{"id":3125,"date":"2022-09-20T08:00:32","date_gmt":"2022-09-20T11:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/?p=3125"},"modified":"2022-09-20T10:42:05","modified_gmt":"2022-09-20T13:42:05","slug":"ate-que-a-dignidade-seja-costume-sobre-sentir-com-os-objetos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ate-que-a-dignidade-seja-costume-sobre-sentir-com-os-objetos\/","title":{"rendered":"At\u00e9 que a dignidade seja costume: sobre \u201csentir\u201d com os objetos"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><strong>Danielle Miranda<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201c\u00a1<strong>Marichiweu! \u00a1Marichiweu! \u00a1Marichiweu<\/strong><\/em>!\u201d<br>(Dez vezes venceremos!, Dez vezes venceremos!, Dez vezes venceremos!)<\/p><cite>Encerramento do discurso da l\u00edder mapuche e linguista Elisa Lonc\u00f3n ap\u00f3s ter sido eleita Presidente da Conven\u00e7\u00e3o Constitucional do Chile, em julho de 2021<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Discurso completo de Elisa Loncon como presidenta de la Convenci\u00f3n Constitucional\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NAyy88Gk7WE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em abril deste ano, <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/reativar-a-experiencia-do-corpo-na-rua-na-investigacao-e-na-pratica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">escrevi aqui no blog<\/a><\/strong><a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> do <strong>Corporalidades<\/strong> sobre o retorno do <strong>corpo reunido<\/strong>, coletivizado nas ruas, atrav\u00e9s da experi\u00eancia da marcha do <strong>Dia Internacional das Mulheres em 2022<\/strong>, ap\u00f3s todo o afastamento imposto pela pandemia covid-19. Mais uma vez, \u00e9 a experiencia da luta enquanto experi\u00eancia do corpo que impulsiona esta escrita. Dessa vez, no entanto, partilho algo que me afetou de um modo mais entristecido. Explico: tendo como foco na minha pesquisa de <strong>doutorado <\/strong>o <strong>corpo em movimentos de protestos<\/strong> anti-sist\u00eamicos nas ruas, li e acompanhei com interesse a <strong>revolta chilena<\/strong> que eclodiu em 2019 e cujos protestos culminaram na elei\u00e7\u00e3o de uma <strong>Conven\u00e7\u00e3o Constituinte<\/strong> respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o de uma nova <strong>Constitui\u00e7\u00e3o <\/strong>em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 vigente, elaborada no governo de Augusto Pinochet. Desenvolvido em um grupo com maioria antineoliberal, paridade de g\u00eanero, reserva de assentos para os povos ind\u00edgenas e presid\u00eancia ocupada por <strong>Elisa Lonc\u00f3n<\/strong>, uma mulher mapuche, o texto final foi levado a plebiscito neste 4 de setembro de 2022. <strong>Como n\u00e3o h\u00e1 fazer investigativo sem a implica\u00e7\u00e3o subjetiva do pesquisador<\/strong>, nesta semana, ao saber que o <strong><em>Rechazo<\/em> <\/strong>ganhou e o texto n\u00e3o foi aprovado, <strong>chorei<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Devem-nos uma vida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez a alguns pare\u00e7a um excessivo emaranhamento com o objeto de pesquisa. A proximidade em demasia, de fato, deve ser constantemente vigiada, para que n\u00e3o interfira na nossa capacidade de compreens\u00e3o dos acontecimentos. Por\u00e9m, assim como <strong>Grada Kilomba<\/strong>, n\u00e3o considero a minha posi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica como a de um \u201csujeito distante que olha para os objetos de an\u00e1lise\u201d, mas trabalho em busca de uma \u201csubjetividade consciente\u201d (KILOMBA, 2019). \u201cOlho\u201d os objetos e sou atravessada por eles. Como doutoranda que tamb\u00e9m \u00e9 <strong>mulher brasileira<\/strong>,<strong> latino-americana<\/strong>, imigrante fora do seu continente, e diante de um aprofundamento vis\u00edvel da degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida no meu pa\u00eds de origem e os modos como as lutas se interseccionam internacionalmente, interrogo: como n\u00e3o se afetar?