{"id":397,"date":"2019-07-12T15:58:20","date_gmt":"2019-07-12T18:58:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/?p=397"},"modified":"2022-05-17T16:13:05","modified_gmt":"2022-05-17T19:13:05","slug":"data-visualization-os-cinco-projetos-de-lev-manovich-sobre-o-instagram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/data-visualization-os-cinco-projetos-de-lev-manovich-sobre-o-instagram\/","title":{"rendered":"Data visualization: os cinco projetos de Lev Manovich sobre o Instagram"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro projeto <\/span><a href=\"http:\/\/phototrails.net\/\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Phototrails<\/span><\/i><\/a> <span style=\"font-weight: 400;\">(2013)<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">(Figura 1 e 2) usou 2,3 milh\u00f5es de imagens de 13 cidades ao redor do mundo, era um projeto mais amplo que tinha como objetivo mostrar como certos padr\u00f5es de imagens, de localiza\u00e7\u00f5es e caracter\u00edsticas visuais podem apontar quest\u00f5es sociais, culturais e pol\u00edticas. Foram utilizadas fotos de usu\u00e1rios de Tel Aviv durante os dias de eventos nacionais na cidade, e fotos da \u00e1rea do Brooklyn durante o furac\u00e3o Sandy. Manovich comenta no primeiro cap\u00edtulo do seu livro, sobre como (2017, p. 2) &#8220;a partir das an\u00e1lise que eles fazem das imagens postadas no Instagram sugere que os assuntos e estilos das fotografias s\u00e3o fortemente influenciados pelos valores sociais, culturais e est\u00e9ticos de uma certa localiza\u00e7\u00e3o ou demografia&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_400\" aria-describedby=\"caption-attachment-400\" style=\"width: 511px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-400\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-Week-Hue_Median-vs-created-600px.jpg\" alt=\"Fotos de Tel-Aviv de 25 \u00e0 26 de abril de 2012, escolhidas por tempo e localiza\u00e7\u00e3o. \" width=\"511\" height=\"511\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-Week-Hue_Median-vs-created-600px.jpg 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-Week-Hue_Median-vs-created-600px-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-Week-Hue_Median-vs-created-600px-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-Week-Hue_Median-vs-created-600px-510x510.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 511px) 100vw, 511px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-400\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: 11,758 fotos de Tel-Aviv,\u00a0 abril 25-26, 2012, escolhidas por tempo e localiza\u00e7\u00e3o (radial).<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_401\" aria-describedby=\"caption-attachment-401\" style=\"width: 511px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-401\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-WEEK_DATA-USE.with_minutes-25-26-16-16.txt-latlong-vs-created-600px.jpg\" alt=\"11,758 fotos de Tel-Aviv,\u00a0 abril 25-26, 2012, escolhidas por cor e tempo na segunda foto.\" width=\"511\" height=\"511\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-WEEK_DATA-USE.with_minutes-25-26-16-16.txt-latlong-vs-created-600px.jpg 600w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-WEEK_DATA-USE.with_minutes-25-26-16-16.txt-latlong-vs-created-600px-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-WEEK_DATA-USE.with_minutes-25-26-16-16.txt-latlong-vs-created-600px-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/TLV-WEEK_DATA-USE.with_minutes-25-26-16-16.txt-latlong-vs-created-600px-510x510.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 511px) 100vw, 511px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-401\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: 11,758 fotos de Tel-Aviv,\u00a0 abril 25-26, 2012, escolhidas por cor e tempo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No projeto seguinte chamado <\/span><a href=\"http:\/\/www.the-everyday.net\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">The Everyday<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (2014) essa afirma\u00e7\u00e3o se intensifica ainda mais. O trabalho <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The Exceptional and the Everyday: 144 Hours in Kiev\u00a0 <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(Figura 3)\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 considerado a primeira an\u00e1lise de dados do Instagram em um per\u00edodo de um movimento social, usando