UFRGS e a Covid-19

Marcha virtual pela Vida conta com mais de 300 entidades nesta terça-feira, dia 9

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Sumário

Valores fundamentais para a preservação da vida durante a pandemia, como embasamento científico e defesa do SUS, são os destaques da atividade que também terá participação de intelectuais e artistas

Estratégias científicas no combate à pandemia estão no foco da Marcha – Foto: Flávio Dutra

Mais de 300 entidades da sociedade civil se unem para realização da Marcha Virtual pela Vida, nesta terça-feira, dia 9 de junho, em todo o Brasil. A proposta é, neste dia “V”, como tem sido chamada a data, convocar os brasileiros para o fortalecimento dos valores fundamentais para que a sociedade tenha condições de enfrentar a pandemia de coronavírus: a defesa da vida, da saúde e do SUS, da educação, da ciência, da democracia e da solidariedade. Na programação, estão previstos seminários online, manifestações nas redes sociais e painéis temáticos. A Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa as universidades federais, é uma das entidades organizadoras.

No período da manhã, as entidades formadoras da “Frente pela Vida” promovem atividades locais e regionais. Na UFRGS, O Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Regionais e Desenvolvimento (PGDREDES/UFRGS) realiza live, às 10 horas, em sua Página no Facebook, com tema “A vida nas periferias em tempos de crise: cidades, solidariedades e organização social”, organizada pelos docentes Olavo Ramalho Marques (debatedor) e Felipe Comunello (mediador) e com três convidados: Alex Cardoso– catador de materiais recicláveis, cooperado da Cooperativa ASCAT e membro do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis; Alexandre Almeida de Magalhães – professor no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS; e Lúcia Scalco– presidente da ONG Coletivo Autônomo Morro da Cruz. O Portal da Saúde Coletiva da UFRGS também acompanha as atividades da Marcha em: https://www.ufrgs.br/saudecoletiva-covid-19.

No período da tarde, serão realizados debates virtuais de âmbito nacional, com a participação de cientistas, personalidades, gestores públicos e artistas. Às 16h, ocorre um ato político com a apresentação dos pontos essenciais defendidos no documento da Frente Pela Vida endereçado a parlamentares. O dia de atividades se encerra com apresentações culturais online transmitidas entre 18h e 19h.

Mobilização online

Além dos debates, as entidades promoverão um tuitaço para marcar o dia, das 12h às 13h, com a hashtag #MarchaPelaVida. Também existe uma página do evento da Marcha Virtual pela Vida no Facebook, na qual já estão sendo postados vídeos curtos com declarações sobre a importância da atividade e das proposições que ela faz.

Os participantes da Marcha Virtual pela Vida também poderão mostrar na internet onde estão se manifestando em tempo real através do aplicativo Manif.app, ferramenta criada na França e que já vem sendo utilizada para manifestações em tempos de coronavírus. Muito simples de navegar, o aplicativo permitirá que as pessoas mostrem seu apoio à manifestação por meio de um avatar, obedecendo às recomendações da Organização Mundial da Saúde de distanciamento social para evitar a disseminação da covid-19.

PROGRAMAÇÃO DA MARCHA VIRTUAL PELA VIDA:

Manhã – até 12h: Atividades organizadas pelas entidades e movimentos, como webninars, e mobilizações nas suas próprias redes sociais
12h: Manifestação virtual em Brasília, com avatares (Manif.app)
12h-13h: Tuitaço com a hashtag #MarchaPelaVida
13h-15h: Painel online de depoimentos de pessoas de todos os setores sociais em torno dos seis eixos da Declaração “Marcha pela Vida”;
16h: Ato político de apresentação pública dos pontos essenciais da Marcha;
18h-19h: Programação cultural

Sobre a Frente pela Vida

A Frente pela Vida é conduzida pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes), Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Rede Unida. Outras instituições aderiram à marcha pelo site do evento.

O movimento é baseado em seis pilares, que estão expressos em declaração divulgada na última sexta-feira, 29 de maio:

  • O direito à vida é o bem mais relevante e inalienável da pessoa humana, sem distinção de qualquer natureza;
  • As medidas de prevenção e controle no enfrentamento da pandemia da Covid-19 devem ser estabelecidas com base científica e rigorosamente seguidas a partir de planejamento articulado entre os governos federal, estadual e municipal;
  • O Sistema Único de Saúde – SUS é instrumento essencial para preservar vidas, garantindo, com equidade, acesso universal e integral à saúde;
  • A solidariedade, em especial para com os grupos mais vulneráveis da população, é um princípio primordial para uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna;
  • É imprescindível para a vida no Planeta a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, garantindo a todos uma vida ecologicamente equilibrada e sustentável;
  • A democracia e o respeito à Constituição são fundamentais para assegurar os direitos individuais e sociais, bem como para proporcionar condições dignas de vida para todas e todos os brasileiros.

Intelectuais e artistas também têm manifestado apoio ao ato por meio de declarações em vídeos.

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