Archive for agosto, 2008

  • A Semana Acadêmica de Contábeis 2008, que será realizada entre 03 a 05 de Setembro no auditório da Faculdade de Ciências Econômicas.
  • As inscrições, que dão direito a Certificado, podem ser feitas no DAECA.
  • A seguir serão apresentados, sumariamente, os temas de cada noite:


03/09 – Quarta
18h30min às 20hPerspectivas da Profissão Contábil.
Palestrante: João Marcos Leão da Rocha
Professor e Chefe do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da UFRGS.

20h15min às 22hPerícia (nome a combinar)
Palestrante: Rossana

04/09 – Quinta
18h30min às 20h
A CVM e o Mercado de Capitais no Brasil.
Palestrante: Felix Arthur Garcia
Analista de Mercado da Área de Educação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

20h15min às 22hOperações de Arrendamento Mercantil (leasing).
Palestrante: Antônio Carlos Palácios
Presidente do IBRACON – RS e Conselheiro do CRC-RS

05/09 – Sexta
18h30min às 22h
Reformulação do RIR em virtude da Lei 11.638/07, na perspectiva contábil-fiscal.
Palestrante: Luiz Eduardo
Funcionário da Receita Federal e Membro do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

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Relato Reunião de DCCA

Dia 21/08 houve Reunião de Colegiado do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais (DCCA), em que foi exposta a programação da Semana Acadêmica e aprovada a progressão de carreira da Profa. Márcia Bianchi.

Também foi informado que já foi contratado o professor da disciplina Contabilidade e Planejamento Tributário I e ficou afirmado o compromisso do DCCA em solucionar a colisão de horários do 7º semestre da Contábeis entre essa cadeira,Tópicos Contemporâneos de Contabilidade e ainda Sistemas Gerenciais II – as três são atualmente oferecidas segundas e quartas à noite e uma delas deverá passar para terças e quintas.

Representante Discente:
Samantha Braga Zarth – Contabeis

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DIA DO ESTUDANTE

Neste 11 de Agosto, em que se comemora Dia do Estudante, o Diretório Acadêmico de Ciência Econômicas, Contabéis e Atuarias, gostaria de parabenizar todos aqueles que como alunos ou professores, buscam absorver e desenvolver conhecimentos, em especial aqueles que engrandecem a Economia, a Contabilidade e a Atuária, e a educação no nossa universidade.

Como Diretório Acadêmico, nos empenhamos em fazer com que os dias de nossa passagem pela Universidade sejam os melhores e mais produtivos possível. Construimos cotidianamente um espaço onde os estudantes da FCE se encontram para confratenização e debates e, lutamos por melhores condições de ensino, cientes que estes esforços não serão em vão.

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CARTA DE ILHÉUS

Todo ano, nas férias de Julho, acontece o Encontro Nacional de Economia (ENECO) e este ano não foi diferente. Mais de mil estudantes de todo país se reuniram na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus – Bahia, para debaterem e trocarem experiências.. Ao final de cada encontro há uma plenária final, onde o conjunto de estudantes presentes vota reivindicações e elabora uma carta com idéias discutidas no evento. Dessa forma a Federação Nacional de Economia (FENECO) tira suas bandeiras de luta para o próximo ano. É nessa plenária que também se escolhe a próxima sede para o ENECO, que ano que vem será em Florianópolis – Santa Catarina.

Segue abaixo a Carta Ilhéus 2008:

“O ENECO Ilhéus deu mais um importante passo em seu processo de fortalecimento. Desde seu resgate na XXXI edição em São Luís do Maranhão no ano de 2005, passando por São João Del Rei em 2006 e Campinas em 2007, a realidade econômica e social vem sendo discutida à luz das mais diversas fontes do pensamento.

Neste ano de 2008, os debates se nortearam pelo tema ‘Caminhos do desenvolvimento’. Diante das contribuições dadas em palestras, conselhos nacionais de estudantes de economia, grupos de discussões, somando-se a contribuições de eventos passados, a FENECO vem através deste documento dialogar com a sociedade sobre o tema em debate.

Entendemos por desenvolvimento algo que ultrapasse a um mero crescimento da riqueza. Um desenvolvimento que se preze, prima por um modelo de crescimento econômico que promova a inclusão social, via geração de oportunidades de trabalho, garantido o acesso a direitos constitucionais como saúde, educação, moradia, saneamento e, enfim, todas as garantias básicas.

Partindo destas premissas, enxergamos de 2005 pra cá alguns avanços do ponto de vista da desigualdade, a julgar por índices que medem a distribuição de renda. No entanto, ainda ocupamos o segundo posto no mundo em desigualdade, e independente das perspectivas de projeto de sociedade que diferenciam os mais diversos estudantes de economia, necessitamos de incentivar mobilizações sociais e medidas governamentais para que mudanças estruturantes ocorram.

Mesmo passando por um intenso processo de industrialização desde a década de 30, o crescimento econômico brasileiro ainda se norteia pelo modelo agroexportador. Cumprindo um papel de ‘celeiro do mundo’, o país orienta a grande parte de sua produção para atender ao mercado externo, comprometendo por vezes a demanda interna. E este processo se aprofunda com a transformação de produtos como cana, soja e eucalipto em ‘comodittes’, fazendo com que estes virem objeto de especulação, penalizando o povo brasileiro com a alta dos alimentos. Enquanto isso, as pequenas propriedades, que são 30% no país e recebem 10% do aporte de créditos públicos, produzem 50% dos alimentos dos brasileiros, o que sinaliza a necessidade de incentivar este modo de produção.

A política monetária tem se mostrado criminosa. Enquanto o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada – IPEA aponta em estudos técnicos que não há indicadores reais que coloquem a necessidade de aumento dos juros, o COPOM anda na contramão aumentando-os, favorecendo o especulativo em detrimento do setor produtivo. Há de se debater também a composição e democracia deste conselho de política monetária. O mesmo IPEA, recentemente demonstrou que controle de capitais não se trata de uma opção ideológica, ao apontar que países capitalistas como Chile, Índia, Malásia e Tailândia adotam tal controle.

Como conseqüência de tudo, temos um Brasil que, a continuar com este padrão de crescimento, terá gravíssimos problemas ambientais e só fará aumentar os níveis de violência e degradação social.

Enfim, mais do que um apelo social, no dirigimos através deste documento a estudantes, professores e profissionais de economia, para que, independente das motivações pessoais e coletivas, tratem os temas econômicos respaldados na realidade social e numa urgente necessidade de consolidação de ‘Caminhos para o desenvolvimento’.

Federação Nacional de Estudantes de Economia
Ilhéus – BA, 25 de julho de 2008″