{"id":211,"date":"2010-01-25T15:42:26","date_gmt":"2010-01-25T15:42:26","guid":{"rendered":"http:\/\/corporalidades.wordpress.com\/?p=211"},"modified":"2010-01-25T15:42:26","modified_gmt":"2010-01-25T15:42:26","slug":"seguem-os-mitos-em-torno-de-lost-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/seguem-os-mitos-em-torno-de-lost-6\/","title":{"rendered":"Seguem os mitos em torno de Lost 6"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:right;\"><em>Por Ta\u00eds Seibt<\/em><\/p>\n<p>No princ\u00edpio era John Locke que aparecia <a href=\"http:\/\/corporalidades.wordpress.com\/2009\/09\/25\/por-que-john-locke-esta-ao-centro-mas-de-costas-no-cartaz-de-lost-6\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ao centro, mas de costas<\/a> no cartaz promocional de Lost 6. Depois, um tabuleiro de xadrez serviu como plano de fundo para o v\u00eddeo promocional da emissora Cuatro. Agora, o elenco posa para uma foto inspirada na \u00daltima Ceia, com Locke de novo ao centro, no assento de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_210\" aria-describedby=\"caption-attachment-210\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2010\/01\/lost-ceia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-210\" title=\"lost ceia\" src=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2010\/01\/lost-ceia.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"148\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/lost-ceia.jpg 400w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/lost-ceia-300x111.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-210\" class=\"wp-caption-text\">Atores de Lost posam para foto inspirada na Santa Ceia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align:left;\">Em <a href=\"http:\/\/www.estudiodeconteudo.com.br\/tag\/mundo-cult\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">debate<\/a> promovido dia 12 de janeiro, na Escola de Design da Unisinos, em Porto Alegre, Francisco Machado Pereira, Andr\u00e9 Conti Silva e Daniel Bittencourt discorreram sobre tr\u00eas aspectos que fazem de Lost um fen\u00f4meno midi\u00e1tico da atualidade: mitologia, roteiro e transm\u00eddia.<\/p>\n<p style=\"text-align:left;\">Lost est\u00e1 povoado de conhecidos mitos da humanidade, de diferentes \u00e9pocas e cren\u00e7as, entre as quais chamam aten\u00e7\u00e3o est\u00e1tuas eg\u00edpcias e personagens com nomes b\u00edblicos \u2013 sem contar os que t\u00eam nomes de fil\u00f3sofos, como o pr\u00f3prio John Locke, Danielle Rousseau, Desmond Hume&#8230; h\u00e1 ainda a chuva que cai ou cessa em momentos cruciais da s\u00e9rie, como lembrou Francisco no debate; a sugest\u00e3o de que os sobreviventes foram \u201cescolhidos\u201d pela Ilha; e a eterna d\u00favida sobre que \u201cdiabos\u201d \u00e9 aquela Ilha, a que universo ela pertence \u2013 ou a que \u00e9poca, j\u00e1 que eles pulam no tempo o tempo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align:left;\">A estrutura do roteiro contribui para refor\u00e7ar o misticismo da s\u00e9rie, pois os personagens recebem informa\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo que o p\u00fablico, nem antes nem depois. No debate, Andr\u00e9 comparou essa estrutura com a de uma telenovela: na novela das oito, em geral, ficamos sabendo que Jo\u00e3o \u00e9 filho de Jos\u00e9 antes dos personagens e esperamos cap\u00edtulo ap\u00f3s cap\u00edtulo para que essa revela\u00e7\u00e3o seja feita. Em Lost n\u00e3o. Nunca cogitamos a possibilidade de Jack ser irm\u00e3o de Claire e ficamos muito surpresos quando eles descobrem, porque ficamos sabendo junto com os personagens. Essa \u00e9 a expetativa para a temporada final, que come\u00e7a dia 2 de fevereiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:left;\">Questionamento pertinente tamb\u00e9m levantou Daniel no debate: o que \u00e9 Lost? Para ele, Lost n\u00e3o \u00e9 apenas uma s\u00e9rie de TV, os desdobramentos transmidiais da s\u00e9rie estimulam a cria\u00e7\u00e3o de novas narrativas, novas formas de consumo do produto midi\u00e1tico. Lost n\u00e3o se limita ao que passa na TV, seja por iniciativa dos produtores, ao lan\u00e7arem cartazes sugestivos como este da ceia antes que a pr\u00f3xima temporada entre no ar, seja por iniciativa de f\u00e3s, que povoam blogs e sites de relacionamento apresentando sua teoria para o fim da trama.