto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Rede-de-arrasto-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Rede-de-arrasto.jpg 1215w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Rede c\u00f4nica para coletar os micropl\u00e1sticos no Lago Gua\u00edba. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Lapace.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De 2018 at\u00e9 agora, os pesquisadores realizaram quatro coletas de \u00e1guas superficiais em sete pontos ao longo do Gua\u00edba. O primeiro deles foi na entrada dos <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"83ce60ea289d4f0f2dcf8b492452587a\" class=\"better-links\">tribut\u00e1rios<\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"83ce60ea289d4f0f2dcf8b492452587a\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">afluente ou tribut\u00e1rio s\u00e3o os rios e cursos de \u00e1gua menores que desaguam em rios principais.<\/span><\/span><\/span> , e o \u00faltimo, em Ipanema. Em cada um desses locais, as pesquisadoras efetuam um trabalho totalmente bra\u00e7al. Com o aux\u00edlio de uma embarca\u00e7\u00e3o, em cada ponto Crislaine usa uma rede c\u00f4nica com furos de 60 micr\u00f4metros para coletar os micropl\u00e1sticos. Por dez minutos, em uma velocidade m\u00e9dia de 3 km\/hora, 35 m\u00b3 de \u00e1gua s\u00e3o filtrados pela rede. As pequenas part\u00edculas coletadas ficam armazenadas em um copo de 150 ml acoplado ao final da rede, e esse res\u00edduo s\u00f3lido \u00e9 levado para o laborat\u00f3rio. Segundo Andreia, a coleta de micropl\u00e1sticos pode ser feita com balde ou com uma rede sendo arrastada por um barco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muita calma e paci\u00eancia comp\u00f5em o exerc\u00edcio de identificar os micropl\u00e1sticos nesse montante de res\u00edduos que cont\u00e9m folhas, areia, barro, cabelo, gr\u00e3os. \u201cComo os micropl\u00e1sticos s\u00e3o part\u00edculas muito pequenas, menor que um gr\u00e3o de arroz, precisamos fazer v\u00e1rias etapas de separa\u00e7\u00e3o para chegar ao nosso objeto de estudo\u201d, explica Crislaine.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O material bruto passa por um primeiro filtro: manualmente, res\u00edduos org\u00e2nicos como folhas e galhos s\u00e3o retirados. Depois, as pesquisadoras separam, peneiram e tratam quimicamente a amostra para eliminar mat\u00e9ria org\u00e2nica, e o pl\u00e1stico \u00e9 separado do restante por densidade. Assim, o pl\u00e1stico boia, e o resto \u00e9 descartado. \u201cAp\u00f3s filtrar e secar, o material vai para o microsc\u00f3pio. L\u00e1, fazemos uma identifica\u00e7\u00e3o visual dos fragmentos de micropl\u00e1sticos, facilmente vistos porque s\u00e3o coloridos\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Expostos em uma membrana, os micropl\u00e1sticos s\u00e3o levados para o <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"2bf7d4caf37ce20846841adf1ced8be6\" class=\"better-links\">estereomicrosc\u00f3pio<\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"2bf7d4caf37ce20846841adf1ced8be6\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">microsc\u00f3pio estereosc\u00f3pico ou dissecante \u00e9 uma variante do microsc\u00f3pio \u00f3ptico, projetado para observa\u00e7\u00e3o de baixa amplia\u00e7\u00e3o de uma amostra.<\/span><\/span><\/span> , e as part\u00edculas s\u00e3o contadas uma a uma. O equipamento, que aumenta em at\u00e9 dez vezes o tamanho do material (at\u00e9 10 micrometros), auxilia na caracteriza\u00e7\u00e3o. As part\u00edculas maiores s\u00e3o contadas a olho nu, com a ajuda de uma pin\u00e7a, e \u00e9 poss\u00edvel identificar a forma, o tipo e a cor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, \u00e9 feita uma caracteriza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica para certificar-se de que o material encontrado s\u00e3o realmente micropl\u00e1sticos. \u201cAlguns deles eu consigo pegar com uma pin\u00e7a e levar para um equipamento que faz a caracteriza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e nos diz se \u00e9 polietileno ou polipropileno. Com os mais de 9 mil micropl\u00e1sticos encontrados na amostra de 2018, fizemos uma escolha aleat\u00f3ria de v\u00e1rias part\u00edculas e levamos ao equipamento para caracteriza\u00e7\u00e3o qu\u00edmica\u201d, salienta a doutoranda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andreia pontua que a coleta de 2018 mostra a influ\u00eancia direta da densidade populacional do local sobre a concentra\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos. \u201cOs pontos de chegada dos rios Sinos e Gravata\u00ed foram os de maiores concentra\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos, como o ponto pr\u00f3ximo ao Porto\/Gas\u00f4metro. H\u00e1 uma dilui\u00e7\u00e3o no Gua\u00edba, e, na regi\u00e3o mais ao sul de Porto Alegre e perto de Ipanema, temos um aumento, novamente, em decorr\u00eancia da influ\u00eancia da forma geol\u00f3gica e da hidrologia do lago\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como \u00e9 feita a pesquisa de micropl\u00e1sticos com aves<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Foto-18-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2479\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Foto-18-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Foto-18-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Foto-18-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Foto-18.