{"id":2297,"date":"2014-03-12T15:54:13","date_gmt":"2014-03-12T15:54:13","guid":{"rendered":"http:\/\/corporalidades.wordpress.com\/?p=843"},"modified":"2014-03-12T15:54:13","modified_gmt":"2014-03-12T15:54:13","slug":"her-um-futuro-que-se-aproxima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/her-um-futuro-que-se-aproxima\/","title":{"rendered":"Her: um futuro que se aproxima"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2014\/03\/f1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-844 aligncenter\" alt=\"F1\" src=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2014\/03\/f1.jpg\" width=\"560\" height=\"349\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Her<\/i> foi indicado ao Oscar 2014 em cinco categorias, entre elas, melhor filme. Como sabemos, n\u00e3o levou essa estatueta, que ficou com o aclamado <i>12 anos de escravid\u00e3o<\/i>. Mas garantiu o primeiro Oscar ao cineasta americano Spike Jonze, pelo melhor roteiro original. Jonze escreveu e dirigiu <i>Her <\/i>que conta a hist\u00f3ria de um casal que se conhece, se apaixona e tem dificuldades para permanecer junto. Uma narrativa banal que trata, sobretudo, das rela\u00e7\u00f5es humanas e dos seus n\u00f3s mal desatados com muita sensibilidade.<\/p>\n<p>Mas, nesse caso, os sentimentos universais como o amor e a amizade surgem do enlace entre homens e m\u00e1quinas. Em <i>Her<\/i>, Theodore (Joaquin Phoenix) \u00e9 um homem rec\u00e9m separado, que escreve cartas em nome de outras pessoas e vive uma paix\u00e3o com um sistema operacional, que a personagem carrega no bolso para todos os lugares &#8211; sua paix\u00e3o habita seu computador e tamb\u00e9m o seu celular. Dele, ou melhor, dela, \u00a0Samantha, (Scarlett Johansson) Theodore tem contato apenas por meio da voz, que \u00e9 emitida atrav\u00e9s desses potenciais corpos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_845\" aria-describedby=\"caption-attachment-845\" style=\"width: 564px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2014\/03\/f2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-845\" alt=\"Imagem do filme - Her - tirada a partir do v\u00eddeo dispon\u00edvel em:  Acesso em: 04\/03\/2014 \u00e0s 15h58. \" src=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2014\/03\/f2.jpg\" width=\"564\" height=\"294\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-845\" class=\"wp-caption-text\">Imagem do filme &#8211; Her &#8211; tirada a partir do v\u00eddeo dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/mw.youtube.com\/watch?v=pw8e5AU4Qi4&gt; Acesso em: 04\/03\/2014 \u00e0s 15h58.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jonze tem um hist\u00f3rico que contempla filmes criativos, para alguns cr\u00edticos, surreais. Dirigiu os longa-metragens <i>Quero ser John Malkovich<\/i> (1999) e <i>Adapta\u00e7\u00e3o<\/i> (2002) e o bel\u00edssimo m\u00e9dia-metragem <i>Estou aqui<\/i> (2010), vencedor de v\u00e1rios pr\u00eamios pelo mundo. Esse filme narra o namoro de dois rob\u00f4s e tamb\u00e9m coloca em discuss\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre homem e m\u00e1quina, na hist\u00f3ria o ser humano \u00e9 apenas um coadjuvante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_846\" aria-describedby=\"caption-attachment-846\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2014\/03\/f3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-846\" alt=\"Imagem do filme - Estou aqui - tirada a partir do v\u00eddeo dispon\u00edvel em:  Acesso em: 04\/03\/2014 \u00e0s 21h52.\" src=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2014\/03\/f3.jpg\" width=\"560\" height=\"289\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-846\" class=\"wp-caption-text\">Imagem do filme &#8211; Estou aqui &#8211; tirada a partir do v\u00eddeo dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dy5MufiKTX0&gt; Acesso em: 04\/03\/2014 \u00e0s 21h52.