{"id":1202,"date":"2014-12-04T23:52:19","date_gmt":"2014-12-04T23:52:19","guid":{"rendered":"http:\/\/corporalidades.wordpress.com\/?p=1058"},"modified":"2014-12-04T23:52:19","modified_gmt":"2014-12-04T23:52:19","slug":"ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/","title":{"rendered":"H\u00e1 homens argentinos rompendo sentidos"},"content":{"rendered":"<p>Cada vez mais v\u00eam ganhando for\u00e7a, em diversos pa\u00edses, as bandeiras levantadas\u00a0pelo movimento feminista. A estrutura patriarcal, os papeis predefinidos de g\u00eanero e o sexismo s\u00e3o algumas das quest\u00f5es que pautam a atividade destes grupos de mulheres no\u00a0s\u00e9culo XXI.<br \/>\nEntretanto, questionamentos desssa ordem j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o exclusividade delas. Pouco a\u00a0pouco, os homens heterossexuais\u00a0e cisg\u00eaneros inclu\u00eddos tamb\u00e9m\u00a0come\u00e7am a trazer para\u00a0seus ambientes o debate e a problematiza\u00e7\u00e3o de sua posi\u00e7\u00e3o na sociedade. Um bom\u00a0exemplo deste processo \u00e9 o Coletivo de Homens Antipatriarcais, da Argentina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/hc3a1-homens-argentinos-rompendo-sentidos-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1068\" src=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/hc3a1-homens-argentinos-rompendo-sentidos-1.jpg\" alt=\"H\u00e1 homens argentinos rompendo sentidos (1)\" width=\"640\" height=\"425\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sob o lema &#8220;Nem machistas, nem fascistas&#8221;, o grupo surgiu h\u00e1 cinco anos na cidade\u00a0de La Plata. Hoje, eles se agrupam sob os mesmos princ\u00edpios em diversas localidades\u00a0portenhas, inclusive na capital Buenos Aires. O objetivo principal \u00e9 desconstruir os\u00a0par\u00e2metros culturais que determinam o que \u00e9 ser homem e como este deve se vincular a\u00a0outros homens, a mulheres, a transg\u00eaneros, etc. Segundo M\u00e1rcia Veiga (2010, p. 50),\u00a0&#8220;distin\u00e7\u00f5es de g\u00eanero n\u00e3o raro se transformam em rela\u00e7\u00f5es desiguais entre o masculino e o\u00a0feminino em todos os campos da vida social: nos corpos, nos discursos, nos conhecimentos,\u00a0nas leis&#8221;. A discuss\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua e infinita, como declaram os integrantes em entrevista \u00e0\u00a0revista virtual Geni: &#8220;O patriarcado e o machismo est\u00e3o em pr\u00e1ticas cotidianas invis\u00edveis, por\u00a0isso estamos neste espa\u00e7o, para traz\u00ea-las\u00a0\u00e0 tona. O tema de outras corporalidades, de\u00a0outras identidades, ainda \u00e9 dif\u00edcil de abordar.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/foto-011.jpg\"><br \/>\n<\/a> <a href=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/foto1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1062 aligncenter\" src=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/foto1.jpg\" alt=\"foto1\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sob o \u00e2ngulo da semi\u00f3tica da cultura, podemos ent\u00e3o afirmar que o Coletivo de\u00a0Homens Antipatriarcais agencia processos de reconfigura\u00e7\u00e3o de sentidos em no m\u00ednimo dois\u00a0\u00e2mbitos distintos: primeiramente, no espa\u00e7o do sistema cultural hegem\u00f4nico na sociedade,\u00a0por serem homens que tensionam e desconstroem o seu papel social privilegiado\u037e em\u00a0segundo lugar, dentro do contexto espec\u00edfico das milit\u00e2ncias de g\u00eanero, por ser um grupo\u00a0totalmente masculino realizando um conjunto de questionamentos que s\u00e3o majoritariamente\u00a0desempenhados por mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>Colectivo de Varones Antipatriarcales.