{"id":1923,"date":"2021-05-13T19:58:52","date_gmt":"2021-05-13T22:58:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/?p=1923"},"modified":"2021-11-08T10:58:51","modified_gmt":"2021-11-08T13:58:51","slug":"negritude-e-tecnologia-no-sistema-das-artes-na-pandemia-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/negritude-e-tecnologia-no-sistema-das-artes-na-pandemia-de-2020\/","title":{"rendered":"Negritude e Tecnologia no Sistema das Artes na Pandemia de 2020"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Esse projeto nasce da minha vontade de abrandar inquieta\u00e7\u00f5es que transpassam toda a minha trajet\u00f3ria de vida. Sendo uma mulher negra nascida no sul global, as quest\u00f5es de ra\u00e7a, colonialidade e g\u00eanero s\u00e3o inerentes a minha viv\u00eancia e, ao decorrer da minha vida acad\u00eamica, tornou-se imprescind\u00edvel dar aten\u00e7\u00e3o a essas inquietudes. Logo, fortuitamente, essas tem\u00e1ticas acabam sempre tomando import\u00e2ncia nos textos e trabalhos nos quais me engajo. Segundo Grada Kilomba (2016, p. 8)<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>Descolonizar o conhecimento significa criar novas configura\u00e7\u00f5es de conhecimento e poder. [&#8230;] Vale a pena relembrar que a teoria n\u00e3o \u00e9 universal nem neutra, mas sempre localizada em algum lugar e sempre escrita por algu\u00e9m, e que este algu\u00e9m tem uma hist\u00f3ria.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/ims.com.br\/convida\/linoca-souza\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"725\" class=\"wp-image-1924\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LinocaSouza3_1500px-1024x725-1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LinocaSouza3_1500px-1024x725-1.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LinocaSouza3_1500px-1024x725-1-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LinocaSouza3_1500px-1024x725-1-768x544.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a>\r\n<figcaption>\u201cIII: B\u00fazios, espadas e outros mist\u00e9rios para autocuidado e fuga da il\u00f3gica em per\u00edodos de isolamento social\u201d, 2020, Linoca Souza<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em outras palavras, quando aquele que produz o conhecimento se diz neutro, est\u00e1 tentando escondendo o contexto de onde fala, o que, para Kilomba (2016, p. 8), \u00e9 imposs\u00edvel, j\u00e1 que todos, especificamente aqueles que det\u00eam o poder da fala, \u201cescrevem de um lugar espec\u00edfico, que [&#8230;] n\u00e3o \u00e9 neutro nem objetivo, t\u00e3o pouco universal, mas dominate\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O momento in\u00e9dito que vivemos &#8211; a pandemia viral mundial &#8211; demanda aten\u00e7\u00e3o especial, uma vez que o mundo se depara com uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as abruptas e inevit\u00e1veis. Desde maio de 2020, as iniciativas feitas pelas institui\u00e7\u00f5es de arte para superar as restri\u00e7\u00f5es impostas por esse cen\u00e1rio v\u00eam sendo objeto de pesquisa no Projeto Territorialidades na Arte Contempor\u00e2nea: Experi\u00eancias Art\u00edsticas na internet no Brasil, grupo de pesquisa coordenado pela Prof\u00aa Dr\u00aa Maria Am\u00e9lia Bulh\u00f5es, no qual sou bolsista volunt\u00e1ria. Compreender as escolhas feitas por institui\u00e7\u00f5es e analisar o porqu\u00ea elas est\u00e3o sendo feitas s\u00e3o a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que tenhamos um panorama do que foi feito e dados para planejar quais as melhores a\u00e7\u00f5es para o futuro.