{"id":1211,"date":"2015-04-16T14:23:22","date_gmt":"2015-04-16T14:23:22","guid":{"rendered":"https:\/\/corporalidades.wordpress.com\/?p=1158"},"modified":"2015-04-16T14:23:22","modified_gmt":"2015-04-16T14:23:22","slug":"todo-mundo-num-ritmo-so-o-passinho-ingressa-no-mainstream","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/todo-mundo-num-ritmo-so-o-passinho-ingressa-no-mainstream\/","title":{"rendered":"Todo mundo num ritmo s\u00f3: o passinho ingressa no mainstream"},"content":{"rendered":"<p>O \u201cpassinho do menor da favela\u201d, \u201cpassinho foda\u201d ou simplesmente passinho, como se tornou conhecido Brasil afora, \u00e9 um fen\u00f4meno cultural surgido nas comunidades perif\u00e9ricas da cidade do Rio de Janeiro a partir da d\u00e9cada de 2000. Dispondo do funk carioca como trilha sonora, ele consiste num novo tipo de dan\u00e7a, que oferece uma ruptura est\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o ao que era previamente executado pelos f\u00e3s do g\u00eanero. No lugar das coreografias coletivas e sensuais, entram o virtuosismo individual e um hibridismo l\u00fadico. O tra\u00e7o mais marcante deste novo sistema cultural \u00e9 a alta permeabilidade de suas fronteiras, atrav\u00e9s da qual a incorpora\u00e7\u00e3o de passos e elementos de outras vertentes da dan\u00e7a por parte dos praticantes torna-se caracter\u00edstica primordial. O depoimento do dan\u00e7arino Jo\u00e3o Pedro para o document\u00e1rio \u201cA Batalha do Passinho\u201d (2013) ilustra a diversidade de elementos utilizados por ele: \u201cBreak, frevo, free step, ch\u00e3o, caidinha, pulo, passada&#8230; e o molejo do samba tamb\u00e9m ajuda\u201d :<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UQ1viIz3IRc\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UQ1viIz3IRc<\/a><\/p>\n<p>Criado pelos jovens das favelas e sub\u00farbios do Rio, o passinho insere-se no\u00a0grupo de manifesta\u00e7\u00f5es culturais identificadas como perif\u00e9ricas. Esta parcela da\u00a0popula\u00e7\u00e3o \u00e9 alvo costumeiro de uma \u201cintensa associa\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia urbana,\u00a0processo constante de estigmatiza\u00e7\u00e3o e demoniza\u00e7\u00e3o.\u201d (HERSCHMANN, 2005, p.\u00a0281) O preconceito com a juventude pobre por parte de diversas camadas da\u00a0popula\u00e7\u00e3o revelam o que Raquel Rolnik chamada de \u201ccidade [\u2026] demarcada por\u00a0cercas, fronteiras imagin\u00e1rias, que definem o lugar de cada coisa e de cada um dos\u00a0moradores\u201d (ROLNIK, 1988, p. 41).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1159 size-large\" src=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/11.jpg?w=660\" alt=\"1\" width=\"660\" height=\"438\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1160 size-large\" src=\"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/21.jpg?w=660\" alt=\"2\" width=\"660\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/21.jpg 784w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/21-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/21-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O passinho, uma dan\u00e7a exuberante, &#8220;[\u2026] voltada plenamente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da\u00a0pot\u00eancia de um corpo, \u00e0 alegria produzida por essa rela\u00e7\u00e3o de um corpo consigo\u00a0mesmo, com sua virtualidade desmedida\u201d (BOSCO, Revista de Dan\u00e7a, 2012), ajuda\u00a0na desconstru\u00e7\u00e3o de tais preconceitos quando torna-se pauta dos ve\u00edculos\u00a0relacionados \u00e0 m\u00eddia hegem\u00f4nica. Principalmente na figura do grupo Dream Team\u00a0do