Archive for outubro, 2010

tiagorublescki

Eleições DCE – UFRGS

MANIFESTAÇÃO DO DAECA ACERCA DO PROCESSO ELEITORAL DCE-UFRGS

Acerca da grande polêmica envolvendo as eleições do DCE 2010 o DAECA vem a público esclarecer que:

1)      Desde 2007 esta entidade faz parte das Comissões Eleitorais de forma independente, sem apoio uma ou outra chapa, pois acredita ser um momento de grande importância para o M.E. da UFRGS.

2)      Nunca, desde 2007, houve tantos problemas envolvendo uma eleição de DCE, antes mesmo das inscrições das Chapas. Nunca houve tanta falta de apoio da gestão do DCE e tanto esforço por parte desse grupo para que as eleições não se realizassem.

3)      O DAECA, como muitas outras entidades de base, se mobilizou para que o processo eleitoral para o DCE não tivesse entraves e transcorresse da maneira mais limpa, idônea e democrática possível. Preocupado com o demasiado atraso do DCE em chamar um CEB eleitoral e a falta de resposta desse de quando o faria, o DAECA convocou um CEB com outros 20 DA´s e CA´s;

4)      A diretoria do DAECA ressalta que é função do CEB (e de mais nenhuma entidade) a convocação de eleições. Esse CEB pode, ou não, ser convocado pelo DCE, mas, se convocado por outro dos membros do Conselho dentro das normas estatutárias (como foi o caso), não pode ser desrespeitado e/ou desligitimado por quem quer que seja.

5)      No dia 16 de setembro mais de 20 entidades estudantis de base se reuniram na sede do DAECA para deliberar sobre o processo eleitoral. Dessa reunião se tirou um calendário eleitoral consensual.

6)      Após este CEB, o DCE, da maneira autoritária usual e sem respeitar os DA´s, CA´s e a democracia, chamou um novo CEB na idéia que só esta entidade (o DCE) poderia convocar um CEB. O que desconhecem os membros da diretoria do DCE é que um CEB pode ser chamado a qualquer momento, conforme o estatuto da entidade, se este for convocado por mais de metade do DA´s e CA´s existentes.

7)      O DAECA, assim como outras entidades de base, com vistas do bom andamento das eleições, foi ao CEB chamado pelo DCE. CEB esse realizado no auditório da Eng. Mecânica. Lá todos DA´s e CA´s presentes (novamente mais de 20) colocaram que o calendário deveria seguir o já tirado em CEB anterior. Porém o que não imaginávamos era o golpe que o DCE havia arquitetado. Sem agüentar a pressão, pelas inúmeras críticas proferidas a Gestão DCE Livre, o Presidente do DCE e a Vice presidente (que presidia o CEB) se retiraram da plenária, antes do término do CEB, com os documento da reunião. Sem possibilidades de continuar o CEB e com o pronunciamento do Renan Pretto que este estava suspenso até que o DCE o reconvocasse, os DA´s e CA´s presentes lavraram uma ata do ocorrido. Faz-se novamente necessário destacar a posição amplamente majoritária das manifestações dos Diretórios e Centros Acadêmicos presentes na reunião que colocavam a necessidade de se seguir edital democraticamente discutido e retirado em CEB anterior.

8)      Qual não foi a surpresa do DAECA ao saber que foi realizado a continuação do CEB a portas fechadas onde apenas as Entidades de Base alinhadas ao DCE (cerca de 5) foram chamadas e construíram um novo calendário eleitoral e uma nova comissão eleitoral completamente a revelia do decidido nas reuniões que estavam de acordo com o estatuto do DCE.

9)      Mesmo o DAECA compondo a Comissão Eleitoral legítima, tirada em CEB com mais de 20 DAs e CAs, este sempre se colocou a favor da unificação das comissões, pois acredita que , mesmo com o autoritarismo do DCE e as constantes ameaças jurídicas, seria melhor realizarmos o pleito do que prorrogarmos ainda mais as eleições do DCE, dando margem a perpetuação de uma gestão pífia à frente da maior entidade representativa dos estudantes da UFRGS.

10)  Depois desse fato inúmeras reuniões, ou tentativas, se fizeram, com SAE,
Reitoria, DCE Livre, DA´s e CA´s que compunham ambas as comissões eleitorais, com o objetivo de se fazer um único calendário eleitoral.