<\/p>\n<p style=\"text-align:left;\">Independente de respostas definitivas, Lost \u00e9 um marco na produ\u00e7\u00e3o audiovisual. Objeto de estudo para a academia e fonte de inspira\u00e7\u00e3o para realizadores, a s\u00e9rie transformar\u00e1 f\u00e3s em \u00f3rf\u00e3os quando acabar.<\/p>\n<p>[youtube=http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=C56Lgl6DorM]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ta\u00eds Seibt No princ\u00edpio era John Locke que aparecia ao centro, mas de costas no cartaz promocional de Lost 6. Depois, um tabuleiro de xadrez serviu como plano de fundo para o v\u00eddeo promocional da emissora Cuatro. Agora, o elenco posa para uma foto inspirada na \u00daltima Ceia, com Locke de novo ao centro, no assento de Jesus Cristo. &nbsp; &nbsp; Em debate promovido dia 12 de janeiro, na Escola de Design da Unisinos, em Porto Alegre, Francisco Machado Pereira, Andr\u00e9 Conti Silva e Daniel Bittencourt discorreram sobre tr\u00eas aspectos que fazem de Lost um fen\u00f4meno midi\u00e1tico da atualidade: mitologia, roteiro e transm\u00eddia. 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Lost est\u00e1 povoado de conhecidos mitos da humanidade, de diferentes \u00e9pocas e cren\u00e7as, entre as quais chamam aten\u00e7\u00e3o est\u00e1tuas eg\u00edpcias e personagens com nomes b\u00edblicos \u2013 sem contar os que t\u00eam nomes de fil\u00f3sofos, como o pr\u00f3prio John Locke, Danielle Rousseau, Desmond Hume&#8230; h\u00e1 ainda a chuva que cai ou cessa em momentos cruciais da s\u00e9rie, como lembrou Francisco no debate; a sugest\u00e3o de que os sobreviventes foram \u201cescolhidos\u201d pela Ilha; e a eterna d\u00favida sobre que \u201cdiabos\u201d \u00e9 aquela Ilha, a que universo ela pertence \u2013 ou a que \u00e9poca, j\u00e1 que eles pulam no tempo o tempo todo. A estrutura do roteiro contribui para refor\u00e7ar o misticismo da s\u00e9rie, pois os personagens recebem informa\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo que o p\u00fablico, nem antes nem depois. No debate, Andr\u00e9 comparou essa estrutura com a de uma telenovela: na novela das oito, em geral, ficamos sabendo que Jo\u00e3o \u00e9 filho de Jos\u00e9 antes dos personagens e esperamos cap\u00edtulo ap\u00f3s cap\u00edtulo para que essa revela\u00e7\u00e3o seja feita. Em Lost n\u00e3o. Nunca cogitamos a possibilidade de Jack ser irm\u00e3o de Claire e ficamos muito surpresos quando eles descobrem, porque ficamos sabendo junto com os personagens. Essa \u00e9 a expetativa para a temporada final, que come\u00e7a dia 2 de fevereiro. Questionamento pertinente tamb\u00e9m levantou Daniel no debate: o que \u00e9 Lost? Para ele, Lost n\u00e3o \u00e9 apenas uma s\u00e9rie de TV, os desdobramentos transmidiais da s\u00e9rie estimulam a cria\u00e7\u00e3o de novas narrativas, novas formas de consumo do produto midi\u00e1tico. Lost n\u00e3o se limita ao que passa na TV, seja por iniciativa dos produtores, ao lan\u00e7arem cartazes sugestivos como este da ceia antes que a pr\u00f3xima temporada entre no ar, seja por iniciativa de f\u00e3s, que povoam blogs e sites de relacionamento apresentando sua teoria para o fim da trama. Independente de respostas definitivas, Lost \u00e9 um marco na produ\u00e7\u00e3o audiovisual. Objeto de estudo para a academia e fonte de inspira\u00e7\u00e3o para realizadores, a s\u00e9rie transformar\u00e1 f\u00e3s em \u00f3rf\u00e3os quando acabar. 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No debate, Andr\u00e9 comparou essa estrutura com a de uma telenovela: na novela das oito, em geral, ficamos sabendo que Jo\u00e3o \u00e9 filho de Jos\u00e9 antes dos personagens e esperamos cap\u00edtulo ap\u00f3s cap\u00edtulo para que essa revela\u00e7\u00e3o seja feita. Em Lost n\u00e3o. Nunca cogitamos a possibilidade de Jack ser irm\u00e3o de Claire e ficamos muito surpresos quando eles descobrem, porque ficamos sabendo junto com os personagens. Essa \u00e9 a expetativa para a temporada final, que come\u00e7a dia 2 de fevereiro. Questionamento pertinente tamb\u00e9m levantou Daniel no debate: o que \u00e9 Lost? Para ele, Lost n\u00e3o \u00e9 apenas uma s\u00e9rie de TV, os desdobramentos transmidiais da s\u00e9rie estimulam a cria\u00e7\u00e3o de novas narrativas, novas formas de consumo do produto midi\u00e1tico. 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