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os <em>slogans <\/em>que marcam principalmente o per\u00edodo de outubro de 2019 a mar\u00e7o de 2020 (quando surge a pandemia) nas ruas chilenas ocupadas pelo <em><strong>baile de los que sobran<\/strong><\/em>\u00a0 (ou, dan\u00e7a dos exclu\u00eddos) evidenciam a transversalidade e intensidade das reivindica\u00e7\u00f5es que desembocam na decis\u00e3o de substituir a Constitui\u00e7\u00e3o pinochetista. \u201c<em><strong>Nos deben una vida<\/strong><\/em>\u201d [Devem-nos uma vida<em>]<\/em>; \u201c<em><strong>Hasta que la dignidade sea costumbre<\/strong><\/em>\u201d [At\u00e9 que a dignidade seja costume]; \u201c<em><strong>Hasta que valga la pena vivir<\/strong>\u201d <\/em>[At\u00e9 que valha a pena viver]; \u201c<em><strong>Que nos devuelvan la vida que nos robaron<\/strong> <\/em>[Devolvam-nos a vida que nos roubaram]; \u201c<em><strong>No es sequ\u00eda, es saqueo<\/strong><\/em>\u201d [N\u00e3o \u00e9 seca, \u00e9 saque]<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>. Os sentidos t\u00e3o vitalistas presentes nessas frases demonstram uma revolta contra formas de precariedade que excedem as rela\u00e7\u00f5es de trabalho: referem-se a tudo que \u00e9 da ordem do vivente. S\u00e3o palavras de ordem coerentes com o seu tempo e com um pa\u00eds brutalmente endividado, em que a profundidade das pr\u00e1ticas neoliberais levou a modos de vida que giram em torno da d\u00edvida (Chile em chamas, 2021). \u00c9 da vida, ao n\u00edvel mais molecular, que se trata.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o s\u00e3o ideias in\u00e9ditas no vasto campo dos protestos. Houve aqui, com as suas especificidades e atrav\u00e9s da resist\u00eancia dos corpos<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>, de significantes como o da bandeira mapuche e nas exig\u00eancias t\u00e3o amplas dos sujeitos, a configura\u00e7\u00e3o de um modo de coletivizar a experi\u00eancia da sensa\u00e7\u00e3o de brutalidade com que a falta de dignidade se instalou na exist\u00eancia chilena. <strong>Como n\u00e3o sentir?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Molecularizar os objetos de an\u00e1lise<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fui surpreendida pelo meu pr\u00f3prio corpo ao n\u00e3o conseguir conter as l\u00e1grimas imediatamente ao ler o resultado do plebiscito<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>. Uma sensa\u00e7\u00e3o cinzenta, de reconhecimento da grandeza da mobiliza\u00e7\u00e3o para se chegar at\u00e9 aqui e, mesmo que sem uma surpresa absoluta, a frustra\u00e7\u00e3o com a <strong>derrota \u00a0do <em>Apruebo<\/em><\/strong>. Mas junto a uma esp\u00e9cie de luto moment\u00e2neo sentido sobre os fluxos de um dos meus \u201cobjetos\u201d estudados, vieram alertas, as perguntas, e pretendo dar-lhes espa\u00e7o enquanto gesto questionador t\u00e3o essencial a qualquer pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se \u00e9 sobre os n\u00edveis moleculares da vida que a explos\u00e3o chilena recai, com <strong>Guattari <\/strong>(1977, 1990) lembramos que uma revolu\u00e7\u00e3o molecular dev\u00e9m da pr\u00e1tica, de viv\u00eancias outras, experimenta\u00e7\u00e3o radical, abertura a outros poss\u00edveis. E a\u00ed, o que emerge \u00e9 sempre imprevis\u00edvel. O imponder\u00e1vel que se abre na experimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da