Passinho, esta dan\u00e7a vem ganhando espa\u00e7o no mainstream midi\u00e1tico, um\u00a0\u201csantuario de las divindades &lt;&lt;culturales&gt;&gt; que organizan el mundo [\u2026]\u201d (L\u00d3TMAN,\u00a01996, p. 14), onde de fato se d\u00e3o os macroprocessos de significa\u00e7\u00e3o relacionados \u00e0\u00a0maioria dos fen\u00f4menos socioculturais entre os quais existimos. Ao legitimar\u00a0manifesta\u00e7\u00f5es como o passinho, a m\u00eddia de massas negocia a forma como a\u00a0sociedade enxerga estes fen\u00f4menos, pois \u201cNesse campo, na configura\u00e7\u00e3o do\u00a0social, \u00e9 a cultura das m\u00eddias corporativas que ocupa posi\u00e7\u00e3o privilegiada na comunica\u00e7\u00e3o de sentidos e c\u00f3digos culturais.\u201d (SILVA, 2011, p. 22)<\/p>\n<p>TEXTO<br \/>\nRamiro Simch da Silva<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>Batalha do Passinho, A. Dire\u00e7\u00e3o: Em\u00edlio Domingos. Produ\u00e7\u00e3o: Em\u00edlio Domingos e\u00a0Julia Mariano. Rio de Janeiro: Osmose Filmes, 2013. 73 minutos, DVD.<\/p>\n<p>BOSCO, Francisco. A gaia ci\u00eancia do menor da favela. Revista de Dan\u00e7a, 2012.\u00a0Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/www.revistadedanca.com.br\/criticas.php?id=11&gt;.<\/p>\n<p>HERSCHMANN, Micael. O funk e o hip hop invadem a cena. Rio de Janeiro: Editora\u00a0UFRJ, 2005.<\/p>\n<p>LOTMAN, Iuri M. Acerca de la semiosfera In: La Semiosfera I: Semi\u00f3tica de la\u00a0cultura y del texto. Valencia: Ediciones C\u00e1tedra, 1996.<\/p>\n<p>ROLNIK, Raquel. O que \u00e9 cidade. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1988.<\/p>\n<p>SILVA, Danielle Miranda da. Erudito som de batid\u00e3o: Movimentos culturais de\u00a0periferia e suas pr\u00e1ticas para a reelabora\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios comunicacionais.\u00a0Monografia de gradua\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do\u00a0Sul, 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201cpassinho do menor da favela\u201d, \u201cpassinho foda\u201d ou simplesmente passinho, como se tornou conhecido Brasil afora, \u00e9 um fen\u00f4meno cultural surgido nas comunidades perif\u00e9ricas da cidade do Rio de Janeiro a partir da d\u00e9cada de 2000. Dispondo do funk carioca como trilha sonora, ele consiste num novo tipo de dan\u00e7a, que oferece uma ruptura est\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o ao que era previamente executado pelos f\u00e3s do g\u00eanero. No lugar das coreografias coletivas e sensuais, entram o virtuosismo individual e um hibridismo l\u00fadico. O tra\u00e7o mais marcante deste novo sistema cultural \u00e9 a alta permeabilidade de suas fronteiras, atrav\u00e9s da qual a incorpora\u00e7\u00e3o de passos e elementos de outras vertentes da dan\u00e7a por parte dos praticantes torna-se caracter\u00edstica primordial. 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O passinho, uma dan\u00e7a exuberante, &#8220;[\u2026] voltada plenamente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da\u00a0pot\u00eancia de um corpo, \u00e0 alegria produzida por essa rela\u00e7\u00e3o de um corpo consigo\u00a0mesmo, com sua virtualidade desmedida\u201d (BOSCO, Revista de Dan\u00e7a, 2012), ajuda\u00a0na desconstru\u00e7\u00e3o de tais preconceitos quando torna-se pauta dos ve\u00edculos\u00a0relacionados \u00e0 m\u00eddia hegem\u00f4nica. Principalmente na figura do grupo Dream Team\u00a0do Passinho, esta dan\u00e7a vem ganhando espa\u00e7o no mainstream midi\u00e1tico, um\u00a0\u201csantuario de las divindades &lt;&lt;culturales&gt;&gt; que organizan el mundo [\u2026]\u201d (L\u00d3TMAN,\u00a01996, p. 14), onde de fato se d\u00e3o os macroprocessos de significa\u00e7\u00e3o relacionados \u00e0\u00a0maioria dos fen\u00f4menos socioculturais entre os quais existimos. Ao legitimar\u00a0manifesta\u00e7\u00f5es como o passinho, a m\u00eddia de massas negocia a forma como a\u00a0sociedade enxerga estes fen\u00f4menos, pois \u201cNesse campo, na configura\u00e7\u00e3o do\u00a0social, \u00e9 a cultura das m\u00eddias corporativas que ocupa posi\u00e7\u00e3o privilegiada na comunica\u00e7\u00e3o de sentidos e c\u00f3digos culturais.