{"id":838,"date":"2012-11-30T16:46:12","date_gmt":"2012-11-30T16:46:12","guid":{"rendered":"http:\/\/corporalidades.wordpress.com\/?p=486"},"modified":"2012-11-30T16:46:12","modified_gmt":"2012-11-30T16:46:12","slug":"preparado-para-o-apocalipse-zumbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/corporalidades\/preparado-para-o-apocalipse-zumbi\/","title":{"rendered":"Preparado para o apocalipse zumbi?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/corporalidades.wordpress.com\/2012\/11\/30\/preparado-para-o-apocalipse-zumbi\/zumbi\/\" rel=\"attachment wp-att-487\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-487\" alt=\"The walking dead\" src=\"http:\/\/corporalidades.files.wordpress.com\/2012\/11\/zumbi.jpg\" width=\"560\" height=\"371\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Preparado para o Apocalipse zumbi? <\/strong><\/p>\n<p>Isso mesmo, apocalipse zumbi. Essa ideia pertence a um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, inspirado na fic\u00e7\u00e3o cientifica e no terror, e refere-se a uma infesta\u00e7\u00e3o de zumbis . Pessoas mortas que est\u00e3o, de certa forma, reanimadas. Existe quem acredite na concretiza\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio, e ainda, prepara-se para sua suposta chegada.<\/p>\n<p>Que humanos somos n\u00f3s? A que nova ra\u00e7a pertencemos? O que \u00e9 hoje a nossa corporeidade? Modificam-se o ambiente, a quest\u00e3o e os afectos: agora n\u00e3o se trata apenas do que podemos ser ou fazer, mas tamb\u00e9m, e principalmente, se podemos controlar aquilo que faremos e o resultado do que fizermos. (TUCHERMANN, 1999)<br \/>\nDe acordo com as narrativas, eles seriam tantos que seriam a esp\u00e9cie dominante na Terra. Essas criaturas atacariam a civiliza\u00e7\u00e3o em propor\u00e7\u00f5es esmagadoras, seria imposs\u00edvel controla-los, seja por for\u00e7as militares, seja com os recursos atuais \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a cren\u00e7a popular, zumbi (palavra do idioma africano Quimbundo, que significa fantasma) \u00e9 um ser humano dado como morto que foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos, m\u00e1gicos. (ROS\u00c1RIO; SEIBT. 2009)<\/p>\n<p>Existem muitas hist\u00f3rias sobre apocalipse zumbi, em algumas uma pessoa arranhada ou mordida, seria infectada e se transformaria, em outras hist\u00f3rias o contagio ocorre pelo ar. E existe ainda o quadro mais ca\u00f3tico: todo o ser humano que morre, seja l\u00e1 qual for a causa, torna-se um morto-vivo. Nestes cen\u00e1rios, os zumbis ca\u00e7am seres humanos para alimentarem-se, e sua mordida causaria uma infec\u00e7\u00e3o que faria um sobrevivente transformar-se, tamb\u00e9m, em um zumbi. Em pouco tempo, a exist\u00eancia de vida humana no planeta seria reduzida a poucos grupos de sobreviventes &#8211; n\u00f4mades ou isolados &#8211; buscando por alimento, suprimentos e lugares seguros num mundo pr\u00e9-industrial, p\u00f3s-apocal\u00edptico e devastado.<br \/>\nExiste uma ideia principal por tr\u00e1s do &#8220;apocalipse zumbi&#8221; \u00e9 a de que os preceitos da civiliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o relativamente fr\u00e1geis frente a uma amea\u00e7a sem precedentes como esta. Muitos acreditam ainda que a figura dos zumbis permite \u00e0s pessoas lidar com sua ansiedade pelo fim do mundo.<br \/>\nUma caracter\u00edstica que sugere a r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o do conceito de sociedade e, consequentemente, da ra\u00e7a humana como predominante na Terra, \u00e9 a de que pouqu\u00edssimos estariam preparados para sobreviverem de fato num cen\u00e1rio altamente perigoso e desolado. O apocalipse zumbi &#8211; assim como outras cat\u00e1strofes \u2013 mostraria tanto o instinto de sobreviv\u00eancia, quanto a fragilidade das pessoas.<br \/>\nO conceito, nascido na d\u00e9cada de 1960, ganhou grande popularidade ao longo dos anos, servindo de tema para incont\u00e1veis filmes, seriados, livros, hist\u00f3rias em quadrinhos,videogames e outras obras de variadas m\u00eddias.