{"id":3175,"date":"2022-10-04T08:00:00","date_gmt":"2022-10-04T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/?p=3175"},"modified":"2022-10-04T11:10:48","modified_gmt":"2022-10-04T14:10:48","slug":"licoes-de-semiotica-estruturalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/licoes-de-semiotica-estruturalista\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es de Semi\u00f3tica Estruturalista"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gilmar Montargil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 de suma import\u00e2ncia uma inser\u00e7\u00e3o \u2013 mesmo que b\u00e1sica \u2013 na <strong>Semi\u00f3tica Estruturalista<\/strong>. Conceitos como <strong>signo<\/strong>, <strong>valor de signo<\/strong>, <strong>arbitrariedade<\/strong>, <strong>paradigma <\/strong>e <strong>sintagma<\/strong>, <strong>forma<\/strong> e <strong>subst\u00e2ncia<\/strong>, <strong>diacronia <\/strong>e <strong>sincronia<\/strong>, <strong>plano de express\u00e3o<\/strong> e <strong>plano de conte\u00fado<\/strong>, <strong>conotativo<\/strong> e <strong>denotativo <\/strong>v\u00e3o permear n\u00e3o somente outras teorias semi\u00f3ticas e variados campos cient\u00edficos como tamb\u00e9m nos ajudam a pensar as rela\u00e7\u00f5es sociais e de <strong>significa\u00e7\u00e3o <\/strong>com o mundo para al\u00e9m do lingu\u00edstico, incluindo tamb\u00e9m as imagens, o gesto, a roupa e at\u00e9 o que comemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 ir\u00f4nico pensar que o <strong>Estruturalismo <\/strong>\u00e9 uma corrente de pensamento que nasce de forma espont\u00e2nea, sem engajamento de determinado grupo ou emergida no em torno de um projeto. <strong>Ferdinand de Saussure<\/strong> (1857-1913), por exemplo, n\u00e3o deixou nada escrito a respeito de suas teorias, restando a alunos a miss\u00e3o de costurar anota\u00e7\u00f5es de suas aulas no livro p\u00f3stumo <em><strong>Curso de Lingu\u00edstica Geral<\/strong><\/em>, de 1916. Considerado como um marco no que tange \u00e0s estruturas e como elas operam na nossa constru\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, <strong>Saussure<\/strong> (2006) ainda vai disseminar uma ideia de que haveria uma Ci\u00eancia a ser criada que daria conta de todos os sistemas de significa\u00e7\u00e3o, denominando-a de <strong>Semiologia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os preceitos saussurianos ganham o mundo e ser\u00e3o reelaborados pela <strong>Escola de Praga <\/strong>e pela <strong>Escola de Copenhague<\/strong>, sobretudo por <strong>Louis Hjelmslev<\/strong> nos anos 1930 e 1940; e, por <strong>Roland Barthes<\/strong>, <strong>Claude L\u00e9vi-Strauss<\/strong>, <strong>Benveniste<\/strong>, <strong>Greimas<\/strong>, <strong>Lacan<\/strong>, entre outros, a partir dos anos 1950. O afino dos conceitos saussurianos e suas aplica\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas permitiram reconhecer n\u00e3o s\u00f3 os modos como estruturamos a linguagem a partir dos signos lingu\u00edsticos, mas tamb\u00e9m como o social \u00e9 um sistema permeado por diversas estruturas que possuem algumas possibilidades de atualiza\u00e7\u00e3o. Em <em><strong>O Pensamento Selvagem<\/strong><\/em> de 1962, o antrop\u00f3logo L\u00e9vi-Strauss a partir de amplo estudo etnogr\u00e1fico concluiu que ind\u00edgenas e as pessoas ditas civilizadas possuem a mesma forma de estruturar o pensamento, quebrando o argumento secular de superioridade entre os selvagens e os ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso permite reconhecer na contemporaneidade que o racismo, a transfobia e at\u00e9 mesmo a arquitetura que desprivilegia pessoas com defici\u00eancia, entre outras formas de preconceito, s\u00e3o gestos ainda internalizados que estruturam a maneira como se molda o mundo, a nossa vida e as rela\u00e7\u00f5es \u2013 que se efetuar\u00e3o sempre a partir de sistemas de linguagens. O racismo, a despeito de an\u00e1lise, n\u00e3o se efetua somente a partir do uso de signos lingu\u00edsticos pejorativos, mas tamb\u00e9m em um atravessar na rua, na falta de representatividade de corporalidades negras nas novelas, na dificuldade de encontrar bonecas que n\u00e3o sejam brancas