11)  Após as inscrições de Chapa do dia 18 de outubro, onde duas chapas se inscreveram, apareceu uma nova tentativa de conciliação entre a Comissão Eleitoral legitimamente eleita pelo CEB e a orquestrada nos bastidores pelo DCE.

12)  Uma nova Reunião foi chamada com o Vice-reitor da UFRGS, onde foi colocado que, com a existência de duas Comissões Eleitorais, a reitoria não ira homologar nenhuma das duas. Nesse momento estava claro que algum dos lados iria ter que ceder, e o mais fraco era aquele orquestrado pelo DCE, pois as duas chapas até então inscritas, colocavam um grande peso sobre a CE democraticamente tirada em CEB. Confiantes de nossa posição, acreditávamos que conseguiríamos unir a CE em torno do calendário tirado pela maioria dos estudantes no CEB realizado no espaço do DAECA.

13)  Porém, uma das chapas solicitou retirada de sua inscrição da comissão eleitoral tirada pelo CEB auto-convocado. Essa atitude teve como conseqüência uma perde de legitimidade da comissão eleitoral, enfraquecendo sua posição frente a uma eventual unificação. Priorizando o bom andamento das eleições e não tendo margem de opção, unificaram-se as CE´s, mesmo com o prejuízo para a CE legítima(Tirada em CEB com mais de 20 entidades) de não poder integrar plenamente a CE, tendo que seguir um calendário eleitoral construído por um CEB com pequeno número de DA’s.

14)  Diante de tantas voltas e reviravoltas reafirmamos o objetivo do DAECA em construir uma eleição justa e democrática, onde todos e todas os estudantes possam escolher de forma consciente um novo DCE e  seus Representantes Discentes.

15)  Por último, em resposta a circulação de notas de coletivos que pretendem disputar as próximas eleições, colocamos a necessidade de se valorizar os espaços estudantis horizontais, onde os estudantes realmente decidam seu futuro de maneira autônoma.

pato

Ricardo Bielchovsky na FCE

Dia 11 de novembro, às 18h30min, será realizada no auditório da FCE a conferência “A Hora da Igualdade”, ministrada pelo representante da CEPAL no Brasil, Dr. Ricardo Bielchovsky. O evento faz parte do I Encontro Nacional de Professores de Desenvolvimento Econômico.

Realização: IPEA, CEPAL e UFRGS.

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Carta CAECO para o CONGRESSO ANGE 2010

Este ano o congresso da Associação Nacional de Graduação em Ciências Econômicas (ANGE) foi na Unicamp (Campinas – SP). Como nos últimos 3 anos, o DAECA esteve presente.

Durante o congresso os estudantes puderam discutir e debater temas relacionados a nossa formação. Os debates foram puxados pela Federação Nacional de Estudantes de Economia, que aproveitou o congresso da ANGE para se reunir.

O formato do congresso da ANGE e mesmo para que ele se propões não permite muito a crítica. Mas logo na plenária de abertura do evento pudemos ver que eram os estudantes organizados que iriam propor o debate. Abaixo está a reproduzido a carta escrita pelo Centro Acadêmico de Economia – Unicamp.

Campinas, 13 de Outubro de 2010

“Quem como eu critica e propõe com tamanha veemência, o faz porque acredita que é praticável erradicar a conivência, superar a mediocridade e vencer a alienação que denuncia. Obviamente meu discurso não se dirige aos que estão contentes com nossas sociedades e com as universidades que as servem ou desservem. Escrevo para os descontentes, para os que estão predispostos a mudar a América Latina que existe para edificar aqui e agora a primeira civilização solidária.” (Ribeiro, D. A Universidade Necessária – 1974).

A ANGE nasceu depois de um “amplo processo de debate nacional acerca da reforma do currículo de economia” em 1985. Transcorridos 25 anos desse processo, nós, estudantes do Instituto de Economia da UNICAMP, sediamos este congresso após uma experiência própria de reformas. Nessa via, os estudantes, em conjunto com o Centro Acadêmico, desenvolveram reflexões, partindo do questionamento de problemas cotidianos, acerca dos cursos de graduação em economia – tendo em foco o curso da Unicamp.

O momento é oportuno para relembrarmos as lições de Darcy Ribeiro: a universidade latino-americana tem um talento nato para defender ideologicamente as estruturas de privilégio, de desigualdade e de submissão próprias das sociedades – sim – subdesenvolvidas.

A universidade necessária, uma universidade que sirva a uma sociedade que reivindica para si a própria libertação – sim, inconclusa – estará sempre em questão enquanto a possibilidade do conflito ameaçar a intolerância acadêmica.

