Teses

Ante-projeto de tese: A máquina de Turing e a subjetividade contemporânea
Doutorado 2012
Orientando: Carlos A. Cardoso Filho
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação

Resumo:
Pesquisa as relações entre filosofia da diferença e nova tecnologias, em especial o computador.

Ante-projeto de tese: Fábrica de escrita: caligrafias para além da prisão
Doutorado 2012
Orientanda: Luciana Knijnik
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
A pesquisa pretende interpelar as naturalizadas categorias preso comum e preso político. Serão coletadas cartas escritas na prisão pelos que resistiram a ditadura civil-militar e pelos que estão hoje no sistema prisional, cumprindo pena ou aguardando sentença. A partir deste material serão redigidos biografemas dos autores e destinatários das cartas.

Ante-projeto de tese: Cinebiografemática da memória
Doutorado 2012
Orientando: Leonardo Martins Costa Garavelo
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
CINEBIOGRAFEMÁTICA da MEMÓRIA – grafias fragmentais entre rumores de pensamento. Desfia um método de pesquisa que atravesse contornos inteligentes e que, sobretudo, mantenha um grau intempestivo, aberto à uma racionalidade sensível, atenta aos processos de mudança e criação. Uma pesquisa imanente à experiência, tecida entre planos incandescentes que duram em variação.

Ante-projeto de tese: Escrever da vida professor
Doutorado 2011
Orientanda: Tânia Bischoff
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Informática ne Educação

Resumo:
Estudo pesquisa-tempo que articula a vida professor e as tecnologias oral, escrita e digital.

Ante-projeto de tese: Aprender – uma vida
Doutorado 2011
Orientanda: Suelci Neusa Hickel
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
Sendo a vida um transcorrer constante e heterogêneo, a perspectiva da clínica não se aloca em ações que estancariam seus fluxos e sim, sublinharia sua imanência e experimentação; se o intempestivo e o virtual lhe conferem mutação permanente, pode a clínica desdomesticar as identidades fixas, desbancar acordos hegemônicos, modelos morais-normais, que operam pela correção dos modos de ser? Um olhar acurado no que denominamos Clínica do Aprender, permite uma aproximação à histórias que se apresentam como aprendizagem-drama, aprendizagem-trauma e cujo destino poderia ser simplesmente um estar depositado – ou seja, manter-se arquivo, monturo de guardados, lembranças pessoais, acúmulos identitários. Esses guardados, enquanto se apresentam como coisas ditas, exigem seu desenrolar-se pelas ordens do espírito e das coisas, não em sua linearidade histórica, mas pela busca das condições que os tornaram possíveis. É pela transversal que um arquivo pode ser examinado genealogicamente, num trabalho de montagem, sempre fragmentária. Enquanto permeado de não-ditos, ou em condições de impossibilidade do dizer pela palavra, assoma-se o gesto eruptivo, que pode acompanhar fluxos sem estancar o tempo, sem tamponar o ímpeto do vivo em inventar-se e inventar. Trata-se de rachar arquivos, de examinar um campo de forças, os modos como se apresentam o não-aprender e sua passagem ao aprender-não. Esse passo nos arremessa em geografias desconhecidas, cujas experimentações marginais podem exigir a constituição de novas imagens de pensamento para os espaçamentos abertos aos elementos residuais do não-aprender. Tais restos contam-se como testemunho, expõe-se em perguntas que insistem, em precárias chances de processarem-se em conhecimento. As histórias de aprendizagem como trauma, foram vividas em cenas dramáticas que espacializaram para temporalizar e para multiplicar as imagens, de modo que sobre os acontecimentos, assim agenciados, se possa inserir a problemática da destruição da experiência e da história, da infância e da linguagem, elementos que dão suporte à questão do testemunho e de sua potência clínica de redes. Aprender se traduzindo em outra experiência, no re-inventar os sensos e não-sensos do passado, enregelados na capa dura das significações.  Eis que, o caído como resto, transita como aprender-não, passa à testemunho, acontecimento-potência.

