{"id":3072,"date":"2022-06-30T07:45:00","date_gmt":"2022-06-30T10:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/?p=3072"},"modified":"2022-06-25T20:10:11","modified_gmt":"2022-06-25T23:10:11","slug":"separacao-entre-pesquisador-e-objeto-as-vozes-dos-trans-studies","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/separacao-entre-pesquisador-e-objeto-as-vozes-dos-trans-studies\/","title":{"rendered":"Separa\u00e7\u00e3o entre pesquisador e objeto? As vozes dos Trans Studies"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ta\u00eds Severo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 comum, no imagin\u00e1rio popular acerca do <strong>fazer cient\u00edfico moderno<\/strong>, pregar a separa\u00e7\u00e3o total entre quem <strong>pesquisa <\/strong>e quem ou (o que) \u00e9 <strong>pesquisado <\/strong>como um ideal. Nesse cen\u00e1rio, a interfer\u00eancia de um pesquisador malicioso apresenta-se como um risco \u00e0 pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, ao manipular resultados e interferir no caminho leg\u00edtimo da <strong>compreens\u00e3o do mundo e de seus fatos<\/strong>. No entanto, tal imagin\u00e1rio muitas vezes ignora que a <strong>ci\u00eancia <\/strong>n\u00e3o \u00e9 feita de forma isolada: os processos de <strong>revis\u00e3o por pares<\/strong> e o di\u00e1logo da <strong>comunidade acad\u00eamica<\/strong>, para citar dois exemplos, buscam dar legitimidade (ou n\u00e3o) \u00e0s pesquisas publicadas. De fato, a <strong>ci\u00eancia \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o m\u00faltipla<\/strong>, ou como definiu <strong>Peirce<\/strong>, uma busca autoconsciente da verdade em um sistema que, por sua coletividade, \u00e9 autocorretivo: \u201cum estado incessante de metabolismo e crescimento\u201d (CP, 1.232). Nesse contexto, o envolvimento entre o <strong>pesquisador<\/strong> e seu <strong>objeto de pesquisa<\/strong> n\u00e3o \u00e9 apenas recomendado, mas necess\u00e1rio, uma vez que esse imbricamento possibilita o surgir de insights que passariam despercebidos a um olhar alheio e despertencente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os <strong><em>Trans Studies<\/em><\/strong>, um campo de saber voltado \u00e0 <strong>compreens\u00e3o dos corpos<\/strong>, das experi\u00eancias e das <strong>subjetividades trans<\/strong>, surge a partir da crescente visibilidade dos indiv\u00edduos trans na sociedade, bem como sua busca por <strong>reconhecimento identit\u00e1rio<\/strong>, <strong>cidadania <\/strong>e <strong>dignidade<\/strong>; de uma compreens\u00e3o mais humanizada a respeito destes sujeitos, distanciando-se dos discursos m\u00e9dicos patologizantes; e da valoriza\u00e7\u00e3o dos relatos e das <strong>experi\u00eancias<\/strong> das <strong>pessoas trans<\/strong>, em contraposi\u00e7\u00e3o a outros enquadramentos das <strong>ci\u00eancias sociais<\/strong> em que s\u00e3o meras alegorias que instrumentalizam a transgress\u00e3o das <strong>normas de g\u00eanero<\/strong>, entre outros aspectos. Assim, os <strong><em>Trans Studies <\/em><\/strong>emergem a partir das contesta\u00e7\u00f5es da normatividade de <strong>sexo <\/strong>e de <strong>g\u00eanero<\/strong>, mobilizando a <strong>teoria cr\u00edtica<\/strong>, as <strong>epistemologias p\u00f3s-estruturalistas <\/strong>e os <strong>estudos culturais<\/strong> e <strong>decoloniais<\/strong>. Al\u00e9m disso, o campo \u00e9 orientado pelo conjunto de cr\u00edticas \u00e0s pr\u00e1ticas de domina\u00e7\u00e3o sociocultural que surgem do <strong>feminismo<\/strong>, das <strong>culturas queer<\/strong>, das comunidades \u00e9tnicas, dos ativismos; e, ainda, pelas vidas das pr\u00f3prias pessoas trans (STRYKER; CURRAH, 2014, p. 4).