Sala Redenção é retratada em obra de aluna das Artes Visuais da UFRGS

A exposição individual Transeuntes, de Marina Prudencio, reúne, no Espaço Ado Malagoli do Instituto de Artes da UFRGS diversas pinturas acrílicas realizadas desde 2018 pela artista. Uma das obras que compõem a exposição é o registro de um momento antes de uma projeção de filme na Sala Redenção – Cinema Universitário. A mostra está aberta ao público de 1º de julho até 19 de julho, das 8h30 às 21h30.

O enfoque do projeto é a contemplação dos instantes passageiros da vida urbana. As pinturas de Marina Prudencio, são construídas a partir de fotografias de celular de sua autoria. Elas documentam cenas do cotidiano nos centros urbanos, além de imagens apropriadas da Internet. Algumas destas obras retratam diferentes ambientes do jogo GeoGuessr. As suas composições são construídas a partir da observação do fluxo apressado dos pedestres e do registro do olhar absorto de passageiros e indivíduos entediados durante os momentos de espera.

Uma das obras selecionadas para a mostra registra várias pessoas aguardando o começo de uma sessão da Sala Redenção, conhecida pelo público por sua programação plural e gratuita. A pintura realizada pela formanda em Artes Visuais, Marina Prudencio, está em exposição no hall de entrada do Instituto de Artes da UFRGS. 

Sobre a exposição Transeuntes

O desejo de pintar a promessa de um instante
Como o título da mostra sugere, o enfoque do projeto, selecionado pelo edital do Centro Acadêmico Tasso Corrêa 2019/1, é a contemplação dos instantes passageiros da vida urbana. As pinturas de Marina Prudencio são construídas a partir de fotografias de celular de sua autoria – que documentam cenas do cotidiano nos centros urbanos – e também de imagens apropriadas da Internet – que capturam telas da navegação virtual por diversas localidades do mundo no jogo GeoGuessr. As suas composições são construídas a partir da observação do fluxo apressado dos pedestres, além do registro do olhar absorto de passageiros e de indivíduos entediados durante os momentos de espera. As atmosferas dos trabalhos da artista registram a deriva criativa da passagem do instante fotográfico à lentidão da fatura da pintura. Trata-se de um exercício meditativo que sincroniza olhar e gesto, buscando expandir o tempo presente através da imersão no detalhe. Ao observar os seus enquadramentos, podemos lembrar dos ensaios fotográficos de Vivian Maier e das pinturas de Edward Hopper. Assim como esses artistas, Marina reconstrói cenas de acontecimentos que normalmente são descartados pela nossa memória e por nossos relatos. Suas obras são um elogio à amnésia da periferia da visão. Ela propõe a nós, espectadores, exercitar esse olhar enviesado e desatento, que circunda o objeto de desejo e o “come” pelas beiradas. Sobretudo, Marina propõe-nos uma ode ao desvio, como também o faz o poeta Paulo Lemiski, em Distraídos Venceremos, ao nos lembrar de “navegar em direção às Índias e descobrir a América”. Em suma, suas obras convidam-nos ao deleite melancólico da atenção flutuante da mente de quem viaja também sem sair do lugar.

Confira abaixo alguns registros de Transeuntes.

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