Ante-projeto de tese: Escrita: poéticas do tempo
Doutorado 2011
Orientanda: Carmen Debenetti
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
A pesquisa trata da experiência do escrever, não como compromisso de uma interioridade pessoal, mas como um movimento
do tempo que existe dentro daquele que escreve. Duração bergsoniana, movimento contínuo e ininterrupto que é nossa existência da
dimensão temporal. Tempo da escrita experimentado como exterior que rasga sua própria trama e introduz um outro mundo que se abre
para o Fora. Elege-se Clarice Lispector como intercessora tendo em vista que em sua obra pode-se problematizar o tempo como matéria
da escrita. A experiência sobre o escrever permite reencontrar o tempo perdido e liberar o movimento que inventa outros mundos, inventando
um caminho de vida, experiência capaz de se tornar um bem coletivo acessível a todos.

Ante-projeto de tese: Desterritorializações e reterritorializações da loucura. Visagens e paisagens no contemporâneo
Doutorado 2010
Orientanda: Regina Jaeger
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
Propomos pensar a loucura, trazendo à discussão suas diferentes geografias. Analisamos os procedimentos de constituição da instituição doença mental, o processo de reforma e os procedimentos de desmanicomialização. A vida reduzida à instituição especializada através dos dispositivos da biopolítica reterritorializando comportamentos mais comuns em doença mental. O procedimento da desmanicomialização muda a cara da loucura, sai dos manicômios e é reterritorializada no social. Do lugar reservado aos cuidados dos diagnosticados doentes mentais incapazes de viver no social, a loucura agora é ampliada do social. Se a desmanicomilização nos tornou suscetíveis de sermos todos demarcados de loucos,  agora pega-se todos. Desterritorializações e reterritorializações: o que estamos fazendo em nossas instituições?

Ante-projeto de tese: Entre-imagens: efeitos de uma conversa com Liana Timm
Doutorado 2010
Orientanda: Andresa Ribeiro Thomazoni
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação

Resumo:
A partir da concepção de um espaço híbrido, que engendra homem e tecnologia, buscaremos cartografar os rastros que conduzem ao processo de criação de uma artista plástica, e seus efeitos no pesquisador. Utilizando referenciais da Filosofia da Diferença almejamos traçar um diálogo com o campo da estética e tecnologia. Com o  procedimento poético de fotomontagem, buscaremos tramar uma pesquisa cartográfica que aponte para os rumores de uma conversa plural, em direção ao fora que nos habita e abre espaço para a criação.

Ante-projeto de tese: A Escrita em Transversal: Tempo, Errância e Experimentações do Escrever
Doutorado 2010
Orientanda: Marcele da Rosa Zucolotto
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
A escrita é a forma majoritariamente utilizada para produção e divulgação de conhecimentos, sendo que seu papel na comunicação já se tornou um consenso. No que diz respeito à sua parte na criação, entretanto, a escrita abre para um campo de possibilidades das quais a universidade faz um aproveitamento, no mínimo, exíguo. Tratamos de adentrar um espaço de diluição das figuras tradicionais da escrita – como o eu que escreve e os regimes imutáveis de significação – a fim de espreitar aquilo que a escrita pode enquanto produção e experimentação. É neste sentido que a escrita pode se tornar uma relação de forças, um jogo do intenso em uma superfície que não assegura garantias a ninguém. Entrar na escrita não significa manter-se nela. Ela traça suas próprias trajetórias, lança suas próprias fugas, cria suas próprias ruínas. Rombo frenético do que pode e do que começa a existir, a escrita como percurso desértico, cuja travessia é sempre de uma solidão munida de multidões. Podemos, sim, ser arremessados para fora dela, para suas beiradas roucas, para os interstícios do sustentável. No entanto, o que há aqui são alguns sopros que anseiam possibilitar ao texto as vivências de estar disposto a encontros, agenciar a escrita a movimentos e lances tantos, submetendo-a às inseguranças da noite, às precariedades da vida, ao duvidoso que é o próprio escrever. A escrita desenganando as certezas das verdades tão gastas de nosso tempo, pondo em questão as linearidades sóbrias em que as constâncias do hoje se refazem a cada hora. Nesse jogo do incerto, o exercício de tentar fazer destas linhas uma experimentação e, do movimento, sua condição. Escrever com o equívoco, com o incompreensível, sem se dispor a torná-los mais decifráveis ou não perecíveis, mas, ao invés disso, apostar na propagação de nossas ignorâncias em meio à escrita, para encontrar, quem sabe, algumas saídas para as empacadas representações que abarrotam nossas vidas e nossas linhas.

