Archive for abril, 2010

tiagorublescki

ATA DA 4° REUNIÃO DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA

Aos quinze dias do mês de abril de dois mil e dez, quinta-feira, às 17h, reuniu-se, em convocação extraordinária, o Colegiado do Departamento de Ciências Econômicas, no Mezanino da FCE, tendo comparecido os Professores Karen Stallbaum-Chefe do Departamento de Ciências Econômicas, André Moreira Cunha, Ário Zimmermann, Carlos Henrique Vasconcellos Horn, Carlos Guilherme Adalberto Mielitz Netto, Giácomo Balbinotto Neto, João Armando Dessimon Machado, Maria Aparecida Grendene de Souza e Ronaldo Herrlein Junior e os representantes discentes Tiago Silveira (titular), Alisson Portella (suplente), Luiz Henrique Gastón (titular) e André Augustin (suplente). Deu-se início à reunião. 01) Ata 03/2010. Aprovada. 02) Concurso Público para provimento do cargo de Professor Adjunto. A Profa. Karen informou que o Prof. Hélio Henkin, Diretor da Faculdade, recebeu correspondência subscrita pelo Prof. Sabino da Silva Pôrto Junior, em que o mesmo indica professores para a composição de banca de concurso. O mesmo Prof. Sabino procurou a Chefe do Departamento e os membros do Colegiado ao longo do dia 14/04 com o intuito de solicitar uma reavaliação da decisão do Colegiado, na reunião registrada na Ata 03/2010, acerca da realização de um concurso público na área de “Macroeconomia e Finanças” para provimento de quatro vagas de docentes. O referido professor teria reconhecido problemas na condução dos debates sobre o tema do concurso e admitido como compreensível a decisão do Colegiado, porém também teria ponderado que, à luz das tratativas que envolvem a Direção da Faculdade, o PPGE e a COMGRAD-ECO para o fortalecimento do ensino de graduação e de pós-graduação e da pesquisa em economia na Unidade, seria mais interessante a realização de dois concursos. O Colegiado discutiu a solicitação e, tendo reafirmado o princípio básico de alocar as vagas para suprir as necessidades do curso de graduação em Ciências Econômicas no âmbito do projeto REUNI, aprovou a proposição de realizar dois concursos para provimento das quatro vagas, com redistribuição dos temas previstos no projeto analisado em 14/04. Assim, foi aprovada, por unanimidade, a realização de um concurso na área de Macroeconomia: Teoria, Política e Planejamento Econômico para provimento de três vagas e de um concurso na área de Economia Monetária e Financeira para provimento de uma vaga. As diretrizes dos concursos são as seguintes.

02.1) Concurso na área de MACROECONOMIA: TEORIA, POLÍTICA e PLANEJAMENTO ECONÔMICO  para provimento de três vagas.

Membros da banca

Internos

Carlos Henrique Vasconcellos Horn (DECON/FCE/UFRGS) – Titular

Fernando Ferrari Filho (DECON/FCE/UFRGS) – Suplente

Externos

Adriana Amado (UNB) – Titular

Gentil Corazza (UFPR-UNILA) – Titular

Daniela Magalhães Prates (UNICAMP) – 1º. Suplente

Carmem Feijó (UFF) – 2º Suplente

Frederico Gonzaga Jayme Jr. (UFMG) – 3º. Suplente

Paulo Sérgio de Oliveira Simões Gala (FGV-SP) – 4º. Suplente

PROGRAMA DAS PROVAS DE CONHECIMENTO (DIDÁTICA E ESCRITA)

1. Agregados macroeconômicos e identidades contábeis.

2. O sistema de contas nacionais.

3. A matriz de contabilidade social.

4. Balanço de pagamentos.

5. As teorias “clássica” e Keynesiana de determinação dos níveis de renda e emprego no curto prazo.

6. Teoria dos componentes da demanda agregada, inclusive setor externo.

7. Moeda: conceitos, funções e evolução dos sistemas monetários.

8. Teorias e evidências da demanda de moeda, da oferta de moeda e da taxa de juros.

9. Objetivos, instrumentos e fundamentos da política fiscal.

10. Objetivos, instrumentos e fundamentos da política monetária.

11. Evolução da política e da programação econômica.

12. Níveis e técnicas de planejamento econômico.

DIRETRIZES DE PONTUAÇÃO PARA EXAME DOS TÍTULOS E TRABALHO

  1. 1. Titulação (máximo de 30 pontos)