sua for\u00e7a e de sua radicalidade. A ideia de revolu\u00e7\u00e3o molecular em Guatarri nos coloca ainda perante a no\u00e7\u00e3o de conjuntos de transversais. O que h\u00e1 em comum, o que atravessa os sujeitos de uma revolta t\u00e3o heterog\u00eanea? Como compreender essa heterogeneidade que, no Chile, se comp\u00f5e com seus estudantes secundaristas, o movimento feminista como grande for\u00e7a mobilizadora, as perspectivas ind\u00edgenas como chave de leitura, o ativismo ecol\u00f3gico, aposentados desamparados pelos efeitos da privatiza\u00e7\u00e3o dos fundos de pens\u00e3o, trabalhadores, desempregados, os jovens e a subjetividade antiautorit\u00e1ria, <em>antipaco<\/em>, cada vez mais presente &#8211; \u00a0todos endividados, empobrecidos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com esta muito breve descri\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio anterior ao plebiscito de 04 de setembro, a op\u00e7\u00e3o do <strong><em>Apruebo<\/em> <\/strong>podia parecer incontorn\u00e1vel. E a\u00ed, a vida acontece e nos mostra que, ao tentar apreender a pluralidade em uma finalidade \u00fanica, podemos produzir perspectivas totalizantes dessa mesma multiplicidade. <strong>Em Guattari, \u00e9 essencial reconhecer no uno, o m\u00faltiplo<\/strong>; buscar obsessivamente a heterogeneidade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o paralisar o m\u00faltiplo. Para o autor, para progredir, uma an\u00e1lise deve ir em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 moleculariza\u00e7\u00e3o do seu objeto (GUATTARI, 2020), recha\u00e7ar simplifica\u00e7\u00f5es. A <strong>moleculariza\u00e7\u00e3o <\/strong>\u00e9 tamb\u00e9m sobre imaginar, forjar outras realidades. Subordinar o molar ao molecular, ele diria com <strong>Deleuze <\/strong>no <strong><em>Anti-\u00c9dipo<\/em><\/strong>. Como, dessa heterogeneidade, dessa mescla de demandas e for\u00e7as independentes, vai se constituir a resposta a t\u00e3o profundas reivindica\u00e7\u00f5es na revolta de 2019? Certamente, esta n\u00e3o faz parte das perguntas de pesquisa da minha futura tese.\u00a0 Mas, com o acontecido dessa semana, fui reler <strong>Guattari <\/strong>para lembrar, na vida pol\u00edtica e na pesquisa, de atenta e repetidamente evitar as cristaliza\u00e7\u00f5es, e, ali <strong>onde se constitui um coletivo, n\u00e3o restituir a unidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E como ainda haver\u00e1 tese e ainda haver\u00e1 luta, deixo mais lembretes (e um pouco de beleza) para um momento <em>gris<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>N\u00e3o aceito quando dizem que o fim \u00e9 cinza<\/p><p>Eu vejo o cinza como um in\u00edcio em cor<\/p><p>Quando tudo finda, dizem, virou cinza<\/p><p>Equ\u00edvoco, pois cinza cura, poesia eu sou<\/p><p>Um traje cinza lembra a fidalguia<\/p><p>Quarta-feira cinza \u00e9 dia de louvor<\/p><p>Vamos celebrar<\/p><p>O amor h\u00e1 de renascer das cinzas<\/p><p>Vamos festejar<\/p><p>O cinza com amor<\/p><p>Gota de orvalho prateada \u00e9 cinza<\/p><p>Massa encef\u00e1lica \u00e9 cinza, amor<\/p><p>A purifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se faz com cinza<\/p><p>F\u00eanix renasceu das cinzas com honor<\/p><p>S\u00f3 quero dengo quando o dia \u00e9 cinza<\/p><p>Ler poesia e cantar o sol<\/p><p>Dedilho a viola e sonho colorido<\/p><p>Me vejo no amante que o cinza desnudou<\/p><p>&#8230;<\/p><cite><em>Amor cinza<\/em>, Mateus Aleluia<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Fabiana Aleluia e Mateus Aleluia _ Amor Cinza\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FYXNdEVtAA4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Notas de Rodap\u00e9<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Aqui pode ser direcionado