t\u00e9cnicas de visualiza\u00e7\u00e3o de dados. Foram exploradas 13,203 imagens da rede social compartilhadas por 6,165 pessoas na \u00e1rea central de Kiev na Ucr\u00e2nia, durante a revolu\u00e7\u00e3o ucraniana em 2014. Essa revolu\u00e7\u00e3o diz respeito ao movimento Euromaidan, uma s\u00e9rie de protestos que foi fortemente reprimida pelo governo de forma sangrenta e que durou cerca de 6 dias causando impactos em toda a Ucr\u00e2nia. Os protestos eram organizados pelas redes sociais, em espec\u00edfico Twitter e Facebook, portanto sobre o uso dessas\u00a0 redes j\u00e1 haviam diversas pesquisas. Manovich e o seu grupo de pesquisadores se focaram no uso do Instagram, que n\u00e3o era um uso muito significante em n\u00fameros mas que podia trazer informa\u00e7\u00f5es interessantes sobre pensamentos pol\u00edticos e o envolvimento de diversas pessoas nesse cen\u00e1rio pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_403\" aria-describedby=\"caption-attachment-403\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-403 size-full\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Close-up-Feb-18-Feb19-images-with-Maidan-tags.jpg\" alt=\" Imagens com as tags #Euromaidan nos dias 18 e19 de fevereiro do projeto Everyday do Lev Manovich.\" width=\"800\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Close-up-Feb-18-Feb19-images-with-Maidan-tags.jpg 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Close-up-Feb-18-Feb19-images-with-Maidan-tags-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Close-up-Feb-18-Feb19-images-with-Maidan-tags-768x575.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-403\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: Imagens com as tags #Euromaidan nos dias 18 e19 de fevereiro, \u00e9 poss\u00edvel perceber que algumas imagens n\u00e3o s\u00e3o diretamente sobre os protestos.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante este per\u00edodo 9 das hashtags mais utilizadas tinham alguma rela\u00e7\u00e3o com a Revolu\u00e7\u00e3o (#maindan, #euromaidan, #revolution, etc) e foi estudado como era o uso dessas tags. Pois era comum ver ao pesquisar, que fotos de cenas cr\u00edticas de embate com a pol\u00edcia, queima de carros eram postadas lado a lado com selfies que n\u00e3o tinham uma rela\u00e7\u00e3o \u00f3bvia com as hashtags\u00a0 do movimento. Vale a pena dar uma olhada neste material, temos n\u00e3o s\u00f3 todas as imagens analisadas dispon\u00edveis para n\u00f3s mesmos explorarmos como tamb\u00e9m ap\u00f3s essa coleta dos dados, cada pesquisador vai mais a fundo e produz artigos sobre esses dados. Como \u00e9 o caso da pesquisadora <\/span><a href=\"http:\/\/www.the-everyday.net\/p\/iconography-of-revolution.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">Alise Tifentale que escreveu um texto sobre a iconografia da Revolu\u00e7\u00e3o na Ucr\u00e2nia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, trabalhando que gram\u00e1tica visual e que padr\u00f5es tinham nessa representa\u00e7\u00e3o daquele per\u00edodo nas redes sociais.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/on-broadway.nyc\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">On Broadway<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (2014) foi o projeto em que Manovich trabalhou majoritariamente com profissionais de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Data Visualization<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, pessoas que entendiam muito de programa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de software. Foi uma equipe, portanto, bastante t\u00e9cnica com pessoas como <\/span><a href=\"http:\/\/danielgoddemeyer.com\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Daniel Goddemeyer<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que trabalha no projeto de pesquisa da intelig\u00eancia artificial do Google. A motiva\u00e7\u00e3o de Manovich para realizar esse projeto foi pensar, como que n\u00f3s podemos representar o que \u00e9 a vida em uma cidade no s\u00e9culo 21. Como nos relacionar com o espa\u00e7o urbano, que est\u00e1 sempre perpassado por localiza\u00e7\u00f5es, metadados, imagens? Ele se inspirou no trabalho de Edward Ruscha (1966) chamado <\/span><a href=\"http:\/\/blogs.getty.edu\/pacificstandardtime\/explore-the-era\/worksofart\/every-building-on-the-sunset-strip\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Every Building on the Sunset Strip<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, um livro