{"id":2318,"date":"2021-02-19T20:32:33","date_gmt":"2021-02-19T20:32:33","guid":{"rendered":"http:\/\/corporalidades.com.br\/site\/?p=2307"},"modified":"2021-06-18T10:35:25","modified_gmt":"2021-06-18T13:35:25","slug":"quebra-se-o-espelho-uma-cartografia-da-configuracao-semiotica-do-corpo-abjeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/quebra-se-o-espelho-uma-cartografia-da-configuracao-semiotica-do-corpo-abjeto\/","title":{"rendered":"Quebra-se o espelho: uma cartografia da configura\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica do corpo abjeto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anos de pesquisa: 2019 &#8211; atual. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A meta do projeto \u00e9 o estudo das linguagens e semioses de corpos abjetos na m\u00eddia e em espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos, configurando inicialmente uma problem\u00e1tica de pesquisa que se debru\u00e7a sobre os modos de exclus\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o, de tens\u00f5es e resist\u00eancias, bem como de jogos de poder provocados por esses corpos na composi\u00e7\u00e3o de textos comunicacionais. Os corpos abjetos s\u00e3o entendidos como aqueles que n\u00e3o se conformam \u00e0s regras, \u00e0s regularidades, \u00e0s previsibilidades e \u00e0s normatividades do centro da semiosfera do corpo e que, em consequ\u00eancia, est\u00e3o situados na periferia desta. Mesmo que inspirado nos estudos queer, o termo abjeto aqui empregado n\u00e3o restringe sua abrang\u00eancia \u00e0s quest\u00f5es da sexualidade e da heteronormatividade, a pr\u00f3pria Butler (2001) o entende como aquele cuja vida \u00e9 considerada como n\u00e3o importante, sua humanidade se torna question\u00e1vel. Tais corpos se comunicam por meio de textos que, de acordo com as semioses constitu\u00eddas sobre as normatividades culturais, despertam sentidos de indigno, inapropriado, inadequado, vergonhoso, baixo, vulner\u00e1vel, inconveniente, miser\u00e1vel, prec\u00e1rio, coitado, desprez\u00edvel, inc\u00f4modo, entre outros. Ainda que n\u00e3o seja o objetivo manifestar-se como ?marginal? (estar \u00e0 margem), os corpos abjetos causam tensionamentos e incompreens\u00f5es em suas manifesta\u00e7\u00f5es e decodifica\u00e7\u00f5es. A proposta do estudo \u00e9 deixar essa dimens\u00e3o sem delimita\u00e7\u00f5es fixas neste momento afim de efetivamente ?descobrir? a textualidade abjeta do corpo no trajeto a ser desenvolvido no campo emp\u00edrico e te\u00f3rico da investiga\u00e7\u00e3o. Contudo, dentro de uma perspectiva hegem\u00f4nica poder\u00edamos entender esses textos como os que trazem defici\u00eancias f\u00edsicas, defici\u00eancias mentais, miserabilidade (pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, pessoas que vivem de esmolas), multiplicidade de g\u00eanero (travestis, trans, efeminados, masculinizadas, queer, bin\u00e1rios\/as etc), formas f\u00edsicas fora do padr\u00e3o, entre outros. A perspectiva te\u00f3rica de base vir\u00e1 da Semi\u00f3tica da Cultura com a complementa\u00e7\u00e3o de estudos do corpo relacionados ao \u00e2mbito da linguagem, da significa\u00e7\u00e3o, dos processos coercitivos e que vir\u00e3o da sociologia, da antropologia, da filosofia e da comunica\u00e7\u00e3o, com autores como Le Breton, Goffman, Foucault, Birdwistell, Preciado, Derrida, Silva, Milskolki. O vi\u00e9s metodol\u00f3gico se construir\u00e1 sobre a cartografia baseada principalmente em Deleuze e Guattari, Kastrup e compreendida como um m\u00e9todo de cria\u00e7\u00e3o permanente constru\u00eddo no processo de investiga\u00e7\u00e3o, que permite delinear uma rede de for\u00e7as e suas modula\u00e7\u00f5es e movimentos (POZZANA; KASTRUP, 2014). O mapa cartogr\u00e1fico ser\u00e1 organizado em conex\u00e3o com as perspectivas te\u00f3ricas, a coleta de dados e a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento com corpos abjetos que habitam imagens midi\u00e1ticas formatadas pelo ficcional e pelo informativo e, tamb\u00e9m, por aqueles que se manifestam nos espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos..<br>Situa\u00e7\u00e3o: Em andamento; Natureza: Pesquisa.<br>Alunos envolvidos: Mestrado acad\u00eamico: (3) Doutorado: (5) .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Integrantes: N\u00edsia Martins do Ros\u00e1rio &#8211; Coordenador \/ Ricardo de Jesus Machado &#8211; Integrante \/ Danielle Miranda &#8211; Integrante \/ Adriana Pierre Coca &#8211; Integrante \/ Douglas Ostruka &#8211; Integrante \/ Gabriela Pacheco D\u00e1vila &#8211; Integrante \/ Paula Coruja &#8211; Integrante \/ Jo\u00e3o Batista Nascimento dos Santos &#8211; Integrante \/ Sinara Sandri &#8211; Integrante \/ Yvets Morales &#8211; Integrante \/ Vanessa Drehmer &#8211; Integrante \/ Mariana Argoud Dias &#8211; Integrante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00famero de produ\u00e7\u00f5es C, T &amp; A: 5 \/ N\u00famero de orienta\u00e7\u00f5es: 9<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anos de pesquisa: 2019 &#8211; atual. A meta do projeto \u00e9 o estudo das linguagens e semioses de corpos abjetos na m\u00eddia e em espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos, configurando inicialmente uma problem\u00e1tica de pesquisa que se debru\u00e7a sobre os modos de exclus\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o, de tens\u00f5es e resist\u00eancias, bem como de jogos de poder provocados por esses corpos na composi\u00e7\u00e3o de textos comunicacionais. Os corpos abjetos s\u00e3o entendidos como aqueles que n\u00e3o se conformam \u00e0s regras, \u00e0s regularidades, \u00e0s previsibilidades e \u00e0s normatividades do centro da semiosfera do corpo e que, em consequ\u00eancia, est\u00e3o situados na periferia desta. 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O mapa cartogr\u00e1fico ser\u00e1 organizado em conex\u00e3o com as perspectivas te\u00f3ricas, a coleta de dados e a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento com corpos abjetos que habitam imagens midi\u00e1ticas formatadas pelo ficcional e pelo informativo e, tamb\u00e9m, por aqueles que se manifestam nos espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos..Situa\u00e7\u00e3o: Em andamento; Natureza: Pesquisa.Alunos envolvidos: Mestrado acad\u00eamico: (3) Doutorado: (5) . Integrantes: N\u00edsia Martins do Ros\u00e1rio &#8211; Coordenador \/ Ricardo de Jesus Machado &#8211; Integrante \/ Danielle Miranda &#8211; Integrante \/ Adriana Pierre Coca &#8211; Integrante \/ Douglas Ostruka &#8211; Integrante \/ Gabriela Pacheco D\u00e1vila &#8211; Integrante \/ Paula Coruja &#8211; Integrante \/ Jo\u00e3o Batista Nascimento dos Santos &#8211; Integrante \/ Sinara Sandri &#8211; Integrante \/ Yvets Morales &#8211; Integrante \/ Vanessa Drehmer &#8211; Integrante \/ Mariana Argoud Dias &#8211; Integrante. N\u00famero de produ\u00e7\u00f5es C, T &amp; A: 5 \/ N\u00famero de orienta\u00e7\u00f5es: 9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2549,"comment_status":"false","ping_status":"false","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-2318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pesquisas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Quebra-se o espelho: uma cartografia da configura\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica do corpo abjeto - Corporalidades<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/quebra-se-o-espelho-uma-cartografia-da-configuracao-semiotica-do-corpo-abjeto\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Quebra-se o espelho: uma cartografia da configura\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica do corpo abjeto - Corporalidades\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Anos de pesquisa: 2019 &#8211; atual. 