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i style=\"line-height:1.5em;\">Her <\/i><span style=\"line-height:1.5em;\">nos suscita muitas quest\u00f5es, considero a principal inquieta\u00e7\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o com as rela\u00e7\u00f5es entre os mundos: virtual e real desencadeadas na contemporaneidade. Ser\u00e1 que estamos t\u00e3o distantes do universo retratado no filme? E em que medida j\u00e1\u00a0 vivenciamos certa depend\u00eancia tecnol\u00f3gica como vista no longa-metragem?<\/span><\/p>\n<p>O que \u00e9 fato, como nos diz Santella e aparece representado na hist\u00f3ria de Theodore e Samantha, \u00e9 que j\u00e1 vivemos a era da comunica\u00e7\u00e3o ubiqua. A ubiquidade ou pervasividade \u201cdestaca a coincid\u00eancia entre deslocamento e comunica\u00e7\u00e3o\u201d (2010, p. 17) e permite essa nova realidade, num contexto cultural que valoriza sobremaneira a mobilidade. A ubiquidade ou pervasividade alude \u00e0 ideia de conte\u00fados dispon\u00edveis para serem acessados em qualquer lugar, em casa, em locais p\u00fablicos e na palma das m\u00e3os. Santaella acredita que os celulares \u201cdeixar\u00e3o definitivamente de ser um mero telefone m\u00f3vel para assumir o papel de principal conector do indiv\u00edduo com a sociedade.\u201d (2013, p. 54).<\/p>\n<p>A autora lembra que a Web 3.0 vive nesse momento sua inf\u00e2ncia e citando Lafuente (2011), sinaliza que j\u00e1 caminhamos para um tipo de tecnologia (talvez possamos dizer, materializada nos aplicativos para celulares) que, assim como a personagem Samantha, ir\u00e1 nos ajudar a reorganizar dados visando atender as necessidades de cada usu\u00e1rio. Ou seja, cada um passa a ter uma experi\u00eancia personalizada, como por exemplo, o fato de Samantha avaliar os e-mails de Theodore e descartar o que n\u00e3o interessa, ou decidir sozinha enviar um e-mail para um editor para publica\u00e7\u00e3o das melhores cartas escritas por ele, textos que tamb\u00e9m foram selecionados por Samantha.<\/p>\n<p>Esse tipo de experi\u00eancia aparece no texto de Santaella como \u201cintuitiva\u201d, assim mesmo entre aspas e exatamente como o sistema operacional do filme \u00e9 vendido. Na cena em que Theodore v\u00ea a publicidade do sistema operacional, a narra\u00e7\u00e3o diz que se trata de um sistema operacional intuitivo.<\/p>\n<p>Sem nos adentramos nas v\u00e1rias quest\u00f5es te\u00f3ricas embutidas nessas cita\u00e7\u00f5es, vale destacar que assim como os apontamentos de Santaella, o filme traz \u00e0 tona ou \u201clan\u00e7a luzes sobre as transmuta\u00e7\u00f5es do humano face \u00e0 sua mescla com os novos seres sencientes que est\u00e3o emergindo.\u201d (2013, p.38).<\/p>\n<p><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p>SANTAELLA, L\u00facia. <b>A ecologia pluralista da comunica\u00e7\u00e3o<\/b>: conectividade, mobilidade, ubiquidade. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010.<\/p>\n<p>_________________. <b>Comunica\u00e7\u00e3o ub\u00edqua <\/b>\u2013 repercuss\u00f5es na cultura e na educa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2013.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: Adriana Pierre Coca<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Her foi indicado ao Oscar 2014 em cinco categorias, entre elas, melhor filme. Como sabemos, n\u00e3o levou essa estatueta, que ficou com o aclamado 12 anos de escravid\u00e3o. Mas garantiu o primeiro Oscar ao cineasta americano Spike Jonze, pelo melhor roteiro original. Jonze escreveu e dirigiu Her que conta a hist\u00f3ria de um casal que se conhece, se apaixona e tem dificuldades para permanecer junto. Uma narrativa banal que trata, sobretudo, das rela\u00e7\u00f5es humanas e dos seus n\u00f3s mal desatados com muita sensibilidade. Mas, nesse caso, os sentimentos universais como o amor e a amizade