{"id":436,"date":"2020-11-27T21:01:10","date_gmt":"2020-11-28T00:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/?p=436"},"modified":"2020-12-16T20:03:13","modified_gmt":"2020-12-16T23:03:13","slug":"vivencias-de-uma-pedagoga-na-socioeducacao-entrevista-com-thais-goulart","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/vivencias-de-uma-pedagoga-na-socioeducacao-entrevista-com-thais-goulart\/","title":{"rendered":"VIV\u00caNCIAS DE UMA PEDAGOGA NA SOCIOEDUCA\u00c7\u00c3O: ENTREVISTA COM THA\u00cdS GOULART"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Thais-Goulart-02-1-938x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-443\" width=\"294\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Thais-Goulart-02-1-938x1024.png 938w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Thais-Goulart-02-1-275x300.png 275w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Thais-Goulart-02-1-768x838.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Thais-Goulart-02-1-1407x1536.png 1407w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Thais-Goulart-02-1-1876x2048.png 1876w\" sizes=\"auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><figcaption>Tha\u00eds Goulart &#8211; Pedagoga | Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tha\u00eds Goulart \u00e9 pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, militante da Uni\u00e3o da Juventude Comunista e em seus 25 anos de vida, j\u00e1 atua h\u00e1 5 como Educadora Social. Iniciou este trabalho como bolsista do Programa de Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os \u00e0 Comunidade (PPSC), onde permaneceu entre dezembro de 2015 a janeiro de 2020 e atualmente trabalha em um Servi\u00e7o de Conviv\u00eancia e Fortalecimento de V\u00ednculos de Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante sua perman\u00eancia na UFRGS e no PPSC, Tha\u00eds atuou no acolhimento individual de jovens e adolescentes em cumprimento de Medida Socioeducativa e como educadora nas oficinas socioeducativas, onde \u00e9 realizado o acompanhamento coletivo dos adolescentes. Tais experi\u00eancias foram conte\u00fado e inspira\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC), onde Tha\u00eds relata sua experi\u00eancia na socioeduca\u00e7\u00e3o enquanto pedagoga em forma\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste bate-papo, Thais nos conta um pouquinho da constru\u00e7\u00e3o deste trabalho:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tha\u00eds, por que um Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (TCC) falando de &#8220;socioeduca\u00e7\u00e3o&#8221;?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escolhi a socioeduca\u00e7\u00e3o como tem\u00e1tica central do meu TCC por ser a \u00e1rea em que eu j\u00e1 atuava h\u00e1 4 anos, mas principalmente por ser a \u00e1rea pela qual me apaixonei no segundo semestre do curso de Pedagogia e com a qual aprendi a ser educadora &#8211; na pr\u00e1tica. Desde que o TCC come\u00e7ou a ficar pr\u00f3ximo eu j\u00e1 sabia que minha escrita sairia das minhas impress\u00f5es e reflex\u00f5es sobre a socioeduca\u00e7\u00e3o e o trabalho realizado com os e as adolescentes e jovens que tive a oportunidade de conhecer. \u00c9 fato que a \u00e1rea pouco \u00e9 conhecida e discutida no curso de Pedagogia, ent\u00e3o para al\u00e9m de buscar valorizar as minhas viv\u00eancias e o trabalho do PPSC, tamb\u00e9m foi uma forma de falar sobre socioeduca\u00e7\u00e3o e os desafios e belezas que encontramos na mesma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A quest\u00e3o suleadora do teu TCC procurou evidenciar o impacto do trabalho com os adolescentes em cumprimento de medida na tua forma\u00e7\u00e3o enquanto Pedagoga. Que caminho metodol\u00f3gico tu percorreu para responder a essa quest\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando comecei a conversar com a minha orientadora sobre o recorte que teria minha escrita, ele n\u00e3o passava, em um primeiro momento, pelas minhas experi\u00eancias pessoais, mas fomos maturando as ideias e quando cheguei na de falar sobre a minha pr\u00f3pria trajet\u00f3ria ao lado dos e das adolescentes n\u00e3o tive d\u00favidas de que era isso que eu queria desde o in\u00edcio. Para engatilhar a escrita, acessei minhas pr\u00f3prias anota\u00e7\u00f5es em que eu relatava os encontros com os adolescentes escolhidos &#8211; e os mesmos foram escolhidos por nossas trocas terem diferentes desdobramentos e pelos desafios que me foram gerados ao estar realizando o