de artista de 8.33 metros de largura, em que ele tr\u00e1s uma nova forma de ver e representar a cidade. Portanto, para esse projeto Manovich se questionou como representar a rua da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Broadway<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (uma rua que \u00e9 espinhal e atravessa diversos bairros na cidade) atrav\u00e9s de seus dados. O resultado final \u00e9 uma interface (Figura 4) que compila as imagens do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Google Street View<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, cores das fachadas, estat\u00edsticas de t\u00e1xis, imagens do c\u00e9u no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Google Street View<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, estat\u00edsticas de redes sociais, renda m\u00e9dia dos moradores da regi\u00e3o, cores das fotos do Instagram, as fotos do Instagram compartilhadas e os bairros, tudo isso de uma forma interativa (podemos interagir com o mouse ou na instala\u00e7\u00e3o que eles criaram \u00e9 poss\u00edvel com as m\u00e3os em uma tela <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">touch-screen<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">) permitindo que n\u00f3s possamos navegar por este territ\u00f3rio e experienciar as diversas camadas de informa\u00e7\u00f5es que existem nele.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_404\" aria-describedby=\"caption-attachment-404\" style=\"width: 1159px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-404\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/midtown.png\" alt=\"Projeto On Broadway de Lev Manovich.\" width=\"1159\" height=\"653\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/midtown.png 4797w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/midtown-300x169.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/midtown-768x433.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/midtown-1024x577.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/midtown-1110x624.png 1110w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/midtown-528x297.png 528w\" sizes=\"(max-width: 1159px) 100vw, 1159px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-404\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4: Projeto On Broadway, em que foi produzido essa instala\u00e7\u00e3o interativa da rua da Broadway.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, o \u00faltimo projeto que do Lev Manovich relacionado ao uso do Instagram \u00e9 <\/span><a href=\"http:\/\/selfiecity.net\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Selfiecity<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (2014) e <\/span><a href=\"http:\/\/selfiecity.net\/london\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Selfiecity London<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (2015) como os pr\u00f3prios nomes sugerem, trataram da representa\u00e7\u00e3o dos auto-retratos e imagens de si (selfies) compartilhadas no Instagram (Figura 5 e 6). Os dois s\u00e3o parecidos, a diferen\u00e7a \u00e9 que o primeiro projeto trabalhou com 5 cidades ao redor do mundo, que eram: Bangkok, Berlim, Moscou, Nova Iorque e S\u00e3o Paulo, e o segundo se focou na cidade de Londres apenas. Foram coletadas cerca de 120,000 fotos ao total, para o primeiro projeto, e analisadas para detectar g\u00eanero e idade. Algumas perguntas foram sendo feitas: Os paulistas sorriem mais que os nova-iorquinos? Ser\u00e1 que os Instagrammers de Berlim viram a cabe\u00e7a em um \u00e2ngulo maior que os\u00a0 de Moscou para as selfies?<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_399\" aria-describedby=\"caption-attachment-399\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-399\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_bangkok_.jpg\" alt=\"Figura 5: Sele\u00e7\u00e3o de fotos de selfies no Instagram na cidade de Bangkok.\" width=\"550\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_bangkok_.jpg 750w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_bangkok_-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_bangkok_-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_bangkok_-510x510.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-399\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5: Sele\u00e7\u00e3o de fotos de selfies no Instagram na cidade de Bangkok.