surgem do enlace entre homens e m\u00e1quinas. Em Her, Theodore (Joaquin Phoenix) \u00e9 um homem rec\u00e9m separado, que escreve cartas em nome de outras pessoas e vive uma paix\u00e3o com um sistema operacional, que a personagem carrega no bolso para todos os lugares &#8211; sua paix\u00e3o habita seu computador e tamb\u00e9m o seu celular. Dele, ou melhor, dela, \u00a0Samantha, (Scarlett Johansson) Theodore tem contato apenas por meio da voz, que \u00e9 emitida atrav\u00e9s desses potenciais corpos eletr\u00f4nicos. &nbsp; &nbsp; Jonze tem um hist\u00f3rico que contempla filmes criativos, para alguns cr\u00edticos, surreais. Dirigiu os longa-metragens Quero ser John Malkovich (1999) e Adapta\u00e7\u00e3o (2002) e o bel\u00edssimo m\u00e9dia-metragem Estou aqui (2010), vencedor de v\u00e1rios pr\u00eamios pelo mundo. 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A ubiquidade ou pervasividade alude \u00e0 ideia de conte\u00fados dispon\u00edveis para serem acessados em qualquer lugar, em casa, em locais p\u00fablicos e na palma das m\u00e3os. Santaella acredita que os celulares \u201cdeixar\u00e3o definitivamente de ser um mero telefone m\u00f3vel para assumir o papel de principal conector do indiv\u00edduo com a sociedade.\u201d (2013, p. 54). A autora lembra que a Web 3.0 vive nesse momento sua inf\u00e2ncia e citando Lafuente (2011), sinaliza que j\u00e1 caminhamos para um tipo de tecnologia (talvez possamos dizer, materializada nos aplicativos para celulares) que, assim como a personagem Samantha, ir\u00e1 nos ajudar a reorganizar dados visando atender as necessidades de cada usu\u00e1rio. Ou seja, cada um passa a ter uma experi\u00eancia personalizada, como por exemplo, o fato de Samantha avaliar os e-mails de Theodore e descartar o que n\u00e3o interessa, ou decidir sozinha enviar um e-mail para um editor para publica\u00e7\u00e3o das melhores cartas escritas por ele, textos que tamb\u00e9m foram selecionados por Samantha. Esse tipo de experi\u00eancia aparece no texto de Santaella como \u201cintuitiva\u201d, assim mesmo entre aspas e exatamente como o sistema operacional do filme \u00e9 vendido. Na cena em que Theodore v\u00ea a publicidade do sistema operacional, a narra\u00e7\u00e3o diz que se trata de um sistema operacional intuitivo. 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E em que medida j\u00e1\u00a0 vivenciamos certa depend\u00eancia tecnol\u00f3gica como vista no longa-metragem? O que \u00e9 fato, como nos diz Santella e aparece representado na hist\u00f3ria de Theodore e Samantha, \u00e9 que j\u00e1 vivemos a era da comunica\u00e7\u00e3o ubiqua. A ubiquidade ou pervasividade \u201cdestaca a coincid\u00eancia entre deslocamento e comunica\u00e7\u00e3o\u201d (2010, p. 17) e permite essa nova realidade, num contexto cultural que valoriza sobremaneira a mobilidade. A ubiquidade ou pervasividade alude \u00e0 ideia de conte\u00fados dispon\u00edveis para serem acessados em qualquer lugar, em casa, em locais p\u00fablicos e na palma das m\u00e3os. Santaella acredita que os celulares \u201cdeixar\u00e3o definitivamente de ser um mero telefone m\u00f3vel para assumir o papel de principal conector do indiv\u00edduo com a sociedade.\u201d (2013, p. 54). 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Como sabemos, n\u00e3o levou essa estatueta, que ficou com o aclamado 12 anos de escravid\u00e3o. Mas garantiu o primeiro Oscar ao cineasta americano Spike Jonze, pelo melhor roteiro original. Jonze escreveu e dirigiu Her que conta a hist\u00f3ria de um casal que se conhece, se apaixona e tem dificuldades para permanecer junto. Uma narrativa banal que trata, sobretudo, das rela\u00e7\u00f5es humanas e dos seus n\u00f3s mal desatados com muita sensibilidade. Mas, nesse caso, os sentimentos universais como o amor e a amizade surgem do enlace entre homens e m\u00e1quinas. Em Her, Theodore (Joaquin