{"id":905,"date":"2017-01-06T13:48:11","date_gmt":"2017-01-06T15:48:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/?p=905"},"modified":"2017-01-13T08:26:31","modified_gmt":"2017-01-13T10:26:31","slug":"pesquisa-investiga-consequencias-do-consumo-materno-de-cafeina-no-desenvolvimento-dos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciencia\/pesquisa-investiga-consequencias-do-consumo-materno-de-cafeina-no-desenvolvimento-dos-filhos\/","title":{"rendered":"Pesquisa investiga consequ\u00eancias do consumo materno de cafe\u00edna no desenvolvimento dos filhos"},"content":{"rendered":"<p>Algumas pessoas preferem caf\u00e9. Outras, ch\u00e1s. Ainda tem quem opte pelos refrigerantes de cola. S\u00e3o in\u00fameros os m\u00e9todos utilizados para aumentar o foco e a concentra\u00e7\u00e3o em uma rotina cada vez mais turbulenta e cansativa. Mas o que esses produtos t\u00eam em comum? A cafe\u00edna.<\/p>\n<p>Quando consumimos alimentos com um teor de cafe\u00edna consider\u00e1vel, ficamos mais atentos e conseguimos trabalhar melhor \u2013 uma conquista para quem precisa manter um bom rendimento durante muito tempo. Isso acontece porque em menos de 20 minutos a cafe\u00edna chega \u00e0s c\u00e9lulas do corpo, aumentando a influ\u00eancia do neurotransmissor dopamina, que \u00e9 o precursor natural de estimulantes do sistema nervoso. Em falta, a dopamina pode causar depress\u00e3o, j\u00e1 em excesso, causa acelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se as pessoas j\u00e1 devem ficar atentas \u00e0 quantidade de cafe\u00edna que ingerem diariamente, as restri\u00e7\u00f5es aumentam ainda mais quando se trata de gestantes. De acordo com a nutricionista especialista na \u00e1rea materno infantil <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4750252A8#ProducoesCientificas\">Michele Drehmer<\/a>, o cafezinho, refrigerantes, ch\u00e1s, chimarr\u00e3o, energ\u00e9ticos e inclusive os chocolates devem ser ingeridos respeitando uma cota di\u00e1ria de consumo. \u201cExiste uma recomenda\u00e7\u00e3o de consumo m\u00e1ximo de 300 mg de cafe\u00edna ao dia durante a gravidez, segundo o Instituto de Medicina Americano, que \u00e9 seguida aqui no Brasil tamb\u00e9m\u201d, explica Michele. A nutricionista ainda faz uma simula\u00e7\u00e3o de consumo. \u201cPara se ter uma ideia do que representa, podemos citar que quatro copinhos de caf\u00e9 (50 ml), uma lata de Coca-Cola (355 ml) e um peda\u00e7o de chocolate ao leite (60g) somam 297 mg de cafe\u00edna\u201d.<\/p>\n<p>A nutricionista explica que estudos experimentais realizados em animais mostraram que a cafe\u00edna passa pela membrana placent\u00e1ria e pode aumentar o risco de malforma\u00e7\u00f5es fetais e levar ao aborto espont\u00e2neo. Michele destaca que em humanos n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel medir os efeitos do consumo por meio de estudos de interven\u00e7\u00e3o por quest\u00f5es \u00e9ticas, visto que uma gestante nunca ser\u00e1 exposta ao consumo de cafe\u00edna. As evid\u00eancias a que se tem acesso hoje s\u00e3o baseadas apenas em estudos observacionais, estes que comprovam o aumento do risco para o beb\u00ea pelo excesso de cafe\u00edna na gravidez. \u201cRecente revis\u00e3o sistem\u00e1tica mostrou que a maior ingest\u00e3o de cafe\u00edna est\u00e1 associada a um aumento de aborto espont\u00e2neo, \u00e0 morte fetal, ao baixo peso ao nascer e ao rec\u00e9m-nascido pequeno para idade gestacional\u201d, afirma Michele.<\/p>\n<p>A nutricionista <a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4389254Y3\">Tham\u00edris Santos de Medeiros<\/a> trouxe em sua disserta\u00e7\u00e3o um estudo sobre o impacto do consumo materno de cafe\u00edna durante a gesta\u00e7\u00e3o nas medidas antropom\u00e9tricas \u2013 peso, comprimento e dobras cut\u00e2neas \u2013 dos\u00a0filhos nos primeiros meses de vida. Ela destaca que s\u00e3o poucos os estudos com crian\u00e7as t\u00e3o jovens. \u201cO objetivo era investigar esse per\u00edodo inicial da vida\u201d, afirma. A pesquisadora conta que a nutri\u00e7\u00e3o materno-infantil sempre lhe chamou mais a aten\u00e7\u00e3o: \u201cDurante a faculdade, sempre fiz est\u00e1gios trabalhando com crian\u00e7as, e meu TCC tamb\u00e9m seguiu nessa \u00e1rea\u201d.