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Campanha de amostragem no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Mostardas (RS). Foto: Guilherme Tavares Nunes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os micropl\u00e1sticos podem ser um problema ainda maior que os macropl\u00e1sticos para os animais, uma vez que liberam subst\u00e2ncias t\u00f3xicas. As mais conhecidas s\u00e3o os <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"d0d705e03d09313fe69cf891d94d35cc\" class=\"better-links\">bisfen\u00f3is<\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"d0d705e03d09313fe69cf891d94d35cc\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">O bisfenol A \u00e9 um composto org\u00e2nico sint\u00e9tico presente em pl\u00e1sticos de policarbonato e em resinas ep\u00f3xi. Faz parte de objetos como utens\u00edlios de cozinha, recipientes pl\u00e1sticos e copos, latas com alimentos em conserva, brinquedos pl\u00e1sticos e produtos de cosm\u00e9tica.<\/span><\/span><\/span> , que podem causar disfun\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas, al\u00e9m de problemas card\u00edacos e hormonais em humanos, e tamb\u00e9m os retardantes de chama e estabilizadores de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta, os quais se acumulam nos tecidos dos animais e, portanto, geram polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Ceclimar, s\u00e3o desenvolvidos diversos estudos envolvendo os animais. A pesquisa de Guilherme sobre micropl\u00e1sticos tem investigado aves residentes do litoral ga\u00facho e tamb\u00e9m as aves migrat\u00f3rias que utilizam a costa do Rio Grande do Sul como \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o no per\u00edodo n\u00e3o reprodutivo. De forma complementar \u00e0s pesquisas j\u00e1 desenvolvidas, majoritariamente baseadas em carca\u00e7as, Guilherme coleta dados dos animais vivos. \u201cA proposta do nosso grupo de estudo \u00e9 trabalhar ao longo da costa brasileira \u2013 com os animais que ainda est\u00e3o vivos, especialmente aqueles que n\u00e3o est\u00e3o cobertos pela literatura cient\u00edfica no Brasil \u2013, como tamb\u00e9m em alguns ambientes em que n\u00e3o se conhece praticamente nada sobre a contamina\u00e7\u00e3o com micropl\u00e1sticos\u201d, explica ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As aves costeiras que est\u00e3o no radar da pesquisa s\u00e3o as migrat\u00f3rias que v\u00eam do Hemisf\u00e9rio Norte, como o ma\u00e7arico-branco, o ma\u00e7arico-de-sobre-branco, e o trinta-r\u00e9is-boreal; e as aves residentes, como o talha-mar, o piru-piru e o pernilongo. A coleta de material de pesquisa com essas aves, que est\u00e3o vivas, segue tr\u00eas m\u00e9todos pela equipe no litoral do Rio Grande do Sul: 1) abordagem de bando monoespec\u00edfico na praia (durante a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 identificado o bando e a esp\u00e9cie; em seguida os pesquisadores se aproximam para coletar as fezes); 2) abordagem no momento reprodutivo (durante o dia os pesquisadores identificam as \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o na praia e retornam \u00e0 noite, quando a ave permite a aproxima\u00e7\u00e3o no ninho); 3) abordagem no Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o do Ceclimar (acesso ao <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"eff24922f107c2daee353045ebbe8365\" class=\"better-links\">trato gastrointestinal<\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"eff24922f107c2daee353045ebbe8365\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">Um tubo oco que se estende da cavidade bucal at\u00e9 o \u00e2nus. Trato\/aparelho gastrointestinal ou trato digest\u00f3rio \u00e9 formado por boca, faringe, es\u00f4fago, intestino delgado, intestino grosso e \u00e2nus. Ele ainda possui \u00f3rg\u00e3os acess\u00f3rios, como dentes, l\u00edngua, gl\u00e2ndulas salivares, f\u00edgado, ves\u00edcula biliar e p\u00e2ncreas.