para o Link do texto no blog corporalidades, por favor: https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/reativar-a-experiencia-do-corpo-na-rua-na-investigacao-e-na-pratica\/<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> O caso da privatiza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e a situa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas quartos da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que vivem em zonas declaradas de emerg\u00eancia h\u00eddrica \u2013 ocasionada tamb\u00e9m pelo uso intensivo de \u00e1gua das mineradoras, hidrel\u00e9tricas e dos cultivos de abacate voltado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, inclusive em \u00e1reas menos f\u00e9rteis &#8211; \u00e9 um exemplo da espolia\u00e7\u00e3o praticada pelo extrativismo transandino e um dos eixos centrais da revolta (Chile em chamas, 2021). Em janeiro de 2020, doze senadores da direita vetaram um projeto que buscava declarar a \u00e1gua como bem de uso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Entre outubro de 2019 e fevereiro de 2020, em n\u00fameros aproximados e divulgados, o governo do presidente Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era prendeu 22 mil pessoas, feriu quatro mil, recebeu a den\u00fancia por tortura de cerca de mil cidad\u00e3os, produziu les\u00f5es oculares em 460 chilenos \u2013 destas, 66% causadas por disparos -, assassinou 27 vidas, tudo dentro de um regime democr\u00e1tico. (Chile em chamas, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> \u00a0A proposta para Nova Constitui\u00e7\u00e3o foi rejeitada com 62% dos votos contra 32% de aprova\u00e7\u00e3o. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">KILOMBA, Grada. Mem\u00f3rias de planta\u00e7\u00e3o: epis\u00f3dios de racismo quotidiano. Lisboa, Orfeu Negro, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CHILE EM CHAMAS: a revolta antineoliberal. S\u00e3o Paulo, Tinta Lim\u00f3n, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GUATTARI, F\u00e9lix. As tr\u00eas ecologias. Tradu\u00e7\u00e3o Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GUATTARI, Felix. Las luchas del deseo. Santiago de Chile, P\u00f3lvora, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GUATARRI, F\u00e9lix. Revolu\u00e7\u00e3o molecular: pulsa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do desejo. S\u00e3o Paulo: Editora Brasiliense, 1977.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como citar este artigo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MIRANDA, Danielle. At\u00e9 que a dignidade seja costume: sobre \u201csentir\u201d com os objetos. 2022. Edi\u00e7\u00e3o: Ricardo Machado. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ate-que-a-dignidade-seja-costume-sobre-sentir-com-os-objetos\/\">https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/ate-que-a-dignidade-seja-costume-sobre-sentir-com-os-objetos\/<\/a>. Acesso em: 20. set. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste sens\u00edvel texto, Danielle Miranda reflete sobre a derrota da nova Constitui\u00e7\u00e3o Chilena e sugere porqu\u00ea devemos seguir lutando<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[589,586,581,579,576,34,590,577,578,582,584,587,585,588,583,580],"class_list":["post-3125","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-anti-edipo","tag-apruebo","tag-constituicao","tag-corpo-em-movimentos-de-protestos","tag-corpo-reunido","tag-corporalidades","tag-deleuze","tag-dia-internacional-das-mulheres-em-2022","tag-doutorado","tag-elisa-loncon","tag-grada-kilomba","tag-guattari","tag-latino-americana","tag-molecularizacao","tag-rechazo","tag-revolta-chilena"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - 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