<br \/>\nThe walking dead, de Robert Kirkman, \u00e9 uma dessas series inspiradas neste tipo de g\u00eanero. Nascida nos HQs pode ser considerado o mais not\u00f3rio exemplo de revista em quadrinhos americana a tratar do tema. Hoje, a hist\u00f3ria \u00e9 uma s\u00e9rie de televis\u00e3o que ganhou f\u00e3s em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>O assunto \u201cZumbis\u201d ficou t\u00e3o popular que come\u00e7aram a existir eventos de f\u00e3s do g\u00eanero. O evento \u00e9 promovido via internet ou por meio de cartazes, \u00e9 o chamado: Zombie Walks. O evento \u00e9 uma passeata composta por um grande grupo de pessoas que se vestem de zumbis. Geralmente caminhando ou correndo por grandes centros urbanos, os participantes organizam uma rota atrav\u00e9s das ruas da cidade, passando por shoppings,parques e outros locais com grande p\u00fablico. Durante o evento, os participantes se caracterizam como zumbis e se comunicam como zumbis.<br \/>\nPor um lado, cosplayers e zombie walkers se vestem como zumbis para se divertirem, desenvolvendo uma forma l\u00fadica de lidar com o que o imagin\u00e1rio lhes apresenta. O mesmo acontece com os usu\u00e1rios dos jogos que s\u00e3o capazes de enfrentar zumbis e outros perigos, assumindo o papel de her\u00f3is \u2013 temporariamente \u2013 e os espectadores de filmes e usu\u00e1rios de sites e blogs espelham e atualizam seu imagin\u00e1rio acerca dos mutantes. Por outro lado, essa divers\u00e3o pode ocultar d\u00favidas latentes sobre a capacidade do homem de atualizar a si mesmo sem que isso represente a sua pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o. (ROS\u00c1RIO; SEIBT. 2009)<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<br \/>\nROS\u00c1RIO, N\u00edsia Martins do; SEIBT, Tais. Resident Evil e redes sociais: atualiza\u00e7\u00f5es, virtualiza\u00e7\u00f5es e audiovisualidades. Revista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da ULBRA, v. 1, p. 237-247, 2009<br \/>\nTUCHERMAN, Ieda. Breve hist\u00f3ria do corpo e de seus monstros. Lisboa: Vega, 1999.<\/p>\n<p>Texto: Thamiriz Amado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preparado para o Apocalipse zumbi? Isso mesmo, apocalipse zumbi. Essa ideia pertence a um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, inspirado na fic\u00e7\u00e3o cientifica e no terror, e refere-se a uma infesta\u00e7\u00e3o de zumbis . Pessoas mortas que est\u00e3o, de certa forma, reanimadas. 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(ROS\u00c1RIO; SEIBT. 2009) Existem muitas hist\u00f3rias sobre apocalipse zumbi, em algumas uma pessoa arranhada ou mordida, seria infectada e se transformaria, em outras hist\u00f3rias o contagio ocorre pelo ar. E existe ainda o quadro mais ca\u00f3tico: todo o ser humano que morre, seja l\u00e1 qual for a causa, torna-se um morto-vivo. Nestes cen\u00e1rios, os zumbis ca\u00e7am seres humanos para alimentarem-se, e sua mordida causaria uma infec\u00e7\u00e3o que faria um sobrevivente transformar-se, tamb\u00e9m, em um zumbi. Em pouco tempo, a exist\u00eancia de vida humana no planeta seria reduzida a poucos grupos de sobreviventes &#8211; n\u00f4mades ou isolados &#8211; buscando por alimento, suprimentos e lugares seguros num mundo pr\u00e9-industrial, p\u00f3s-apocal\u00edptico e devastado. Existe uma ideia principal por tr\u00e1s do &#8220;apocalipse zumbi&#8221; \u00e9 a de que os preceitos da civiliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o relativamente fr\u00e1geis frente a uma amea\u00e7a sem precedentes como esta. Muitos acreditam ainda que a figura dos zumbis permite \u00e0s pessoas lidar com sua ansiedade pelo fim do mundo. Uma caracter\u00edstica que sugere a r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o do conceito de sociedade e, consequentemente, da ra\u00e7a humana como predominante na Terra, \u00e9 a de que pouqu\u00edssimos estariam preparados para sobreviverem de fato num cen\u00e1rio altamente perigoso e desolado. O apocalipse zumbi &#8211; assim