Com atração baseada em personagem de Shakespeare, Dark Valley encerra temporada do Sexta Degrau

Durante o ano, passaram pelas escadarias do Centro Cultural diversas vozes, ritmos e ideias. O pop e a música eletrônica, com Kevin Brezolin e seu disco Saturnø; o indie rock, através da banda Supervão e o singular jeito de fazer música popular brasileira com o conjunto Pônei Xamânico. Para finalizar a temporada anual do Sexta Degrau, a banda Dark Valley sobe ao palco no dia 13 de dezembro, às 20h, para apresentar um estilo pouco presente na história do projeto: o heavy metal.

A performance da próxima sexta-feira busca percorrer a história da personagem de Shakespeare em Hamlet. Ophelia, após uma desilusão amorosa, morre afogada, num provável suicídio. A narrativa pensada pelo grupo conta a jornada da jovem em um mundo alternativo, que leva o mesmo nome da banda – Dark Valley. A ideia central do álbum é reviver a personagem, dando a ela uma segunda chance para valorizar seu potencial feminino e a vida, permeando, também, a percepção do papel da mulher na sociedade.

A banda, formada em Porto Alegre em 2015, é composta por cinco integrantes: a vocalista Ana Carla De Carli; os guitarristas Fernando Cezar Junior e Juliano Ângelo; o baixista Jackson Harvelle e o baterista Felipe Paedo. Com músicos que já atuavam na cena local do gênero metal, o conjunto considera seu som semelhante, também, ao metal progressivo e sinfônico.

Ana Carla de Carli diz que bandas como Jinjer, Lacuna Coil e Arch Enemy são algumas das influências do grupo. Outros grupos históricos também são lembrados pela vocalista. “No Brasil, Sepultura e Krisiun inspiraram várias bandas. Nós somos uma delas”.

Sobre o projeto

Construir uma programação que faça jus ao Centro Cultural da UFRGS requer uma boa dose de experimentação. Com isso em mente, nasceu, fruto de uma parceria entre o Departamento de Difusão Cultural e o Instituto de Artes, o Sexta Degrau. Explorando a escadaria do Centro Cultural – espaço pouco evidenciado, posto que se localiza nos “fundos” do prédio -, o objetivo do projeto é construir um ambiente de convivência através da arte e da cultura, promovendo espetáculos musicais e outras ações que dialoguem com a proposta.

Partindo desta premissa, procuramos montar uma programação pautada por alguns elementos norteadores, como a valorização da cena independente, experimentação, construção coletiva e compartilhamento.

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