e louras. Todas essas situa\u00e7\u00f5es est\u00e3o atravessadas pela linguagem, e, portanto, estruturam a forma como olhamos, relacionamos e significamos tais sujeitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo, apesar de os conceitos estruturalistas terem surgido h\u00e1 mais de cem anos, eles ainda s\u00e3o fecundos para a an\u00e1lise de diversos problemas sociais, em especial, na an\u00e1lise dos processos comunicacionais e midi\u00e1ticos contempor\u00e2neos. Como se d\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de um meme? Como a publicidade se utiliza da linguagem persuasiva? Quais mudan\u00e7as semi\u00f3ticas ocorrem em uma diacronia? O que um determinado plano cinematogr\u00e1fico quer significar ao espectador? Estas e outras perguntas podem ser respondidas a partir da<strong> Semi\u00f3tica Estruturalista<\/strong>, desde que fa\u00e7amos um esfor\u00e7o de atualiza\u00e7\u00e3o da teoria. Apesar de o Estruturalismo ser considerado datado, velho, ineficiente, quando realizamos este movimento de recupera\u00e7\u00e3o e reelabora\u00e7\u00e3o de conceitos para nossos dilemas atuais, eles se mostram muito \u00fateis \u2013 n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel de an\u00e1lise ou reconhecimento das semioses (das formas, daquilo que estrutura, do belo), mas tamb\u00e9m, a n\u00edvel de constru\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, como podemos criar uma pe\u00e7a comunicacional e como podemos estruturar o mundo de outra forma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse caminho, o desafio dentro da sala de aula \u00e9 fazer os alunos de <strong>Comunica\u00e7\u00e3o <\/strong>instrumentalizar todos esses conceitos da <strong>Semi\u00f3tica Estruturalista<\/strong> \u2013 um exerc\u00edcio de colocar em pr\u00e1tica o conhecimento. No \u00e2mbito da Faculdade de Biblioteconomia e Comunica\u00e7\u00e3o (Fabico) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), temos inserido um m\u00f3dulo de <strong>Semi\u00f3tica Estruturalista<\/strong> na disciplina de <strong>Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica <\/strong>como base para alunos da Gradua\u00e7\u00e3o em<strong> Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas<\/strong>, <strong>Publicidade e Propaganda <\/strong>e <strong>Jornalismo<\/strong>. Como atividade avaliativa, provocamos o alunado a analisar tr\u00eas capas de livros da trilogia <em><strong>Wolf Hall<\/strong><\/em>, romances da renomada escritora inglesa <strong>Hilary Mantel<\/strong> que foram publicados recentemente no Brasil pela editora Todavia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"343\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-1-gilmar.png\" alt=\"Trabalho alunos da comunica\u00e7\u00e3o sobre semi\u00f3tico estruturalsita\" class=\"wp-image-3177\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-1-gilmar.png 770w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-1-gilmar-300x134.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-1-gilmar-768x342.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, os alunos foram instigados a realizarem a produ\u00e7\u00e3o de uma quarta capa com uma fotografia de celular e produ\u00e7\u00f5es caseiras, isto \u00e9, com elementos simples que utilizam no dia a dia. Para complicar, eu passo com uma caixa pela sala para que os alunos sorteiem alguns elementos obrigat\u00f3rios a serem inseridos (uma fruta, um objeto, um contexto). Vamos conferir alguns trabalhos?<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entre o paradigma e o sintagma<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na an\u00e1lise das capas, o intuito \u00e9 de que se reconhe\u00e7a aqueles elementos que nunca mudam e, portanto, s\u00e3o paradigm\u00e1ticos, fazendo parte da estrutura visual da capa; e os elementos pass\u00edveis de atualiza\u00e7\u00e3o, logo, sintagm\u00e1ticos, permitindo o aluno inserir sua identidade e reelaborar a pr\u00f3pria capa. Nesse caminho, todos os trabalhos da turma deveriam visualmente apresentar uma composi\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, uma conex\u00e3o entre as capas, no sentido que pud\u00e9ssemos ver em todas as semelhan\u00e7as