É importante ressaltar que essa carta não deve ser interpretada como uma forma de desmerecer o significado desta instituição ou o esforço empenhado pelos professores e pesquisadores na construção deste curso; muito menos deve ser tomada como um ataque à categoria docente. O verdadeiro propósito dessa carta é reivindicar o direito ao conflito em todas as instâncias acadêmicas.

Há uma insatisfação patente, mal digerida, entre os estudantes a respeito do conteúdo e das práticas de sua formação, contra a instrumentalização do ensino, a hostilização do debate e, principalmente, contra a inépcia do curso em tratar as grandes questões nacionais. Ocorre que tais aspectos são reforçados por um bloqueio de quaisquer tipos de conflitos no seio da academia; o professor sem voz e o estudante sem fibra são suas marcas. O primeiro padece de um falso decoro que o impede de se manifestar explicitamente acerca dos dilemas latentes na sociedade. O segundo, a exemplo de seus mestres, se mostra incapaz de se expressar política e criticamente.

Reconhecemos que toda essa acomodação tem raízes em questões concretas, tais como o acesso a canais de financiamento externos. Se por um lado estes se fazem estritamente necessários, em função da insuficiência dos recursos públicos destinados à universidade – fruto de uma decisão política dos governos estaduais e federais -, por outro lado exigem a submissão a determinados padrões de produtividade e ensino impostos – os quais rompem com a autonomia universitária e anulam a possibilidade de existência de espaços de expressão das divergências internas.

Ademais, o grande propósito ao qual os centros de ensino economia devem se prestar é o de uma intervenção social, acompanhado de uma reflexão crítica capaz de restabelecer à Universidade sua missão de racionalizar os dilemas e possibilidades de nosso tempo. Uma instituição de graduação em economia não se resume a uma linha de produção de economistas e nem unicamente a uma espécie de trampolim para a concretização de aspirações individuais, não justificando que provas como a ANPEC e concursos públicos transformem o espaço universitário em uma espécie de “cursinho superior”. O cumprimento de sua função enquanto escola é indissociável do princípio de intervenção prática na sociedade. E é em face desse desafio que denunciamos o empobrecimento dos cursos.

Ora, a premissa de intervenção no meio social entra em contradição com a lógica de inércia do debate e infantilização do aluno nos supostos espaços de discussão. Cabe confrontar a tendência à instrumentalização do ensino com os pressupostos da reflexão crítica: a intervenção não existe sem reflexão, na medida em que o exercício reflexivo é necessário para viabilizar a formulação de diagnósticos para a constelação de problemas colocados. Dentro do quadro do ensino instrumentalizado, não há tempo para a reflexão e o confronto de idéias, pois impera uma lógica acadêmica produtivista.

No âmbito da relação professor-aluno, o que se vê por aqui é um expressivo tutelamento do aluno pelo professor, com uma rígida hierarquização do conhecimento acadêmico. Como se este se transmitisse em uma via única, qual seja, de cima para baixo – unicamente dos professores para alunos: os estudantes não contam com um espaço efetivo para contestações ou debates mais aprofundados em sala de aula. Uma premissa aí ausente é a da construção coletiva do conhecimento, ou seja, de um processo de constante crítica da crítica, capaz de romper com o marasmo da “pedagogia da hierarquia” e reforçar a formação propriamente dita do estudante. Acreditamos que o conhecimento construído coletivamente é vital não somente porque permite a renovação de idéias, como também faz do estudante um agente transformador de seu meio – pois capacita o cidadão a reconhecer o seu lugar e seu potencial na sociedade.

Como dito, tal tutelamento consiste ainda num dos diversos corolários do recrudescimento da lógica produtivista na academia e no cotidiano da carreira docente. O prestígio acadêmico encontra-se agora atrelado a metas, tais quais a publicação de artigos e a produção de pesquisas encomendadas, numa busca tragicômica por pontinhos na carreira, em detrimento da dedicação do docente às funções pedagógicas. A construção coletiva do conhecimento cede lugar à construção do estudante infantilizado pela pedagogia “do tablado e da carteira”. Ademais, o problema crônico de falta de professores sobrecarrega aqueles que lecionam a uma jornada de horas/aula, por vezes, já extensa.

