UFRGS e a Covid-19

Curso da UFRGS capacita para condução de crises e criação de gabinetes de crise em Saúde

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Oferta é gratuita e totalmente online, via plataforma Lúmina

Foto: Flávio Dutra

A Saúde está no foco da gestão pública e, nessa área, situações-limite acontecem e podem ocasionar colapsos nos sistemas e, principalmente, perdas de vidas. Diante da gravidade da pandemia do novo coronavírus e da exigência que ela gera nos serviços de saúde, situações críticas já foram vivenciadas em diversos países e já são realidade em algumas cidades do Brasil. Como forma de apoiar gestores na condução dessas situações críticas e na criação de gabinetes de crise, a plataforma Lúmina oferece novo curso online. O curso intitulado “Condução e Gabinete de crises em Saúde” é ministrado pelo professor do curso de Saúde Coletiva da UFRGS Alcides Miranda. Segundo explica o docente, a proposta é oferecer referências para o gerenciamento das situações críticas da área e apresentar a formação de gabinetes de crise como um dispositivo recomendável para esse gerenciamento, incluindo o modelo de gabinete de crise em rede.

A motivação de criação da capacitação veio, segundo Miranda, de experiências positivas de governos que, “nas últimas décadas, desenvolveram estratégias de preparação para lidar com situações críticas e que têm respostas em tempo hábil”. O pesquisador afirma que o curso agrupa as noções básicas de desenvolvimento estratégico para a atuação. Desse modo, o público-alvo é formado por dirigentes governamentais, mas a capacitação se mostra útil para alunos de cursos da saúde, bem como de áreas como políticas públicas e administração, entre outas.

Miranda indica que a maioria dos governos não possui o dispositivo ‘Gabinete de Crise’ na sua estrutura organizacional: “Há apenas gabinetes de defesa civil, por exemplo, o que não cumpre o mesmo papel”. Para o professor da UFRGS, um gabinete de crise está compreendido em ações como: monitoramento de informações; processamento técnico das informações monitoradas; tomada de decisões – que precisam ser rápidas –; e, por fim, comunicação com a população. “Os governos não podem ser pegos de surpresa e apenas reagirem. A estratégia tem que estar entranhada na cultura institucional”, salienta.

O curso
O curso foi desenvolvido já durante o isolamento social, utilizando os recursos técnicos mais limitados. São quatro módulos de estudo, num minicurso de 5 horas/aula e com textos de referência que podem ser acessados na plataforma. O primeiro módulo tem uma vídeo-exposição que trata de noções básicas sobre crises, condução de crises e gabinetes de crises; a segunda etapa conta com uma exposição mais detalhada sobre os componentes funcionais de um gabinete de crise; o terceiro módulo versa sobre a ideia de gabinetes de crises em rede; o módulo final exemplifica o gabinete de crise tomando como contexto a atual pandemia da covid-19. Ao final, existe um miniteste para certificação.

Alcides Miranda é professor nos cursos de graduação e pós-graduação em Saúde Coletiva da UFRGS. Atua principalmente nos temas de políticas, planejamento, gestão e avaliação em Saúde. A capacitação oferecida advém da atividade de extensão Práxis-SUS, via Laboratório de Apoio Integrado em Saúde Coletiva (LAISC).

Link para acesso ao curso: https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=102

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