e as diferen\u00e7as. Nos trabalhos de Nilton Omolodju e Ester Bertozzi, conseguimos observar que logo, selo, corte no rosto, letra centralizada, olhar para o horizonte, tipografia branca e sem serifa, entre outros elementos, asseguram uma verossimilhan\u00e7a entre si e com as capas da Todavia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"443\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-2-gilmar.png\" alt=\"Trabalho alunos da comunica\u00e7\u00e3o sobre semi\u00f3tico estruturalsita\" class=\"wp-image-3178\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-2-gilmar.png 605w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-2-gilmar-300x220.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conotando signos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns trabalhos, o que se destaca \u00e9 a conota\u00e7\u00e3o dos elementos visuais e lingu\u00edsticos. No trabalho de Maria Welter, observamos uma brincadeira com a carambola (elemento surpresa sorteado), que se transforma em colar de estrelas e d\u00e1 um ar de realeza brit\u00e2nica. J\u00e1 Mateus Rolim, sorteou o elemento cachorro-quente, de modo que reelabora visualmente a sua capa a partir dessa conota\u00e7\u00e3o da palavra, apresentando um cachorro em uma coberta, dando ao leitor esse duplo sentido do cachorro-quente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"611\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-3-gilmar.png\" alt=\"Trabalho alunos da comunica\u00e7\u00e3o sobre semi\u00f3tico estruturalsita\" class=\"wp-image-3179\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-3-gilmar.png 611w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-3-gilmar-300x213.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 611px) 100vw, 611px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O laranja ou a laranja<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos trabalhos de Matheus Riskalla e Irwing Amaral tamb\u00e9m vamos encontrar um trabalho de conota\u00e7\u00e3o. Os dois alunos sortearam o mesmo elemento: laranja. A capa de Matheus Riskalla \u00e9 interessante porque \u00e9 a pr\u00f3pria cor avermelhada que utiliza que d\u00e1 uma camada de conota\u00e7\u00e3o \u00e0 laranja; n\u00e3o sabemos se de fato \u00e9 uma laranja, se \u00e9 uma ma\u00e7\u00e3, se \u00e9 um p\u00eassego \u2013 uma dubiedade constru\u00edda tamb\u00e9m pela pose filos\u00f3fica de pegar a fruta e olhar para o horizonte. J\u00e1 a pot\u00eancia da capa de Irwing Amaral est\u00e1 na brincadeira com o\/a laranja, uma conota\u00e7\u00e3o e uma subvers\u00e3o que pode aludir uma reflex\u00e3o sobre o pr\u00f3prio g\u00eanero (o laranja\/a laranja). Sendo assim, a cor laranja se torna mais um elemento paradigm\u00e1tico (no sentido de que s\u00f3 s\u00e3o permitidos elementos alaranjados nessa capa: fundo, \u00f3culos, toalha, livro).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"607\" height=\"432\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-4-gilmar.png\" alt=\"Trabalho alunos da comunica\u00e7\u00e3o sobre semi\u00f3tico estruturalsita\" class=\"wp-image-3180\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-4-gilmar.png 607w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-4-gilmar-300x214.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conte\u00fado contaminando as formas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas capas de Marina Farias e Luis Saldivia temos uma dose de como o conte\u00fado pode contaminar a forma. Eles sortearam o contexto de her\u00f3is e a partir dessa tem\u00e1tica produziram uma quarta capa em que Homem-Aranha e Batman podem perfeitamente tomar o lugar dos sujeitos da realeza brit\u00e2nica expostos nas capas da Todavia. Para isso, realizaram um esfor\u00e7o de atualiza\u00e7\u00e3o: mudan\u00e7a de cor na letra centralizada refletindo a tem\u00e1tica do her\u00f3i, a coloca\u00e7\u00e3o de filtros, e, o que \u00e9 de se elogiar, embarcaram na proposta e se travestiram com os personagens.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"621\" height=\"432\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-5-gilmar.png\" alt=\"Trabalho alunos da comunica\u00e7\u00e3o sobre semi\u00f3tico estruturalsita\" class=\"wp-image-3181\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-5-gilmar.png 621w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-5-gilmar-300x209.