UFRGS e a Covid-19

Publicação apresenta modelagem e descrição textual dos processos do SARS-CoV-2 e da covid-19

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Sumário
Metodologia definida para a pesquisa

Está disponível no formato preprint, no Researchgate, o trabalho desenvolvido pela professora do Instituto de Informática da UFRGS Lucineia Heloisa Thom e pelo graduando em Ciência da Computação e bolsista de Iniciação Científica Nicolas Mauro de Moreira Bohnenberger, com a colaboração da pesquisadora Alessandra Ceolin Schmitt, da Mayo Foundation for Medical Education and Research (Arizona/EUA), que apresenta a modelagem e a descrição textual dos processos do SARS-CoV-2 e da covid-19. Intitulado “Modelagem dos processos de transmissão e contágio de humano para humano do SARS-CoV-2 e os processos de identificação e manifestação sintomática da covid-19”, o trabalho é resultante da primeira fase de uma pesquisa maior, que deve ser concluída no fim do ano.

A professora Lucineia, que tem longa experiência em modelagem e automação de processos e que vem pesquisando também processos na área da saúde (healthcare process), explica que, quando a pandemia chegou ao Brasil, ela teve a ideia de dar uma perspectiva para a parte comportamental da doença e propôs o tema para o bolsista de Iniciação Científica Nicolas, que está elaborando seu trabalho de conclusão de curso. As primeiras etapas foram a definição da metodologia (imagem acima) e a seleção dos processos que seriam modelados. A modelagem dos processos de transmissão e contágio de humano para humano do SARS-CoV-2 e de identificação e manifestação sintomática da covid-19 foram submetidos à avaliação de profissional da área médica, a brasileira Alessandra Ceolin Schmitt, que atua nos Estados Unidos.

“Optamos por já disponibilizar nossa contribuição para a sociedade nesse preprint agora, mas a pesquisa continua”, informa Lucineia. Ela acrescenta que serão agora modelados os processos dos vírus e doenças similares que antecederam o SARS-CoV-2 e a covid-19 (os vírus SARS-CoV e MERS-CoV e as doenças SARS e MERS) e indicadas as similaridades existentes entre eles. “Um conhecimento sistematizado e numa versão um pouco mais pragmática, principalmente de algo que ainda não é consolidado e conhecido pela academia, pode ajudar estudantes”, avalia a professora. Ela afirma ainda que a indicação dos padrões de similaridades pode levar os médicos a tentar a usar tratamentos já existentes para outras doenças ou ajudá-los a definir caminhos. Por fim, Lucineia informa que a automatização ou a criação de aplicativos dos processos modelados poderá auxiliar médicos que estão distantes dos centros maiores.

Processo de identificação da covid-19
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