Ante-projeto de tese: QUANDO A ESCRITA CARREGA UMA VOZ programa insensato para uma audição da quarta pessoa do singular
Doutorado 2010
Orientanda: Juliane T. Farina
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
O presente projeto pretende promover o encontro da escrita com a loucura. Mas tal encontro, tecido nas malhas nietzschianas do acaso, produz diversas vozes. Uma delas desconfia que a loucura é a máquina que move a escrita. Uma outra se cria na entrada no Hospital São Pedro, quando se encontram escritos de uma loucura confinada e silenciada pelas muralhas do velho manicômio. Mais tarde, cria-se uma voz que escreve, nos encontros de um ateliê de escrita, num espaço-outro do velho manicômio. E outra aparecerá no decorrer da escrita da própria tese, num percurso incerto e fragmentário, mas todas elas se reunirão num mesmo espaço escritural. Este espaço é a miragem necessária para guiar o leitor nos deslimites do deserto em que se encontram palavras sempre menores do que suas definições pretendem circunscrever. E o tempo em que elas coabitam o mesmo espaço só é o mesmo sob a parca noção de um tempo que passa. Pois na intensidade de cada uma delas, a duração é imprevisível e incomensurável, pois a potência do invisível não responde a limitações espaço-temporais. Então loucura e escrita se encontram no meio de um deserto sem centro nem limite: a loucura não será capturada em entidades clínicas, o tempo não será capturado pelo movimento, a escrita não será capturada como literatura e o escritor não será capturado como identidade autoral… Não se trata de produzir pensamento sobre a loucura, mas de tornar audível um pensamento da loucura, fazer a loucura pensar em seu (não)território próprio, ou seja, fora dos esquemas racionalizáveis, reenviando a loucura a uma atmosfera problemática… Que perguntas a loucura ainda pode fazer? Como escutá-las?
Então os diagnósticos não interessam, pois são circunscritos num campo delimitado do qual se tenta fugir (embora esse movimento não ocorra na tentativa de desvalorizar saberes, apenas que esta pesquisa opera em outro lugar e outro tempo). Talvez restem sintomas, como signos e índices de um fluxo fugitivo. Mas certamente este texto se faz nas relações com ínfimos acontecimentos, encontros que escutam as perguntas da loucura e do tempo, perguntando-se enfim, “como se pode escrever?” E estes acontecimentos são modificações de estado que se tornam mais importantes que deslocamentos espaço-temporais ou institucionalização de saberes. Percorre-se, assim, distâncias impossíveis…
Nesse sentido pouco retilíneo, toma-se um caminho tortuoso que terá por seu intercessor a escrita: a relação da loucura com o tempo. Ou o tempo da loucura. Ou a loucura do tempo… quando a loucura encontra o tempo em seu tempo desencontrado.

Ante-projeto de tese: Cartografias da invenção do projeto TOCCA – Terapia Ocupacional, corpo, cultura e as artes.
Doutorado 2010
Orientanda: Andréa Do Amparo Carotta De Angeli
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional

Resumo:
O presente ensaio pretende cartografar o plano de composição do projeto TOCCA- Terapia Ocupacional social, corpo, cultura e as artes, dando a ver as linhas que o atravessam no que tange as políticas sociais no contemporâneo e suas relações com a produção de subjetividade, problematizando as noções de exclusão/inclusão social, vulnerabilidade, isolamento social. Deste modo, buscando dar visibilidade aos discursos de social que se engendram em uma terapia ocupacional social e, assim, problematizando nossas ações naquilo que podem estar ao lado do controle, da adequação, dos microfacismos da inclusão, a fim de fortalecer ações na interface com as artes que visem à afirmação de modos de viver que deslocam o mundo, agenciando “mais vida”, biopoder.

