{"id":2877,"date":"2022-04-04T16:46:29","date_gmt":"2022-04-04T19:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/?p=2877"},"modified":"2022-04-04T17:07:01","modified_gmt":"2022-04-04T20:07:01","slug":"mulheres-de-abril-maio-junho-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/mulheres-de-abril-maio-junho-julho\/","title":{"rendered":"\u201cMulheres de Abril\u201d, maio, junho, julho&#8230;"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/adriana.pierrecoca\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Adriana Coca<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap wp-block-paragraph\">Este texto para o <strong>Blog Corporalidades<\/strong> \u00e9 o segundo sobre personagens femininas na <strong>fic\u00e7\u00e3o audiovisual<\/strong>. Em discuss\u00e3o, a miniss\u00e9rie <strong><em>Mulheres de Abril<\/em><\/strong> (2014) exibida pela <strong>R\u00e1dio e Televis\u00e3o de Portugal &#8211; RTP<\/strong>. A narrativa traduz os acontecimentos e desdobramentos da <strong>Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril de 1974<\/strong> (<strong>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/strong>) e foi produzida em comemora\u00e7\u00e3o aos 40 anos da efem\u00e9ride. O fio condutor da trama s\u00e3o as transforma\u00e7\u00f5es na vida da mulher, em Portugal, durante as \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, per\u00edodo que corresponde ao dia em que Ana completou 20 anos de idade at\u00e9 a chegada dela \u00e0 maturidade. Ana foi uma estudante que vivenciou ativamente a revolu\u00e7\u00e3o e no seu anivers\u00e1rio de 60 anos, re\u00fane para um jantar as mulheres mais importantes da sua vida. Ao redor da mesa, elas tecem distintos relatos de experi\u00eancias sobre o mundo e a hist\u00f3ria, sinalizando o impacto e a import\u00e2ncia da revolu\u00e7\u00e3o para cada uma (RTP, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A miniss\u00e9rie tem cinco epis\u00f3dios e loca\u00e7\u00f5es externas na aldeia <strong>Carrazeda de Ansi\u00e3es<\/strong>, que fica na prov\u00edncia de <strong>Tr\u00e1s-os-Montes<\/strong>, onde vivia a fam\u00edlia da protagonista, antes de se mudar para o <strong>Porto<\/strong>, e <strong>Lisboa<\/strong>, onde mora o atual namorado de Ana, um jornalista que assume um papel de personagem coadjuvante, como todos os outros homens da hist\u00f3ria, assim como a cidade, que aparece em poucas cenas. A principal loca\u00e7\u00e3o \u00e9 o Porto e os lugares s\u00e3o significativos, porque durante a narrativa algumas imagens da \u00e9poca da revolu\u00e7\u00e3o (que parecem ser imagens de arquivo da emissora) se mesclam \u00e0s cenas ficcionais atuais, auxiliando a compor os fatos retratados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, como bem nos lembra Barbosa (2021), \u201ca hist\u00f3ria se dedica ao tempo, n\u00e3o ao passado\u201d, assim sendo, defendemos e justificamos que observar a miniss\u00e9rie \u201cMulheres de Abril\u201d importa para compreendermos a condi\u00e7\u00e3o feminina na sociedade portuguesa (e no mundo) nos dias de hoje. Tamb\u00e9m pensando nisso, intitulamos este post de &#8211; <strong><em>\u201cMulheres de Abril\u201d, maio, junho, julho\u2026<\/em><\/strong> &#8211; entendemos que ao observar a fic\u00e7\u00e3o seriada \u201cMulheres de Abril\u201d estamos a pensar sobre a hist\u00f3ria das mulheres de todos os tempos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/FOTO02_Mulheres-de-Abril-1024x768.jpg\" alt=\"Foto Adriana Coca\" class=\"wp-image-2886\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/FOTO02_Mulheres-de-Abril-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/FOTO02_Mulheres-de-Abril-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/FOTO02_Mulheres-de-Abril-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/FOTO02_Mulheres-de-Abril-1140x855.jpg 1140w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/FOTO02_Mulheres-de-Abril.