<\/span><\/span><\/span>  em aves que acabam morrendo). \u201cTodo o material \u00e9 bem aproveitado, seja para a nossa pesquisa, para outros estudos que envolvem an\u00e1lises diversas, ou para reposit\u00f3rio em cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas\u201d, explica Guilherme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A era do pl\u00e1stico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-82-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2475\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-82-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-82-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-82-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-82.jpg 1560w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fragmentos de micropl\u00e1sticos, imagem de estereomicrosc\u00f3pio. Foto: divulga\u00e7\u00e3o Lapace.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estamos vivendo na era do pl\u00e1stico. Um momento preocupante provocado por um material que veio para ajudar, mas que, por conta do descarte inadequado, tornou-se um problema para todas as esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A produ\u00e7\u00e3o mundial de mat\u00e9rias pl\u00e1sticas no ano de 2018 foi de 359 milh\u00f5es de toneladas, montante que vai se somando ao pl\u00e1stico produzido anterior e atualmente, num efeito bola de neve. Isso faz com que a presen\u00e7a desse material seja notada em todos os lugares. \u201cSe olharmos para o lado, tudo o que vemos \u00e9 pl\u00e1stico. Vai ser dif\u00edcil elimin\u00e1-lo da nossa vida, o que precisamos fazer \u00e9 conscientizar as pessoas para usarem o m\u00ednimo poss\u00edvel, escolher sacolas reutiliz\u00e1veis, n\u00e3o consumir canudinho, usar caneca e n\u00e3o copo pl\u00e1stico, conscientizar as crian\u00e7as e reciclar mais\u201d, alerta Andreia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos achados da pesquisa sobre micropl\u00e1sticos no Lago Gua\u00edba, um deles refor\u00e7a que o pl\u00e1stico em contato com o meio ambiente n\u00e3o desaparece, e sim se acumula. Crislaine explica que 58% dos pol\u00edmeros identificados \u201ctinham um alto grau de envelhecimento. Isso diz que esses micropl\u00e1sticos que coletamos estavam no Gua\u00edba h\u00e1 muito tempo. A tend\u00eancia \u00e9 que a concentra\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos s\u00f3 aumente devido \u00e0 chegada di\u00e1ria desse material nas \u00e1guas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o objetivo dessa pesquisa vai al\u00e9m de analisar a presen\u00e7a, pois busca conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a contamina\u00e7\u00e3o do Lago Gua\u00edba e mostrar como isso prejudica a <span class=\"wphints-container\" style=\"display:inline;\">\n            \n       <a href=\"javascript:void(0);\" data-box-id=\"6cfec3912d31ecc23fcb12110c988a3a\" class=\"better-links\">biota<\/a> <span class=\"wphints-data-box\" id=\"6cfec3912d31ecc23fcb12110c988a3a\" ><span class=\"wphints-triangle\"><\/span><span class=\"wphints-main-content\">conjunto de todos os seres vivos de um determinado ambiente ou de um determinado per\u00edodo.<\/span><\/span><\/span> , os rios, os oceanos e a esp\u00e9cie humana, em especial essa \u00faltima que utiliza esse manancial de \u00e1gua doce como abastecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisas dessa natureza s\u00e3o fundamentais para conhecer o n\u00edvel de contamina\u00e7\u00e3o provocada pelo pl\u00e1stico no ecossistema. Al\u00e9m do mais, as universidades p\u00fablicas federais brasileiras t\u00eam a responsabilidade social como ess\u00eancia. Para os pesquisadores, o ser humano \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela presen\u00e7a desses micropl\u00e1sticos no Gua\u00edba. \u201cQueremos mostrar, justamente, o impacto que o descarte indevido est\u00e1 provocando na \u00e1gua de abastecimento p\u00fablico de Porto Alegre, em que o Gua\u00edba \u00e9 a principal fonte. O descaso da popula\u00e7\u00e3o com o manancial nos obriga a despertar entre as pessoas o perigo que isso traz para todos: animais e esp\u00e9cie humana\u201d, diz Crislaine.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A capta\u00e7\u00e3o dessa \u00e1gua vem para a nossa casa e, por mais que as esta\u00e7\u00f5es de tratamento consigam remover boa parte dos contaminantes, existem compostos qu\u00edmicos adicionados durante a fabrica\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico que se soltam facilmente na \u00e1gua, como \u00e9 o caso dos corantes. \u201cAl\u00e9m do dano f\u00edsico que o pl\u00e1stico provoca no meio ambiente, temos a quest\u00e3o das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que s\u00e3o liberadas dentro do organismo dos animais, lembrando que n\u00f3s consumimos os peixes\u201d, alerta a doutoranda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reduzir, conscientizar e entender. A universidade vai al\u00e9m da pesquisa e busca tocar o consciente da popula\u00e7\u00e3o para um problema invis\u00edvel, mas que est\u00e1 onipresente e trazendo consequ\u00eancias para todos. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cSe n\u00e3o tentarmos diminuir ou eliminar algumas coisas, vamos contribuir para o aumento da presen\u00e7a dos micropl\u00e1sticos no ambiente. As pesquisas s\u00e3o muito importantes no sentido de entender o que acontece realmente, verificar se \u00e9 um problema grav\u00edssimo e at\u00e9 que ponto precisamos aprofundar os estudos\u201d.<\/p><cite>Andreia Neves Fernandes.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Crislaine faz quest\u00e3o de dizer que, particularmente, o seu objetivo com a pesquisa \u00e9 conscientizar as pessoas sobre a separa\u00e7\u00e3o, a coleta e a reciclagem desse material, porque os pl\u00e1sticos t\u00eam potencial para serem reciclados e se tornarem outros produtos. \u201c\u00c9 o que chamamos de economia circular: tudo que \u00e9 produzido pode se transformar em outro produto depois\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Guilherme, atrav\u00e9s da ci\u00eancia se busca reunir informa\u00e7\u00f5es, utilizar tecnologias e dar um retorno para a sociedade. \u201cTudo isso para mostrar que um dos nossos recursos mais valiosos, a Amaz\u00f4nia Azul, est\u00e1 sendo impactado pelas nossas atitudes di\u00e1rias. Tamb\u00e9m estamos formando profissionais altamente qualificados e com um olhar interdisciplinar voltado para a solu\u00e7\u00e3o dos mais diversos problemas, que \u00e9 um dos pilares da universidade p\u00fablica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio de um projeto de extens\u00e3o, crian\u00e7as est\u00e3o recebendo palestras para compreender o impacto da presen\u00e7a de res\u00edduos pl\u00e1sticos no ecossistema. At\u00e9 o momento, a equipe do Lapace realizou uma visita, em novembro de 2019, a uma escola na Praia da Solid\u00e3o, em Mostardas (RS). A atividade precisou ser paralisada por conta da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o Projeto de Extens\u00e3o Aves da Praia busca promover a avifauna t\u00edpica do ambiente costeiro, ao mesmo tempo em que aborda a tem\u00e1tica da polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico no ambiente marinho. As atividades, realizadas ao longo de um m\u00eas com cada escola, s\u00e3o voltadas para todos os p\u00fablicos e contam com a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes de gradua\u00e7\u00e3o do curso de Biologia Marinha. Para os encontros, est\u00e3o previstas a\u00e7\u00f5es de observa\u00e7\u00e3o de aves na praia e no Ceclimar, coleta e triagem de lixo na praia, mostrando a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o ambiental e da coleta seletiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Acompanhe informa\u00e7\u00f5es sobre o Projeto Aves da Praia em <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/avesdapraia\/\">@avesdapraia<\/a>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lapace<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Crislaine_PC-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2481\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Crislaine_PC-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Crislaine_PC-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Crislaine_PC-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-Crislaine_PC.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Crislaine durante an\u00e1lises de micropl\u00e1sticos no Lapace. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Lapace.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Laborat\u00f3rio dedica-se a pesquisas em duas \u00e1reas principais: contaminantes emergentes e micropl\u00e1sticos. Nesta segunda, atua nas linhas de intera\u00e7\u00f5es desses micropl\u00e1sticos com os contaminantes emergentes, como cafe\u00edna, f\u00e1rmacos; e no preparo de materiais para tratamento e remo\u00e7\u00e3o desses contaminantes em matrizes aquosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Lapace tamb\u00e9m tem parceria com o Instituto Nacional de Ci\u00eancias e Tecnologias Anal\u00edticas Avan\u00e7adas (<a href=\"https:\/\/www.inctaa.org\/\">INCTAA<\/a>) em uma pesquisa que visa fazer a determina\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos em todo Brasil em conjunto com cientistas de outras universidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Acompanhe informa\u00e7\u00f5es sobre o Lapace em <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lapace.ufrgs\/\">@lapace.ufrgs<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os achados da pesquisa sobre micropl\u00e1sticos no Lago Gua\u00edba foram submetidos para publica\u00e7\u00e3o em revista cient\u00edfica e aguarda aprova\u00e7\u00e3o. Agora, a equipe de pesquisadoras iniciou um estudo com coletas mensais no Gua\u00edba, de julho de 2020 a julho de 2021, com o objetivo de avaliar a influ\u00eancia dos processos hidrol\u00f3gicos (chuvas) e os efeitos da pandemia na distribui\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a dos micropl\u00e1sticos no lago.