acompanhamento individual de cada caso. A partir disso, retomei as hist\u00f3rias e, assim, pude retomar meus sentimentos e aprendizados atrav\u00e9s das mem\u00f3rias dos encontros e das conversas. Ou seja, tentei evidenciar o quanto meu trabalho para com esses adolescentes impactou na minha forma\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o do meu papel enquanto educadora e profissional de refer\u00eancia buscando situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas vivenciadas e analisando meu comportamento, o comportamento dos adolescentes e quais marcas ficaram em mim e em nossas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No TCC tu fala de tr\u00eas adolescentes, em especial, entre tantos e tantas acompanhados\/as por ti, durante os anos de trabalho no PPSC: Kiane, Raul e J\u00falio.<\/strong> <strong>Na tua an\u00e1lise, existe algum aspecto comum que caracterizaria as tr\u00eas hist\u00f3rias?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada um dos tr\u00eas adolescentes protagonistas das minhas escritas tem um nome, uma hist\u00f3ria e suas pr\u00f3prias especificidades que os tornam \u00fanicos. Entretanto, h\u00e1 aspectos de suas trajet\u00f3rias que s\u00e3o parecidos, como a cor de suas peles, os bairros em que residiam, os atos infracionais, terem passado pelo mesmo espa\u00e7o em um mesmo momento, assim como terem passado por situa\u00e7\u00f5es de neglig\u00eancia, viola\u00e7\u00e3o de direitos e desigualdade parecidas. Esses aspectos fazem parte da vida de muitos dos e das adolescentes e jovens que cumprem medida socioeducativa. Por isso, mesmo que os encontros que eu, educadora, tenha tido com cada um deles tenham passado por pautas, momentos, sentimentos e aprendizados distintos, muitas coisas se assemelhavam pelo fato de eles viverem em contextos sociais pr\u00f3ximos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>H\u00e1<\/strong> <strong>alguma diferen\u00e7a em acompanhar meninos ou meninas? Alguma especificidade relacionada a g\u00eanero?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O perfil da grande maioria dos adolescentes que cumprem medida socioeducativa se encaixa no g\u00eanero masculino. Nos quatro anos em que trabalhei no PPSC acompanhei pouqu\u00edssimas gurias comparado ao n\u00famero de guris. E isso, acredito eu, j\u00e1 \u00e9 um reflexo sobre o debate de g\u00eanero, em que a maioria das mulheres que se envolvem com atos infracionais\/crimes, normalmente o fazem a partir de seus parceiros, enquanto os homens s\u00e3o os protagonistas &#8211; at\u00e9 nessa hist\u00f3ria. H\u00e1 uma diferen\u00e7a em acompanhar gurias porque as demandas s\u00e3o diferentes, o jeito de ver e viver o mundo s\u00e3o diferentes. A dedica\u00e7\u00e3o, o empenho e o afeto s\u00e3o colocados na mesma maneira no trabalho com gurias e com guris, mas a forma de abordar determinados assuntos e trabalhar em cima deles se d\u00e1 a partir de como eles e elas se colocam no mundo, ent\u00e3o sim, acontecer\u00e1 de diferentes formas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exemplo \u00e9 falar sobre os direitos b\u00e1sicos da mulher e machismo. Falar sobre esse assunto com os guris requer uma abordagem diferente da abordagem com as gurias. Com as gurias podemos falar a partir de experi\u00eancias pr\u00f3prias, de relatos e reflex\u00f5es individuais, mas com os guris precisamos buscar outras estrat\u00e9gias, principalmente pelo fato de os mesmos em muitos momentos reproduzirem machismos em suas falas e atitudes. Para eles esse assunto pode estar mais naturalizado, enquanto para elas a pauta pode estar em processo de desnaturaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acredito que cada adolescente, sendo guri ou guria, precisa de um olhar atento a suas demandas individuais e suas especificidades, onde a quest\u00e3o de g\u00eanero tamb\u00e9m entra como um ponto a ser considerado na hora de trabalhar com a ou o adolescente.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Citacao-01-1024x506.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-439\" width=\"492\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Citacao-01-1024x506.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Citacao-01-300x148.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Citacao-01-768x379.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Citacao-01-1536x759.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Citacao-01-2048x1012.