Ante-projeto de tese: Entre surdezes e cegueiras, fantasmas e lobisomens. Trajetos e devires de um cinemacontecimento em uma educação de adultos.
Doutorado 2009
Orientanda: Elenice Corrêa
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação

Resumo:
Trata-se de uma cartografia dos trajetos e devires de uma experimentação com cinema em vídeo digital em um Centro de Educação de Adultos de Porto Alegre. No estudo, exploramos o conceito de estética do silício como modo de existência que atravessa inúmeros territórios existencias contemporâneos, dentre eles, o cinema e a educação. Tomamos o cinema como acontecimento proliferante em uma nova ética-estética, tornando-se o evento ênfase de pesquisa, na fabulação do pensamento com a matéria sonora e luiminosa do mundo.

Tese: Desnaturando Desmundos: A imagem e a tecnologia para além do exílio humano.
Doutorado 2008
Orientando: Luis Artur Costa
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Doutorado em Informática na Educação

Resumo:
O presente trabalho se debruça sobre a questão de como nossa sociedade ocidental, em suas centenas de anos de arte, filosofia e ciência, findou por construir imensos binarismos que dividiam duas maneiras do mundo operar: o natural e o artifício. A partir desta bipartição, nossa civilização elaborou uma longa e duradoura série de bifurcações: tecnologia e natureza, homem e natureza, cultura e natureza, entre muitos outros binarismos os quais se apóiam (completa ou parcialmente) na dualidade por nós inventada entre o artifício e a natureza. Para dar cabo dos binarismos, nos utilizamos da aqui denominada operação de desnaturação: transformando o conceito de natureza (em geral substancial ou formalmente identitário, ligado à noção de totalidade e até de obra divina) em algo fluido e paradoxal, diluiremos as oposições binárias do juízo em variações estilísticas ético-estéticas. Impedimos assim a estratégia cara ao juízo de polarizar pólos (substanciais ou formais) quando da discussão de um tema onde há um campo de tensões complexo: ensino a distância versus quadro negro e saliva, cidade versus campo, entre ilimitados outros. Ao impedir este estratagema de dividir para simplificar, julgar e excluir elementos da complexidade do mundo, somos então obrigados a problematizar de modo complexo e singular as tensões presentes nas relações da tecnologia com o mundo, pois apenas assim poderemos elaborar uma ética-estética que guie nossas composições estilísticas de nos relacionarmos com os chamados “objetos técnicos” (SIMONDON, 2007). Enfim, operamos aqui a problematização da natureza do conceito de natureza (sua ontologia), desnaturando-o (o maculando com paradoxos e devires) para erigir uma éticaestética dos nossos modos de relação-criação com as tecnologias e a produção de imagens segundo a perspectiva da lógica da diferença. Filosofia, literatura, ciências sociais e artes se encontram híbridas na produção de um novo corpo para o problema da natureza da imagem e da tecnologia que ultrapasse seu aprisionamento no desmundo humano, onde toda presença da técnica, tecnologia e imagem são sempre consideradas como ausência do mundo: a foto definida como ausência do referente, a pintura como ausência da paisagem, o robô tomado como ausência do corpo humano, a palavra como a ausência do objeto, a televisão como a ausência da praça, a Internet como a ausência da sala de aula. Para provocar esta fuga, nos utilizamos dos mais variados artifícios da criação escrita: filosóficos, científicos e literários. Com isso, retiramos a imagem e a tecnologia do exílio no humano e as colocamos de volta junto das coisas do mundo.

Tese: Ballet Contágio: Tecnologias da Arte e da Imagem
Doutorado 2008
Orientanda: Vilene Moehlecke
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Doutorado em Informática na Educação