1.1 – Doutor em Ciências Econômicas com mestrado e graduação em Ciências Econômicas

30 pontos

1.2 – Doutor em Ciências Econômicas com mestrado em outra área e graduação Ciências Econômicas

20 pontos

1.3 – Doutor em Ciências Econômicas com mestrado em Ciências Econômicas e graduação em outra área

10 pontos
  1. 2. Produção Científica (máximo de 30 pontos)
Forma de Apresentação Pontuação

2.1 – Livro

Até 10 pontos por livro

2.2 – Capítulo de livro

Até 05 pontos por capítulo

2.3 – Artigo individual em revista internacional indexada

Até 13 pontos por artigo

2.4 – Artigo individual em revista nacional indexada

Até 10 pontos por artigo

2.5 – Artigo conjunto em revista internacional indexada

Até 6,5 pontos por artigo

2.6 – Artigo conjunto em revista nacional indexada

Até 05 pontos por artigo

2.7 – Artigo individual em revista não-indexada

Até 01 ponto por artigo

2.8 – Artigo conjunto em revista não-indexada

Até 0,5 ponto por artigo

2.9 – Artigo individual ou conjunto completo publicado em Anais

Até 04 pontos por artigo

2.10 – Relatório de pesquisa

Até 03 pontos por relatório

2.11 – Texto para discussão e resenha

Até 01 ponto por texto
  1. 3. Atividades Docentes (máximo de 20 pontos)

Dois (02) pontos por semestre em curso de graduação ou pós-graduação.

  1. 4. Demais atividades acadêmicas ou profissionais (máximo de 10 pontos)
4.1 – Coordenação de projeto de pesquisa

Até 02 pontos por projeto

4.2 – Participação em projeto de pesquisa

Até 01 ponto por projeto

4.3 – Coordenação de curso de Graduação ou de Pós-Graduação, Chefia de Departamento e outros cargos de Direção

Até 01 ponto por ano, sem acumulação de cargos

4.4 – Orientação de trabalho de conclusão:

4.4.1 – Graduação

Até 0,5 ponto por orientação

4.4.2 – Mestrado

Até 01 ponto por orientação

4.4.3 – Doutorado

Até 02 pontos por orientação

4.5 – Editor de Revista Acadêmica

Até 03 pontos, sem acumulação de editorias

4.6 – Consultor de entidade financiadora de pesquisa acadêmica

Até 02 pontos, sem acumulação de consultorias

4.7 – Outras atividades profissionais ligadas à Área de Economia

Até 02 pontos, sem acumulação de atividades

DISPOSIÇÕES SOBRE A DEFESA DA PRODUÇÃO INTELECTUAL

A)    O Projeto de Pesquisa deverá ser pertinente à área de “Macroeconomia: teoria, política e planejamento econômico”.

B)    A Defesa da Produção Intelectual, com duração máxima de 60 (sessenta) minutos, realizar-se-á em sessão pública, observado o que segue:

-          exposição oral da produção intelectual do candidato e de seu projeto de pesquisa, com duração  máxima de 30 (trinta) minutos;

-          arguição de 05 (cinco) minutos, no máximo, por examinador e tempo idêntico para a manifestação do candidato.

C)    O Projeto de Pesquisa deverá ter as mesmas características de um projeto submetido às instituições de fomento à pesquisa (CNPq, CAPES, FAPERGS etc.), isto é, como se estivesse concorrendo a financiamento, não necessitando, entretanto, de um orçamento.

O Projeto de Pesquisa deverá ser entregue pelo candidato por ocasião da instalação dos trabalhos da Comissão Examinadora, no primeiro dia de realização das provas.

02.2) Concurso na área de ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA para provimento de uma vaga.