<\/p>\n<p>Desde a gesta\u00e7\u00e3o, a composi\u00e7\u00e3o corporal do beb\u00ea \u00e9 um marcador do estado de sa\u00fade, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o do estado nutricional na primeira inf\u00e2ncia, que tamb\u00e9m \u00e9 essencial para o diagn\u00f3stico da sa\u00fade da crian\u00e7a, incluindo seu crescimento e desenvolvimento. Nisso, incluem-se determinados par\u00e2metros antropom\u00e9tricos desde os primeiros meses de vida, com destaque para o peso e o comprimento. Outro fator que tamb\u00e9m entra nessa categoria s\u00e3o os indicadores de adiposidade subcut\u00e2nea, que, atrav\u00e9s das dobras da pele, analisam a quantidade de gordura do corpo.<\/p>\n<p>Em sua pesquisa, Tham\u00edris mostra que, no per\u00edodo gestacional, a cafe\u00edna atravessa a barreira placent\u00e1ria com facilidade, j\u00e1 que placenta e o feto n\u00e3o possuem a principal enzima respons\u00e1vel pelo metabolismo desse composto, o que leva \u00e0 maior exposi\u00e7\u00e3o e ao ac\u00famulo de cafe\u00edna nos tecidos fetais. Al\u00e9m disso, a cafe\u00edna \u00e9 altamente sol\u00favel em gordura e pode ser absorvida pelo feto tamb\u00e9m via sistema gastrointestinal, pois a filtra\u00e7\u00e3o glomerular fetal \u2013 primeira etapa na forma\u00e7\u00e3o da urina \u2013 ainda est\u00e1 em pleno desenvolvimento.<\/p>\n<p>A pesquisadora afirma que n\u00edveis elevados de cafe\u00edna podem prejudicar o recebimento da quantidade necess\u00e1ria de nutrientes pelo feto. \u201cA cafe\u00edna pode diminuir a perfus\u00e3o sangu\u00ednea, fazendo que o feto receba menos sangue, menos nutrientes e consequentemente se desenvolva menos\u201d, explica. Tham\u00edris destaca que estudos observacionais demonstraram uma associa\u00e7\u00e3o entre o consumo materno de cafe\u00edna durante a gesta\u00e7\u00e3o e a diminui\u00e7\u00e3o do peso de nascimento dos filhos. A cada acr\u00e9scimo de 100 mg de cafe\u00edna (uma x\u00edcara de caf\u00e9 ou duas x\u00edcaras de ch\u00e1) no consumo di\u00e1rio, \u00e9 associado um aumento de 3% no risco de baixo peso do filho ao nascer, principalmente quando associado ao tabagismo. Segundo Tham\u00edris, o uso de cigarros de tabaco faz com que a cafe\u00edna seja metabolizada mais rapidamente do que em um organismo de uma gestante n\u00e3o fumante, o que priva o feto de receber os nutrientes necess\u00e1rios, dificultando o desenvolvimento do beb\u00ea.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es como a ocorr\u00eancia de doen\u00e7as metab\u00f3licas maternas, tais como diabetes e hipertens\u00e3o, podem potencializar a a\u00e7\u00e3o da cafe\u00edna sobre o feto. Ela tamb\u00e9m alerta para o risco do consumo de cafe\u00edna interferir no processo de desenvolvimento celular. Estudos experimentais com ratos comprovaram que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 cafe\u00edna no per\u00edodo pr\u00e9-natal provoca altera\u00e7\u00f5es no metabolismo glic\u00eamico e aumento da resist\u00eancia \u00e0 insulina, o que ap\u00f3s o nascimento pode contribuir para o desenvolvimento de s\u00edndrome metab\u00f3lica.<\/p>\n<p>Outro ponto que o estudo traz \u00e9 como \u00e9 comum o consumo de alimentos que cont\u00eam cafe\u00edna entre mulheres em idade f\u00e9rtil e durante a gesta\u00e7\u00e3o. De acordo com a pesquisa, no \u00faltimo senso brasileiro, a ingest\u00e3o m\u00e9dia de caf\u00e9, alimento com maior concentra\u00e7\u00e3o de cafe\u00edna, foi de aproximadamente 120 mililitros por dia entre adolescentes e mulheres adultas. A nutricionista Michele Drehmer observa com aten\u00e7\u00e3o o consumo antes da gravidez \u201cO estudo das enfermeiras americanas, um dos estudos observacionais mais importantes que existe, avaliou mais de 15 mil mulheres por 18 anos e verificou que aquelas que consumiram mais do que quatro x\u00edcaras de caf\u00e9 por dia antes de engravidar tiveram maior risco de aborto espont\u00e2neo, principalmente no per\u00edodo entre 8 e 19 semanas de gravidez\u201d, explica.