Entendemos que os problemas aqui tratados refletem questões e conflitos vigentes na sociedade e, portanto, o raio de ação dos cursos de graduação em economia é, numa primeira vista, limitado. Contudo, há muito espaço para a reelaboração da estrutura curricular, das práticas pedagógicas e do relacionamento entre professor e aluno. Ainda mais se levarmos em conta que muitos dos grandes cargos políticos do país, a exemplo da eleição presidencial corrente, são ocupados por economistas, os quais ajudam a elaborar os planos de governo, inclusive aqueles destinado à educação. Sendo assim, o que queremos é inserir, nas discussões deste congresso da ANGE, a relevância central do conflito na vida acadêmica como um motor de idéias e do estabelecimento da crítica como um método de formação.

A acomodação de interesses pode ser positiva na perspectiva da reprodução do sistema em vigor na academia, mas oblitera as chances de reforma do mesmo. Convém ressaltar que o nascimento desta “casa”, como muito nos foi dito, foi fundado no conflito e na dissonância com correntes tecnocráticas e ortodoxas de pensamento econômico; lutemos, portanto, para que o restabelecimento do conflito como uma forma legítima de reflexão e prática política seja não só o fundamento de uma escola necessária, mas o primeiro passo de nossa regeneração.

CAECO 2010

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SEMANA ACADÊMICA DO DAECA

ENDEREÇO DA SOCIEDADE DE ECONOMIA FOI INFORMADO ERRADO. O CERTO É RUA GAL. VITORINO, 324

Começaram as inscrições para a Semana Acadêmica (SA) do DAECA. A semana será entre os dias 19 e 22 de outubro. Serão realizados nesses 4 dias 2 debates, 2 mesas e 1 painel. Para se inscrever basta ir no DAECA e dar seu nome. Lembramos que as vagas são limitadas!

Cabe lembrar que a SA terá certificado para aqueles que tiverem mais de 75% de participação. Programação segue abaixo.

cartaz sa

Mesa 1 – Dia 19 de outubro às 18:30 – O que mudou nesses últimos 100 anos (Auditório da Sociedade de Economia – RS)

Prof. Hemógenes Saviane Filho

Prof. Luiz Dário Teixeira Ribeiro


Debate 1 – Dia 20 de outubro às 18:30 – Teoria da Inflação (Auditório da Sociedade de Economia – RS)

Profs. Flávio Fligenspan e Marcelo Portugal


Painel – Dia 21 de outubro às 18:30 (1h de duração) – O Movimento Estudantil nos Anos de Chumbo (Auditório da Sociedade de Economia – RS)

Jorn. Rafael Guimaraens


Debate 2 – Dia 21 de Outubro às 19:30 – A Questão do Estado (Auditório da Sociedade de Economia – RS)

Profs. Ronaldo Herrlein Jr. E Sabino Porto Junior


Mesa 2 – Dia 22 de Outubro às 18:30 – Perspectivas para os Próximos 100 anos (Auditório da FCE)

Prof. Marcio Pochmann

Endereços:

De terça a quinta: Sociedade de Economia do RS – Rua Gal. Vitorino, 324/centro

Sexta: FCE – Av. João Pessoa, 52/centro

pato

Assembleia Geral Ordinária

A Diretoria do Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais, convoca todos os seus membros, para Assembléia Geral Ordinária que realizar-se-á na sede do Diretório no dia 27 de outubro de 2010, quarta-feira, às 17 horas e 45 minutos para debater e deliberar sobre os seguintes assuntos:

I – formação da comissão eleitoral 2010;
II – processo eleitoral DCE e RD.

Fernanda Valada Machado
Coordenadora DAECA
pela Diretoria.

Original encontra-se assinado na Sede do Diretório

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Site do DAECA em 1998

Dentro do projeto de reconstruir a história do DAECA para escrever um livro sobre o centenário da entidade, tivemos acesso ao site do DAECA em 1998. Os arquivos estavam salvos com o Gerson, que foi daquela gestão e hoje trabalha no NECON.

Para ver a página, é só baixar aqui, descompactar os arquivos e clicar em índex.htm

Uma das atividades que pode ser conferida nessa página é o Unirock, um festival de bandas organizado pelo DAECA que teve várias edições nos anos 90.

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ELEIÇÕES DAFE

Esta semana acontecerá as eleições para a nova gestão do Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação, diretório que representa os estudantes de pedagogia. Não é de hoje que o DAFE e o DAECA estão juntos tocando o Movimento Estudantil na UFRGS. Por isso declaramos nosso apoio a atual gestão. As eleições serão nos dias 7 e 8 de outubro.

APOIO DAFE

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