{"id":3111,"date":"2022-09-02T20:54:47","date_gmt":"2022-09-02T23:54:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/?p=3111"},"modified":"2022-09-02T22:36:05","modified_gmt":"2022-09-03T01:36:05","slug":"revisitando-john-deely-ficha-de-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/revisitando-john-deely-ficha-de-leitura\/","title":{"rendered":"Revisitando John Deely \u2013 ficha de leitura"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fabricio Silveira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sob a alega\u00e7\u00e3o de que faltava \u201cna <strong>literatura semi\u00f3tica<\/strong> um tratado unificador\u201d que pudesse delinear \u201cas bases que ap\u00f3iam a pr\u00f3pria id\u00e9ia de uma <strong>investiga\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica<\/strong> em geral, um tratado que forne\u00e7a um mapa da semiose e a apresente como um fen\u00f4meno integral\u201d, o norte-americano<strong> John Deely<\/strong> procurou, em seu <strong><em>Semi\u00f3tica B\u00e1sica<\/em><\/strong> (1990), al\u00e9m de preencher essa lacuna, tirar o car\u00e1ter puramente \u201coperativo\u201d das grades conceituais elaboradas por <strong>Charles Sanders Peirce<\/strong> (1839-1914) e desfazer os \u201cesquematismos\u201d com que, por vezes, a semi\u00f3tica peirceana \u00e9 apresentada. Deely quer dar uma vis\u00e3o \u201corg\u00e2nica\u201d da <strong>doutrina dos signos<\/strong> postulada por Peirce e apresent\u00e1-la como um todo de rela\u00e7\u00f5es complexas, interligadas e interdependentes, que s\u00f3 tem a perder com vis\u00f5es fragmentadoras e esquem\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deely parte de um r\u00e1pido sobrev\u00f4o pela teoria semi\u00f3tica de Peirce para, em seguida, discutir os aspectos metodol\u00f3gicos da pesquisa acerca dos signos e de seu proceder espec\u00edfico. Nesse ponto, a quest\u00e3o central, para Deely, \u00e9 <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>se a <strong>semi\u00f3tica<\/strong>, ao estabelecer-se, continuar\u00e1 a obsess\u00e3o que a filosofia moderna tem com o m\u00e9todo, ou se ela estabelecer\u00e1 seu arcabou\u00e7o te\u00f3rico com riqueza e flexibilidade suficientes para abranger todo o campo dos fen\u00f4menos da significa\u00e7\u00e3o com toda a variedade e flexibilidade de m\u00e9todos que seu eventual entendimento ir\u00e1 evocar <\/p><cite>Deely, 1990<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Deely, <strong>um m\u00e9todo pressup\u00f5e (e precisa de) um ponto de vista<\/strong> e esse, quanto mais rico for, far\u00e1 uso de tantos m\u00e9todos quantos forem precisos. A <strong>semi\u00f3tica<\/strong>, por sua vez, fornece, antes de tudo, n\u00e3o um m\u00e9todo, mas <strong>um ponto de vista<\/strong>, que<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>se expande para incluir todo o fen\u00f4meno da comunica\u00e7\u00e3o humana \u2013 n\u00e3o apenas a linguagem \u2013 e, tanto depois quanto como em conseq\u00fc\u00eancia disso, os fen\u00f4menos culturais como incorporadores dos da natureza e, ao mesmo tempo, em sua diferen\u00e7a deles.<\/p><cite>Deely, 1990<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguir, Deely procura deter-se, em cap\u00edtulos espec\u00edficos, na defini\u00e7\u00e3o do <strong>objeto da investiga\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica \u2013 <\/strong>a <em><strong>semiose<\/strong> <\/em>\u2013 e na defini\u00e7\u00e3o do conceito de signo \u2013 o ve\u00edculo da semiose. Nos cap\u00edtulos seguintes, s\u00e3o abordadas algumas manifesta\u00e7\u00f5es particulares do fen\u00f4meno da semiose: a <strong>zoossemi\u00f3tica <\/strong>e a <strong>antropossemi\u00f3tica <\/strong>(no cap\u00edtulo 5), a <strong>fisiossemiose<\/strong> e a <strong>fitossemiose <\/strong>(no cap\u00edtulo 6).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"539\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/john_deely.png\" alt=\"Imagem com retrato de John Deely em preto e branco com fundo escuro\" class=\"wp-image-3116\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/john_deely.png 800w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/john_deely-300x202.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/john_deely-768x517.