{"id":1944,"date":"2021-06-23T13:19:14","date_gmt":"2021-06-23T16:19:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/?p=1944"},"modified":"2021-11-08T11:15:04","modified_gmt":"2021-11-08T14:15:04","slug":"o-website-carta-de-amor-aos-fantasmas-e-uma-pesquisa-sobre-relacionamentos-estabelecidos-pela-internet-afetada-por-uma-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/o-website-carta-de-amor-aos-fantasmas-e-uma-pesquisa-sobre-relacionamentos-estabelecidos-pela-internet-afetada-por-uma-pandemia\/","title":{"rendered":"O website Carta de Amor aos Fantasmas e uma pesquisa sobre relacionamentos estabelecidos pela Internet afetada por uma pandemia"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Texto de Isadora Bortolossi<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"627\" height=\"299\" class=\"wp-image-1945\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo.png 627w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Sem-titulo-300x143.png 300w\" sizes=\"(max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/>\r\n<figcaption>Isadora Bortolossi, captura de tela da p\u00e1gina inicial da Carta de Amor aos Fantasmas, 2020. P\u00e1gina da web. Fonte: arquivo da autora.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em julho de 2018, iniciei um projeto de pesquisa no mestrado em Artes Visuais da UFPel (Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul) sobre como poetizar visualmente as rela\u00e7\u00f5es sociais que se d\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e por meio da Internet. Na \u00e9poca, evidentemente, eu jamais poderia ter imaginado que, no futuro pr\u00f3ximo, a pandemia do novo coronav\u00edrus em 2020 transformaria a Internet no meio de comunica\u00e7\u00e3o primordial para conservar as rela\u00e7\u00f5es interpessoais em meio ao isolamento social \u2013 o que veio a impactar at\u00e9 mesmo o modo como passei a perceber minha pr\u00f3pria pesquisa.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A escolha por este tema foi consideravelmente pautada por um relato pessoal de Grafton Tanner, autor estadunidense que conta um pouco de suas reflex\u00f5es sobre a experi\u00eancia de relacionar-se pela Internet na introdu\u00e7\u00e3o do livro Babbling Corpse: Vaporwave and the Commodification of Ghosts (2016). Identifiquei-me pessoalmente com o relato de Tanner sobre como ele se sentia \u201csocializando enquanto sozinho\u201d ao interagir com outros indiv\u00edduos em plataformas da web. Tanner reflete:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>\u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o confusa e misteriosa sentir-se socializando enquanto sozinho, rodeado de entidades invis\u00edveis cuja presen\u00e7a ainda \u00e9 sentida por\u00e9m parece totalmente ausente. Essas entidades s\u00e3o nossos fantasmas do s\u00e9culo XXI, desprovidos de suas conchas corp\u00f3reas e liberados a deslizar pelo ciberespa\u00e7o na velocidade da luz e com precis\u00e3o surpreendente 1 (2016, p. ix, tradu\u00e7\u00e3o minha).<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Tanner assim compara os indiv\u00edduos com quem nos relacionamos pela web com a ideia de fantasmas: seres que n\u00e3o possuem um corpo f\u00edsico, por\u00e9m cuja presen\u00e7a \u00e9 sentida. Este conceito me levou a pesquisar e conhecer o fil\u00f3sofo contempor\u00e2neo Byung-Chul Han, um sul coreano formado na Alemanha e autor de uma s\u00e9rie de obras a respeito da vida contempor\u00e2nea e efeitos da tecnologia. Em No Enxame: Perspectivas do Digital (2018), Han tamb\u00e9m reflete sobre uma rela\u00e7\u00e3o entre a comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e os fantasmas, expondo a ideia de que estes seriam entidades que \u201croubam\u201d as intera\u00e7\u00f5es estabelecidas entre os indiv\u00edduos pelo envio de mensagens de maneira mediada (como por exemplo atrav\u00e9s da carta ou da Internet). O autor<br \/>afirma que, deste modo: \u201ca carta se relaciona com fantasmas. Beijos escritos n\u00e3o chegam a sua destina\u00e7\u00e3o. No meio do caminho, eles s\u00e3o presos e esvaziados por fantasmas\u201d (HAN, 2018, p. 95).