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa de Guilherme, que avalia a contamina\u00e7\u00e3o de aves costeiras por micropl\u00e1sticos no litoral do Rio Grande do Sul, conta com financiamento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acesse o artigo publicado, em julho de 2017, pela revista <em>Science Advances,<\/em> do qual foram extra\u00eddos os dados aqui mencionados: <em><a href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/3\/7\/e1700782\">Production, use, and fate of all plastics ever made<\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo de <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/ncomms15611\">Lebreton et al. (2017)<\/a> afirma que entram no mar entre 1,15 milh\u00e3o e 2,41 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico por ano. J\u00e1 o artigo de <a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/347\/6223\/768%20\/\">Jambeck et al. (2015) <\/a>menciona uma quantidade do material entre 4 milh\u00f5es e 8 milh\u00f5es de toneladas anuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiba mais sobre o assunto lendo a reportagem da <em>Revista Pesquisa Fapesp<\/em>: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/a-ameaca-dos-microplasticos\/\">A amea\u00e7a dos micropl\u00e1sticos<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida na UFRGS \u00e9 pioneira no estado nesta \u00e1rea e identificou a presen\u00e7a predominante de dois pol\u00edmeros na \u00e1gua do Gua\u00edba: polipropileno (55%) e o polietileno (43%). Existe uma influ\u00eancia direta da densidade populacional da regi\u00e3o sobre a concentra\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos<span class=\"more-link\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\">Leia mais<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":2476,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":"","_ppma_block_editor_authors":""},"categories":[13,14],"tags":[538,469,537,536,534,535,470],"ppma_author":[906],"class_list":["entry","author-nicole-trevisol","has-excerpt","post-2474","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","category-biologicas","category-exatas-e-da-terra","tag-ceclimar","tag-lago-guaiba","tag-lapace","tag-meio-ambiente","tag-microplasticos","tag-plastico","tag-poluicao"],"pp_statuses_selecting_workflow":false,"pp_workflow_action":"current","pp_status_selection":"publish","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente - Ci\u00eancia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente - Ci\u00eancia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pesquisa desenvolvida na UFRGS \u00e9 pioneira no estado nesta \u00e1rea e identificou a presen\u00e7a predominante de dois pol\u00edmeros na \u00e1gua do Gua\u00edba: polipropileno (55%) e o polietileno (43%). Existe uma influ\u00eancia direta da densidade populacional da regi\u00e3o sobre a concentra\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticosLeia mais\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ci\u00eancia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-08-06T13:40:54+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2020-08-06T14:57:09+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1207\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"804\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Nicole Trevisol\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Nicole Trevisol\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"19 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\"},\"author\":{\"name\":\"Nicole Trevisol\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/person\/72a147709f069f8b74c3107468c0d36a\"},\"headline\":\"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente\",\"datePublished\":\"2020-08-06T13:40:54+00:00\",\"dateModified\":\"2020-08-06T14:57:09+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\"},\"wordCount\":3880,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg\",\"keywords\":[\"Ceclimar\",\"Lago Gua\u00edba\",\"Lapace\",\"meio ambiente\",\"micropl\u00e1sticos\",\"pl\u00e1stico\",\"Polui\u00e7\u00e3o\"],\"articleSection\":[\"Biol\u00f3gicas\",\"Exatas e da Terra\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\",\"name\":\"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente - Ci\u00eancia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg\",\"datePublished\":\"2020-08-06T13:40:54+00:00\",\"dateModified\":\"2020-08-06T14:57:09+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg\",\"width\":1207,\"height\":804,\"caption\":\"Fragmentos azul de micropl\u00e1sticos, imagem de estereomicrosc\u00f3pio. Foto: divulga\u00e7\u00e3o Lapace.\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/\",\"name\":\"Ci\u00eancia\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#organization\",\"name\":\"Ci\u00eancia\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/cropped-Ciencia-Ju-preto-e1660670249221.