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As institui\u00e7\u00f5es se voltaram para o meio digital como alternativa para manter o v\u00ednculo com seu p\u00fablico e passaram a criar projetos espec\u00edficos para esse cen\u00e1rio. \u00c9 o caso do Instituto Moreira Salles, que, entre outras iniciativas do Projeto #IMSquarentena, criou o IMS Convida. Segundo o site, o Programa \u00e9<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>formado por projetos individuais comissionados pelo IMS, que ficar\u00e3o dispon\u00edveis para o p\u00fablico no site e nas redes sociais da institui\u00e7\u00e3o como IMS Quarentena &#8211; Programa Convida. Ser\u00e3o contemplados cerca de 50 criadores [na primeira etapa], nas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o do Instituto: fotografia, cinema, m\u00fasica, literatura, artes visuais e desenho gr\u00e1fico. Foram convidados segundo crit\u00e9rios que levam em conta a diversidade de identidades presentes no Brasil \u2013 de ra\u00e7a, g\u00eanero, regionalidade, contexto social e cultural.<\/p>\r\n<cite>Instituto Moreira Salles (2020)<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No momento em que escrevo &#8211; mar\u00e7o de 2021 &#8211; o programa est\u00e1 em sua terceira etapa e disponibiliza 171 projetos em seu site, todos digitais, em diversos formatos, desde podcasts, entrevistas, obras de arte digitais, curtas, entre outros.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>A compreens\u00e3o da Internet para al\u00e9m de um reposit\u00f3rio de links e o reconhecimento de sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica\u00a0 s\u00e3o\u00a0 fatores determinantes, mas o investimento em pesquisa\u00a0 e\u00a0 cria\u00e7\u00e3o\u00a0 s\u00e3o\u00a0 decisivos.\u00a0 Esse\u00a0 \u00e9,\u00a0 sem\u00a0 d\u00favida,\u00a0 o \u00fanico ant\u00eddoto eficaz ao tsunami das\u00a0 lives\u00a0 e visitas virtuais.<\/p>\r\n<cite>Giselle Beiguelman (2020, p. 22)<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O que mais chama aten\u00e7\u00e3o no projeto do Instituto Moreira Salles \u00e9 a curadoria de artistas &#8211; em sua maioria mulheres, negras, ind\u00edgenas, trans, perif\u00e9ricas, etc. &#8211; que foram chamados a participar e o torna interessante para essa pesquisa.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Partindo de uma base conceitual de um sistema da arte como conjunto de\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>indiv\u00edduos e institui\u00e7\u00f5es que, atuando em uma complexa rede de interrela\u00e7\u00f5es, s\u00e3o respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o, a difus\u00e3o e o consumo de objetos e eventos, por eles mesmos rotulados como art\u00edsticos, e, tamb\u00e9m, pela defini\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es e limites da arte para uma sociedade em um determinado momento<\/p>\r\n<cite>(BULH\u00d5ES, 1990, p. 17 <em>apud<\/em> BULH\u00d5ES, 2020, p. 116)<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Voltamos nosso olhar para os artistas e coletivos que foram selecionados para o projeto. Fazendo uma estimativa r\u00e1pida pelos textos de apresenta\u00e7\u00e3o e fotos dos artistas e coletivos, \u00e9 poss\u00edvel aferir que 98 deles s\u00e3o artistas n\u00e3o-brancos e 47 brancos, 69 s\u00e3o mulheres e 60 s\u00e3o homens, 10 s\u00e3o transexuais, travestis ou pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias, 15 tem milit\u00e2ncia LGBTQIAPN+, 80 s\u00e3o de fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo, enquanto 85 est\u00e3o inseridos no centro cultural e econ\u00f4mico do pa\u00eds. Esses n\u00fameros demonstram um empenho significativo por parte da institui\u00e7\u00e3o em buscar vozes que n\u00e3o ecoem o padr\u00e3o que h\u00e1 s\u00e9culos perdura no sistema da arte.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/ims.com.br\/convida\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"454\" class=\"wp-image-1925\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Captura-de-tela-2021-05-13-195247-1024x454.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Captura-de-tela-2021-05-13-195247-1024x454.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Captura-de-tela-2021-05-13-195247-300x133.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Captura-de-tela-2021-05-13-195247-768x340.