Resumo:
Nesse trabalho, problematizamos as experimentações vividas com um Grupo de Dança Contemporânea, denominado de Ballet Contágio, configurado a partir de usuários de um CAPS – Centro de Atenção Psicossocial. Nesse sentido, traçamos uma nova vizinhança, em que a arte e também a imagem se tornam aliadas para a composição de um dispositivo tecnoestético. Em tal trama, a fotografia nos permite a passagem da imagem dançada no espaço como uma experiência estética e libertadora. Em um ballet envolvente, dentro e fora se misturam e promovem brechas na imagem dançante, no instante em que promovem uma nova textura entre um corpo que dança e a coexistência de novas formas e afecções. Desse modo, uma bailarina-psi investe em uma aposta compartilhada com uma coletividade, com o intuito de se deixar atravessar pelo desejo de estetizar o existir. Assim, no meio de um contorno e em seu contra-contorno, disparamos novas chances para a subjetivação e para a clínica, as quais operam com séries heterogêneas e dispostas a construir outras coreografias. Para compor a escrita da tese, dançamos em meio a uma gramática revolvida, permeada por conceitos e micro-acontecimentos. Cortamos o texto aos meios, para compormos pequenos fragmentos, que se transformam em girações, coreos, contágios ou vidas saltitantes. Em cada um deles, produzimos um re-começo, ou uma origem segunda, por meio de um verbante, isto é, uma espécie de verbo dançante, que tenta conectar palavra e estética. Em nosso método, buscamos as coreografias do entre, ao cartografarmos os encontros que nos fazem transformar antigas noções e produzir novos sentidos. Alteramos os modos de trabalhar com a loucura e com a pesquisa, ao propormos um olhar atravessado pela estética e pela tecnologia imagética. Portanto, lançamos a história de uma grudança e suas implicações à mais alta potência do vir a ser. Mapeamos as linhas de fuga e acompanhamos as expressões de um corpo coletivo que dança e se reinventa de um modo singular. De pacientes a bailarinos, saboreamos os efeitos dessa entrega, suportamos as dores e os silêncios, ao mesmo tempo em que fazemos girar as antigas lamentações e ressentimentos. Convidamos, pois, não só o CAPS e o SUS a dançar, mas também a imagem fotográfica, bem como a clínica e suas piruetas insólitas. Sustentamos, em tal experiência, a invenção de novas tecnologias, seja no cuidado em saúde ou nas linguagens expressivas, a fim de promover a disparação de uma clínica que insiste em desinstitucionalizar fazeres e em amar a própria destruição.

Ante-projeto de tese: Captura e Invenção do/no Trabalho: dos Paradoxos da Gestão à Gestão dos Paradoxos
Doutorado 2008
Orientando: José Mário Neves
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Doutorado em Informática na Educação

Resumo:
A partir do estudo do impacto provocado pela disseminação da tecnologia informacional sobre o funcionamento social e sobre os processos de produção de subjetividade, será desenvolvida pesquisa em uma organização (empresa, hospital ou escola) que esteja se informatizando, visando analisar a sua repercussão sobre os processos de trabalho e sobre as dinâmicas de produção de subjetividade, com atenção especial aos movimentos de criação/manutenção de “espaços/tempos de liberdade” para invenção no trabalho.

Tese: Corpos Associados: Interatividade e Tecnicidade nas Paisagens da Arte
Doutorado 2007
Orientanda: Andréia Oliveira
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Doutorado em Informática na Educação

Resumo:
A presente tese aborda os graus de interatividade presentes na experiência com e na obra de arte. O ato de experienciar na obra de arte nos mostra que qualquer experiência se constitui por relações intensivas entre corpos e meios em processos de interatividade. Constata-se que há diferentes graus de interatividade na experiência, sendo: misturas, atrações, incorporações e percepções. As misturas são as afecções voluntárias e involuntárias entre corpos em meios associados. A compreensão sobre as misturas dos corpos está relacionada às diferentes concepções filosóficas sobre imanência. As atrações falam de uma arte animal que nos ensina a potência do meio e os afectos dos corpos. O corpo que se menciona, aqui, não se restringe ao humano, mas também ao não humano – animal, tecnológico, imaterial – formado de velocidades e lentidões da matéria-tomando-forma. Tais corpos incorporam a vida via tecnologias dos fazeres e suas tecnicidades que não dissociam natural e artificial, analógico e digital, matéria e forma. As (im)percepções produzem paisagens efêmeras no sistema meta-estável obra-humano-meio. As paisagens oscilam entre panoramas, presos a ilusionismos e representações miméticas; e simulacros que se formam no encontro das dessemelhanças e produzem realidades inventadas. Tais idéias são fundamentadas nas filosofias de Benetithus Espinosa, Gilbert Simondon e Gilles Deleuze. Ainda, são levadas para o campo da Arte Interativa, uma vez que estas obras se efetuam e se modificam ao longo da experiência artista/espectador/obra/meio. Deste modo, entende-se que os processos de interatividade direcionam-se para uma Ética da potência de agir dos corpos, ou seja, o quanto pode um corpo na experiência a partir das dinâmicas dos graus de interatividade na obra de arte. Tal investigação resulta na produção teórica da tese e na produção da videoinstalação “CorposAssociados” e da série de fotografias “Incorporações”.