Membros da banca

Internos

Marcelo Portugal (DECON/FCE/UFRGS) – Titular

André Moreira Cunha (DECON/FCE/UFRGS) – 1º Suplente

Flavio Ziegelmann (Depto.Estatística/UFRGS) – 2º. Suplente

Externos

Naércio A. Menezes (USP) – Titular – Membro externo 1

Leda Paulani (USP) – Titular – Membro externo 2

Pedro Cavalcante (EPGE-FGV) – 1º. Suplente do Membro externo 1

Vinicius Carrasco (PUC-RJ) – 2º. Suplente do Membro externo 1

Maria de Lourdes Rollemberg Mollo (UNB) – 1º. Suplente do Membro externo 2

Fernando José Cardim de Carvalho (UFRJ) – 2º. Suplente do Membro externo 2

Luiz Fernando Rodrigues de Paula (UERJ) – 3º. Suplente do Membro externo 2

Marco Flávio da Cunha Resende (UFMG) – 4º. Suplente do Membro externo 2

Flavio Vilela Vieira (UFU) – 5º. Suplente do Membro externo 2

PROGRAMA DAS PROVAS DE CONHECIMENTO (DIDÁTICA E ESCRITA)

  1. O sistema financeiro: intermediação financeira, crédito e as funções do sistema financeiro.
  2. A teoria da escolha intertemporal e a alocação de recursos financeiros em condições de perfeita informação.
  3. A teoria da escolha intertemporal e a alocação de recursos financeiros em condições incerteza.
  4. O modelo de Fisher e o teorema de Modigliani-Miller.
  5. O enfoque da maximização intertemporal de utilidade: equilíbrio de mercado.
  6. A teoria da seleção de carteiras de ativos.
  7. A regulamentação do mercado de capitais.
  8. Política econômica e mercado de capitais.
  9. Sistema financeiro internacional e o mercado internacional de moedas.

10.  Estruturas da taxa de juros.

DIRETRIZES DE PONTUAÇÃO PARA EXAME DOS TÍTULOS E TRABALHO

  1. 1. Titulação (máximo de 30 pontos)

1.1 – Doutor em Ciências Econômicas com mestrado e graduação em Ciências Econômicas

30 pontos

1.2 – Doutor em Ciências Econômicas com mestrado em outra área e graduação Ciências Econômicas

20 pontos

1.3 – Doutor em Ciências Econômicas com mestrado em Ciências Econômicas e graduação em outra área

10    ontos
  1. 2. Produção Científica (máximo de 30 pontos)
Forma de Apresentação Pontuação

2.1 – Livro

Até 10 pontos por livro

2.2 – Capítulo de livro

Até 05 pontos por capítulo

2.3 – Artigo individual em revista internacional indexada

Até 13 pontos por artigo

2.4 – Artigo individual em revista nacional indexada

Até 10 pontos por artigo

2.5 – Artigo conjunto em revista internacional indexada

Até 6,5 pontos por artigo

2.6 – Artigo conjunto em revista nacional indexada

Até 05 pontos por artigo

2.7 – Artigo individual em revista não-indexada

Até 01 ponto por artigo

2.8 – Artigo conjunto em revista não-indexada

Até 0,5 ponto por artigo

2.9 – Artigo individual ou conjunto completo publicado em Anais

Até 04 pontos por artigo

2.10 – Relatório de pesquisa

Até 03 pontos por relatório

2.11 – Texto para discussão e resenha

Até 01 ponto por texto
  1. 3. Atividades Docentes (máximo de 20 pontos)

Dois (02) pontos por semestre em curso de graduação ou pós-graduação.

4. Demais atividades acadêmicas ou profissionais (máximo de 10 pontos)

4.1 – Coordenação de projeto de pesquisa

Até 02 pontos por projeto

4.2 – Participação em projeto de pesquisa

Até 01 ponto por projeto

4.3 – Coordenação de curso de Graduação ou de Pós-Graduação, Chefia de Departamento e outros cargos de Direção

Até 01 ponto por ano, sem acumulação de cargos

4.4 – Orientação de trabalho de conclusão:

4.4.1 – Graduação

Até 0,5 ponto por orientação

4.4.2 – Mestrado

Até 01 ponto por orientação

4.4.3 – Doutorado

Até 02 pontos por orientação

4.5 – Editor de Revista Acadêmica

Até 03 pontos, sem acumulação de editorias

4.6 – Consultor de entidade financiadora de pesquisa acadêmica

Até 02 pontos, sem acumulação de consultorias

4.7 – Outras atividades profissionais ligadas à Área de Economia

Até 02 pontos, sem acumulação de atividades

DISPOSIÇÕES SOBRE A DEFESA DA PRODUÇÃO INTELECTUAL

A)    O Projeto de Pesquisa deverá ser pertinente à área de “Economia Monetária e Financeira”.

