Dançarinos encantam o público com poesia gestual no Cenas Mínimas

Poesia. Movimento. Fluidez. Esses três elementos marcaram a apresentação da terceira proposição do projeto Cenas Mínimas. Na performance Fronteiras Líquidas, os dançarinos Andrea Spolaor e Rui Moreira mostraram às dezenas de espectadores dos dois dias de apresentação – 17 e 18 de junho – uma série de movimentos e técnicas de dança, além de buscarem uma interação constante com o público.

Referindo-se ao sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman, Andrea Spolaor associou o pensamento do autor com uma das inspirações da apresentação. “Com o repertório que construímos juntos [com Rui Moreira] por um ano e meio, a gente enxerga lugares tanto do hermetismo, quanto do líquido. A liquidez apareceu no trabalho de corpo durante essa segunda etapa do projeto Fronteiras Líquidas, em uma parceria com a Carlota [Albuquerque, dançarina] que ainda estamos desenvolvendo juntos”, destacou.

Durante a entrevista feita pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS com a dupla, o dançarino Rui Moreira completou a explicação sobre a ideia do conceito da performance: “o aspecto líquido é uma consequência dos encontros e desencontros, que são cada vez mais incertos. Ao entender que tudo está em movimento, isso faz com que tudo isso seja um ponto de passagem para o próximo momento ou instante. […] São vários sinônimos e antônimos para o mesmo signo. A poesia nos permite esse lugar”.

Após o fim de cada performance, o público pôde conversar com os artistas, momento no qual fizeram perguntas e compartilharam as experiências vivenciadas durante a apresentação. A interação entre artistas e público foi valorizada tanto pelos espectadores quanto pelos dançarinos. “Teve uma boa aceitação, uma entrada no jogo, uma derrubada dessas fronteiras [entre artistas e público]. Funcionou!”, descreveu Andrea Spolaor.

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