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Se te perguntassem, afinal, o que os e as adolescentes te ensinaram sobre &#8220;ser pedagoga&#8221;, o que tu responderia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o tenho d\u00favidas de que eles me ensinaram tudo que eu sei. Sou pedagoga hoje porque eles me possibilitaram trocas, tensionamentos, questionamentos, desafios, reflex\u00f5es e aprendizados. O diploma \u00e9 importante para provar que estudei, que posso ter uma atua\u00e7\u00e3o minimamente qualificada, mas eu acredito que me fiz pedagoga na pr\u00e1tica, nas salas do PPSC e hoje nas salas da institui\u00e7\u00e3o que trabalho. Me constru\u00ed e sigo me construindo enquanto educadora no dia a dia &#8211; a cada encontro, a cada texto que li e ressignifiquei nas oficinas que planejei e desenvolvi, a cada resposta que dei a perguntas feitas, a cada sementinha que eles plantaram em mim. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho na socioeduca\u00e7\u00e3o com esses adolescentes me fez mais humana, mais aberta, mais sens\u00edvel, mais consciente, mais cr\u00edtica e por a\u00ed vai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nunca me esque\u00e7o do dia que, em um curso para educadoras sociais, pediram que a gente escrevesse em um papel algo que sempre lev\u00e1vamos conosco no nosso local de trabalho. A maioria colocou materiais f\u00edsicos, mas eu n\u00e3o conseguia pensar em nada sem ser os pr\u00f3prios adolescentes e todos os aprendizados que estar com eles me geraram. Hoje, mesmo h\u00e1 quase um ano desvinculada do PPSC, lembro do nome e dos rostos de v\u00e1rios. Com alguns foram poucos encontros, poucas palavras ou intensidade trocadas, mas nenhum passou em branco &#8211; todos deixaram um pouquinho de si e fazem parte da minha trajet\u00f3ria, da minha constru\u00e7\u00e3o e dos meus primeiros passos na busca de me constituir como uma profissional da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Que mensagem tu deixaria para as e os estudantes de Pedagogia que nos l\u00eaem agora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desejo que toda e todo estudante de Pedagogia n\u00e3o se limite ao curr\u00edculo ou ao que est\u00e1 posto como \u00fanica possibilidade de atua\u00e7\u00e3o. Precisamos ser curiosas e curiosos, buscar romper os limites que a academia pode nos colocar. A realidade nem sempre \u00e9 a mesma que \u00e9 discutida em sala de aula, por mais que haja um grande esfor\u00e7o de muitos professores e professoras ao buscar mostrar o leque de possibilidades, desafios e contextos que existem. A pedagogia n\u00e3o se restringe a ser professora, h\u00e1 outras formas de ser uma profissional da educa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja dentro do ambiente escolar. Conhe\u00e7am a hist\u00f3ria e o trabalho da Educa\u00e7\u00e3o Popular, da Educa\u00e7\u00e3o Social e da Socioeduca\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o se encantar. Desejo, tamb\u00e9m, que lutemos para que nossa profiss\u00e3o, seja aonde for que atuemos, n\u00e3o perca sua ess\u00eancia, sua autonomia e seus direitos b\u00e1sicos. Nossa categoria tem um hist\u00f3rico de luta forte e muito bonito, ent\u00e3o desejo for\u00e7a para que sigamos na busca de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade e no fortalecimento das pol\u00edticas p\u00fablicas para nossas crian\u00e7as, adolescentes e jovens!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>Para ler o trabalho completo e saber um pouco mais sobre as viv\u00eancias da Tha\u00eds durante seu processo de forma\u00e7\u00e3o, acesse o link:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/211652\">https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/211652<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tha\u00eds \u00e9 pedagoga formada pela UFRGS e construiu seu TCC com base nas experi\u00eancias vivenciadas no PPSC. Confira a entrevista que realizamos com ela!<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":440,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[13,4],"tags":[9,8,11,7],"class_list":["post-436","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-ppsc","tag-educacao-social","tag-medidas-socioeducativas","tag-pedagogia","tag-socioeducacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":445,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436\/revisions\/445"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/media\/440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/ciess\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}