B)    A Defesa da Produção Intelectual, com duração máxima de 60 (sessenta) minutos, realizar-se-á em sessão pública, observado o que segue:

-          exposição oral da produção intelectual do candidato e de seu projeto de pesquisa, com duração  máxima de 30 (trinta) minutos;

-          arguição de 05 (cinco) minutos, no máximo, por examinador e tempo idêntico para a manifestação do candidato.

C)    O Projeto de Pesquisa deverá ter as mesmas características de um projeto submetido às instituições de fomento à pesquisa (CNPq, CAPES, FAPERGS etc.), isto é, como se estivesse concorrendo a financiamento, não necessitando, entretanto, de um orçamento.

O Projeto de Pesquisa deverá ser entregue pelo candidato por ocasião da instalação dos trabalhos da Comissão Examinadora, no primeiro dia de realização das provas.

Nada mais havendo a relatar a reunião foi encerrada.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

tiagorublescki

Corujão no DAECA

banner trabalhador

Em comemoração ao Dia do Trabalhador o DAECA realizará nesta sexta-feira um mini ciclo de filmes com a temática Mundo do Trabalho.

O Ciclo começará às 22 horas (depois da aula) de sexta-feira e irá até o amanhecer do dia 1° de Maio (sábado), Dia do Trabalhador.

Os filmes serão exibidos em telão no próprio diretório. Traga uma almofada/colchonete.

Filmes:

Segunda-Feira ao Sol (Espanha 2003 – Dir. Fernando Leon De Aronoa)

O filme mostra diferentes dramas de pessoas desempregadas. Santa (Javier Bardem) vive do seguro-desemprego e está sempre bebendo com os amigos. Um tanto orgulhoso, não quer pagar a lâmpada que quebrou quando ainda estava no estaleiro. Reina (Enrique Villén), seu amigo, está em um subemprego como vigia de um estádio. Já Amador (Celso Bugallo) é um senhor solitário que vive em um lugar que parece mais um depósito de lixo. José (Luis Tosar) faz de tudo para manter a esposa Ana (Nieve de Medina), que o sustenta trabalhando em um frigorífico de peixes, ao seu lado. E Lino (José Ángel Egido) procura desesperadamente esconder os sinais da idade já um pouco avançada, usando roupas emprestadas do filho e tingindo o cabelo, enquanto aguarda em vão o retorno dos telefonemas das agências de emprego. Todos eram estivadores de um mesmo estaleiro. Agora encontram-se todos os dias para beber, reclamar da situação social do país e passar o tempo, jogando conversa fora. O filme foi escolhido pela Espanha, no lugar do favorito Fale Com Ela, de Pedro Almodóvar, para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2003.

O Corte (França 2005 – Dir. Costa-Gavras)

Bruno Davert, um competente engenheiro que trabalha 15 anos numa fábrica de papel, é demitido. O que no começo parecia ser férias acaba se tornando um verdadeiro tormento. Dois anos depois, ele não teve sucesso e continua sem emprego. No auge do desespero, Bruno traça um plano realmente macabro e diabólico para conseguir um emprego. Faz um anúncio fictício no jornal. Os melhores candidatos à vaga são seus concorrentes. Assim, ele chega à conclusão que, se matá-los, a concorrência será eliminada e o emprego dos sonhos será seu.

Pão e Rosas (Estados Unidos 2001 – Dir. Ken Loach)

Motivada pelo sonho de vencer na América, a jovem mexicana Maya deixa para trás seu país para encontrar-se com sua irmã Rosa, que trabalha como faxineira em um prédio comercial de Los Angeles. Conseguindo um trabalho na mesma empresa da irmã, as duas fazem parte de uma legião de estrangeiros que são explorados pelos patrões e ignorados pela sociedade. Quando conhece o americano Sam, um apaixonado ativista sindical, Maya adquire consciência de classe e se engaja em uma campanha guerrilheira em defesa dos direitos trabalhistas. Os patrões, por seu lado, resistem às ameaças e cultivam o medo da extradição que impera entre os estrangeiros ilegais. Pão e Rosas conta a história da comunidade mais marginalizada dentre todas as outras de Los Angeles e sua ousadia de enfrentar o patronato em total condições de inferioridade.