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto Adriana Coca<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma leitura documentarizante<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por essa via, nos apoiamos no pensamento de <strong>Roger Odin<\/strong> (1984; 2012) que reflete sobre a leitura documentarizante no <strong>audiovisual <\/strong>e nos ajuda a pensar como a miniss\u00e9rie portuguesa retrata a condi\u00e7\u00e3o feminina na sociedade a partir de referentes reais. Odin (1984; 2012) pontua que alguns mecanismos possibilitam ao leitor\/espectador desencadear a leitura documentarizante e podem ser acionados, por exemplo, na incorpora\u00e7\u00e3o de imagens reais (imagens de acervo) \u00e0 fic\u00e7\u00e3o seriada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que al\u00e9m desse \u201cagenciador estil\u00edstico\u201d, a leitura documentarizante em um texto audiovisual pode ser despertada por reconhecimento hist\u00f3rico e\/ou sociol\u00f3gico, que \u00e9 o que nos parece que acontece em <strong><em>Mulheres de Abril<\/em><\/strong> de modo mais efetivo. Nessa circunst\u00e2ncia, o \u201cleitor\u201d\/espectador assume uma postura muito particular: ele pode estabelecer a <strong>leitura documentarizante<\/strong> com o texto ficcional ou renunciar a ela. Isso depende das \u201cinstru\u00e7\u00f5es de leitura\u201d que foram reportadas e consentidas por ele, porque essa \u201cleitura\u201d est\u00e1 relacionada ao conhecimento e viv\u00eancia de cada espectador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Odin (1984; 2012) esclarece que o repert\u00f3rio de quem assiste s\u00f3 n\u00e3o acionar\u00e1 uma leitura documentarizante quando o espectador for carente de refer\u00eancias. \u00c9 s\u00f3 pensarmos, por exemplo, que a leitura documentarizante realizada por um cidad\u00e3o portugu\u00eas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 miniss\u00e9rie com certeza \u00e9 muito mais carregada de referentes reais do que a leitura estabelecida por espectadores brasileiros e, sem d\u00favida, muito menor (ou nula) se a obra for assistida por um cidad\u00e3o sem nenhuma refer\u00eancia\/informa\u00e7\u00e3o sobre a <strong><em>Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril<\/em><\/strong>, o acontecimento hist\u00f3rico que guia a narrativa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As \u201cMulheres de Abril\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dito isso, lembramos que nossa busca nesta observa\u00e7\u00e3o foi identificar e compreender os sentidos associados \u00e0s mulheres na narrativa ficcional, que \u00e9 um drama inspirado em um momento hist\u00f3rico, isto quer dizer, a partir de referentes reais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trama \u00e9 narrada por sete mulheres: Ana, uma escritora que convida para um jantar em comemora\u00e7\u00e3o ao seu anivers\u00e1rio; a melhor amiga de sempre, Luisa; sua M\u00e3e, Isabel; a \u00fanica filha, Patr\u00edcia; a neta, Sofia; a sobrinha, Maria; e Rosa, amiga e antiga criada\/empregada da sua fam\u00edlia. Como j\u00e1 dito, a protagonista, assim como a revolu\u00e7\u00e3o, faz anivers\u00e1rio no dia 25 de abril. Aos 20 e poucos anos, Ana sentiu as emo\u00e7\u00f5es e as incertezas advindas da mudan\u00e7a pol\u00edtico-social que enfrentava o pa\u00eds, hoje, d\u00e9cadas depois, em torno da mesa de jantar decorada com cravos vermelhos, a flor s\u00edmbolo de Portugal e da revolu\u00e7\u00e3o, ela e suas convidadas recordam fatos marcantes de suas vidas e, principalmente, daquele 25 de abril de 1974.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um di\u00e1logo entre a jovem Ana e sua M\u00e3e descreve bem o sentimento da personagem sobre o acontecimento. <em>\u201cOlha, M\u00e3e, para n\u00f3s, mulheres, liberdade, igualdade de direitos\u201d.