\u00a0http:\/\/colectivovaronesantipatriarcales.blogspot.com.br\/. Acesso em 01 de dezembro de 2014.<\/p>\n<p>Nem machistas, nem fascistas.\u00a0http:\/\/revistageni.org\/07\/nemmachistasnemfascistashomensantipatriarcaisdaargentina\/.\u00a0Acesso em 01 de dezembro de 2014.<\/p>\n<p>MACHADO, Irene. Escola de semi\u00f3tica \u2013 A experi\u00eancia de T\u00e1rtu Moscou\u00a0para o estudo\u00a0da cultura. S\u00e3o Paulo: Ateli\u00ea Editorial, 2003.<\/p>\n<p>VEIGA, M\u00e1rcia. Masculino, o g\u00eanero do jornalismo: Um estudo sobre os modos de\u00a0produ\u00e7\u00e3o das not\u00edcias. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. Porto Alegre: UFRGS, 2010.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>TEXTO<\/strong><\/p>\n<p>Ramiro Simch.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez mais v\u00eam ganhando for\u00e7a, em diversos pa\u00edses, as bandeiras levantadas\u00a0pelo movimento feminista. 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O tema de outras corporalidades, de\u00a0outras identidades, ainda \u00e9 dif\u00edcil de abordar.&#8221; &nbsp; &nbsp; Sob o \u00e2ngulo da semi\u00f3tica da cultura, podemos ent\u00e3o afirmar que o Coletivo de\u00a0Homens Antipatriarcais agencia processos de reconfigura\u00e7\u00e3o de sentidos em no m\u00ednimo dois\u00a0\u00e2mbitos distintos: primeiramente, no espa\u00e7o do sistema cultural hegem\u00f4nico na sociedade,\u00a0por serem homens que tensionam e desconstroem o seu papel social privilegiado\u037e em\u00a0segundo lugar, dentro do contexto espec\u00edfico das milit\u00e2ncias de g\u00eanero, por ser um grupo\u00a0totalmente masculino realizando um conjunto de questionamentos que s\u00e3o majoritariamente\u00a0desempenhados por mulheres. &nbsp; REFER\u00caNCIAS Colectivo de Varones Antipatriarcales.\u00a0http:\/\/colectivovaronesantipatriarcales.blogspot.com.br\/. Acesso em 01 de dezembro de 2014. Nem machistas, nem fascistas.\u00a0http:\/\/revistageni.org\/07\/nemmachistasnemfascistashomensantipatriarcaisdaargentina\/.\u00a0Acesso em 01 de dezembro de 2014. MACHADO, Irene. Escola de semi\u00f3tica \u2013 A experi\u00eancia de T\u00e1rtu Moscou\u00a0para o estudo\u00a0da cultura. S\u00e3o Paulo: Ateli\u00ea Editorial, 2003. VEIGA, M\u00e1rcia. Masculino, o g\u00eanero do jornalismo: Um estudo sobre os modos de\u00a0produ\u00e7\u00e3o das not\u00edcias. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. 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A estrutura patriarcal, os papeis predefinidos de g\u00eanero e o sexismo s\u00e3o algumas das quest\u00f5es que pautam a atividade destes grupos de mulheres no\u00a0s\u00e9culo XXI. Entretanto, questionamentos desssa ordem j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o exclusividade delas. Pouco a\u00a0pouco, os homens heterossexuais\u00a0e cisg\u00eaneros inclu\u00eddos tamb\u00e9m\u00a0come\u00e7am a trazer para\u00a0seus ambientes o debate e a problematiza\u00e7\u00e3o de sua posi\u00e7\u00e3o na sociedade. Um bom\u00a0exemplo deste processo \u00e9 o Coletivo de Homens Antipatriarcais, da Argentina. &nbsp; &nbsp; Sob o lema &#8220;Nem machistas, nem fascistas&#8221;, o grupo surgiu h\u00e1 cinco anos na cidade\u00a0de La Plata. Hoje, eles se agrupam sob os mesmos princ\u00edpios em diversas localidades\u00a0portenhas, inclusive