\u201d (SILVA, 2011, p. 22) TEXTO Ramiro Simch da Silva Refer\u00eancias Batalha do Passinho, A. Dire\u00e7\u00e3o: Em\u00edlio Domingos. Produ\u00e7\u00e3o: Em\u00edlio Domingos e\u00a0Julia Mariano. Rio de Janeiro: Osmose Filmes, 2013. 73 minutos, DVD. BOSCO, Francisco. A gaia ci\u00eancia do menor da favela. Revista de Dan\u00e7a, 2012.\u00a0Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/www.revistadedanca.com.br\/criticas.php?id=11&gt;. HERSCHMANN, Micael. O funk e o hip hop invadem a cena. Rio de Janeiro: Editora\u00a0UFRJ, 2005. LOTMAN, Iuri M. Acerca de la semiosfera In: La Semiosfera I: Semi\u00f3tica de la\u00a0cultura y del texto. Valencia: Ediciones C\u00e1tedra, 1996. ROLNIK, Raquel. O que \u00e9 cidade. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1988. SILVA, Danielle Miranda da. Erudito som de batid\u00e3o: Movimentos culturais de\u00a0periferia e suas pr\u00e1ticas para a reelabora\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios comunicacionais.\u00a0Monografia de gradua\u00e7\u00e3o. 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Dispondo do funk carioca como trilha sonora, ele consiste num novo tipo de dan\u00e7a, que oferece uma ruptura est\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o ao que era previamente executado pelos f\u00e3s do g\u00eanero. No lugar das coreografias coletivas e sensuais, entram o virtuosismo individual e um hibridismo l\u00fadico. O tra\u00e7o mais marcante deste novo sistema cultural \u00e9 a alta permeabilidade de suas fronteiras, atrav\u00e9s da qual a incorpora\u00e7\u00e3o de passos e elementos de outras vertentes da dan\u00e7a por parte dos praticantes torna-se caracter\u00edstica primordial. O depoimento do dan\u00e7arino Jo\u00e3o Pedro para o document\u00e1rio \u201cA Batalha do Passinho\u201d (2013) ilustra a diversidade de elementos utilizados por ele: \u201cBreak, frevo, free step, ch\u00e3o, caidinha, pulo, passada&#8230; e o molejo do samba tamb\u00e9m ajuda\u201d : Criado pelos jovens das favelas e sub\u00farbios do Rio, o passinho insere-se no\u00a0grupo de manifesta\u00e7\u00f5es culturais identificadas como perif\u00e9ricas. Esta parcela da\u00a0popula\u00e7\u00e3o \u00e9 alvo costumeiro de uma \u201cintensa associa\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia urbana,\u00a0processo constante de estigmatiza\u00e7\u00e3o e demoniza\u00e7\u00e3o.\u201d (HERSCHMANN, 2005, p.\u00a0281) O preconceito com a juventude pobre por parte de diversas camadas da\u00a0popula\u00e7\u00e3o revelam o que Raquel Rolnik chamada de \u201ccidade [\u2026] demarcada por\u00a0cercas, fronteiras imagin\u00e1rias, que definem o lugar de cada coisa e de cada um dos\u00a0moradores\u201d (ROLNIK, 1988, p. 41). 