<\/em> A M\u00e3e receosa, talvez incr\u00e9dula, a questiona: <em>\u201cSer\u00e1? Espero que tenha raz\u00e3o\u201d<\/em>. A cena se passa aos 21 minutos e 42 segundos do cap\u00edtulo de estreia. N\u00e3o demora muito para outro di\u00e1logo sinalizar os desdobramentos dessa expectativa. Por volta dos 34 minutos de narrativa, sua sobrinha, Maria, conversa com a M\u00e3e, Teresa, que assiste na TV as comemora\u00e7\u00f5es dos 40 anos da Revolu\u00e7\u00e3o e afirma: <em>\u201c\u00c9 tudo isso? S\u00e3o 40 anos? E eu tenho agora 25 (anos) e esse 25 de abril n\u00e3o significa nada para mim\u201d<\/em>. A M\u00e3e rebate: <em>\u201cN\u00e3o significa nada porque j\u00e1 nascestes em liberdade\u201d<\/em>. Deixando claro que, sim, a <strong>Revolu\u00e7\u00e3o de Abril <\/strong>garantiu, em certa medida, a liberdade para as <strong>mulheres portuguesas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra men\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o expl\u00edcita \u00e0 liberdade feminina depois da revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a profiss\u00e3o de duas personagens, Patr\u00edcia, que \u00e9 advogada e, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o do marido, assume a lideran\u00e7a do escrit\u00f3rio de advocacia da fam\u00edlia e a profiss\u00e3o da sua namorada, que \u00e9 m\u00e9dica. Informa\u00e7\u00f5es do document\u00e1rio <strong><em><a href=\"https:\/\/www.rtp.pt\/play\/p8902\/mulheres-em-portugal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mulheres em Portugal <\/a><\/em><\/strong>produzido pela <strong>RTP <\/strong>e pela <strong>Funda\u00e7\u00e3o Francisco Manuel dos Santos<\/strong> e exibido em abril de 2021, apontam que depois da revolu\u00e7\u00e3o as mulheres portuguesas passaram a poder exercer profiss\u00f5es que antes eram pouco acess\u00edveis a elas, como nos parece ser o caso da advocacia e da medicina \u2013 algumas carreiras, at\u00e9 ent\u00e3o, eram inclusive vetadas ao p\u00fablico feminino, como a magistratura e a carreira diplom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patr\u00edcia namora a filha de Rosa, a amiga e antiga criada da fam\u00edlia. Elas se aproximam depois que a m\u00e9dica presta um atendimento de emerg\u00eancia a Patr\u00edcia, que chega ao hospital muito ferida por causa das agress\u00f5es do marido. Uma drama vivido pela personagem dentro de casa que, infelizmente, representa a realidade de muitas mulheres ao redor do mundo, incluindo em Portugal. Ainda segundo dados do document\u00e1rio <strong><em>Mulheres em Portugal<\/em><\/strong>, a viol\u00eancia dom\u00e9stica no pa\u00eds tem uma taxa elevada, e o feminic\u00eddio tamb\u00e9m, problemas que ali\u00e1s se agravaram durante a pandemia da <strong>Covid-19<\/strong> (RTPLAY, 2021).<br>Essas observa\u00e7\u00f5es indicam que a miniss\u00e9rie foi bem contextualizada e enla\u00e7a a realidade vivida de modo org\u00e2nico \u00e0 narrativa ficcional, pois os sentidos constru\u00eddos est\u00e3o, como vimos ao relacionar os dados documentais, em sintonia com os dramas reais experenciados pelas mulheres na atualidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Trailer &quot;Mulheres de Abril&quot;\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SwUFWjtx94E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As mulheres em Portugal (e no mundo)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trama ficcional deixa transparecer que a revolu\u00e7\u00e3o foi um marco fundamental para que ocorressem mudan\u00e7as positivas na vida das mulheres, no entanto, evidencia, tamb\u00e9m, que a luta por uma sociedade com <strong>igualdade de g\u00eanero<\/strong> deve ser cont\u00ednua, pois, apesar da liberdade potencializada pela revolu\u00e7\u00e3o, que permitiu, entre outras possibilidades, que as mulheres ocupassem