{"id":469,"date":"2021-09-10T22:56:00","date_gmt":"2021-09-11T01:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wp-deds\/?p=469"},"modified":"2022-02-16T21:28:18","modified_gmt":"2022-02-16T23:28:18","slug":"machismo-no-esporte-e-tema-de-debate-no-ciclo-esporte-e-opressoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/deds\/machismo-no-esporte-e-tema-de-debate-no-ciclo-esporte-e-opressoes\/","title":{"rendered":"Machismo no esporte \u00e9 tema de debate no ciclo &#8220;Esporte e Opress\u00f5es&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O esporte carrega em seu sentido a uni\u00e3o, uma forma de agregar pessoas e diferentes culturas. Um ambiente pensado dentro de uma perspectiva acess\u00edvel, diversa e inclusiva. O futebol insere-se nesse contexto. Contudo, \u00e9 um ambiente que n\u00e3o est\u00e1 livre de preconceitos estruturais. O machismo \u00e9 um deles, que prevaleceu por muitos anos fazendo com que as mulheres acreditassem que n\u00e3o podiam viver sua participa\u00e7\u00e3o no futebol com a mesma intensidade que os homens. A tentativa de exclus\u00e3o, o apagamento hist\u00f3rico e as barreiras enfrentadas por elas ao longo dos \u00faltimos anos est\u00e3o alicer\u00e7adas nessa vis\u00e3o machista. Um exemplo \u00e9 a luta pela visibilidade do futebol feminino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa parte dos debates, produ\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas e bibliogr\u00e1ficas que reconstitui a hist\u00f3ria social do futebol foi realizada sob a perspectiva dos homens, num universo eminentemente masculino. Atualmente, ainda podemos dizer que o futebol \u00e9 uma das modalidades que mais resistiu, e ainda resiste, ao ingresso de mulheres como jogadoras, torcedoras, profissionais no comando t\u00e9cnico, gestoras e demais cargos e posi\u00e7\u00f5es que envolvam visibilidade, decis\u00e3o, lideran\u00e7a e poder. Elas podem ter a mesma forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e intelectual para ocuparem as posi\u00e7\u00f5es dentro de um Clube de futebol, mas essa inser\u00e7\u00e3o \u00e9 atravessada por uma naturaliza\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m de um espa\u00e7o apenas esportivo, mas, sobretudo, sociocultural, com valores nele embutidos e dele derivados, que estabelecem limites e a consequente manuten\u00e7\u00e3o da ordem t\u00e3o presente atual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Buscando debater essas e outras quest\u00f5es, teremos o quinto encontro do Ciclo de Debates \u201cEsporte e Opress\u00f5es\u201d, tendo machismo como tema. O evento ser\u00e1 transmitido ao vivo, dia 13 de setembro, \u00e0s 19h, pelo canal do DEDS-UFRGS no Youtube, no link:&nbsp;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/RW9fAuFSvjc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/youtu.be\/RW9fAuFSvjc<\/a>&nbsp;(clique no link para ativar o lembrete!).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estar\u00e3o no debate Aira Bonfim, mestra em Hist\u00f3ria e pesquisadora sobre a inicia\u00e7\u00e3o das brasileiras no futebol no in\u00edcio do s\u00e9culo XX; Janaina Pinto, Historiadora e vice-presidenta da For\u00e7a Feminina Colorada; Vict\u00f3ria Maciel Farias, estudante de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e Social (UFRGS), torcedora antifascista do Gr\u00eamio e integrante do Elis Vive; Gustavo Andrada Bandeira, doutor em Educa\u00e7\u00e3o (UFRGS) e autor do livro Uma hist\u00f3ria do torcer no presente: elitiza\u00e7\u00e3o, racismo e heterossexismo no curr\u00edculo de masculinidades dos torcedores de futebol.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Ciclo \u00e9 uma parceria do Nuances &#8211; Grupo pela Livre Express\u00e3o Sexual, Departamento de Educa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Social (DEDS\/UFRGS) e Museu da UFRGS, com apoio de torcedores e torcedoras que lutam pelo respeito e o acolhimento da diversidade no meio esportivo, principalmente, do futebol.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O esporte carrega em seu sentido a uni&atilde;o, uma forma de agregar pessoas e diferentes culturas. 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