para internet 2

maria

No dia do aniversário dessa grande economista, publicamos um texto do José Luís Fiori, professor titular do Instituto de Economia da UFRJ:

À mestra, com carinho

“Eu pessoalmente já fui para a cadeia, sem nem saber porque, dado que sou apenas uma rebelde, pelo que escrevo, pelo que esbravejo. Mas a vocês quero dizer o seguinte: já estou velha e cansada, mas não desisti. Não desisti!  Eu acho que tem que estudar mais, aprofundar, aprofundar a análise, batalhar” (Maria da C. Tavares, Jornal dos Economistas, Corecon RJ, n º181, p: 8 e 11)

Maria da Conceição Tavares completa 80 anos no dia 24 de abril de 2010. Matemática, economista, intelectual com vasta formação histórica, filosófica e literária, professora, militante, deputada federal, torcedora fanática do Vasco e admiradora da Portela, Maria da Conceição se transformou nos últimos 50 anos, numa figura pública emblemática e numa referência decisiva na vida cultural e intelectual brasileira. Conceição nasceu num povoado, no interior de Portugal, perto de Anádia, na região de Aveiro. A família de sua mãe era católica e monarquista, mas seu pai era anarquista, e essa divisão familiar, ideológica e política marcou toda a sua infância, vivida em plena ditadura salazarista e durante a Guerra Civil espanhola.

celebridade_01

Em 1953, Maria da Conceição se graduou em Matemática, na Universidade de Lisboa e pouco depois se mudou para o Brasil, aos 23 anos de idade, alguns meses antes do suicídio de Getulio Vargas. Em vários depoimentos sobre sua vida, Conceição confessa que se deixou envolver imediatamente pelo “otimismo brasileiro da década de 50″ e pela intelectualidade carioca; apaixonada pelo sonho de Brasília, do Plano de Metas, da Bossa Nova e do Desenvolvimentismo, cantado em verso e prosa nos salões intelectuais do Rio de Janeiro, liderados pela geração de Darcy Ribeiro, Mario Pedrosa e Aníbal Machado. Ao lado dos nacional-desenvolvimentistas do Instituto Superior de Estudos Brasileiros – ISEB, e da geração de cientistas que começava a se reunir em torno da SBPC.

Em 1960, Maria da Conceição Tavares se formou em Economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro onde foi aluna e assistente de Otavio Gouveia de Bulhões, ao mesmo tempo em que trabalhava com Inácio Rangel e com os economistas heterodoxos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Um pouco depois, já no escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, no Rio de Janeiro, Conceição estabeleceu relações pessoais e intelectuais definitivas com Celso Furtado, Aníbal Pinto, e Raul Prebish. E foi assim, com um pé na ortodoxia neoclássica, o outro na heterodoxia estruturalista e com uma forte formação marxista e keynesiana que ela ingressou no debate econômico latino-americano ao publicar, em 1963, um artigo clássico, sobre o “auge e o declínio do processo de substituição de importações”, onde ela explicava, de forma pioneira, os limites estruturais da estratégia de industrialização que era preconizada – naquele momento – por quase todos os economistas desenvolvimentistas.

A partir daí, e nas décadas seguintes, Conceição participou de quase todas as grandes polêmicas econômicas, do Brasil e do continente: nos anos 60 criticou a “tese estagnacionista” de Celso Furtado, e dos “teóricos da dependência”; nos anos 70, denunciou os limites financeiros do modelo de crescimento adotado pelo governo militar; nos anos 80, participou intensamente da discussão sobre a origem e a natureza da crise econômica e da hiperinflação no Brasil e durante a década de 90 escreveu inúmeros artigos e livros criticando as políticas e reformas neoliberais associadas à ideologia da globalização. Além disso, Maria da Conceição escreveu dois trabalhos de longo fôlego, sobre o “movimento cíclico da economia brasileira”, que se tornaram suas teses de doutoramento, em 1974, na Unicamp, e de livre docência, na UFRJ, em 1977. Nas décadas de 80 e 90, Conceição participou do debate internacional sobre a “crise da hegemonia americana”, inaugurando o campo da economia política internacional, no Brasil. Nesse período, ela foi professora, sucessivamente, da UFRJ, da FGV-RJ, da Cepal, da Universidade do Chile, da Universidade Nacional do México e da Universidade de Campinas, onde teve papel decisivo na formação da sua escola de economia.