cargos antes s\u00f3 destinados ao sexo masculino, a mulher continua enfrentando problemas graves, como a viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com informa\u00e7\u00f5es do document\u00e1rio <strong><em>Mulheres em Portugal<\/em><\/strong>, o pa\u00eds at\u00e9 se destaca em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras na\u00e7\u00f5es da <strong>Uni\u00e3o Europeia<\/strong> quando se pensa, por exemplo, em pol\u00edticas legais pela igualdade de g\u00eanero, a exemplo da lei que regula licen\u00e7as de parentalidade, mas ainda convive com contextos contradit\u00f3rios como esses retratados na narrativa ficcional. Por isso, acreditamos que <strong><em>Mulheres de Abril<\/em><\/strong> propiciou ao espectador a possibilidade de realizar uma leitura documentarizante (Odin, 1984; 2012) da hist\u00f3ria de Portugal, passada e recente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se quiserem ler mais sobre <strong><em>Mulheres de Abril<\/em><\/strong>, procurem pelo cap\u00edtulo de livro &#8211; <strong><em>Mulheres de Abril: a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos <\/em><\/strong>traduzida em um docudrama com olhar feminino &#8211; que ser\u00e1 publicado em julho e ficar\u00e1 dispon\u00edvel de gra\u00e7a no reposit\u00f3rio institucional da Universidade Fernando Pessoa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coca, A. P.; Essenfelder, R.., Maia, H. (2022) \u201cMulheres de Abril\u201d: a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos traduzida em um docudrama com olhar feminino. In: Souza, J. P.. Jornalismo e Estudos Medi\u00e1ticos. Mem\u00f3ria V. Editora da Universidade Fernando Pessoa (No prelo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RTP (2014). Mulheres de Abril. Site da RTP (R\u00e1dio e Televis\u00e3o de Portugal). Consultado em 28 de dezembro de 2021 em: &lt; https:\/\/www.rtp.pt\/programa\/tv\/p30906 &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RTPlay (2021). Mulheres em Portugal. Consultado em 30 de dezembro de 2021 em: &lt; https:\/\/www.rtp.pt\/play\/p8804\/e538512\/mulheres-em-portugal &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Odin, R. (1984). Film documentaire, lecture documentarisante. In: ODIN, R.; LYANT, J. C. (eds.). Cinemas et realit\u00e9s (pp. 263-278). Universit\u00e9 de Saint-Etienne.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>__<\/em><\/strong>(2012). Filme document\u00e1rio, leitura documentarizante. Significa\u00e7\u00e3o. Revista de Cultura Audiovisual. Ano (39), N\u00famero (37). (10-30). https:\/\/doi.org\/10.11606\/issn.2316-7114.sig.2012.71238<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como citar este artigo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">COCA, Adriana Pierre. \u201cMulheres de Abril\u201d, maio, junho, julho\u2026 . 2022. Edi\u00e7\u00e3o: Ricardo Machado. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/mulheres-de-abril-maio-junho-julho\/. Acesso em: 04 abr. 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste texto a pesquisadora Adriana Coca aborda a miniss\u00e9rie audiovisual Mulheres de Abril, que narra a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos a partir da perspectiva feminina.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2885,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[233,16,34,59,211,60,237,240,238,239,235,236,241,188,234],"class_list":["post-2877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-adriana-coca","tag-audiovisual","tag-corporalidades","tag-ficcao","tag-ficcao-seriada","tag-filme","tag-leitura-documentarizante","tag-minisseria","tag-mulheres-de-abril","tag-mulheres-em-portugal","tag-mulheres-na-ficcao-audiovisual","tag-personagens-femininas","tag-portugal","tag-rtp","tag-teledramaturgia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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