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Na neve ou na praia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os trabalhos de Vinicius Savian e Alexsander Madeira refletem contextos diferentes, o primeiro em dia de neve e o segundo em um dia de praia (no fundo do mar). \u00c9 de se destacar como cada aluno atualiza sintagmaticamente a pr\u00f3pria capa a partir de contextos diferentes. Vinicius, por exemplo, n\u00e3o s\u00f3 realiza uma produ\u00e7\u00e3o com roupas de frio, como tamb\u00e9m opera com o tom branco (no fundo, na letra centralizada, na touca, no selo a na logo). O branco ajuda a conectar ao tema da neve e d\u00e1 um ar melanc\u00f3lico \u00e0 capa \u2013 sentidos j\u00e1 estruturados socialmente ao frio. Alexsander Madeira, por sua vez, comp\u00f5e uma capa que nos introduz \u00e0s f\u00e9rias, ao mar, ao ver\u00e3o \u2013 algo a ser observado n\u00e3o apenas na cor azul e no fundo mar\u00edtimo, mas tamb\u00e9m em sua interpreta\u00e7\u00e3o e express\u00e3o facial.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"615\" height=\"430\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-6-gilmar.png\" alt=\"Trabalho alunos da comunica\u00e7\u00e3o sobre semi\u00f3tico estruturalsita\" class=\"wp-image-3182\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-6-gilmar.png 615w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-6-gilmar-300x210.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cr\u00edtica social<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns trabalhos, como de Lu\u00edza Paines e Eduarda Piltcher, inseriram signos que permitem realizar uma cr\u00edtica social. No entanto, o leitor precisa se esfor\u00e7ar na leitura, pois a produ\u00e7\u00e3o de sentido n\u00e3o \u00e9 dada facilmente. Na capa de Lu\u00edza, por exemplo, remetemos ao conceito de valor de signo, para associar o capacete esportivo com a a\u00e7\u00e3o de fumar o cigarro e assim obter o efeito de reflex\u00e3o sobre a sa\u00fade. Algo que encontramos tamb\u00e9m na capa de Eduarda ao transformar a coroa do abacaxi em coroa real, mas com uma pose ir\u00f4nica que destoa de uma postura pomposa da realeza.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"674\" height=\"604\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-7-gilmar.png\" alt=\"Trabalho alunos da comunica\u00e7\u00e3o sobre semi\u00f3tico estruturalsita\" class=\"wp-image-3183\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-7-gilmar.png 674w, https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/semiotica-estruturalista-imagem-7-gilmar-300x269.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Horizontes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As capas apresentadas aqui n\u00e3o se trata das mais belas ou melhores, mas foram escolhidas justamente para nos ajudar a pensar em maneiras de aplicarmos a Semi\u00f3tica Estruturalista em sala de aula. Os alunos extrapolaram as possibilidades de utiliza\u00e7\u00e3o de conceitos como conota\u00e7\u00e3o, conte\u00fado e forma, paradigma e sintagma, entre outros, obtendo como um todo um resultado fant\u00e1stico \u2013 fazendo a n\u00f3s, professores e p\u00f3s-graduandos, \u00e0s vezes, nesse contexto, aprender mais do que repassar o que sabemos. A produ\u00e7\u00e3o de conhecimento \u00e9, sobretudo, um trabalho coletivo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00c9VI-STRAUSS, Claude. <strong>O pensamento selvagem<\/strong>. Campinas: Papirus Editora, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SAUSSURE, Ferdinand de. <strong>Curso de Lingu\u00edstica Geral.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Cultrix, 2006.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como citar este artigo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MONTARGIL, Gilmar. Li\u00e7\u00f5es de semi\u00f3tica estruturalista. 2022. Edi\u00e7\u00e3o: Ricardo Machado. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/licoes-de-semiotica-estruturalista\/. Acesso em: 4. 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