Depois do golpe militar de 1964, Maria Conceição viveu no Chile, no México, e na França, antes de voltar ao Rio de Janeiro, e ser presa, em 1974. No Chile, Conceição participou da equipe econômica do governo de Salvador Allende, e depois, já de volta ao Rio, militou na luta pela redemocratização brasileira, dentro do PMDB, onde ajudou a formular o seu primeiro programa de governo, que se chamou de “Mudança e Esperança” e foi escrito em 1982.

Uma década depois, Maria da Conceição Tavares ingressou no Partido dos Trabalhadores, e foi eleita deputada federal, pelo Rio de Janeiro, em 1994. Hoje, olhando em perspectiva, se pode ver com claridade o papel decisivo que as suas ideias tiveram na formação do “pensamento econômico da Unicamp”, que hoje é hegemônico dentro do Segundo Governo Lula; e também, na inflexão tardia e “desenvolvimentista” do PT, partido que se formou no início dos anos 80 sem nenhuma concepção econômica própria e sob forte influência das ideias antiestatistas, antinacionalistas e antigetulistas de quase toda a intelectualidade paulista, liberal e marxista, desde os anos 50.

Somando e subtraindo, Maria da Conceição Tavares, em toda a sua vida, foi sobretudo uma professora e uma humanista que ensinou várias gerações – dentro e fora do Brasil – a pensar o mundo com paixão, mas com absoluto rigor analítico; com coragem, mas com total lucidez; com espírito crítico, mas com grande otimismo histórico; com rebeldia anárquica, mas com um profundo sentido de compromisso com o seu povo e com as angústias do seu tempo. Além disso, em todos os lugares onde esteve, Conceição foi sempre uma mente provocadora e incapaz de acovardar-se ou de negar o seu próprio passado. Poucos professores no mundo, ao chegar aos 80 anos, poderão assistir – como ela – uma eleição da importância da que ocorrerá no Brasil, em 2010, e saber que os dois principais candidatos à presidência da República foram seus alunos e se consideram, até hoje, seus discípulos. Parabéns e obrigado, Maria da Conceição.

tiagorublescki

Democracia: trinta anos depois…

democracia

Em 1980 a chapa Alternativa ganhava as eleições do DAECA. Embalado pela onda de democratização que empolgava o país depois da Anistia, nosso diretório exigia também uma democratização da UFRGS, como pode ser percebido na charge publicada em um panfleto da chapa e que reproduzimos 30 anos depois. Pouca coisa mudou de lá para cá.

As “instâncias ‘legislativas’ da Universidade”, como diz a charge, continuam com pouco poder. São apenas uma fachada democrática para encobrir acordos tomados anteriormente por alguns professores. Os estudantes, com apenas 15% dos votos, pouco podem fazer No último dia 14, quarta-feira, durante uma reunião do DECON,fomos informados que haveria concurso para quatro professores de Economia. No entanto, os professores já haviam acordado anteriormente que três dessas vagas estariam em um concurso comandado pelos professores do “Desenvolvimento” e a outra vaga seria da “Aplicada”.

A reunião foi lamentável. Houve uma grande discussão em que uns acusavam os outros de estarem mentindo e quebrando o combinado. Foi quando descobrimos que a divisão das vagas no concurso era apenas mais um item de um grande acordo, onde se redefiniriam as regras para os professores ministrarem cursos pagos na FCE. Os ânimos estavam exaltados porque sabiam que aquela reunião teria impacto nos bolsos de alguns professores.

Não se sabe por que, os professores da “Aplicada” não levaram à reunião sua proposta de edital para o concurso e acabaram perdendo a vaga a que tinham “direito”. O edital aprovado (com quatro vagas para o “Desenvolvimento”) foi então encaminhado ao Conselho da Unidade, que se reuniria no dia seguinte para aprová-lo. Qual não foi nossa surpresa quando ficamos sabendo que, após a reunião do DECON, os professores costuraram outro acordo, para alterar a ata da reunião e dar de novo uma vaga à “Aplicada”. Mas esse acordo dependia da unanimidade dos membros do colegiado, inclusive dos representantes discente. Estes não apoiaram a medida, o que levou a uma suspensão da reunião do Conselho da Unidade e a convocação de outra reunião do Colegiado do Departamento.