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/cropped-Ciencia-Ju-preto-e1660670249221.png\",\"width\":241,\"height\":90,\"caption\":\"Ci\u00eancia\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/person\/72a147709f069f8b74c3107468c0d36a\",\"name\":\"Nicole Trevisol\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/person\/image\/8eb2747d038183744ef3c45b6bbedd53\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/77857f29ec473e54c23732ad367ef3c7faabfd98b776007411eda8e6acd79177?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/77857f29ec473e54c23732ad367ef3c7faabfd98b776007411eda8e6acd79177?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Nicole Trevisol\"},\"url\":\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/author\/nicole-trevisol\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente - Ci\u00eancia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente - Ci\u00eancia","og_description":"Pesquisa desenvolvida na UFRGS \u00e9 pioneira no estado nesta \u00e1rea e identificou a presen\u00e7a predominante de dois pol\u00edmeros na \u00e1gua do Gua\u00edba: polipropileno (55%) e o polietileno (43%). Existe uma influ\u00eancia direta da densidade populacional da regi\u00e3o sobre a concentra\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticosLeia mais","og_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/","og_site_name":"Ci\u00eancia","article_published_time":"2020-08-06T13:40:54+00:00","article_modified_time":"2020-08-06T14:57:09+00:00","og_image":[{"width":1207,"height":804,"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Nicole Trevisol","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Nicole Trevisol","Est. tempo de leitura":"19 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/"},"author":{"name":"Nicole Trevisol","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/person\/72a147709f069f8b74c3107468c0d36a"},"headline":"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente","datePublished":"2020-08-06T13:40:54+00:00","dateModified":"2020-08-06T14:57:09+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/"},"wordCount":3880,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg","keywords":["Ceclimar","Lago Gua\u00edba","Lapace","meio ambiente","micropl\u00e1sticos","pl\u00e1stico","Polui\u00e7\u00e3o"],"articleSection":["Biol\u00f3gicas","Exatas e da Terra"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/","name":"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente - Ci\u00eancia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg","datePublished":"2020-08-06T13:40:54+00:00","dateModified":"2020-08-06T14:57:09+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Editada-frag-azul-2.jpg","width":1207,"height":804,"caption":"Fragmentos azul de micropl\u00e1sticos, imagem de estereomicrosc\u00f3pio. Foto: divulga\u00e7\u00e3o Lapace."},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/microplasticos-assumem-identidade-divina-e-estao-onipresentes-no-meio-ambiente\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Micropl\u00e1sticos assumem \u201cidentidade divina\u201d e est\u00e3o onipresentes no meio ambiente"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#website","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/","name":"Ci\u00eancia","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#organization","name":"Ci\u00eancia","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/cropped-Ciencia-Ju-preto-e1660670249221.png","contentUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/cropped-Ciencia-Ju-preto-e1660670249221.png","width":241,"height":90,"caption":"Ci\u00eancia"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/person\/72a147709f069f8b74c3107468c0d36a","name":"Nicole Trevisol","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/#\/schema\/person\/image\/8eb2747d038183744ef3c45b6bbedd53","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/77857f29ec473e54c23732ad367ef3c7faabfd98b776007411eda8e6acd79177?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/77857f29ec473e54c23732ad367ef3c7faabfd98b776007411eda8e6acd79177?s=96&d=mm&r=g","caption":"Nicole Trevisol"},"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/author\/nicole-trevisol\/"}]}},"authors":[{"term_id":906,"user_id":23,"is_guest":0,"slug":"nicole-trevisol","display_name":"Nicole Trevisol","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/77857f29ec473e54c23732ad367ef3c7faabfd98b776007411eda8e6acd79177?s=96&d=mm&r=g","author_category":"","user_url":"","last_name":"Trevisol","first_name":"Nicole","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2474"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2474\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2494,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2474\/revisions\/2494"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2474"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=2474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}