Tese:Transfotografia: o pixel em multidão
Doutorado 2006
Orientanda: Patrícia Gomes Kirst
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Doutorado em Informática na Educação

Resumo:
A presente tese foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação-UFRGS e está filiado a linha de pesquisa “Interfaces Digitais em Educação, Arte, Linguagem e Cognição”
“Transfotografia: O Píxel em Multidão” circunscreve o conceito de trans com vistas a problematizar a fotografia digital, em processo de manipulação, bem como os sujeitos, que operam tal processo em interação criativa, entendidos sob a luz do conceito de multidão (NEGRI; HARDT, 2005).
A tentativa de produzir conhecimento em torno da fotografia digital em seu estado instituinte aponta para uma dimensão múltipla e ambígua e, pode assim, movimentar-se para além de coordenadas lineares: eis o movimento transversal que atravessa toda a discussão proposta.
O estudo da imagem fotográfica digital presta-se à transdisciplinariedade localizada, aqui, entre a Psicologia Social, a Informática na Educação e a Filosofia.
Colocar a imagem em emergência, em seus universos conceituais e, em sua imanência, requer pensá-la no limite. Tal limite situa-se em cada píxel que abriga a molecularidade que, quando acionada, pode tornar-se diferença e potência para passagem de uma imagem à outra. Pensar a imagem fotográfica digital em estado processual e molecular segue as marcas da subversão da forma, da verdade e da representação, levada por pontos de vista fugidios que constituem, assim, o horizonte desta tese. Este estudo está inscrito em um modo inventivo e experimental de produzir ciência, trazendo à tona um olhar-travessia em uma cartografia que utiliza a transfotografia como passagem para discutir o contemporâneo em algumas de suas faces tecnológicas e de subjetivação. Sua formulação mais precisa, poder-se-ia expressar do seguinte modo: Como a transfotografia pode operar como dispositivo clínico- político na multidão?

Tese: Entre prisões da imagem, imagens da prisão: um dispositivo tecno-poético para uma clínica do trabalho
Doutorado 2006
Orientanda: Fernanda Spanier Amador
Prof. Orientadora: DRA. TANIA MARA GALLI FONSECA
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Programa de Doutorado em Informática na Educação

Resumo:
Esta proposta de tese liga dois temas centrais – imagem e subjetivação, os quais desdobram-se em três outros temas transversos: o trabalho, que ganha a cena neste projeto, enquanto atividade; processos educativos, os quais enfocamos em sua dimensão co-extensiva ao ato de viver o curso da atividade laboral e tecnologias digitais de imagem, em seus potenciais de estetização de si e do trabalho. Situada no âmbito de uma Casa Albergue Feminino, destinada a mulheres que cumprem pena em regime-semi aberto, a pesquisa tem como objetivo geral a criação de um campo de experimentação da atividade prisional pelo acoplamento com recursos tecnológicos de videografia digital junto a mulheres agentes do sistema penitenciário. Propomos uma cartografia do processo vivido pelas agentes penitenciárias nessa experiência, visando analisar a dimensão de uma política ético-estética por um caminho problemático que se alimenta da colocação da tecnologia digital de imagem na fronteira instável da produção de saberes-fazeres da atividade. Nossos referenciais teóricos provém de autores do campo da filosofia, especialmente naquilo que contribuem para os estudos da subjetividade e da imagem, tais como Gilles Deleuze, Félix Guattari, Michel Foucault e Henri Bergson, passando por Yves Schwartz e Yves Clot, especialmente em suas formulações acerca do trabalho e da Clínica da Atividade enriquecidos, ainda, de autores do campo das Artes e das Novas Mídias e Tecnologias Digitais de Imagem, entre outros Philippe Dubois, André Parente e Arlindo Machado.