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Captura-de-tela-2021-05-13-195247.png 1349w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a>\r\n<figcaption>Print da p\u00e1gina do Programa Convida<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ao falar da pouca presen\u00e7a negra na hist\u00f3ria da arte brasileira, Igor Sim\u00f5es (2020, p. 371) afirma que<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>ao nos depararmos com a dificuldade de elencar nomes [de artistas negros na hist\u00f3ria da arte], teremos sim, de pensar que estamos tentando erguer um trabalho que nos atravessa como herdeiros de uma sociedade de matriz colonial baseada na coisifica\u00e7\u00e3o de sujeitos negros e logo, na dificuldade de reconhecimento destes como figuras autorais.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No tocante ao assunto de arte afro-brasileira, algumas quest\u00f5es se colocam, uma vez que &#8220;como uma categoria aut\u00f4noma, de fato n\u00e3o poderia existir\u201d (MENEZES, 2018). H\u00e1 diversos dilemas sobre como definir aqueles que fazem arte afro-brasileira. Seria necess\u00e1rio ter a pele escura e somente isso? Ou, para al\u00e9m da autoria ser ou n\u00e3o de uma pessoa negra, \u00e9 preciso ter em vista a forma e o tema da obra? Durante as \u00faltimas d\u00e9cadas, essa discuss\u00e3o est\u00e1 muito presente nos c\u00edrculos de especialistas da arte. Menezes (2018), ainda que n\u00e3o determine o que \u00e9 uma arte afro-brasileira, coloca que \u201c\u2018arte afro-brasileira\u2019 como uma categoria pol\u00edtica de reivindica\u00e7\u00e3o de visibilidade e reconhecimento da arte feita por m\u00e3os negras, n\u00e3o s\u00f3 existe como adquire uma import\u00e2ncia fundamental\u201d. Logo, as obras feitas por artistas negros no projeto do Instituto Moreira Sales se tornam importantes por serem um passo a frente nessa busca por representatividade.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Outra caracter\u00edstica importante que est\u00e1 presente em todas as obras, \u00e9 que o seu suporte \u00e9 digital. Todas as obras n\u00e3o apenas s\u00e3o disponibilizadas pela web, mas foram pensadas e constru\u00eddas atrav\u00e9s dela, uma vez que, devido a pandemia, o encontro pessoal se torna imposs\u00edvel. A tecnologia, segundo o fil\u00f3sofo chines Yuk Hui (2020, p, 132) \u00e9 \u201co suporte [&#8230;] do pensamento e o meio pelo qual o pensamento \u00e9 herdado e transformado\u201d, ou seja, a tecnologia, ainda que vista de forma neutra e universal, carrega consigo vieses ontol\u00f3gicos e epistemol\u00f3gicos. Esses vieses v\u00eam daqueles que exportam n\u00e3o apenas as tecnologias, mas seu modo de vida, sua vis\u00e3o de mundo e de humanidade: primeiramente a Europa, atrav\u00e9s dos processos de coloniza\u00e7\u00e3o e mais recentemente os Estados Unidos da Am\u00e9rica, com o imperialismo. Segundo Hui (2020, p. 19), \u201csem confrontarmos o conceito de tecnologia em si, dificilmente seremos capazes de preservar a alteridade e a diferen\u00e7a\u201d. O conceito da <em>Cosmot\u00e9cnica<\/em>, proposto pelo autor, seria \u201ca unifica\u00e7\u00e3o do cosmos e da moral por meio das atividades t\u00e9cnicas, sejam elas da cria\u00e7\u00e3o de produtos ou de obras de arte\u201d (HUI, 2020, p. 39). Existiriam muitas cosmot\u00e9cnicas, que seriam formadas por morais, cosmos e sujeitos diversos e a uni\u00e3o dessas pe\u00e7as se daria atrav\u00e9s de din\u00e2micas pr\u00f3prias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 a partir dessa provoca\u00e7\u00e3o que se constr\u00f3i o projeto de pesquisa que estou desenvolvendo, o desejo de <strong>analisar de que forma as mudan\u00e7as no Sistema da Arte causadas pela pandemia de COVID-19 impactaram a introdu\u00e7\u00e3o de obras de arte afro-brasileiras e artistas negros em suporte digital. <\/strong>Pretendo analisar a curadoria dos artistas pretos por parte do Instituto Moreira Salles no projeto #IMSquarentena e as obras que nasceram dessas parcerias. Mignolo (2017, p. 31), ao falar daqueles que se op\u00f5e ao colonialismo, ir\u00e1 dizer que\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>A sociedade [&#8230;] est\u00e1 constitu\u00edda n\u00e3o por milhares, mas por milh\u00f5es de pessoas que se agrupam em projeto para ressurgir, reemergir e re-existir. Isto j\u00e1 \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 resistir, porque resistir significa que as regras do jogo s\u00e3o controladas por algu\u00e9m a quem resistimos. Os desafios do presente e do futuro consistem em poder imaginar e construir uma vez que nos liberamos da matriz colonial de poder e nos lan\u00e7amos ao vazio criador da vida plena e harm\u00f4nica.