UFRGS e a Covid-19

UFRGS recebe doação de equipamento que vai aumentar em dez vezes a capacidade de realização de testes-diagnóstico de covid-19

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O extrator e purificador de DNA e RNA será utilizado para realizar testes moleculares para detecção de infecção por novo coronavírus

Equipamento extrator e purificador de DNA e RNA. Foto: ICBS/Divulgação.

Instalado e com início de operação previsto para esta quarta-feira, 22 de julho, o equipamento extrator e purificador de DNA e RNA – Extracta 96 (Loccus) doado ao Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da UFRGS vai aumentar em dez vezes a capacidade de realização dos testes-diagnóstico de covid-19.

O ato simbólico de entrega do equipamento doado pelo Banrisul, por intermediação do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, foi realizado às 11h30 desta quarta, 22, por videoconferência. Contou com a presença do reitor da UFRGS, Rui Vicente Oppermann, do governador do Estado, Eduardo Leite, do presidente e vice-presidente do Banco, Cláudio Coutinho Mendes e Irany de Oliveira Sant’Anna Junior, respectivamente, e de Ilma Brum da Silva, diretora do ICBS – unidade responsável pela realização de testes de covid-19 na UFRGS.

O equipamento agilizará o diagnóstico de covid-19, trazendo mais eficiência operacional para os testes voltados ao reconhecimento da distribuição do vírus tanto entre os profissionais da saúde e de serviços essenciais, como na população em geral. “O Laboratório realiza entre 80-90 extrações de RNA por dia, com o equipamento vamos passar para 900/dia. Assim, vamos potencializar a capacidade de execução de testes e esperamos contribuir, ainda mais, para minimizar os efeitos da pandemia no nosso Estado”, aponta Ilma.

Até o momento, o ICBS já executou 5.022 testes para o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen), todos de forma manual. Além da doação do extrator e purificador de DNA e RNA, que tem custo de R$ 325 mil, o ICBS recebeu o material necessário para que o equipamento realize 8 mil testes, totalizando um investimento de R$ 515 mil.

Para o reitor Rui Oppermann são parcerias como essa que legitimam, ainda mais, a relevância do papel da Universidade e o seu reconhecimento pela comunidade gaúcha. “A UFRGS está participando desse esforço de combate à pandemia em diversas frentes, sendo que o ICBS vem realizando um trabalho de importância estratégica. Com essa parceria, ampliamos a nossa interação com outras instituições, cumprindo a nossa missão como universidade pública. O enfrentamento à pandemia tem promovido a solidariedade na sociedade, e esse ato de doação mostra a identidade do Banco e do governo do Estado para com as necessidades da nossa população. Contem conosco”, disse ele.

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, disse que ações como essa reforçam a forte relação do Banco com a terra gaúcha. “Estamos enfrentando uma guerra contra um vírus, e essa é a oportunidade de todos os seres humanos se unirem. Esse evento tem um efeito moral importante: lembrar que estamos unidos no enfrentamento e, que bom, que podemos contar com o Banrisul e com a UFRGS. Estamos juntos e somos fortes para vencer esse momento crítico”.

Cláudio Coutinho, presidente do Banrisul, avalia que a instituição se mostra solidária e atenta às demandas relevantes da comunidade para enfrentar esta situação de adversidade. “A doação para o Laboratório da UFRGS está inserida em um conjunto de medidas que o Banco está promovendo por meio de ações concretas na aquisição de bens e serviços, até o montante de R$ 10 milhões, visando amenizar os efeitos nocivos da pandemia no Rio Grande do Sul”, salienta.

Sobre o equipamento

O extrator e purificador de DNA e RNA – Extracta 96 (Loccus) (Thermo Scientific™️ KingFisher™️ Flex Purification System) permite a extração de 96 amostras por ciclo de operação. Cada ciclo de operação leva de 40 a 60 minutos, o que aumenta exponencialmente a quantidade de exames que a UFRGS poderá realizar.

A extração acontece com alta precisão e evita a contaminação das amostras e das pessoas que estiverem manipulando o RNA do vírus. “Após a pandemia, o extrator e purificador de DNA e RNA será utilizado em atividades de pesquisa do Laboratório”, diz a diretora do ICBS. O papel da Universidade neste processo é oferecer os seus serviços e a expertise em pesquisa científica à comunidade gaúcha.

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