FestiPoa Literária chega a 12ª edição com parceria com o DDC-UFRGS

Um dos maiores festivais de literatura do Rio Grande do Sul chega a sua 12ª edição com uma programação especial e com quatro eventos ocorrendo pela primeira no Centro Cultural da UFRGS, em uma parceria com o Departamento de Difusão Cultural da universidade. O FestiPoa Literária propõe, para a edição deste ano – de 29 de abril a 6 de maio, debates sobre representatividade e o lugar da fala na literatura.

Na abertura do evento, em 29 de abril, o Salão de Atos da UFRGS receberá a filósofa Sueli Carneiro. A ensaísta é um dos principais nomes do feminismo negro no Brasil. A partir das 19h, Sueli divide o palco com a filósofa e ativista Djamila Ribeiro e a jornalista, poeta e editora Fernanda Bastos, anfitriã desta edição do evento.

Atividades no Centro Cultural

O Centro Cultural, por sua vez, também terá convidados/as de peso. Dentre as oficinas e palestras que o espaço vai receber, Heloísa Buarque de Hollanda, pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Columbia (Estados Unidos) e escritora lançará suas duas últimas obras no festival: Pensamento Feminista – conceitos fundamentais e Pensamento feminista brasileiro – formação e contexto. Além do lançamento dos livros no dia 03 de maio às 19h no Centro Cultural, a professora emérita da Escola de Comunicação da UFRJ conversa com o público no mesmo horário.

Além de Heloísa Buarque de Hollanda, o equipamento cultural recebe Julie Dorrico, doutoranda em letras pela PUCRS e descendente do povo indígena Macuxi (Roraima), no dia 2 de maio às 17h. Dorrico organizou a obra Literatura brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção e fará uma palestra com a mesma temática: A literatura indígena brasileira contemporânea: conhecendo as vozes da origem.

O Centro Cultural ainda vai abrigar, no segundo dia de atividades, 30 de abril, as oficinas de Marcelo Silva e Aline Daka. O primeiro, professor de literatura e língua portuguesa, propõe a oficina A poesia é um atentado celeste, das 14h às 18h. A ilustradora Aline Daka terá como atividade a oficina Narrativas poéticas das bonecas de papel das 15h às 18h.

Confira a programação do 12º FestiPoa Literária que o Centro Cultural e a Sala Redenção irão sediar:

  • 30/05 das 14h às 18h - Oficina com Marcelo Silva: A poesia é um atentado celeste

    A oficina tem por objetivo estimular o fazer poético provocando a criatividade através de leitura, práticas e reflexão sobre a poesia. A prática é realizada a partir de alguns conceitos, poemas, músicas e textos produzidos pelo coletivo. Clique na imagem ao lado para se inscrever.

  • 30/05 das 15h às 18h - Oficina com Aline Daka: narrativas poéticas das bonecas de papel

    Aline Daka desenha personagens das artes que são suas referências poéticas e depois as recorta, transformando-as em bonecas de papel. Ao disponibilizar as bonecas para o público presente, outras histórias podem ser inventadas, assim como novas formas de intervenções artísticas. A oficina vai promover um encontro de contação de histórias e intervenções com desenhos, a partir da obra poética da artista intitulada “Projeto Da última inocência”. Clique na imagem ao lado para se inscrever.

  • 02/05 - 16h - Sessão de Cinema: “Ex-pajé” na Sala Redenção

  • 02/05 - 19h - Sessão de Cinema: “Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos” na Sala Redenção

  • 02/05 das 17h às 18h - Palestra de Julie Dorrico - A literatura indígena brasileira contemporânea: conhecendo as vozes da origem

    A literatura indígena brasileira contemporânea é realizada desde os sujeitos e coletivos indígenas, a partir da década de 1990, e constitui-se em autoria de caráter coletivo e individual. A autoria coletiva ocorre em consequência da entrada da educação escolar indígena e os cursos de formação de professores, legalmente implementados pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996; a autoria individual é realizada na publicação de livros de sujeitos autoproclamados indígenas com suas respectivas referências ancestrais em editoras privadas, tais como Kaká Werá, Daniel Munduruku e Eliane Potiguara. Desde então, os escritores e idealizadores do projeto literário indígena criaram ferramentas para fomentar a atuação de outros escritores de diferentes etnias no país, como o concurso Tamoios realizado desde 2004 que visa encontrar novos talentos que contribuam com a literatura indígena. Essa palestra versa sobre esse contexto histórico e emergência da literatura indígena e de como esses autores vieram para “descobrir os brasis” e realizar “um bom encontro” com a sociedade envolvente. Textos dos próprios escritores serão apresentados a fim de escutarmos suas escritas nessas “peles de papel”. O evento será aberto ao público e por ordem de chegada.

  • 03/05 - As minas do Rap e Slam - Voz de levante

    No dia 3 de maio, a FestiPoa Literária recebe a rapper Negra Jaque e a slammer Shaiana Souza para uma sessão de cinema com debate dos filmes "As minas do Rap" e "Slam - Voz de levante" na Sala Redenção da UFRGS. No dia 03/05, às 16h, ocorre Sessão de Cinema com “As minas do Rap” e “Slam - Voz de levante”. Após a exibição dos documentários, haverá um debate com as rappers Negra Jaque e Shaiana Souza. Mais tarde, às 19h de 03/05, a Sala Redenção exibirá novamente os documentários para quem perdeu, em sessão extra.

  • 03/05 das 19h às 21h - Palestra e lançamento das duas últimas obras da autora: Heloísa Buarque de Hollanda

    Encontro e lançamento dos dois últimos livros organizados pela escritora Heloísa Buarque de Hollanda. Pensamento Feminista - Conceitos fundamentais e Pensamento Feminista Brasileiro - Formação e contexto. Heloísa Buarque de Hollanda é formada em Letras Clássicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é mestre e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, Estados Unidos. É professora emérita da Escola de Comunicação da UFRJ, dedicada aos estudos culturais, com ênfase nas teorias críticas da cultura, tendo ainda importante atuação como crítica literária, ensaísta, antologista e editora. É autora de livros como Macunaíma, da literatura ao cinema (1978), Impressões de viagem (1992), e organizadora de obras como 26 poetas hoje (1976), Y nosotras latino americanas? Estudos de raça e gênero (1992), Tendências e impasses – O feminismo como crítica da cultura (1994) e Explosão feminista (2018). Evento aberto ao público e a entrada será por ordem de chegada.

Deixe uma resposta

X