Peça El Juego de Antonia volta ao Centro Cultural via projeto de extensão

Nos dias 1º e 2 de outubro, às 19h, o Centro Cultural da UFRGS recebe novamente a peça El Juego de Antonia, após as performances de abril junto ao projeto Cenas Mínimas. Com entrada franca no local, os atores Sergio Lulkin e Luciana Paz protagonizam o espetáculo que retrata o cotidiano do casal Antonia e Virgílio. 

A performance faz parte do projeto de extensão Arredores da imagem: zona de investigações poéticas, vinculado à Faculdade de Educação da UFRGS e coordenado por Cristiano Bedin da Costa. Será o único evento do projeto realizado fora do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Veja abaixo a programação até o final do ano do Arredores da imagem:

  • 29/10/19: Palestra seguida de debate com Sandra Mara Corazza e Paola Zordan;
  • 26/11/19: Palestra seguida de debate com Anelise de Carli e Edson Luiz André de Sousa;
  • 10/12/19: Palestra seguida de debate com Claudio Levitan e Vanessa Silla.

Sobre a peça

El Juego de Antonia apresenta um casal, Antonia e Virgílio, que vive junto há muitos anos a criar e recriar jogos que beiram o grotesco, com os quais esperam se libertar de seus medos. A peça teatral nasce do projeto Três Direções para Escuta idealizado pela atriz Luciana Paz no ano de 2014. Neste projeto, a atriz criou três trabalhos cênicos que partiam de dispositivos de escuta e suas reverberações no processo de criação. El Juego de Antonia parte da escuta dos medos da atriz, dos temores relatados pelo público que participou de suas Ouvidorias e de trechos do texto Dos Viejos Panicos (1967) do autor cubano Virgilio Piñera (1912-1979). André Carreira e Luciana Paz, que em El Juego de Antonia compartilham direção e dramaturgia, há alguns anos investigam as potencialidades relacionais da ficção com espaços públicos, realizando trabalhos que partem da ideia da cidade como dramaturgia. As vivências teatrais de ambos os artistas, sobretudo no que tange às reverberações da cidade na criação dramatúrgica, os instigou a iniciar o processo de criação de El juego de Antonia nas ruas do centro da cidade de Florianópolis.

Sobre o projeto

ARREDORES DA IMAGEM: ZONA DE INVESTIGAÇÕES POÉTICAS
Ação de extensão vinculada à FACED/UFRGS
Coordenador: Cristiano Bedin da Costa (DEC/FACED/UFRGS)

Entre proposições teóricas e procedimentos criadores vinculados às artes, à literatura e à filosofia, trata–se de estudar o estatuto da imagem no contemporâneo, tendo-a como intercessora do pensamento em educação.

OBJETIVO GERAL
Estudar e discutir, desde diferentes campos de criação e respectivas proposições experimentais e conceituais, os modos através dos quais a imagem, em sua dimensão poética, pode se configurar como um intercessor para o pensamento em educação.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Investigar e debater a imagem enquanto ato de criação; Estudar a imagem a partir de seu estatuto de “pensatividade” e consequente potencial subversivo, tomando-a enquanto uma realidade necessariamente ambígua, escorregadia e prenhe de novas possibilidades de significação; Discutir as relações entre o signo icônico, sua apreciação e os processos de ensino e de aprendizagem; Problematizar imagens–clichê de aula, de professor(a) e de aluno(a) na contemporaneidade; Discutir a imagem como elemento didático e a imaginação como procedimento operatório de espaços–tempos de aula; Instaurar uma zona de compartilhamento de investigações poéticas, a ser movimentada por meio de contínuos cruzamentos e contágios entre os campos do currículo, da didática e de produções artísticas, literárias e filosóficas.

ARGUMENTO GERAL
Em Educação, questionar a imagem é antes alinhar-se à contemporaneidade em suas urgências. Frente à múltipla proliferação de imagens que caracteriza o nosso tempo, voltamo-nos a Italo Calvino e a defesa de uma pedagogia da imaginação enquanto exercício de um pensar por imagens, ou seja, uma pedagogia capaz de pôr em foco visões de olhos fechados, aptas a se inscreverem no real por meio de visibilidades inéditas: de currículo, de didática, de aula, de vida. Desse modo, indagar, desde as artes, a filosofia e a literatura, o estatuto da imagem enquanto potência significante, é também recolher traços para a composição de realidades outras para as
práticas de pesquisa e docência, vinculando-as assim ao exercício de pensamento enquanto criação de novos sentidos. Nos arredores da imagem, talvez seja possível pensar em um conhecimento e em uma aprendizagem capazes de se configurar enquanto testemunhos não de uma Verdade, mas sim de um gesto poético.

Deixe uma resposta

X