Archive for abril, 2010

maria

No dia do aniversário dessa grande economista, publicamos um texto do José Luís Fiori, professor titular do Instituto de Economia da UFRJ:

À mestra, com carinho

“Eu pessoalmente já fui para a cadeia, sem nem saber porque, dado que sou apenas uma rebelde, pelo que escrevo, pelo que esbravejo. Mas a vocês quero dizer o seguinte: já estou velha e cansada, mas não desisti. Não desisti!  Eu acho que tem que estudar mais, aprofundar, aprofundar a análise, batalhar” (Maria da C. Tavares, Jornal dos Economistas, Corecon RJ, n º181, p: 8 e 11)

Maria da Conceição Tavares completa 80 anos no dia 24 de abril de 2010. Matemática, economista, intelectual com vasta formação histórica, filosófica e literária, professora, militante, deputada federal, torcedora fanática do Vasco e admiradora da Portela, Maria da Conceição se transformou nos últimos 50 anos, numa figura pública emblemática e numa referência decisiva na vida cultural e intelectual brasileira. Conceição nasceu num povoado, no interior de Portugal, perto de Anádia, na região de Aveiro. A família de sua mãe era católica e monarquista, mas seu pai era anarquista, e essa divisão familiar, ideológica e política marcou toda a sua infância, vivida em plena ditadura salazarista e durante a Guerra Civil espanhola.

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Em 1953, Maria da Conceição se graduou em Matemática, na Universidade de Lisboa e pouco depois se mudou para o Brasil, aos 23 anos de idade, alguns meses antes do suicídio de Getulio Vargas. Em vários depoimentos sobre sua vida, Conceição confessa que se deixou envolver imediatamente pelo “otimismo brasileiro da década de 50″ e pela intelectualidade carioca; apaixonada pelo sonho de Brasília, do Plano de Metas, da Bossa Nova e do Desenvolvimentismo, cantado em verso e prosa nos salões intelectuais do Rio de Janeiro, liderados pela geração de Darcy Ribeiro, Mario Pedrosa e Aníbal Machado. Ao lado dos nacional-desenvolvimentistas do Instituto Superior de Estudos Brasileiros – ISEB, e da geração de cientistas que começava a se reunir em torno da SBPC.

Em 1960, Maria da Conceição Tavares se formou em Economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro onde foi aluna e assistente de Otavio Gouveia de Bulhões, ao mesmo tempo em que trabalhava com Inácio Rangel e com os economistas heterodoxos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Um pouco depois, já no escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, no Rio de Janeiro, Conceição estabeleceu relações pessoais e intelectuais definitivas com Celso Furtado, Aníbal Pinto, e Raul Prebish. E foi assim, com um pé na ortodoxia neoclássica, o outro na heterodoxia estruturalista e com uma forte formação marxista e keynesiana que ela ingressou no debate econômico latino-americano ao publicar, em 1963, um artigo clássico, sobre o “auge e o declínio do processo de substituição de importações”, onde ela explicava, de forma pioneira, os limites estruturais da estratégia de industrialização que era preconizada – naquele momento – por quase todos os economistas desenvolvimentistas.

A partir daí, e nas décadas seguintes, Conceição participou de quase todas as grandes polêmicas econômicas, do Brasil e do continente: nos anos 60 criticou a “tese estagnacionista” de Celso Furtado, e dos “teóricos da dependência”; nos anos 70, denunciou os limites financeiros do modelo de crescimento adotado pelo governo militar; nos anos 80, participou intensamente da discussão sobre a origem e a natureza da crise econômica e da hiperinflação no Brasil e durante a década de 90 escreveu inúmeros artigos e livros criticando as políticas e reformas neoliberais associadas à ideologia da globalização. Além disso, Maria da Conceição escreveu dois trabalhos de longo fôlego, sobre o “movimento cíclico da economia brasileira”, que se tornaram suas teses de doutoramento, em 1974, na Unicamp, e de livre docência, na UFRJ, em 1977. Nas décadas de 80 e 90, Conceição participou do debate internacional sobre a “crise da hegemonia americana”, inaugurando o campo da economia política internacional, no Brasil. Nesse período, ela foi professora, sucessivamente, da UFRJ, da FGV-RJ, da Cepal, da Universidade do Chile, da Universidade Nacional do México e da Universidade de Campinas, onde teve papel decisivo na formação da sua escola de economia.