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Notadamente, os <strong><em>Trans Studies<\/em><\/strong> partem da legitimidade das experi\u00eancias e das vozes das <strong>pessoas trans<\/strong> enquanto sujeitos capazes de conhecer e produzir saber a respeito de si mesmos, em experi\u00eancias que incluem elementos psicol\u00f3gicos, som\u00e1ticos, bioneurol\u00f3gicos, biotecnol\u00f3gicos e interpessoais, canalizados atrav\u00e9s de sistemas sociopol\u00edticos de significado e controle (O\u2019BRIEN, 2016). Parte fundamental do campo, os <strong>acad\u00eamicos trans<\/strong>, ao mesmo tempo <strong>estudiosos e sujeitos em primeira pessoa<\/strong> do acontecimento transg\u00eanero contempor\u00e2neo, assumem voz desde suas posi\u00e7\u00f5es que corporificam a diferen\u00e7a. Dessa forma, criam \u201cuma arena vicejante onde os pesquisados s\u00e3o, cada vez mais, os pesquisadores\u201d (O\u2019BRIEN, 2016, p. 319), din\u00e2mica e em constante fluxo, que destaca tanto as distintas vulnerabilidades quanto as possibilidades destes indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por valorizar as <strong>narrativas<\/strong> em primeira pessoa, as <strong>autobiografias <\/strong>de <strong>pessoas trans<\/strong> s\u00e3o consideradas essenciais na forma\u00e7\u00e3o dos <strong><em>Trans Studies<\/em><\/strong>, seja pela cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os subjetivos alternativos ao discurso m\u00e9dico, seja em seu papel arqueol\u00f3gico acerca de temas como o sexo do g\u00eanero e a produ\u00e7\u00e3o de sujeitos trans. <strong><em>Valentine <\/em><\/strong>(2007) afirma que os relatos publicados nos anos 1960 e 1970 \u2013 notavelmente <strong><em>Hedy Jo Star<\/em><\/strong> (1963), <strong><em>Christine Jorgensen<\/em><\/strong> (1967), <strong><em>Jan Morris<\/em><\/strong> (1974) e <strong><em>Canary Conn<\/em><\/strong> (1977) \u2013 situam-se no centro do campo de estudos, uma vez que as autobiografias seriam uma das poucas formas comunicativas dispon\u00edveis \u00e0s suas viv\u00eancias. Embora os relatos iniciais subscrevam um modelo branco e ocidental de performatividade de g\u00eanero, repliquem a vis\u00e3o masculina estereotipada sobre a constitui\u00e7\u00e3o da mulher e reforcem o sistema bin\u00e1rio oposicional de g\u00eanero (STONE, 2014, p. 6-9), as autobiografias, enquanto compartilhamento de experi\u00eancias de vida, serviram inicialmente como forma de disseminar conhecimento e informar outros indiv\u00edduos isolados em situa\u00e7\u00f5es e sentimentos semelhantes, e auxiliaram antrop\u00f3logos e soci\u00f3logos a reavaliarem suas pesquisas com estes sujeitos (VIDAL-ORTIZ, 2008, p. 439). E mesmo hoje, as autobiografias de <strong>pessoas trans<\/strong> mant\u00e9m sua influ\u00eancia como um ve\u00edculo relevante na dissemina\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias de vida g\u00eanero-divergentes \u2014 como por exemplo em <strong><em>Janet Mock<\/em><\/strong> (2014), <strong>Jazz Jennings <\/strong>(2016) e <strong>Laura Jane Grace <\/strong>(2016). Como indica <strong>Prosser <\/strong>(1998), a viv\u00eancia trans \u00e9 sempre um trabalho narrativo: uma transforma\u00e7\u00e3o do corpo que requer a remodelagem da vida em uma forma narrativa (PROSSER, 1998, p. 4) e, acima de tudo, um reflexo da capacidade de representar a si mesmo (p. 134).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na passagem da autobiografia para a academia, o estilo em primeira pessoa se manteve. <em><strong>The Empire Strikes Back: A Posttranssexual Manifesto<\/strong><\/em>, artigo de <strong>Sandy Stone <\/strong>publicado em 1991 e considerado marco inicial dos <strong><em>Trans Studies<\/em><\/strong>, inicia pela an\u00e1lise das autobiografias citadas anteriormente. A autora ressalta os vieses estereotipados da constru\u00e7\u00e3o da feminilidade, as narrativas em que a cirurgia transgenital significava a mudan\u00e7a imediata do masculino para um feminino, e uma \u00eanfase no \u201cmodelo do corpo errado\u201d como origem dos males da subjetividade (STONE, 2014, p. 8-9). <strong>Stone <\/strong>tamb\u00e9m aponta que a constru\u00e7\u00e3o da<strong> experi\u00eancia trans<\/strong> atrav\u00e9s do saber m\u00e9dico apresenta diversas caracter\u00edsticas comuns ao discurso colonial: o fasc\u00ednio inicial com o ex\u00f3tico, a nega\u00e7\u00e3o da subjetividade, a falta de acesso ao discurso dominante, e a oferta de algum tipo de rito ou tecnologia de reabilita\u00e7\u00e3o do nativo. Para a autora, construir uma hist\u00f3ria (seja ela autobiogr\u00e1fica, acad\u00eamica ou cl\u00ednica) \u00e9, em parte, um esfor\u00e7o para fundamentar uma narrativa em algum tipo de inevitabilidade natural: corpos como telas, onde s\u00e3o projetadas as col\u00f4nias tempor\u00e1rias que emergem dos embates entre cren\u00e7as e pr\u00e1ticas das comunidades m\u00e9dicas e acad\u00eamicas \u2013 ou seja, em arenas muito distantes dos corpos que recebem estas disputas e significa\u00e7\u00f5es (STONE, 2014, p. 12). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora se posiciona de forma cr\u00edtica diante da narrativa do \u201ccorpo errado\u201d, que normaliza, posiciona e reflete a exist\u00eancia de um \u201ccorpo certo\u201d: um mito bin\u00e1rio, un\u00edvoco e faloc\u00eantrico a servi\u00e7o da diferencia\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. Ao inv\u00e9s do corpo errado, <strong>Stone <\/strong>afirma a necessidade de uma <strong>linguagem anal\u00edtica profunda<\/strong>, pr\u00f3pria \u00e0 teoria trans, que permita contradi\u00e7\u00f5es, ambiguidades e polifonias capazes de enriquecer as teorias feministas (STONE, 2014, p. 15). Uma estrat\u00e9gia de poss\u00edvel descoloniza\u00e7\u00e3o, para a autora, parte do conceito de <strong>inteligibilidade cultural<\/strong> proposto por <strong>Judith Butler<\/strong> (2002): capturar a viol\u00eancia textual inscrita no corpo trans para transform\u00e1-la em uma for\u00e7a reconstrutiva. Para viabilizar essa empreitada, <strong>Stone <\/strong>conclama as <strong>pessoas trans<\/strong> a tornarem-se vis\u00edveis, abandonando a performance de \u201cpassar por\u201d cisg\u00eanero \u2013 rejeitando esse efeito de ocultar a g\u00eanero-diverg\u00eancia em nome da assimila\u00e7\u00e3o social. Emergir da invisibilidade e adquirir voz permitiria, ent\u00e3o, expressar e sedimentar a perspectiva de que o g\u00eanero \u00e9 uma rica e complexa estrutura\u00e7\u00e3o de identidade e desejo \u2013 ou seja, mais diverso do que a naturaliza\u00e7\u00e3o normativa d\u00e1 a perceber (STONE, 2014, p. 15).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro texto fundador dos<strong><em> Trans Studies<\/em><\/strong>, <em><strong>Gender Outlaw<\/strong><\/em>, de <strong>Kate Bornstein <\/strong>(1994), parece atender ao chamado de <strong>Stone<\/strong>. <strong>Bornstein<\/strong>, mais do que narrar sua vida transexual, \u201ca performa como uma artista, atuando suas partes sem integr\u00e1-las a uma identidade de g\u00eanero singular e est\u00e1vel\u201d (PROSSER, 1998, p. 175). Apesar de partir de uma <strong>identidade transexual l\u00e9sbica<\/strong>, <strong>Bornstein <\/strong>afirma que n\u00e3o \u00e9 \u201cnem homem nem mulher\u201d, e, a partir da transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero de sua companheira, n\u00e3o \u00e9 \u201cnem hetero nem gay\u201d (BORNSTEIN, 1994, p. 4). Se <strong>Stone <\/strong>defendia que o g\u00eanero \u00e9 mais expansivo e male\u00e1vel do que a cultura nos deixa perceber, Bornstein o v\u00ea como uma forma de opress\u00e3o: \u201cg\u00eanero [\u2026] \u00e9 algo que fazemos para evitar ou negar nossa autoexpress\u00e3o completa\u201d (BORNSTEIN, 1994, p. 45). Para a autora, o ideal de fluidez de g\u00eanero inclui tonalidades m\u00faltiplas que excedem um sistema bidimensional: um movimento que n\u00e3o parte de categorias corporificadas, mas de uma posi\u00e7\u00e3o genderless (sem g\u00eanero) onde identidade n\u00e3o \u00e9 algo que temos, mas que somos, em constante movimento (BORNSTEIN, 1994, p. 115-118). Um conceito menos tang\u00edvel, que <strong>Bornstein <\/strong>torna vis\u00edvel ao narrar as suas pr\u00f3prias <strong>experi\u00eancias pr\u00e1ticas<\/strong> e <strong>subjetivas<\/strong>. \u00c9 a partir desse local que ressignifica e ocupa o seu conceito de identidade trans: uma pessoa cuja performance de g\u00eanero questiona o construto do g\u00eanero em si (BORNSTEIN, 1994, p. 121).