<\/p>\n<p>Quanto ao aumento de peso, Tham\u00edris explica que o consumo materno de cafe\u00edna pode ter rela\u00e7\u00e3o com o aumento de peso da crian\u00e7a quando ela for maior: \u201cA cafe\u00edna interfere na atividade cerebral que comanda o controle de apetite e saciedade, o que pode levar a crian\u00e7a a desenvolver mais peso ao longo da vida\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>O estudo<\/h5>\n<p>A pesquisa estava vinculada ao projeto <em>Impacto das Varia\u00e7\u00f5es do Ambiente Perinatal Sobre a Sa\u00fade do Rec\u00e9m-Nascido nos Primeiros Seis Meses de Vida (IVAPSA)<\/em> e contou com a participa\u00e7\u00e3o de Tham\u00edris e o aux\u00edlio da equipe do Projeto IVAPSA, composta por professores orientadores e alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da UFRGS e alunos de gradua\u00e7\u00e3o bolsistas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de outras universidades.<\/p>\n<p>Tham\u00edris e a equipe que participou da pesquisa optaram por utilizar como fonte de consumo de cafe\u00edna somente o caf\u00e9, baseado em estudos em que os efeitos da cafe\u00edna apareceram mais acentuados quando a avalia\u00e7\u00e3o considerava apenas o consumo de caf\u00e9.<\/p>\n<p>M\u00e3es com diferentes hist\u00f3ricos foram convidadas a participar do estudo. Os convites foram feitos \u00e0s que estavam no Hospital de Cl\u00ednicas de Porto Alegre (HCPA), Hospital Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o e Hospital F\u00eamina. Foram exclu\u00eddas mulheres HIV positivas, com menos de 37 semanas de gravidez, al\u00e9m das m\u00e3es de rec\u00e9m-nascidos com doen\u00e7as cong\u00eanitas ou que necessitassem de interna\u00e7\u00e3o hospitalar. O estudo foi realizado com 272 duplas m\u00e3e-filho, divididas entre os cinco grupos:<\/p>\n<ol>\n<li>Diab\u00e9ticas \u2013 41<\/li>\n<li>Hipertensas \u2013 26<\/li>\n<li>Fumantes \u2013 68<\/li>\n<li>M\u00e3es de crian\u00e7as nascidas pequenas para idade gestacional sem uma causa espec\u00edfica \u2013 25<\/li>\n<li>Controle (mulheres que n\u00e3o apresentaram as caracter\u00edsticas citadas anteriormente e seus filhos) \u2013 112<\/li>\n<\/ol>\n<p>A variabilidade do n\u00famero de duplas entre os grupos se deu pela dificuldade de encontrar duplas para determinados grupos, recusas e perdas por n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas nos per\u00edodos previstos. No final do estudo, permaneceram 263 duplas.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s o nascimento, no per\u00edodo entre 24 a 48 horas ap\u00f3s o parto, foram coletadas informa\u00e7\u00f5es sobre o pr\u00e9-natal das gestantes, como peso antes de engravidar, altura e peso ao final dos tr\u00eas trimestres da gesta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es sobre o nascimento dos filhos. Sete dias depois, a equipe da pesquisa entrevistou as m\u00e3es em suas casas para obter dados sobre a alimenta\u00e7\u00e3o durante a gravidez, principalmente sobre o consumo de cafe\u00edna no per\u00edodo. No terceiro m\u00eas de idade dos filhos, foi feito um novo contato para a medi\u00e7\u00e3o de peso, comprimento e dobras cut\u00e2neas da crian\u00e7a. Aos seis meses, as mesmas medi\u00e7\u00f5es foram realizadas novamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Resultados<\/h5>\n<p>Quanto ao consumo de cafe\u00edna, houve uma diferen\u00e7a significativa entre os grupos. Confirmou-se o fato de o tabagismo estar associado ao maior consumo de cafe\u00edna, tendo esse grupo consumido at\u00e9 150,3 mg\/dia, o maior valor entre todos os grupos. O alto consumo tamb\u00e9m se destacou no grupo de crian\u00e7as nascidas pequenas para idade gestacional \u2013 128,2 mg\/dia \u2013, o que mostra a rela\u00e7\u00e3o entre o baixo peso ao nascer e o consumo de cafe\u00edna na gravidez. Os grupos de m\u00e3es diab\u00e9ticas, hipertensas e de controle consumiram 96,4, 136,6 e 91,3 mg\/dia, respectivamente.