{"version":"1.0","provider_name":"Corporalidades","provider_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades","author_name":"gerente","author_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/author\/gerente\/","title":"Considera\u00e7\u00f5es sobre transexualidade - Corporalidades","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"APDACrSs0T\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/consideracoes-sobre-transexualidade\/\">Considera\u00e7\u00f5es sobre transexualidade<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/consideracoes-sobre-transexualidade\/embed\/#?secret=APDACrSs0T\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Considera\u00e7\u00f5es sobre transexualidade&#8221; &#8212; Corporalidades\" data-secret=\"APDACrSs0T\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/b.jpg","thumbnail_width":1512,"thumbnail_height":665,"description":"A distin\u00e7\u00e3o entre mulheres transexuais e travestis \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o socialmente naturalizada, sobretudo, pelo discurso m\u00e9dico que patologiza e diagnostica esses sujeitos. Essa distin\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e um ideal do que \u00e9 ser transexual e do que \u00e9 ser travesti normatizando esses sujeitos a partir de conceitos essencialistas e universalizantes. Para a pessoa transexual a ci\u00eancia m\u00e9dica reserva tratamentos e procedimentos cir\u00fargicos, j\u00e1 para a travesti, apenas o estigma da pervers\u00e3o e da prostitui\u00e7\u00e3o. Considerar que o ideal de toda pessoa transexual \u00e9 cirurgiar-se \u00e9 tamb\u00e9m negar a multiplicidade desses sujeitos. Nem todos os sujeitos transg\u00eaneros buscam esses ideais de feminilidade e masculinidade esperando realiz\u00e1-los por completo na cirurgia de adequa\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica. Nem todas as pessoas trans t\u00eam a mesma rela\u00e7\u00e3o de rejei\u00e7\u00e3o e disforia com seu corpo ou querem sujeitar-se ao rigoroso protocolo m\u00e9dico. Ao defender essa separa\u00e7\u00e3o radical entre uma no\u00e7\u00e3o e outra, estamos novamente sujeitando esses devires do g\u00eanero \u00e0 mesma l\u00f3gica normativa que deslegitima a identidade de pessoas transexuais e, com isso, sustenta o mesmo pensamento de que homens e mulheres trans n\u00e3o s\u00e3o homens e mulheres de &#8220;verdade&#8221;.\u00a0 No caso das travestis, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda pior, pois, ao serem desassistidas at\u00e9 mesmo pela medicina (que n\u00e3o prev\u00ea qualquer tipo de acompanhamento m\u00e9dico a essas pessoas), sobra apenas a margem e a abje\u00e7\u00e3o. Ainda, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s travestis, segundo a ANTRA (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais), elas recha\u00e7am, via de regra, a ideia de serem apontadas como homens e, portando, \u00e9 considerado desrespeitoso usar identifica\u00e7\u00e3o e pronomes masculinos. Desse modo, para que estes sujeitos conquistem autonomia e legitimidade de si mesmos \u00e9 preciso rejeitar as normativas de g\u00eanero e, consequentemente, binarismos que os constroem, ao mesmo tempo em que s\u00e3o constru\u00eddos culturalmente, principalmente na linguagem. Entender que g\u00eanero \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o, uma performance como diz Judith Butler, \u00e9 avan\u00e7ar na discuss\u00e3o e na conquista de espa\u00e7o pol\u00edtico desses sujeitos. TEXTO Caio Ramos REFER\u00caNCIAS BUTLER, Judith. Problemas de G\u00eanero. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2012. LEITE J\u00daNIOR, Jorge. \u201cNossos corpos tamb\u00e9m mudam:\u201d sexo, g\u00eanero e a inven\u00e7\u00e3o das categorias &#8220;travesti&#8221; e &#8220;transexual&#8221; no discurso cient\u00edfico. 2008. Tese (Doutorado em Ci\u00eancias Sociais). Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo."}