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Dispondo do funk carioca como trilha sonora, ele consiste num novo tipo de dan\u00e7a, que oferece uma ruptura est\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o ao que era previamente executado pelos f\u00e3s do g\u00eanero. No lugar das coreografias coletivas e sensuais, entram o virtuosismo individual e um hibridismo l\u00fadico. O tra\u00e7o mais marcante deste novo sistema cultural \u00e9 a alta permeabilidade de suas fronteiras, atrav\u00e9s da qual a incorpora\u00e7\u00e3o de passos e elementos de outras vertentes da dan\u00e7a por parte dos praticantes torna-se caracter\u00edstica primordial. O depoimento do dan\u00e7arino Jo\u00e3o Pedro para o document\u00e1rio \u201cA Batalha do Passinho\u201d (2013) ilustra a diversidade de elementos utilizados por ele: \u201cBreak, frevo, free step, ch\u00e3o, caidinha, pulo, passada&#8230; e o molejo do samba tamb\u00e9m ajuda\u201d : Criado pelos jovens das favelas e sub\u00farbios do Rio, o passinho insere-se no\u00a0grupo de manifesta\u00e7\u00f5es culturais identificadas como perif\u00e9ricas. Esta parcela da\u00a0popula\u00e7\u00e3o \u00e9 alvo costumeiro de uma \u201cintensa associa\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia urbana,\u00a0processo constante de estigmatiza\u00e7\u00e3o e demoniza\u00e7\u00e3o.\u201d (HERSCHMANN, 2005, p.\u00a0281) O preconceito com a juventude pobre por parte de diversas camadas da\u00a0popula\u00e7\u00e3o revelam o que Raquel Rolnik chamada de \u201ccidade [\u2026] demarcada por\u00a0cercas, fronteiras imagin\u00e1rias, que definem o lugar de cada coisa e de cada um dos\u00a0moradores\u201d (ROLNIK, 1988, p. 41). O passinho, uma dan\u00e7a exuberante, &#8220;[\u2026] voltada plenamente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da\u00a0pot\u00eancia de um corpo, \u00e0 alegria produzida por essa rela\u00e7\u00e3o de um corpo consigo\u00a0mesmo, com sua virtualidade desmedida\u201d (BOSCO, Revista de Dan\u00e7a, 2012), ajuda\u00a0na desconstru\u00e7\u00e3o de tais preconceitos quando torna-se pauta dos ve\u00edculos\u00a0relacionados \u00e0 m\u00eddia hegem\u00f4nica. Principalmente na figura do grupo Dream Team\u00a0do Passinho, esta dan\u00e7a vem ganhando espa\u00e7o no mainstream midi\u00e1tico, um\u00a0\u201csantuario de las divindades &lt;&lt;culturales&gt;&gt; que organizan el mundo [\u2026]\u201d (L\u00d3TMAN,\u00a01996, p. 14), onde de fato se d\u00e3o os macroprocessos de significa\u00e7\u00e3o relacionados \u00e0\u00a0maioria dos fen\u00f4menos socioculturais entre os quais existimos. Ao legitimar\u00a0manifesta\u00e7\u00f5es como o passinho, a m\u00eddia de massas negocia a forma como a\u00a0sociedade enxerga estes fen\u00f4menos, pois \u201cNesse campo, na configura\u00e7\u00e3o do\u00a0social, \u00e9 a cultura das m\u00eddias corporativas que ocupa posi\u00e7\u00e3o privilegiada na comunica\u00e7\u00e3o de sentidos e c\u00f3digos culturais.\u201d (SILVA, 2011, p. 22) TEXTO Ramiro Simch da Silva Refer\u00eancias Batalha do Passinho, A. Dire\u00e7\u00e3o: Em\u00edlio Domingos. Produ\u00e7\u00e3o: Em\u00edlio Domingos e\u00a0Julia Mariano. Rio de Janeiro: Osmose Filmes, 2013. 73 minutos, DVD. BOSCO, Francisco. A gaia ci\u00eancia do menor da favela. Revista de Dan\u00e7a, 2012.\u00a0Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/www.revistadedanca.com.br\/criticas.php?id=11&gt;. HERSCHMANN, Micael. O funk e o hip hop invadem a cena. Rio de Janeiro: Editora\u00a0UFRJ, 2005. LOTMAN, Iuri M. Acerca de la semiosfera In: La Semiosfera I: Semi\u00f3tica de la\u00a0cultura y del texto. Valencia: Ediciones C\u00e1tedra, 1996. ROLNIK, Raquel. O que \u00e9 cidade. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1988. SILVA, Danielle Miranda da. Erudito som de batid\u00e3o: Movimentos culturais de\u00a0periferia e suas pr\u00e1ticas para a reelabora\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios comunicacionais.\u00a0Monografia de gradua\u00e7\u00e3o. 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