Phoenix) \u00e9 um homem rec\u00e9m separado, que escreve cartas em nome de outras pessoas e vive uma paix\u00e3o com um sistema operacional, que a personagem carrega no bolso para todos os lugares &#8211; sua paix\u00e3o habita seu computador e tamb\u00e9m o seu celular. Dele, ou melhor, dela, \u00a0Samantha, (Scarlett Johansson) Theodore tem contato apenas por meio da voz, que \u00e9 emitida atrav\u00e9s desses potenciais corpos eletr\u00f4nicos. &nbsp; &nbsp; Jonze tem um hist\u00f3rico que contempla filmes criativos, para alguns cr\u00edticos, surreais. Dirigiu os longa-metragens Quero ser John Malkovich (1999) e Adapta\u00e7\u00e3o (2002) e o bel\u00edssimo m\u00e9dia-metragem Estou aqui (2010), vencedor de v\u00e1rios pr\u00eamios pelo mundo. Esse filme narra o namoro de dois rob\u00f4s e tamb\u00e9m coloca em discuss\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre homem e m\u00e1quina, na hist\u00f3ria o ser humano \u00e9 apenas um coadjuvante. &nbsp; &nbsp; Her nos suscita muitas quest\u00f5es, considero a principal inquieta\u00e7\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o com as rela\u00e7\u00f5es entre os mundos: virtual e real desencadeadas na contemporaneidade. Ser\u00e1 que estamos t\u00e3o distantes do universo retratado no filme? E em que medida j\u00e1\u00a0 vivenciamos certa depend\u00eancia tecnol\u00f3gica como vista no longa-metragem? O que \u00e9 fato, como nos diz Santella e aparece representado na hist\u00f3ria de Theodore e Samantha, \u00e9 que j\u00e1 vivemos a era da comunica\u00e7\u00e3o ubiqua. A ubiquidade ou pervasividade \u201cdestaca a coincid\u00eancia entre deslocamento e comunica\u00e7\u00e3o\u201d (2010, p. 17) e permite essa nova realidade, num contexto cultural que valoriza sobremaneira a mobilidade. A ubiquidade ou pervasividade alude \u00e0 ideia de conte\u00fados dispon\u00edveis para serem acessados em qualquer lugar, em casa, em locais p\u00fablicos e na palma das m\u00e3os. Santaella acredita que os celulares \u201cdeixar\u00e3o definitivamente de ser um mero telefone m\u00f3vel para assumir o papel de principal conector do indiv\u00edduo com a sociedade.\u201d (2013, p. 54). A autora lembra que a Web 3.0 vive nesse momento sua inf\u00e2ncia e citando Lafuente (2011), sinaliza que j\u00e1 caminhamos para um tipo de tecnologia (talvez possamos dizer, materializada nos aplicativos para celulares) que, assim como a personagem Samantha, ir\u00e1 nos ajudar a reorganizar dados visando atender as necessidades de cada usu\u00e1rio. Ou seja, cada um passa a ter uma experi\u00eancia personalizada, como por exemplo, o fato de Samantha avaliar os e-mails de Theodore e descartar o que n\u00e3o interessa, ou decidir sozinha enviar um e-mail para um editor para publica\u00e7\u00e3o das melhores cartas escritas por ele, textos que tamb\u00e9m foram selecionados por Samantha. Esse tipo de experi\u00eancia aparece no texto de Santaella como \u201cintuitiva\u201d, assim mesmo entre aspas e exatamente como o sistema operacional do filme \u00e9 vendido. Na cena em que Theodore v\u00ea a publicidade do sistema operacional, a narra\u00e7\u00e3o diz que se trata de um sistema operacional intuitivo. Sem nos adentramos nas v\u00e1rias quest\u00f5es te\u00f3ricas embutidas nessas cita\u00e7\u00f5es, vale destacar que assim como os apontamentos de Santaella, o filme traz \u00e0 tona ou \u201clan\u00e7a luzes sobre as transmuta\u00e7\u00f5es do humano face \u00e0 sua mescla com os novos seres sencientes que est\u00e3o emergindo.\u201d (2013, p.38). REFER\u00caNCIAS SANTAELLA, L\u00facia. A ecologia pluralista da comunica\u00e7\u00e3o: conectividade, mobilidade, ubiquidade. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010. _________________. Comunica\u00e7\u00e3o ub\u00edqua \u2013 repercuss\u00f5es na cultura e na educa\u00e7\u00e3o. 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