como outras cat\u00e1strofes \u2013 mostraria tanto o instinto de sobreviv\u00eancia, quanto a fragilidade das pessoas. O conceito, nascido na d\u00e9cada de 1960, ganhou grande popularidade ao longo dos anos, servindo de tema para incont\u00e1veis filmes, seriados, livros, hist\u00f3rias em quadrinhos,videogames e outras obras de variadas m\u00eddias. The walking dead, de Robert Kirkman, \u00e9 uma dessas series inspiradas neste tipo de g\u00eanero. Nascida nos HQs pode ser considerado o mais not\u00f3rio exemplo de revista em quadrinhos americana a tratar do tema. Hoje, a hist\u00f3ria \u00e9 uma s\u00e9rie de televis\u00e3o que ganhou f\u00e3s em v\u00e1rios pa\u00edses. O assunto \u201cZumbis\u201d ficou t\u00e3o popular que come\u00e7aram a existir eventos de f\u00e3s do g\u00eanero. O evento \u00e9 promovido via internet ou por meio de cartazes, \u00e9 o chamado: Zombie Walks. O evento \u00e9 uma passeata composta por um grande grupo de pessoas que se vestem de zumbis. Geralmente caminhando ou correndo por grandes centros urbanos, os participantes organizam uma rota atrav\u00e9s das ruas da cidade, passando por shoppings,parques e outros locais com grande p\u00fablico. Durante o evento, os participantes se caracterizam como zumbis e se comunicam como zumbis. Por um lado, cosplayers e zombie walkers se vestem como zumbis para se divertirem, desenvolvendo uma forma l\u00fadica de lidar com o que o imagin\u00e1rio lhes apresenta. O mesmo acontece com os usu\u00e1rios dos jogos que s\u00e3o capazes de enfrentar zumbis e outros perigos, assumindo o papel de her\u00f3is \u2013 temporariamente \u2013 e os espectadores de filmes e usu\u00e1rios de sites e blogs espelham e atualizam seu imagin\u00e1rio acerca dos mutantes. Por outro lado, essa divers\u00e3o pode ocultar d\u00favidas latentes sobre a capacidade do homem de atualizar a si mesmo sem que isso represente a sua pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o. 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O evento \u00e9 uma passeata composta por um grande grupo de pessoas que se vestem de zumbis. Geralmente caminhando ou correndo por grandes centros urbanos, os participantes organizam uma rota atrav\u00e9s das ruas da cidade, passando por shoppings,parques e outros locais com grande p\u00fablico. Durante o evento, os participantes se caracterizam como zumbis e se comunicam como zumbis. Por um lado, cosplayers e zombie walkers se vestem como zumbis para se divertirem, desenvolvendo uma forma l\u00fadica de lidar com o que o imagin\u00e1rio lhes apresenta. O mesmo acontece com os usu\u00e1rios dos jogos que s\u00e3o capazes de enfrentar zumbis e outros perigos, assumindo o papel de her\u00f3is \u2013 temporariamente \u2013 e os espectadores de filmes e usu\u00e1rios de sites e blogs espelham e atualizam seu imagin\u00e1rio acerca dos mutantes. 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Isso mesmo, apocalipse zumbi. Essa ideia pertence a um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, inspirado na fic\u00e7\u00e3o cientifica e no terror, e refere-se a uma infesta\u00e7\u00e3o de zumbis . Pessoas mortas que est\u00e3o, de certa forma, reanimadas. Existe quem acredite na concretiza\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio, e ainda, prepara-se para sua suposta chegada. Que humanos somos n\u00f3s? A que nova ra\u00e7a pertencemos? O que \u00e9 hoje a nossa corporeidade? Modificam-se o ambiente, a quest\u00e3o e os afectos: agora n\u00e3o se trata apenas do que podemos ser ou fazer, mas tamb\u00e9m, e principalmente, se podemos controlar aquilo que faremos e o resultado do que fizermos. (TUCHERMANN, 1999) De acordo com as narrativas, eles seriam tantos que seriam a esp\u00e9cie dominante na Terra. Essas criaturas atacariam a civiliza\u00e7\u00e3o em propor\u00e7\u00f5es esmagadoras, seria imposs\u00edvel controla-los, seja por for\u00e7as militares, seja com os recursos atuais \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Segundo a cren\u00e7a popular, zumbi (palavra do idioma africano Quimbundo, que significa fantasma) \u00e9 um ser humano dado como morto que foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos, m\u00e1gicos. (ROS\u00c1RIO; SEIBT. 