Estudo monitora a ocorrência de lixo, microplástico e antropoquinas nas praias do Rio Grande do Sul

A equipe do projeto intitulado “Antropoquinas: Investigação sobre a ocorrência e formação de rochas sedimentares recentes com a presença de material antropogênico ao longo do litoral gaúcho” realizou mais uma campanha de trabalho de campo para a coleta de amostras de plástico e microplástico. Foram monitoradas praias dos litorais norte, médio e sul do estado, durante o período de verão e inverno entre 2021 e 2022.
A mais recente visita ocorreu na Praia do Cassino e no Balneário Hermenegildo, extremo sul do RS, no final de julho. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e conta com discentes, docentes e pesquisadores da UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e Universidade de São Paulo (USP).
O objetivo da pesquisa é compreender as fontes e a dinâmica da poluição por plástico no litoral gaúcho, considerando também um olhar geológico sobre a problemática. As antropoquinas, citadas no título do estudo, são novas formações rochosas recentemente descritas pelo coordenador do projeto, Prof. Gerson Fernandino, e colaboradores em um trabalho publicado em 2020 no periódico internacional Marine Pollution Bulletin.

Este material, composto por sedimentos e itens de origem humana, se assemelha a rochas sedimentares e carecem de investigações para entender como são formadas e como poderão alimentar discussões sobre a proposta época geológica do Antropoceno.
Os resultados preliminares têm sido promissores e os pesquisadores envolvidos acreditam que permitirão compreender as fontes do lixo encontrado, bem como sua dinâmica temporal e espacial. Além disso, o coordenador do projeto adianta que as análises realizadas com as amostras de antropoquinas são animadores e estão permitindo compreender as condições ambientais necessárias para sua formação.