Depois do golpe militar de 1964, Maria Conceição viveu no Chile, no México, e na França, antes de voltar ao Rio de Janeiro, e ser presa, em 1974. No Chile, Conceição participou da equipe econômica do governo de Salvador Allende, e depois, já de volta ao Rio, militou na luta pela redemocratização brasileira, dentro do PMDB, onde ajudou a formular o seu primeiro programa de governo, que se chamou de “Mudança e Esperança” e foi escrito em 1982.

Uma década depois, Maria da Conceição Tavares ingressou no Partido dos Trabalhadores, e foi eleita deputada federal, pelo Rio de Janeiro, em 1994. Hoje, olhando em perspectiva, se pode ver com claridade o papel decisivo que as suas ideias tiveram na formação do “pensamento econômico da Unicamp”, que hoje é hegemônico dentro do Segundo Governo Lula; e também, na inflexão tardia e “desenvolvimentista” do PT, partido que se formou no início dos anos 80 sem nenhuma concepção econômica própria e sob forte influência das ideias antiestatistas, antinacionalistas e antigetulistas de quase toda a intelectualidade paulista, liberal e marxista, desde os anos 50.

Somando e subtraindo, Maria da Conceição Tavares, em toda a sua vida, foi sobretudo uma professora e uma humanista que ensinou várias gerações – dentro e fora do Brasil – a pensar o mundo com paixão, mas com absoluto rigor analítico; com coragem, mas com total lucidez; com espírito crítico, mas com grande otimismo histórico; com rebeldia anárquica, mas com um profundo sentido de compromisso com o seu povo e com as angústias do seu tempo. Além disso, em todos os lugares onde esteve, Conceição foi sempre uma mente provocadora e incapaz de acovardar-se ou de negar o seu próprio passado. Poucos professores no mundo, ao chegar aos 80 anos, poderão assistir – como ela – uma eleição da importância da que ocorrerá no Brasil, em 2010, e saber que os dois principais candidatos à presidência da República foram seus alunos e se consideram, até hoje, seus discípulos. Parabéns e obrigado, Maria da Conceição.

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Site do ENECO já está no ar

Já está no ar o site do XXXVI Encontro Nacional de Estudantes de Economia, que será realizado de 25 a 30 de julho, na Universidade Federal da Paraíba: www.feneco.org.br/eneco2010/

Aqueles que têm interesse em participar do encontro podem se cadastrae em http://migre.me/xdUq para receber mais informações sobre o evento. Havendo um número suficiente de estudantes interessados, o DAECA fretará um ônibus para irmos ao ENECO.

Colegas do Curso de Ciências Contabéis, no ano de 2010, o Encontro Nacional de Estudantes de Ciências Contábeis (ENECIC), na sua 24ª edição, acontecera em Teresina, capital do Piauí, com o tema: Contabilidade e Cidadania – Perspectivas de um futuro responsável, sustentável e transparente.

O XXIV ENECIC é o principal encontro dos estudantes do curso, nele encontram-se alunos das mais variadas IES’s (Instituições de Ensino Superior), que, reunidos, debatem temas atuais e pertinentes à Ciência Contábil, sempre objetivando o desenvolvimento dos seus conhecimentos teóricos e práticos, fortalecendo a formação acadêmica, política e científica.

Nos próximos dias, os colegas da organização do evento, prometem disponibilizar valores de passagem aérea para os estados mais distantes. Aos estudantes que tenham interesse no evento o DAECA encontra-se a disposição para maiores informações ou organização de excursão.

Site do evento: http://www.enecicteresina.org/

Ao início da reunião foi lida a ata da reunião anterior, com o enquadramento das 4 disciplinas aprovadas anteriormente no currículo anterior nos eixos de formação do currículo da economia. As disciplinas Avaliação de Tecnologias em Saúde, Farmacoeconomia, Economia Política do Estado Desenvolvimentista e Métodos Quantitativos em Economia da Saúde se enquadraram em políticas públicas, e Economia do Comportamento Humano e Direito e Economia se enquadram no eixo teoria econômica.

