“Na minha solidão” mistura saudade com outras inspirações e sentimentos nos quais Joseph Kapweya, artista namibiano, mergulhou a partir de 2018, quando veio cursar Engenharia Civil na UFRGS.
Apesar do título da exposição ser no singular, talvez possamos pensar “em suas solidões”, pois as pinceladas partem de diferentes distanciamentos, tanto pela sua vinda ao Brasil, tanto pela pandemia e, recentemente, pelas enchentes no Rio Grande do Sul. De maneira autodidata, mobiliza desde figuras históricas negras da arte da música, do esporte e da militância como Notorious B.I.G, Kobe Bryant, Chadwick Boseman, Nina Simone, Tupac Shakur, Martin Luther King Jr, Mohamed Ali, Aretha Franklin, a paisagens onde cresceu, questões raciais no Brasil e na África, a colonização, e características culturais do Rio Grande do Sul. Dessa maneira, e inspirado por outros artistas, como Leonardo Da Vinci, evidente em sua releitura da Santa Ceia, traz obras com cores vibrantes, sutileza e criatividade, que mostram diferentes perspectivas de sua experiência.
Inicialmente, a exposição comporia parte da Semana da África, evento organizado pelo DEDS, estudantes, pesquisadores, artistas africanos, incluindo o artista, que devido ao desastre no Rio Grande do Sul, acontecerá em novembro, com data a confirmar. Entretanto, tendo em vista a possibilidade de mantê-la, a exposição acontece do dia 5 ao 31 de julho de 2024, na Sala Nogueira do Centro Cultural. A entrada é aberta e gratuita, e a visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.






Fotos: Valentina Kuhn
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