na capital Buenos Aires. O objetivo principal \u00e9 desconstruir os\u00a0par\u00e2metros culturais que determinam o que \u00e9 ser homem e como este deve se vincular a\u00a0outros homens, a mulheres, a transg\u00eaneros, etc. Segundo M\u00e1rcia Veiga (2010, p. 50),\u00a0&#8220;distin\u00e7\u00f5es de g\u00eanero n\u00e3o raro se transformam em rela\u00e7\u00f5es desiguais entre o masculino e o\u00a0feminino em todos os campos da vida social: nos corpos, nos discursos, nos conhecimentos,\u00a0nas leis&#8221;. A discuss\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua e infinita, como declaram os integrantes em entrevista \u00e0\u00a0revista virtual Geni: &#8220;O patriarcado e o machismo est\u00e3o em pr\u00e1ticas cotidianas invis\u00edveis, por\u00a0isso estamos neste espa\u00e7o, para traz\u00ea-las\u00a0\u00e0 tona. O tema de outras corporalidades, de\u00a0outras identidades, ainda \u00e9 dif\u00edcil de abordar.&#8221; &nbsp; &nbsp; Sob o \u00e2ngulo da semi\u00f3tica da cultura, podemos ent\u00e3o afirmar que o Coletivo de\u00a0Homens Antipatriarcais agencia processos de reconfigura\u00e7\u00e3o de sentidos em no m\u00ednimo dois\u00a0\u00e2mbitos distintos: primeiramente, no espa\u00e7o do sistema cultural hegem\u00f4nico na sociedade,\u00a0por serem homens que tensionam e desconstroem o seu papel social privilegiado\u037e em\u00a0segundo lugar, dentro do contexto espec\u00edfico das milit\u00e2ncias de g\u00eanero, por ser um grupo\u00a0totalmente masculino realizando um conjunto de questionamentos que s\u00e3o majoritariamente\u00a0desempenhados por mulheres. &nbsp; REFER\u00caNCIAS Colectivo de Varones Antipatriarcales.\u00a0http:\/\/colectivovaronesantipatriarcales.blogspot.com.br\/. Acesso em 01 de dezembro de 2014. Nem machistas, nem fascistas.\u00a0http:\/\/revistageni.org\/07\/nemmachistasnemfascistashomensantipatriarcaisdaargentina\/.\u00a0Acesso em 01 de dezembro de 2014. MACHADO, Irene. Escola de semi\u00f3tica \u2013 A experi\u00eancia de T\u00e1rtu Moscou\u00a0para o estudo\u00a0da cultura. S\u00e3o Paulo: Ateli\u00ea Editorial, 2003. VEIGA, M\u00e1rcia. Masculino, o g\u00eanero do jornalismo: Um estudo sobre os modos de\u00a0produ\u00e7\u00e3o das not\u00edcias. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. Porto Alegre: UFRGS, 2010. &nbsp; TEXTO Ramiro Simch.","og_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/","og_site_name":"Corporalidades","article_published_time":"2014-12-04T23:52:19+00:00","og_image":[{"width":700,"height":465,"url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/hc3a1-homens-argentinos-rompendo-sentidos-1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"gerente","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"gerente","Est. reading time":"2 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/"},"author":{"name":"gerente","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/#\/schema\/person\/e18ecb8063c1f965a031341c25460e43"},"headline":"H\u00e1 homens argentinos rompendo sentidos","datePublished":"2014-12-04T23:52:19+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/"},"wordCount":440,"commentCount":5,"image":{"@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/hc3a1-homens-argentinos-rompendo-sentidos-1.jpg","articleSection":["Blog"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/","url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ha-homens-argentinos-rompendo-sentidos\/","name":"H\u00e1 homens argentinos rompendo sentidos - 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