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A meta do projeto \u00e9 o estudo das linguagens e semioses de corpos abjetos na m\u00eddia e em espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos, configurando inicialmente uma problem\u00e1tica de pesquisa que se debru\u00e7a sobre os modos de exclus\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o, de tens\u00f5es e resist\u00eancias, bem como de jogos de poder provocados por esses corpos na composi\u00e7\u00e3o de textos comunicacionais. Os corpos abjetos s\u00e3o entendidos como aqueles que n\u00e3o se conformam \u00e0s regras, \u00e0s regularidades, \u00e0s previsibilidades e \u00e0s normatividades do centro da semiosfera do corpo e que, em consequ\u00eancia, est\u00e3o situados na periferia desta. Mesmo que inspirado nos estudos queer, o termo abjeto aqui empregado n\u00e3o restringe sua abrang\u00eancia \u00e0s quest\u00f5es da sexualidade e da heteronormatividade, a pr\u00f3pria Butler (2001) o entende como aquele cuja vida \u00e9 considerada como n\u00e3o importante, sua humanidade se torna question\u00e1vel. Tais corpos se comunicam por meio de textos que, de acordo com as semioses constitu\u00eddas sobre as normatividades culturais, despertam sentidos de indigno, inapropriado, inadequado, vergonhoso, baixo, vulner\u00e1vel, inconveniente, miser\u00e1vel, prec\u00e1rio, coitado, desprez\u00edvel, inc\u00f4modo, entre outros. Ainda que n\u00e3o seja o objetivo manifestar-se como ?marginal? (estar \u00e0 margem), os corpos abjetos causam tensionamentos e incompreens\u00f5es em suas manifesta\u00e7\u00f5es e decodifica\u00e7\u00f5es. A proposta do estudo \u00e9 deixar essa dimens\u00e3o sem delimita\u00e7\u00f5es fixas neste momento afim de efetivamente ?descobrir? a textualidade abjeta do corpo no trajeto a ser desenvolvido no campo emp\u00edrico e te\u00f3rico da investiga\u00e7\u00e3o. Contudo, dentro de uma perspectiva hegem\u00f4nica poder\u00edamos entender esses textos como os que trazem defici\u00eancias f\u00edsicas, defici\u00eancias mentais, miserabilidade (pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, pessoas que vivem de esmolas), multiplicidade de g\u00eanero (travestis, trans, efeminados, masculinizadas, queer, bin\u00e1rios\/as etc), formas f\u00edsicas fora do padr\u00e3o, entre outros. A perspectiva te\u00f3rica de base vir\u00e1 da Semi\u00f3tica da Cultura com a complementa\u00e7\u00e3o de estudos do corpo relacionados ao \u00e2mbito da linguagem, da significa\u00e7\u00e3o, dos processos coercitivos e que vir\u00e3o da sociologia, da antropologia, da filosofia e da comunica\u00e7\u00e3o, com autores como Le Breton, Goffman, Foucault, Birdwistell, Preciado, Derrida, Silva, Milskolki. O vi\u00e9s metodol\u00f3gico se construir\u00e1 sobre a cartografia baseada principalmente em Deleuze e Guattari, Kastrup e compreendida como um m\u00e9todo de cria\u00e7\u00e3o permanente constru\u00eddo no processo de investiga\u00e7\u00e3o, que permite delinear uma rede de for\u00e7as e suas modula\u00e7\u00f5es e movimentos (POZZANA; KASTRUP, 2014). O mapa cartogr\u00e1fico ser\u00e1 organizado em conex\u00e3o com as perspectivas te\u00f3ricas, a coleta de dados e a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento com corpos abjetos que habitam imagens midi\u00e1ticas formatadas pelo ficcional e pelo informativo e, tamb\u00e9m, por aqueles que se manifestam nos espa\u00e7os p\u00fablicos urbanos..Situa\u00e7\u00e3o: Em andamento; Natureza: Pesquisa.Alunos envolvidos: Mestrado acad\u00eamico: (3) Doutorado: (5) . Integrantes: N\u00edsia Martins do Ros\u00e1rio &#8211; Coordenador \/ Ricardo de Jesus Machado &#8211; Integrante \/ Danielle Miranda &#8211; Integrante \/ Adriana Pierre Coca &#8211; Integrante \/ Douglas Ostruka &#8211; Integrante \/ Gabriela Pacheco D\u00e1vila &#8211; Integrante \/ Paula Coruja &#8211; Integrante \/ Jo\u00e3o Batista Nascimento dos Santos &#8211; Integrante \/ Sinara Sandri &#8211; Integrante \/ Yvets Morales &#8211; Integrante \/ Vanessa Drehmer &#8211; Integrante \/ Mariana Argoud Dias &#8211; Integrante. 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