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Imagem: Wkimedia Commnos<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Categorias semi\u00f3ticas<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>antropossemi\u00f3tica<\/strong>, por exemplo, segundo Deely, <em>se refere \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos signos atrav\u00e9s do desenvolvimento de modalidades semi\u00f3ticas entre os humanos e outros animais<\/em>, da linguagem da esp\u00e9cie humana e, consequentemente, de tradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais em geral; a <strong>zoossemi\u00f3tica <\/strong>se<em> preocupa com os processos semi\u00f3sicos entre animais, entre plantas e animais, e entre animais e o mundo f\u00edsico<\/em>; a <strong>fisiossemiose <\/strong>diz respeito aos p<em>rocessos de semiose no ambiente f\u00edsico enquanto tal<\/em>; por \u00faltimo, a <strong>fitossemiose <\/strong>estuda <em>modalidades semi\u00f3sicas entre vegetais e entre plantas e o ambiente f\u00edsico<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alegando que a hist\u00f3ria e a <strong>teoria da semi\u00f3tica<\/strong> se entrela\u00e7am e crescem juntas, Deely busca, no cap\u00edtulo final, tra\u00e7ar o esbo\u00e7o da evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da pesquisa e das inquieta\u00e7\u00f5es semi\u00f3ticas. O grande m\u00e9rito de Deely, nesta altura do trabalho, \u00e9, al\u00e9m de costurar dentro da perspectiva hist\u00f3rica os temas que vinha tratando at\u00e9 ent\u00e3o, trazer \u00e0 baila dois autores que, mesmo de grande import\u00e2ncia para a investiga\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre o tema, vieram sendo postos \u00e0 margem e que, s\u00f3 recentemente, v\u00eam tendo suas obras publicadas e v\u00eam sendo trabalhados com mais vigor. S\u00e3o eles: o portugu\u00eas <strong>Jo\u00e3o Poinsot<\/strong>, que viveu no s\u00e9culo XVII e cujo pensamento, segundo <strong>Sebeok <\/strong>(citado por Deely), \u201cdecididamente pertence \u00e0quela corrente (semi\u00f3tica) na qualidade de \u2018elo perdido\u2019 entre os antigos e os modernos na hist\u00f3ria da semi\u00f3tica, ao mesmo tempo um piv\u00f4 e uma linha de demarca\u00e7\u00e3o entre duas enormes paisagens intelectuais\u201d; e <strong>Jakob von Uexk\u00fcll<\/strong>, que vem \u201csurgindo no panorama contempor\u00e2neo como talvez o pensador mais importante para o entendimento das condi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas da nossa experi\u00eancia do mundo nos termos exigidos pela semi\u00f3tica\u201d. Para Deely, a semi\u00f3tica surge atrav\u00e9s de Peirce, mas encontrava-se em estado germinal em Poinsot.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em s\u00edntese, o maior objetivo de Deely, al\u00e9m daqueles referidos inicialmente, \u00e9 ampliar ao m\u00e1ximo o conceito de \u201c<strong><em>semiose<\/em><\/strong>\u201d, aplicando-o aos fen\u00f4menos f\u00edsicos e biol\u00f3gicos em geral. Sem d\u00favida, uma empreitada pretensiosa. A semiose ou \u201ca\u00e7\u00e3o dos signos\u201d, segundo Deely, \u201c\u00e9 o termo t\u00e9cnico geral, utilizado para recobrir o campo sem\u00e2ntico de termos como intelig\u00eancia, mente, pensamento, que, segundo Peirce, n\u00e3o s\u00e3o privil\u00e9gios humanos. Onde quer que haja tend\u00eancia para aprender, processos autocorretivos, mudan\u00e7as de h\u00e1bito, onde quer que haja a\u00e7\u00e3o guiada por um prop\u00f3sito, a\u00ed haver\u00e1 intelig\u00eancia, esteja ela onde estiver, no p\u00f3len que fertiliza o \u00f3vulo de uma planta, no v\u00f4o de um p\u00e1ssaro, no sistema imunol\u00f3gico, na perversidade do inconsciente ou na raz\u00e3o humana\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse modo, \u201ca a\u00e7\u00e3o dos signos vai muito al\u00e9m do que chamamos \u2018l\u00edngua\u2019, mesmo que seja pela l\u00edngua que esse campo de a\u00e7\u00e3o s\u00edgnica nos [seja e] \u00e9 revelado\u201d. \u201cDentro desse enquadramento\u201d, continua Deely, \u201ca semiose, como objeto da investiga\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica, estabelece nada mais nada menos que uma nova perspectiva e novos fundamentos para a totalidade do conhecimento humano, n\u00e3o apenas para as chamadas ci\u00eancias humanas e sociais, como j\u00e1 vimos na tradi\u00e7\u00e3o parcial da <strong>semiologia saussureana<\/strong>. Isso \u00e9 verdadeiro tamb\u00e9m para as chamadas ci\u00eancias exatas e naturais, precisamente porque elas surgem das experi\u00eancias e dos <strong>processos antropossemi\u00f3ticos<\/strong> e dependem deles para seu desenvolvimento de maneira geral, como a tradi\u00e7\u00e3o mais abrangente da semi\u00f3tica depois de Peirce come\u00e7ou a delinear\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"272\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/semiotica_basica-capa.png\" alt=\"Capa do livro Semi\u00f3tica B\u00e1sica, de John Deely, publicado em 1990\" class=\"wp-image-3114\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/semiotica_basica-capa.png 272w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/semiotica_basica-capa-193x300.png 193w\" sizes=\"auto, (max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o capa do livro de Semi\u00f3tica B\u00e1sica<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Doutrina da semiose<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 neste ponto, conforme Deely, \u201cque a doutrina dos signos chegou a um est\u00e1gio fundamental em sua evolu\u00e7\u00e3o: <strong>Peirce <\/strong>percebeu que o desenvolvimento pleno da semi\u00f3tica como um \u2018corpus\u2019 distinto do conhecimento exigia uma vis\u00e3o din\u00e2mica da significa\u00e7\u00e3o enquanto processo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse ritmo, coloca uma certa quest\u00e3o: ao ter como objeto de investiga\u00e7\u00e3o a semiose, a semi\u00f3tica coloca-se, no dizer de L\u00facia Santaella, \u201cnuma posi\u00e7\u00e3o de metadisciplina\u201d, o que traz \u00e0 tona o seguinte impasse: ao mesmo tempo em que a semi\u00f3tica peirceana permite detalhar, mapear e analisar todo e qualquer tipo de semiose, em linhas gerais, seu poder de detalhamento descritivo concreto de cada processo s\u00edgnico \u00e9 muito pequeno. Para tanto, conforme, ainda, Santaella, \u201csua teoria [semi\u00f3tica] precisa do di\u00e1logo e intera\u00e7\u00e3o com teorias mais particulares e espec\u00edficas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aspecto central da proposta de Deely \u00e9 a <strong>\u201c<em>semiose<\/em>\u201d, a a\u00e7\u00e3o do signo<\/strong>, n\u00e3o o signo como entidade monol\u00edtica e petrificada, inerte e \u201cdura\u201d. A semi\u00f3tica de Deely \u00e9 antes a \u201c<strong>doutrina da semiose<\/strong>\u201d, mais do que a \u201cdoutrina dos signos\u201d. A semiose mostra-se como o processo de reavalia\u00e7\u00e3o, retomada e crescimento constante do universo s\u00edgnico, \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o e a redefini\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos processos mentais, culturais e, como tentam mostrar <strong>Deely<\/strong>, <strong>Sebeok <\/strong>e outros, dos processos f\u00edsicos e biol\u00f3gicos em geral.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">DEELY, John. <strong>Semi\u00f3tica B\u00e1sica<\/strong>. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1990. Traduzido por J\u00falio Pinto (UFMG).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como citar este artigo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVEIRA, Fabricio. Revisitando John Deely \u2013 ficha de leitura.. 2022. Edi\u00e7\u00e3o: Ricardo Machado. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/revisitando-john-deely-ficha-de-leitura\/. Acesso em: 02. set. 2022.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste texto, Fabricio Silveira retoma uma obra pouco debatida no universo das discuss\u00f5es semi\u00f3ticas, mas muito rica conceitualmente <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3115,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[569,564,563,570,571,560,574,572,562,559,561,565,566,573,575,567,568],"class_list":["post-3111","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-antropossemiotica","tag-charles-sanders-peirce","tag-doutrina-dos-signos","tag-fisiossemiose","tag-fitossemiose","tag-investigacao-semiotica","tag-jakob-von-uexkull","tag-joao-poinsot","tag-john-deely","tag-literatura-semiotica","tag-mapa-da-semiose","tag-metodo","tag-ponto-de-vista","tag-sebeok","tag-semiologia-saussureana","tag-semiose","tag-zoossemiotica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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