Seminário Bienal Mercosul na UFRGS

O Seminário Internacional “Lugares de Memória no Triângulo do Atlântico”, que ocorreu nos dias 24 e 25 de agosto, como parte da XI Bienal Internacional de Artes do Mercosul, reuniu pesquisadores, artistas e comunidade em geral para refletir sobre as relações entre o Brasil e o continente africano. Organizado pelo DEDS e pelo NEAB, em conjunto com a Bienal do Mercosul, a ser realizada no próximo ano em Porto Alegre, o evento abordou diversos aspectos culturais, geográficos, patrimoniais e artísticos que, oriundos do tráfico internacional de africanos escravizados através do Atlântico, contribuíram para consolidar influências  e realidades comuns para aquilo que se entende como “triângulo do Atlântico”, ou seja, as contribuições de povos vindos da África e da Europa e que se juntaram aos que aqui já residiam.

A partir das participações dos palestrantes, em diálogo com o público, foi sugerida uma maior aproximação da Bienal com a realidade da cidade (deixar alguns marcos artísticos, mostra de artistas negros, eventos abertos para as escolas), com a diáspora africana (Cemitério dos Pretos Novos – RJ, Memorial de Gorée – Senegal) e com organismos internacionais que se voltam para a preservação da história e do patrimônio.

Na foto, a mesa de encerramento do seminário: José Rivais Macedo (professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS, coordenador do NEAB-RS e do evento), Milton Guran (membro do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da Unesco),  Malick Kane (diretor do Memorial de Gorée e especialista em política cultural africana contemporânea) e Rafael Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade de Brasília.