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Estas duas cita\u00e7\u00f5es, de Tanner e Han, foram o que me inspiraram a perceber os indiv\u00edduos com quem me relaciono pela Internet como fantasmas. Sejam eles mesmos seres fisicamente ausentes ou entidades que roubam as intera\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos, estes conceitos me levaram a elaborar tr\u00eas categorias, ou estados, que identifico como parte da comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia (mais detalhes sobre estas categorias podem ser encontrados em minha disserta\u00e7\u00e3o e outras publica\u00e7\u00f5es). Estas ideias nortearam a produ\u00e7\u00e3o de duas s\u00e9ries de desenhos digitais, as quais chamei de Glitches Fantasmag\u00f3ricos e Estado de Dist\u00e2ncia.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"314\" height=\"354\" class=\"wp-image-1946\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1-1.png 314w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1-1-266x300.png 266w\" sizes=\"(max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/>\r\n<figcaption>Isadora Bortolossi, Conversa II, 2018. Parte da s\u00e9rie Glitches Fantasmag\u00f3ricos. Imagem digital, 1200 x 1344 pixels. Fonte: arquivo da autora.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Meu interesse pela Internet em si e pr\u00e1ticas art\u00edsticas compartilhadas na grande rede me levou a utilizar processos da <em>glitch art 2<\/em> sobre desenhos digitais de minha autoria, para versar a respeito da experi\u00eancia de me comunicar com outros indiv\u00edduos na forma online. Ambas as s\u00e9ries tem como base tais desenhos, sendo que Glitches Fantasmag\u00f3ricos se constitui apenas de imagens est\u00e1ticas e Estado de Dist\u00e2ncia apresenta tamb\u00e9m algumas anima\u00e7\u00f5es, criadas a partir das varia\u00e7\u00f5es desses glitches.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os fantasmas s\u00e3o figurativamente presentes nas imagens na forma de silhuetas sem rosto, repeti\u00e7\u00f5es que se assemelham a ecos visuais e, mais frequentemente, como os as falhas causadas pelos glitches que interferem nas intera\u00e7\u00f5es dos amantes.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"315\" height=\"356\" class=\"wp-image-1947\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2-1.png 315w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2-1-265x300.png 265w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/>\r\n<figcaption>Isadora Bortolossi, anima\u00e7\u00e3o Desbeijo, 2020. Parte da s\u00e9rie Estado de Dist\u00e2ncia. 8 quadros de 457 x 512 pixels. 2020. Fonte: arquivo da autora.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Sendo que estas obras s\u00e3o digitais e, portanto, imateriais em si, surgiu a quest\u00e3o: como eu poderia expor estes trabalhos, que n\u00e3o possuem mat\u00e9ria f\u00edsica? A resposta foi a cria\u00e7\u00e3o de um website, que serviria n\u00e3o somente como uma alternativa de exibi\u00e7\u00e3o para estas imagens, mas como um sustento po\u00e9tico a todo o corpo deste trabalho, visto que estas cria\u00e7\u00f5es estariam, ent\u00e3o, apoiadas na pr\u00f3pria m\u00eddia de que elas falam.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>O Website Carta de Amor aos Fantasmas<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Carta de Amor aos Fantasmas \u00e9, assim, o resultado do que elaborei como forma de exibir estes trabalhos. N\u00e3o apenas servindo como uma galeria online, mas como uma obra em si, a qual \u00e9 poss\u00edvel navegar e que exige um certo comprometimento do internauta para visualizar suas p\u00e1ginas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Inspirada no website <em>Pink Lightning<\/em> , obra da dupla canadense <em>Purity Ring<\/em> (formada por Megan James e Corin Roddick), a Carta de Amor aos Fantasmas