Achamos que a universidade pública deve atender aos interesses da sociedade e não de alguns professores. O DAECA não vai abrir mão de seus princípios, como nos foi sugerido pelos professores (nessas palavras). Nos recusamos a assinar acordos desse tipo e pedimos que, nos próximos concursos, os estudantes sejam consultados desde o início da discussão e não se use vagas de concurso para chantagens envolvendo outras questões.

castelo

pato

Site do ENECO já está no ar

Já está no ar o site do XXXVI Encontro Nacional de Estudantes de Economia, que será realizado de 25 a 30 de julho, na Universidade Federal da Paraíba: www.feneco.org.br/eneco2010/

Aqueles que têm interesse em participar do encontro podem se cadastrae em http://migre.me/xdUq para receber mais informações sobre o evento. Havendo um número suficiente de estudantes interessados, o DAECA fretará um ônibus para irmos ao ENECO.

eleições na fce

ELEIÇÕES NA  F.C.E

Dia:  22/Abril/2010  5ª Feira

Eleitores: Professores, Técnicos-Administrativos e Alunos

o Professores do Departamento de Economia votam DUAS vezes:

- Para Chefe de Departamento de Economia

- Para Representação Docente do Conselho da Unidade

o Professores do Departamento de C. Contábeis e Atuarias votam:

- Para Representação Docente no Conselho da Unidade

o Funcionários Técnico-Administrativos votam:

- para Representação Técnico-Administrativa no Conselho

da Unidade [Técnico-administrativos do DECON votam também

para Chefia do Dept

o Alunos do Curso de C. Econômicas e do Curso de R. Internacionais votam:

- para Chefe do Departamento de Economia

A URNA estará disponível no site da FCE:

http://www6.ufrgs.br/fce/

5ª. Feira dia 22/Abril  das 8h00min até 23h59min.

Candidatos:

o Para Chefia do Departamento de ECONOMIA:

Prof. ARIO ZIMMERMANN

o Para Representação Técnico-Adminsitrativa no Conselho da Unidade:

Kátia Rezer Menger (Walkiria Conte Rosa)

Fabiana Silva Westphalen (-)

o Para Representação Docente no Conselho da Unidade:

Prof. Eduardo Ernesto Filippi (Paulo D. Waquil)

Prof. Ricardo Dathein (Andre Luiz Reis da Silva)

tiagorublescki

ENECO 2010

banner

O Encontro Nacional de Estudantes de Economia (ENECO) ocorre todos os anos nas férias de julho em alguma universidade do Brasil. Já foram cidades sede do evento São João Del Rei – MG, Campinas – SP, Ilhéus – BH e no ano passado foi Florianópolis – SC. Este ano o ENECO será em João Pessoa – PB entre os dias 25 e 31 de Julho.

Mas o que é o ENECO e quem vai? O ENECO é uma oportunidade única na vida dos estudantes de economia. É um momento onde os estudantes podem conhecer colegas de todo Brasil, conhecer outras culturas e estudar temas pertinentes a nossa formação. Em resumo, o ENECO é uma semana onde estudantes de todo Brasil participam de palestras, mini-cursos e, claro, muita festa.

Podem participar do encontro qualquer estudante de economia. Os ENECOS costumam ter uma média de mil participantes, que durante uma semana acampam em uma universidade em algum canto do Brasil.

Como dito, este ano o ENECO será em João Pessoa, na Universidade Federal da Paraíba. O tema irá versar sobre Brasil: a estruturas do poder e os movimentos sociais. Limites e possibilidade do estado/poder. A Comissão Organizadora já avisou que este ano todos irão se surpreender com as culturais (as confraternizações do encontro).

Porém, para levar um ônibus para o ENECO nós da UFRGS teremos que nos mobilizar e mobilizar nossos colegas. A viagem que custará em torno de 500 reais por pessoa pode sair muito mais em conta se juntos nos organizarmos para juntar grana  para custear o encontro.

Então, se você está interessado em participar desse grande encontro, se cadastre neste link http://migre.me/xdUq para que possamos trocar idéias para a viagem. Divulgue para seus colegas, converse com quem foi ano passado para Floripa, e venha construir com a gente esta viagem.

Próximo »