{"id":1276,"date":"2026-06-24T11:31:50","date_gmt":"2026-06-24T14:31:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/?p=1276"},"modified":"2026-07-02T14:34:14","modified_gmt":"2026-07-02T17:34:14","slug":"por-que-o-jornalismo-gosta-de-noticiar-a-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/2026\/06\/24\/por-que-o-jornalismo-gosta-de-noticiar-a-inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"POR QUE O JORNALISMO GOSTA DE NOTICIAR A INTELIG\u00caNCIA ARTIFICIAL?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Por Nicole Rohers<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Design-sem-nome-18-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1289\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Design-sem-nome-18-1024x576.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Design-sem-nome-18-300x169.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Design-sem-nome-18-768x432.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Design-sem-nome-18-1536x864.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Design-sem-nome-18-2048x1152.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pergunta pode soar exagerada, mas basta observar as manchetes do \u00faltimo ano para perceber que existe uma esp\u00e9cie de fasc\u00ednio permanente pelo tema. Toda semana surge uma nova descoberta. Um novo risco. Uma nova promessa. Um novo estudo capaz de mudar tudo o que sab\u00edamos antes. \u00c9 um relacionamento curioso. Em alguns momentos, parece at\u00e9 desajustado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em junho de 2025, pesquisadores do MIT Media Lab publicaram o estudo<a href=\"https:\/\/www.media.mit.edu\/projects\/your-brain-on-chatgpt\/overview\/\"> &#8220;Your Brain on ChatGPT: Accumulation of Cognitive Debt when Using an AI Assistant for Essay Writing Task&#8221;<\/a>. A pesquisa investigava os efeitos do uso de modelos de linguagem em tarefas de escrita e apontava resultados que, segundo os pr\u00f3prios autores, ainda exigiam aprofundamento e novas investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas n\u00e3o foi assim que grande parte do p\u00fablico conheceu o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos meses seguintes, ve\u00edculos brasileiros publicaram manchetes afirmando que o ChatGPT poderia prejudicar o desenvolvimento cognitivo, causar depend\u00eancia e at\u00e9 provocar uma suposta &#8220;atrofia cognitiva&#8221;. Em abril de 2026, quase um ano ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa, uma<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DXCd6s0lzug\/\"> publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais da newsletter The News<\/a> dizia: &#8220;Uma gera\u00e7\u00e3o inteira pode sofrer de atrofia cognitiva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 discutir se a intelig\u00eancia artificial representa riscos ou benef\u00edcios, nem contestar a import\u00e2ncia da pesquisa realizada pelo MIT. O que me interessa \u00e9 outro movimento: como um estudo preliminar se transforma em uma narrativa recorrente e por que o jornalismo continua retornando a ela mesmo quando n\u00e3o existem novos resultados cient\u00edficos a apresentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo do MIT n\u00e3o foi o primeiro a alertar sobre os efeitos da IA ao c\u00e9rebro, e provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 o \u00faltimo. Mas a forma como foi abordado revela um padr\u00e3o que se repete sistematicamente na cobertura brasileira de tecnologia. O termo &#8220;atrofia cognitiva&#8221;, por exemplo, n\u00e3o aparece no trabalho original. Uma das autoras do estudo, a pesquisadora Nataliya Kosmyna destaca o uso da express\u00e3o &#8220;cognitive debt&#8221;, d\u00edvida cognitiva, para descrever a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria no engajamento neural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre os dois termos n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sem\u00e2ntica. &#8220;D\u00edvida cognitiva&#8221; sugere algo que pode ser pago, trabalhado. &#8220;Atrofia cognitiva&#8221; evoca degenera\u00e7\u00e3o, perda irrevers\u00edvel, dano estrutural. Em temas t\u00e3o recentes e ainda pouco compreendidos, cada escolha de palavra constr\u00f3i sentidos que acabam sendo reproduzidos e ampliados na circula\u00e7\u00e3o da not\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o uso de termos mais fortes do que aqueles presentes na pesquisa n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico aspecto que chama aten\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o relacionada \u00e0 temporalidade dessa cobertura. O estudo foi publicado em junho de 2025. O que explica, ent\u00e3o, sua recircula\u00e7\u00e3o prolongada?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"562\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-1024x562.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1280\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-1024x562.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-300x165.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-768x421.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-1536x843.png 1536w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2.png 1693w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros ajudam a visualizar este interesse. Em uma busca feita no site do jornal, levantamento realizado nos \u00faltimos 12 meses,<a href=\"https:\/\/search.folha.uol.com.br\/search?q=inteligencia+artificial&amp;periodo=ano&amp;site=todos\"> a Folha de S.Paulo publicou mais de 4 mil mat\u00e9rias relacionadas \u00e0 intelig\u00eancia artificial<\/a>. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, no mesmo per\u00edodo foram identificadas apenas 255 mat\u00e9rias sobre reciclagem e cerca de 2 mil sobre direitos humanos. Evidentemente, os temas possuem naturezas diferentes e n\u00e3o disputam necessariamente o mesmo espa\u00e7o editorial. Ainda assim, a diferen\u00e7a chama aten\u00e7\u00e3o e sugere que a IA deixou de ser apenas uma pauta tecnol\u00f3gica para se tornar uma das grandes narrativas do jornalismo contempor\u00e2neo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa estrat\u00e9gia tem um efeito colateral: a naturaliza\u00e7\u00e3o do alarmismo. Quando um estudo \u00e9 repetido o suficiente, ele deixa de ser tratado como uma investiga\u00e7\u00e3o preliminar e passa a ser visto como fato estabelecido. A &#8220;atrofia cognitiva&#8221; deixa de ser uma constru\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e se torna, na percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, uma verdade cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um estudo complexo \u00e9 reduzido a uma manchete de 10 palavras, algo se perde. E n\u00e3o \u00e9 apenas nuance. Perde-se a capacidade de pensar criticamente sobre a tecnologia. O leitor que l\u00ea &#8220;IA causa atrofia cognitiva&#8221; n\u00e3o sai sabendo como o estudo foi feito, quantas pessoas participaram, quais foram suas limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas, o que a pesquisadora realmente disse sobre as interpreta\u00e7\u00f5es dos resultados ou mesmo se outros estudos chegaram a conclus\u00f5es semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado \u00e9 um p\u00fablico que sabe que IA \u00e9 perigosa, mas n\u00e3o sabe por qu\u00ea ou em que medida. Esse p\u00fablico torna-se mais propenso ao alarmismo ou \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da tecnologia. E ambos os extremos dificultam um debate p\u00fablico qualificado sobre regula\u00e7\u00e3o, uso \u00e9tico e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora Nataliya Kosmyna,<a href=\"https:\/\/www.media.mit.edu\/projects\/your-brain-on-chatgpt\/overview\/\"> no site do MIT,<\/a> alertou contra interpreta\u00e7\u00f5es exageradas como &#8220;IA est\u00e1 tornando pessoas burras&#8221;. Mas esse alerta raramente aparece nas mat\u00e9rias. O que fica \u00e9 o alarme.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"279\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1024x279.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1279\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1024x279.png 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-300x82.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-768x209.png 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1.png 1272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resposta da pesquisadora retirada do site oficial da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por que o jornalismo not\u00edcia tanto a Intelig\u00eancia Artificial?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Volto \u00e0 pergunta inicial. Acho que a resposta \u00e9 dupla.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro: a IA \u00e9 um tema que nunca se esgota. Toda semana h\u00e1 um novo modelo, uma nova aplica\u00e7\u00e3o, um novo risco, uma nova promessa. Para um ve\u00edculo que precisa produzir conte\u00fado diariamente, isso \u00e9 ouro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo: a IA \u00e9 um tema que pergunta ao leitor sobre si mesmo. &#8220;Seu c\u00e9rebro est\u00e1 enfraquecendo?&#8221; &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 dependendo demais da tecnologia?&#8221; &#8220;Voc\u00ea vai perder seu emprego para uma m\u00e1quina?&#8221; Essas perguntas geram clique porque geram reflex\u00e3o inc\u00f4moda. E reflex\u00e3o inc\u00f4moda gera engajamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-id=\"1442\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Design-sem-nome.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1442\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00faltimo ano, os principais jornais do pa\u00eds publicaram mais de 15 mil mat\u00e9rias sobre intelig\u00eancia artificial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Para onde isso nos leva?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo do MIT \u00e9 um exemplo interessante porque mostra justamente essa tens\u00e3o. Enquanto os pesquisadores falavam em limita\u00e7\u00f5es, investiga\u00e7\u00f5es futuras e poss\u00edveis interpreta\u00e7\u00f5es, parte da cobertura j\u00e1 falava em atrofia, depend\u00eancia e decl\u00ednio cognitivo. Em algum ponto do caminho, a d\u00favida cient\u00edfica deu lugar \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o significa que pesquisas sobre intelig\u00eancia artificial n\u00e3o devam ser noticiadas. Pelo contr\u00e1rio. Diante do impacto que essas tecnologias t\u00eam na educa\u00e7\u00e3o, no trabalho e na comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 natural que ocupem espa\u00e7o permanente no notici\u00e1rio. O problema surge quando a necessidade de publicar sobre IA se torna maior do que a necessidade de compreender aquilo que est\u00e1 sendo publicado. Talvez seja por isso que um estudo preliminar consiga permanecer circulando por tanto tempo. Ele n\u00e3o responde apenas a uma curiosidade cient\u00edfica. Ele alimenta uma discuss\u00e3o que interessa ao p\u00fablico, gera engajamento e oferece novas formas de contar a mesma hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso do estudo do MIT, a hist\u00f3ria que permaneceu n\u00e3o foi a da d\u00edvida cognitiva. Foi a da atrofia cognitiva. E essa diferen\u00e7a diz tanto sobre a intelig\u00eancia artificial quanto sobre o pr\u00f3prio jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a IA promete transformar a forma como trabalhamos, aprendemos e nos comunicamos, o jornalismo tem uma responsabilidade igualmente importante: garantir que essa transforma\u00e7\u00e3o seja acompanhada por um debate p\u00fablico informado. Talvez sua principal tarefa seja oferecer aos leitores acesso a conhecimento cient\u00edfico traduzido de forma acess\u00edvel, contextualizada e fiel \u00e0s evid\u00eancias. Porque para compreender uma tecnologia exige informa\u00e7\u00e3o suficiente para que a sociedade possa decidir, de forma consciente, o que fazer com ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compreender como o jornalismo encara a Intelig\u00eancia Artificial tamb\u00e9m nos faz compreender como a enxergamos como sociedade<\/p>\n","protected":false},"author":86,"featured_media":1290,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[74,12],"class_list":["post-1276","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ensaios","tag-ensaio","tag-inteligencia-artificial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/users\/86"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1276"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1609,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1276\/revisions\/1609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/daulab\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}