emprega uma t\u00e9cnica similar de intencionalmente \u201cesconder\u201d os links e \u00edcones que d\u00e3o continuidade a experi\u00eancia com o trabalho. Em Pink Lightning, a experi\u00eancia \u00e9 semi-linear no sentido de que h\u00e1 um caminho \u201ccorreto\u201d a ser seguido, onde os links \u201cerrados\u201d levam o interator a um tipo de beco sem sa\u00edda, a partir do qual \u00e9 preciso reiniciar o site para que se possa sair dele. Em meu website, optei por caminhos n\u00e3o-lineares que, apesar de conterem um tipo de linearidade narrativa, sempre possuem algum link, ainda que escondido, que levam o observador adiante ou de volta a outra parte do caminho.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"498\" height=\"244\" class=\"wp-image-1948\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/3.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/3.png 498w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/3-300x147.png 300w\" sizes=\"(max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/>\r\n<figcaption>Captura de tela de uma das p\u00e1ginas da obra de Purity Ring, Pink Lightning, 2020. P\u00e1gina web. Fonte: arquivo da autora.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundo Lucia Le\u00e3o, as obras hipermidi\u00e1ticas, como s\u00e3o os websites, possuem \u00edcones de navega\u00e7\u00e3o que, no caso de trabalhos po\u00e9ticos, nem sempre s\u00e3o evidentes:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\r\n<p>Em geral, os aplicativos hipermidi\u00e1ticos costumam oferecer um sistema de \u00edcones para a navega\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9 particularmente importante no aux\u00edlio ao usu\u00e1rio; por\u00e9m, temos casos de<br \/>experimentos po\u00e9ticos que ocultam esses bot\u00f5es e oferecem ao leitor o desafio da descoberta de como interagir com o aplicativo (2005, p. 28).<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Neste trabalho, inclui as imagens que criei com o desenho e a <em>glitch art<\/em> e procurei desenvolver uma narrativa pessoal e baseada em um relacionamento rom\u00e2ntico espec\u00edfico em minha vida \u2013 um que foi iniciado e se mant\u00e9m por meio da Internet. Convidar o internauta a passear por esta narrativa \u00e9 uma maneira de expor minha experi\u00eancia desta rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o apenas \u00e9 interpessoal como tamb\u00e9m se d\u00e1 com o pr\u00f3prio computador e a Internet.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Impacto da pandemia<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 chocante, at\u00e9 assustador, pensar sobre o impacto que a pandemia teve sobre os relacionamentos interpessoais, que passaram a depender muito mais das tecnologias e da Internet para subsistirem, quando n\u00e3o era poss\u00edvel que as pessoas se encontrassem presencialmente. Esta condi\u00e7\u00e3o at\u00e9 mesmo alterou a maneira como passei a perceber minha pr\u00f3pria pesquisa, que foi iniciada por volta de um ano e meio antes do surgimento do novo coronav\u00edrus, causador da covid-19.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As rela\u00e7\u00f5es interpessoais, durante a quarentena e mais do que nunca, foram quase que exclusivamente mediadas pela Internet, e \u201ccom o isolamento social provocado por estas medidas de preven\u00e7\u00e3o, muitos de n\u00f3s nos \u2018fantasmagorizamos\u2019 compulsoriamente uns para os outros\u201d (BORTOLOSSI, 2021, p. 203). Neste contexto, a quantidade de informa\u00e7\u00f5es e conte\u00fado a Internet, inclusive de arte, aumentou consideravelmente com a propaga\u00e7\u00e3o de cursos, eventos,<br \/>transmiss\u00f5es ao vivo, v\u00eddeo confer\u00eancias, etc, evidenciando a Internet como um meio ub\u00edquo e desterritorializado de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Poder\u00edamos chamar de fantasmas quaisquer entidades que parecem ser sentidas, por\u00e9m invis\u00edveis para os olhos f\u00edsicos. Pode-se argumentar que isto seja um exagero, mas penso que al\u00e9m de todas as defini\u00e7\u00f5es que pude atribuir ao por que de usar \u201cfantasmas\u201d em minha pesquisa, tamb\u00e9m poderia adicionar que o coronav\u00edrus seria um destes fantasmas, um que nos for\u00e7ou (e em muitos lugares do mundo, ainda for\u00e7a) a ficarmos distantes, reclusos, mas nunca em plena solid\u00e3o \u2013 gra\u00e7as \u00e0 Internet.