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 com fundamento nessa ideia que parte esse projeto: no desejo de imaginar outros futuros poss\u00edveis, em que n\u00e3o haja apenas uma forma \u201ccorreta\u201d de pensar e que a diferen\u00e7a possa ser celebrada e n\u00e3o exclu\u00edda.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><!--nextpage--><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>BEIGUELMAN<strong>, <\/strong>GISELLE. <strong>Coronavida<\/strong>: pandemia, cidade e cultura urbana \u2013 S\u00e3o Paulo: ECidade, 2020. Acesso em 27 fev. 2021<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>BULH\u00d5ES<strong>,<\/strong> Maria Am\u00e9lia. <strong>O ciberespa\u00e7o como lugar de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica<\/strong>. Dat Journal, S\u00e3o Paulo, v. 5, n. 3, p. 113-125, 20 out. 2020. Universidade Anhembi Morumbi. http:\/\/dx.doi.org\/10.29147\/dat.v5i3. Dispon\u00edvel em: https:\/\/datjournal.anhembi.br\/dat\/article\/view\/244\/195. Acesso em: 29 mar. 2021.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>HUI<strong>, <\/strong>Yuk. <strong>Tecnodiversidade<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Ubu Editora, 2020. 220 p. (Exit). Traduzido por Humberto Amaral.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>KILOMBA<strong>, <\/strong>Grada. <strong>DESCOLONIZANDO O CONHECIMENTO<\/strong>:\u00a0 Palestra-Performance de Grada Kilomba. 2016. Tradu\u00e7\u00e3o de Jessica Oliveira. Dispon\u00edvel em: https:\/\/joaocamillopenna.files.wordpress.com\/2018\/05\/kilomba-grada-ensinando-a-transgredir.pdf. Acesso em: 12 mar. 2021.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>MENEZES, H\u00e9lio. <strong>Exposi\u00e7\u00f5es e cr\u00edticos de arte afro-brasileira<\/strong>: um conceito em disputa | Parte II. 2018. Ensaio publicado originalmente em virtude da exposi\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rias Afro- Atl\u00e2nticas in PEDROSA, A.; CARNEIRO, A.; MESQUITA, A. Hist\u00f3rias Afro-Atl\u00e2nticas. Volume 2. Antologia. S\u00e3o Paulo, Instituto Tomie Ohtake; Masp, 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.institutotomieohtake.org.br\/o_instituto\/interna\/parte-ii-exposiasames-e-crasticos-de-arte-afro-brasileira-um-conceito-em-disputa. Acesso em: 11 mar. 2021.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>MIGNOLO<strong>, <\/strong>Walter. <strong>DESAFIOS DECOLONIAIS HOJE<\/strong>. Epistemologias do Sul: Pensamento Social e Pol\u00edtico em\/desde\/para Am\u00e9rica Latina, Caribe, \u00c1frica e \u00c1sia., Foz do Igua\u00e7u\/pr, v. 1, n. 1, p. 12-32, 2017. Dispon\u00edvel em: https:\/\/revistas.unila.edu.br\/epistemologiasdosul\/article\/view\/772. Acesso em: 30 jun. 2020.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Programa Convida &#8211; 3\u00aa etapa<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ims.com.br\/2020\/07\/20\/programa-convida-etapa-3\/&gt; Acesso em: 22 fev. 2021.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>SIM\u00d5ES, Igor Moraes. <strong>Racializa\u00e7\u00e3o e Essencializa\u00e7\u00e3o<\/strong>: perversidade e racismo nos enquadramentos de negros e negras nas artes visuais brasileiras. In:. Arte al\u00e9m da arte: Anais do 2\u00ba Simp\u00f3sio Internacional de Rela\u00e7\u00f5es Sist\u00eamicas da Arte. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2020. p. 368-378. Dispon\u00edvel em: https:\/\/2simposioirsablog.files.wordpress.com\/2020\/07\/2-arte-alc3a9m-da-arte-ebook.pdf. Acesso em: 27 fev. 2021.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse projeto nasce da minha vontade de abrandar inquieta\u00e7\u00f5es que transpassam toda a minha trajet\u00f3ria de vida. 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