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas antropom\u00e9tricas, a m\u00e9dia de peso ao nascer foi de 3,1 quilos e a de comprimento foi de 48,5 cent\u00edmetros. O estudo comprovou que os filhos de mulheres diab\u00e9ticas apresentaram peso de nascimento significativamente maior do que as crian\u00e7as pertencentes a outros grupos. Isso porque s\u00e3o mais propensos a desenvolverem macrossomia \u2013 excesso de peso no nascimento \u2013, diferente das crian\u00e7as com restri\u00e7\u00e3o de crescimento intrauterino (RCIU), que apresentam menor peso e menor comprimento ao nascer. O estudo destacou a diferen\u00e7a expressiva de peso e comprimento das crian\u00e7as que nasceram pequenas para idade gestacional, com at\u00e9 um quilo e 1,9 cent\u00edmetros a menos que outros grupos.<\/p>\n<p>Um dado curioso foi no grupo de m\u00e3es fumantes, normalmente associadas ao baixo peso dos filhos, o que n\u00e3o foi confirmado entre as duplas participantes. Apesar de apresentar valores menores, n\u00e3o foram diferen\u00e7as significativas. Tham\u00edris acredita que isso se deva ao baixo n\u00famero de participantes desse grupo.<\/p>\n<p>O estudo mostra que somente no grupo-controle foi comprovada interfer\u00eancia nas medidas antropom\u00e9tricas a partir do consumo materno de cafe\u00edna. A pesquisadora observa que, do nascimento ao terceiro m\u00eas de vida, a velocidade de crescimento \u00e9 superior \u00e0 que ocorre entre o terceiro e o sexto m\u00eas, o que pode refletir nos resultados de ac\u00famulo de gordura pela crian\u00e7a, vis\u00edvel apenas nos primeiros meses de idade. Ela destaca que os resultados desse trabalho fornecem subs\u00eddios para a investiga\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese do desenvolvimento do excesso de peso na inf\u00e2ncia em virtude do alto consumo de cafe\u00edna.<\/p>\n<p>No grupo de m\u00e3es diab\u00e9ticas, na compara\u00e7\u00e3o entre filhos de mulheres consumidoras e n\u00e3o consumidoras de caf\u00e9, n\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa entre peso, comprimento e dobras cut\u00e2neas, tampouco entre as m\u00e9dias das medidas antropom\u00e9tricas aos tr\u00eas e aos seis meses de idade.<\/p>\n<p>Tham\u00edris destaca que os primeiros mil dias de vida s\u00e3o uma fase fundamental para o desenvolvimento do ser humano e que, por isso, ainda s\u00e3o necess\u00e1rias pesquisas que avaliem as consequ\u00eancias de certos h\u00e1bitos durante a gesta\u00e7\u00e3o na vida dos filhos. \u201c\u00c9 um per\u00edodo em que muitas coisas est\u00e3o se formando no corpo do beb\u00ea\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A pesquisadora est\u00e1 otimista com o que seu estudo pode proporcionar para a sociedade: \u201cA minha expectativa \u00e9 de que esse trabalho chame a aten\u00e7\u00e3o de pessoas que trabalham com isso\u201d. Tham\u00edris diz que \u00e9 fundamental que esse tipo de estudo receba aten\u00e7\u00e3o e, no futuro, tenha um peso nos cuidados com a sa\u00fade da gestante. \u201cPoderia virar uma observa\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica cl\u00ednica, assim como n\u00e3o \u00e9 recomendado fumar ou ingerir \u00e1lcool durante a gravidez\u201d, destaca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Disserta\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p><strong>T\u00edtulo:\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/139744\">Consumo materno de cafe\u00edna durante a gesta\u00e7\u00e3o em diferentes ambientes intrauterinos e sua rela\u00e7\u00e3o com medidas antropom\u00e9tricas de crian\u00e7as nos primeiros meses de vida<br \/>\n<\/a><strong>Autora:\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4389254Y3\">Tham\u00edris Santos de Medeiros<\/a><strong><br \/>\nOrientadora:\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4723733E1\">Cl\u00e9cio Homrich da Silva<\/a><strong><br \/>\nUnidade:\u00a0<\/strong>Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas pessoas preferem caf\u00e9. 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