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>________________<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Refer\u00eancias:\u00a0<\/p>\r\n<p><br \/>TANNER, Grafton. <strong>Babbling Corpse: Vaporwave and the Commodification of Ghosts.<\/strong> Hampshire: Zero Books, 2016.<\/p>\r\n<p>HAN, Byung-Chul. <strong>No Enxame: perspectivas do digital.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Lucas Machado. Petr\u00f3polis: Vozes, 2018.<\/p>\r\n<p>BORTOLOSSI, Isadora C. <strong>Carta de Amor aos Fantasmas: Glitch, Web Arte e Vaporwave na constru\u00e7\u00e3o de uma po\u00e9tica visual sobre relacionar-se \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/strong> 238f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Artes Visuais &#8211; Linha de Pesquisa Processos de Cria\u00e7\u00e3o e Po\u00e9ticas do Cotidiano) \u2013 Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Artes Visuais, Universidade Federal de Pelotas.<\/p>\r\n<p>LE\u00c3O, Lucia.<strong> O Labirinto Da Hiperm\u00eddia &#8211; Arquitetura e navega\u00e7\u00e3o no ciberespa\u00e7o.<\/strong> 3a ed. S\u00e3o Paulo: Iluminuras, 2005.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><br \/>Acesse A Carta de Amor aos Fantasmas <a href=\"https:\/\/isaartt.github.io\/cartadeamoraosfantasmas\/\">aqui.<\/a><br \/><br \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>V\u00eddeo Carta de Amor aos Fantasmas \u2013 Navega\u00e7\u00e3o A:<\/p>\r\n<div class=\"ose-vimeo ose-uid-524e4646c966c66ac0243ee2d5076b08 ose-embedpress-responsive\" style=\"width:652px; height:552px; max-height:552px; max-width:100%; display:inline-block;\" data-embed-type=\"Vimeo\"><iframe loading=\"lazy\" allowFullScreen=\"true\" title=\"Carta de Amor aos Fantasmas - Navega\u00e7\u00e3o A\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/512016201?dnt=0&amp;app_id=122963&title=0&color=00ADEF&byline=0&portrait=0&autoplay=0&loop=0&autopause=0\" width=\"652\" height=\"552\" frameborder=\"0\" allow=\"encrypted-media;accelerometer;autoplay;clipboard-write;gyroscope;picture-in-picture fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe><\/div>\r\n<p><br \/>V\u00eddeo Carta de Amor aos Fantasmas \u2013 Navega\u00e7\u00e3o B:<\/p>\r\n<div class=\"ose-vimeo ose-uid-1e03efd6124ad78e226a9a3097dc5a14 ose-embedpress-responsive\" style=\"width:652px; height:552px; max-height:552px; max-width:100%; display:inline-block;\" data-embed-type=\"Vimeo\"><iframe loading=\"lazy\" allowFullScreen=\"true\" title=\"Carta de Amor aos Fantasmas - Navega\u00e7\u00e3o B\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/512017918?dnt=0&amp;app_id=122963&title=0&color=00ADEF&byline=0&portrait=0&autoplay=0&loop=0&autopause=0\" width=\"652\" height=\"552\" frameborder=\"0\" allow=\"encrypted-media;accelerometer;autoplay;clipboard-write;gyroscope;picture-in-picture fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe><\/div>\r\n<p><br \/>Acesse Ghostly Glitches (blog na plataforma Tumblr contendo todas as imagens das s\u00e9ries de desenhos) <a href=\"https:\/\/ghostly-glitches.tumblr.com\/\">aqui.<\/a><br \/>Acesse Pink Lightning, de Purity Ring, <a href=\"https:\/\/pinklightningwebsite.website\/\">aqui.<\/a><\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Isadora Bortolossi Em julho de 2018, iniciei um projeto de pesquisa no mestrado em Artes Visuais da UFPel (Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul) sobre como poetizar visualmente as rela\u00e7\u00f5es sociais que se d\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia e por meio da Internet. 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