Então comentou-se sobre as pesquisas que estão ocorrendo sobre o interesse em abrir/assistir eletivas, e a representante discente disse que a pesquisa da economia atingiu mais de 10% dos alunos, enquanto o professor Ronaldo falou que está recebendo notificações de professores interessados em ministrar algumas disciplinas. Foi decidido que provavelmente ao final de maio se retorne ao assunto em nova reunião. O professor Ronaldo informou que recebeu um ofício do DAECA questionando sobre o atraso na disciplina de direito comercial nas turmas C e D e a funcionária Angela foi até o departamento responsável, onde foi informada pela chefe que as aulas iniciariam na semana que vem.

O professor Ronaldo falou sobre o PAG – Programa de Apoio a Graduação, proposto pela Prograd, e que terá duas formas de atuação: aulas no sábado pela manhã e tarde de algumas disciplinas e projetos com suporte financeiro para estudar a evasão e retenção dos alunos no curso. O edital para esse projeto foi levado aos professores via e-mail, não sendo demonstrado interesse pelo corpo docente até então. Os professores membros da Comgrad se mostraram favoráveis a montar o projeto juntos.

Para um processo de seleção de 2 alunos formados para estudos interdisciplinares na Espanha, com duração de 2 semanas, decidiu-se que serão convidados os alunos laureados nos últimos semestres.

A última parte da reunião destinou-se a avaliação das resoluções contendo os critérios para a execução de créditos complementares. Foram realizadas resoluções, uma para cada currículo. Na versão final, em ambas há a obrigatoriedade dos alunos entrarem com a solicitação de liberação um semestre antes do de formatura, a validação dos créditos será concedida para atividades realizadas após a aprovação no vestibular do curso. Ainda, deverão ser realizadas no mínimo duas atividades diferentes dentre um grupo onde consta participação em projeto de extensão, participação em cursos, bolsa de iniciação científica e monitoria, disciplinas eletivas e adicionais excedentes e estágios não obrigatórios. A resolução do currículo em extinção contém a modificação de que os alunos que ingressaram antes de 2006 deverão realizar também créditos complementares para se formar a partir de 2011.

Representante Discente: Tanise Brandão Bussmann

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DAECA seleciona bolsista

O Diretório Acadêmico de Economia Contábeis e Atuarias da UFRGS está selecionando bolsista para auxiliar o diretório em suas atividades administrativas.

O valor da bolsa é de R$ 330,00 mensais, com carga horário de 20 horas semanais flexível. É necessário que o candidato seja estudante da UFRGS.

Interessados devem enviar currículo para o correio-eletrônico daeca.ufrgs@gmail.com até o dia 9 de abril.

admin

Dia do atuário

O Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais da UFRGS, parabeniza a todos atuários e estudantes de ciências atuarias, em especial aqueles que compartilham e compartilharam as salas de aulas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por mais uma passagem do dia em que comemoramos a profissão atuarial no Brasil.

Ao ingressar no curso de Economia os estudantes tomam conhecimento que há um grande número de cadeiras eletivas, as quais podem indicar um caminho profissional a ser seguido. Em boa parte dos casos, essas cadeiras exigem pré-requisitos para que o estudante se matricule. O problema é que há um grande números de cadeiras eletivas que não costumam abrir para a matrículas. O DAECA realizou um estudo junto ao departamento de Economia para produzir um documento que contenham todas eletivas inclusive aquelas que não estão sendo oferecidas. Clique aqui para acessar o documento.

O DAECA, percebendo essa falha entre as demandas individuais dos alunos e a oferta efetiva de eletivas, está realizando um levantamento de quais disciplinas os alunos têm mais interesse em cursar nos próximos semestres. É fundamental que todos estudantes respondam a planilha, que está disponível em http://tinyurl.com/y9cymxe. Essa pesquisa nos permitirá conhecer melhor os interesses e, com isso, lutar para que essas disciplinas abram futuramente.

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