2009) Existem muitas hist\u00f3rias sobre apocalipse zumbi, em algumas uma pessoa arranhada ou mordida, seria infectada e se transformaria, em outras hist\u00f3rias o contagio ocorre pelo ar. E existe ainda o quadro mais ca\u00f3tico: todo o ser humano que morre, seja l\u00e1 qual for a causa, torna-se um morto-vivo. Nestes cen\u00e1rios, os zumbis ca\u00e7am seres humanos para alimentarem-se, e sua mordida causaria uma infec\u00e7\u00e3o que faria um sobrevivente transformar-se, tamb\u00e9m, em um zumbi. Em pouco tempo, a exist\u00eancia de vida humana no planeta seria reduzida a poucos grupos de sobreviventes &#8211; n\u00f4mades ou isolados &#8211; buscando por alimento, suprimentos e lugares seguros num mundo pr\u00e9-industrial, p\u00f3s-apocal\u00edptico e devastado. Existe uma ideia principal por tr\u00e1s do &#8220;apocalipse zumbi&#8221; \u00e9 a de que os preceitos da civiliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o relativamente fr\u00e1geis frente a uma amea\u00e7a sem precedentes como esta. Muitos acreditam ainda que a figura dos zumbis permite \u00e0s pessoas lidar com sua ansiedade pelo fim do mundo. Uma caracter\u00edstica que sugere a r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o do conceito de sociedade e, consequentemente, da ra\u00e7a humana como predominante na Terra, \u00e9 a de que pouqu\u00edssimos estariam preparados para sobreviverem de fato num cen\u00e1rio altamente perigoso e desolado. O apocalipse zumbi &#8211; assim como outras cat\u00e1strofes \u2013 mostraria tanto o instinto de sobreviv\u00eancia, quanto a fragilidade das pessoas. O conceito, nascido na d\u00e9cada de 1960, ganhou grande popularidade ao longo dos anos, servindo de tema para incont\u00e1veis filmes, seriados, livros, hist\u00f3rias em quadrinhos,videogames e outras obras de variadas m\u00eddias. The walking dead, de Robert Kirkman, \u00e9 uma dessas series inspiradas neste tipo de g\u00eanero. Nascida nos HQs pode ser considerado o mais not\u00f3rio exemplo de revista em quadrinhos americana a tratar do tema. Hoje, a hist\u00f3ria \u00e9 uma s\u00e9rie de televis\u00e3o que ganhou f\u00e3s em v\u00e1rios pa\u00edses. O assunto \u201cZumbis\u201d ficou t\u00e3o popular que come\u00e7aram a existir eventos de f\u00e3s do g\u00eanero. O evento \u00e9 promovido via internet ou por meio de cartazes, \u00e9 o chamado: Zombie Walks. O evento \u00e9 uma passeata composta por um grande grupo de pessoas que se vestem de zumbis. Geralmente caminhando ou correndo por grandes centros urbanos, os participantes organizam uma rota atrav\u00e9s das ruas da cidade, passando por shoppings,parques e outros locais com grande p\u00fablico. Durante o evento, os participantes se caracterizam como zumbis e se comunicam como zumbis. Por um lado, cosplayers e zombie walkers se vestem como zumbis para se divertirem, desenvolvendo uma forma l\u00fadica de lidar com o que o imagin\u00e1rio lhes apresenta. O mesmo acontece com os usu\u00e1rios dos jogos que s\u00e3o capazes de enfrentar zumbis e outros perigos, assumindo o papel de her\u00f3is \u2013 temporariamente \u2013 e os espectadores de filmes e usu\u00e1rios de sites e blogs espelham e atualizam seu imagin\u00e1rio acerca dos mutantes. Por outro lado, essa divers\u00e3o pode ocultar d\u00favidas latentes sobre a capacidade do homem de atualizar a si mesmo sem que isso represente a sua pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o. (ROS\u00c1RIO; SEIBT. 2009) Refer\u00eancias ROS\u00c1RIO, N\u00edsia Martins do; SEIBT, Tais. Resident Evil e redes sociais: atualiza\u00e7\u00f5es, virtualiza\u00e7\u00f5es e audiovisualidades. Revista de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da ULBRA, v. 1, p. 237-247, 2009 TUCHERMAN, Ieda. Breve hist\u00f3ria do corpo e de seus monstros. Lisboa: Vega, 1999. 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