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para esse trabalho t\u00e3o subjetivo inicialmente foram contratados trabalhadores de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mechanical Turk <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(um sistema de trabalho com tarefas simples e repetitivas de reconhecimento de informa\u00e7\u00f5es) que visualizavam milhares de imagens e estimaram a idade e o g\u00eanero das pessoas. Ent\u00e3o come\u00e7aram a ir mais a fundo nos estudos, e analisar a distribui\u00e7\u00e3o de sorrisos por cidade e por g\u00eanero, os \u00e2ngulos de virada da cabe\u00e7a, entre outras informa\u00e7\u00f5es. Alguns achados da pesquisa foram que <\/span><b>as pessoas tiram menos selfies do que o esperado <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(apenas 3-5% das imagens coletadas das cidades eram selfies), <\/span><b>em todas as cidades haviam mais selfies de mulheres do que homens<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><b>a selfie \u00e9 praticada mais pelos jovens na faixa et\u00e1ria dos 20 anos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e <\/span><b>Bangkok e S\u00e3o Paulo s\u00e3o as cidades com mais sorrisos por foto enquanto que em Moscou as pessoas se mostram mais reservadas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Esses\u00a0 dados e outros com os n\u00fameros, gr\u00e1ficos e mais detalhes \u00e9 poss\u00edvel encontrar no site do projeto na sess\u00e3o <\/span><a href=\"http:\/\/selfiecity.net\/#findings\"><span style=\"font-weight: 400;\">Findings<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_398\" aria-describedby=\"caption-attachment-398\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-398\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_sao_paulo_.jpg\" alt=\"Figura 6: Sele\u00e7\u00e3o de fotos de selfies no Instagram na cidade de S\u00e3o Paulo.\" width=\"550\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_sao_paulo_.jpg 750w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_sao_paulo_-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_sao_paulo_-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/posegrid_sao_paulo_-510x510.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-398\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6: Sele\u00e7\u00e3o de fotos de selfies no Instagram na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apresentado todos esses projetos, o que podemos perceber \u00e9 que o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">assunto \u00e9 infinito em suas possibilidades e existem muitos assuntos de pesquisas relacionados \u00e0 essa rede social. Lev Manovich abre as possibilidades para isso, e n\u00e3o apenas tr\u00e1s dados, mas motiva pesquisas cr\u00edticas sobre as informa\u00e7\u00f5es levantadas. Ele resgata a Hist\u00f3ria da Fotografia, comentando no seu livro Instagram and the Contemporary Image\u00a0 (2017, p.16) sobre \u201ca fun\u00e7\u00e3o documental que j\u00e1 aparecia no surgimento da t\u00e9cnica em 1830 e se intensifica mais ainda hoje em dia com o Instagram com os metadados. Ele procura identificar que tipo de conven\u00e7\u00f5es s\u00e3o da pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o da fotografia e que novos padr\u00f5es de composi\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo utilizados para essas fotos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa \u00e9 uma abordagem que se faz hoje em dia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s redes sociais, e existem diversos artistas brasileiros que j\u00e1 est\u00e3o se questionando sobre esses padr\u00f5es est\u00e9ticos e trazendo isso de uma forma reflexiva nos seus trabalhos tamb\u00e9m. Em um pr\u00f3ximo texto, vamos trazer estudos de caso desses artistas, apresentando um pouco para voc\u00eas desse novo espa\u00e7o que tem sido explorado pelo mundo da arte.<\/span><\/p>\n<p>Este texto \u00e9 o segundo de uma s\u00e9rie: Leia a <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/lev-manovich-e-a-data-visualization\/\">Parte 1<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/conectartbr\/wisrah-villefort-e-as-imagens-ruins\/\">Parte 3<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro projeto Phototrails (2013) (Figura 1 e 2) usou 2,3 milh\u00f5es de imagens de 13 cidades ao redor do mundo, era um projeto mais amplo que tinha como objetivo mostrar como certos padr\u00f5es de imagens, de localiza\u00e7\u00f5es e caracter\u00edsticas visuais podem apontar quest\u00f5es sociais, culturais e pol\u00edticas. 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