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na esteira desses e de outros textos iniciais, o desenvolvimento dos <strong><em>Trans Studies<\/em><\/strong> a partir dos anos 2000 vem ocorrendo atrav\u00e9s da mesma tradi\u00e7\u00e3o: autores e autoras que colocam suas experi\u00eancias pessoais como componentes de suas teoriza\u00e7\u00f5es. Acad\u00eamicos como <strong>Susan Stryker<\/strong>, <strong>Talia Mae Bettcher<\/strong>, <strong>Jack Halberstam<\/strong>, <strong>Jay Prosser <\/strong>e <strong>Vivian Namaste<\/strong>, entre muitos outros, demonstram n\u00e3o s\u00f3 que assumir a primeira pessoa no trabalho cient\u00edfico \u00e9 rico e proveitoso, mas tamb\u00e9m pode ser uma necessidade: os <strong><em>Trans Studies<\/em><\/strong> nascem, justamente, para assumir voz em uma \u00e1rea do conhecimento ent\u00e3o dominada por estere\u00f3tipos, clich\u00eas e alegoriza\u00e7\u00f5es. Assim, ao ocuparem a arena acad\u00eamica a partir da primeira pessoa, atuam diretamente na forma autocorretiva da <strong>ci\u00eancia<\/strong>, e suas contribui\u00e7\u00f5es afetam n\u00e3o s\u00f3 os sujeitos diretos dos <strong><em>Trans Studies<\/em><\/strong>, mas tamb\u00e9m contribuem com campos subjacentes como a <strong>sociologia<\/strong>, a <strong>antropologia<\/strong>, a <strong>filosofia<\/strong> e a <strong>comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BORNSTEIN, Kate. Gender Outlaw: On Men, Women, and the Rest of Us. New York: Routledge, 1994.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&#8217;BRIEN, Jodi. Seeing Agnes: Notes on a Transgender Biocultural Ethnomethodology. Symbolic Interaction, v. 39, n. 2, p. 306-329, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PEIRCE, C. S. Collected Papers of Charles Sanders Peirce. Vol. 1-8. Hartshorne, C.; Weiss, P; Burks, A. (eds.). Cambridge: Harvard University Press, 1931-1958.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PROSSER, Jay. Second Skins: The Body Narratives of Transsexuality. New York: Columbia University Press, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STONE, Sandy. The Empire Strikes Back: A Posttranssexual Manifesto. 2014. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/sandystone.com\/empire-strikes-back.pdf\">http:\/\/sandystone.com\/empire-strikes-back.pdf<\/a>. Acesso em: 19 jun. 22.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">STRYKER, Susan; CURRAH, Paisley. Introduction. TSQ: Transgender Studies Quarterly, v. 1, n. 1-2, p. 1-18, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VALENTINE, David. Imagining Transgender: An Ethnography of a Category. Durham: Duke University Press, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VIDAL-ORTIZ, Salvador. Transgender and Transsexual Studies: Sociology&#8217;s Influence and Future Steps. Sociology Compass, v. 2, n. 2, p. 433-450, 2008.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como citar este artigo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SEVERO, Ta\u00eds. Separa\u00e7\u00e3o entre pesquisador e objeto? as vozes dos <em>trans studies<\/em>. 2022. Edi\u00e7\u00e3o: Ricardo Machado. Dispon\u00edvel em: ufrgs.br\/corporalidades\/separacao-entre-pesquisador-e-objeto-as-vozes-dos-trans-studies. Acesso em: 30 Jun. 2022.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ta\u00eds Severo faz uma genealogia de textos e autores que trabalham com os Trans Studies e aborda a rela\u00e7\u00e3o entre pesquisa e pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[172,506,504,489,286,181,492,179,34,253,501,500,498,499,487,488,271,192,379,503,512,517,505,507,518,508,513,514,509,490,493,173,494,497,510,496,491,511,283,495,515,516,486,502,519],"class_list":["post-3072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-antropologia","tag-canary-conn","tag-christine-jorgensen","tag-ciencia","tag-ciencias-sociais","tag-comunicacao","tag-comunidade-academica","tag-corpo","tag-corporalidades","tag-corpos","tag-culturas-queer","tag-decoloniais","tag-epistemologias-pos-estruturalistas","tag-estudos-culturais","tag-estudos-trans","tag-fazer-cientifico","tag-feminismo","tag-filosofia","tag-genero","tag-hedy-jo-star","tag-inteligibilidade-cultural","tag-jack-halberstam","tag-jan-morris","tag-janet-mock","tag-jay-prosser","tag-jazz-jennings","tag-judith-butler","tag-kate-bornstein","tag-laura-jane-grace","tag-modernidade","tag-peirce","tag-pesquisa","tag-pesquisador","tag-pessoas-trans","tag-prosser","tag-reconhecimento-identitario","tag-revisao-por-pares","tag-sandy-stone","tag-sociologia","tag-subjetividades-trans","tag-susan-stryker","tag-talia-mae-bettcher","tag-trans-studies","tag-valentine","tag-vivian-namaste"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Separa\u00e7\u00e3o entre pesquisador e objeto? 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