Projeto Núcleo da Canção volta em julho com compositor Carlos Badia

Idealizador do POA Jazz Festival, vencedor do Prêmio Açorianos, uma trajetória reconhecida no jazz brasileiro e na música instrumental, parceria com diversos músicos destacados, como Vitor Ramil e João Donato… Com esse currículo de peso, Carlos Badia vai receber o público para falar do que mais gosta e entende: música. O compositor é o próximo convidado do projeto Núcleo da Canção, organizado pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, em 24 de julho, às 19h, no Centro Cultural da UFRGS.

Além de poder interagir com o artista, Badia fará uma audição comentada de suas principais composições e obras. Dentre elas, o álbum Zeros, vencedor do prêmio Açorianos de música instrumental, em 2015. Além do sucesso alcançado em sua carreira solo, o músico é um dos fundadores do prestigioso grupo de jazz Delicatessen. A formação venceu o Prêmio Tim de Melhor Disco de Língua Estrangeira por My Baby Just Cares for Me, de 2010.

Sobre a audição comentada – por Carlos Badia

As tramas entre a canção popular brasileira e a composição instrumental abrangem múltiplas intersecções e conexões. Na música popular brasileira, esse é um tema que carece de maior pesquisa e investigação, tanto sobre as relações entre os dois caminhos de composição, quanto sobre os compositores que criam e produzem com igual desenvoltura em uma e em outra via.

Carlos Badia é um destes casos de artistas que transitam com naturalidade entre a música instrumental e as canções. Se em seu disco de estreia ZEROS, um álbum duplo que se dividia claramente entre um disco somente de canções e outro somente de instrumentais, no seu mais recente trabalho a divisão deixa de existir, com ambas formas de criação intercaladas em um único artefato.

Para Badia, compor é uma espécie de artesanato de peças únicas. A composição é também a amálgama de caminhos e soluções criativas, em que são utilizados uma série de apoios e recursos que auxiliam o artista a dar forma e consistência em direção a um resultado final. Quando uma composição pode indicar ser uma canção ou uma criação somente com melodia instrumental? Como se dá esta coexistência criativa para um músico? Em que sentido os processos criativos possibilitam uma composição instrumental virar canção e vice-versa? Que crítica genética se pode pensar a respeito destas duas vias de composição? Como isso tudo se relaciona com carreira artística e mercado de trabalho?

Compositor, violonista, escritor, ativador cultural e livre-pensador, Badia vai apresentar sua vivência e filosofia neste universo das canções e da música instrumental.

Serviço

Sobre: Núcleo de Estudos da Canção – Audição comentada com Carlos Badia
Data: 24 de julho
Horário: 19h
Local: Sala Araucária do centro Cultural da UFRGS (Rua Eng. Luiz Englert, 333)
Entrada Franca

Sobre Carlos Badia

Carlos Badia é músico, compositor, escritor, produtor musical e ativador cultural. Ficou conhecido mais recentemente como produtor musical, violonista, compositor e um dos fundadores do grupo de jazz “Delicatessen”, que inclusive lhe rendeu dois “Prêmio da Música Brasileira” como um dos produtores musicais do projeto, além de outros prêmios e destaques. O grupo trouxe reconhecimento nacional e internacional ao trabalho musical de Badia, que saiu da banda em 2012 para investir em sua carreira, desta vez solo. Badia, que durante anos atuou em estúdios de áudio fazendo trilhas para publicidade, teatro cinema e animação, desde 2013 passou a investir apenas em sua carreira solo. O resultado inicial foi ZEROS, um álbum duplo de 2015 que ganhou destaque entre críticos e sites de música do Brasil todo e é recheado de participações especialíssimas, como João Donato e Vitor Ramil entre outros. Foi diversas vezes premiado como instrumentista, produtor e compositor também no Prêmio Açorianos, onde o cd ZEROS também se destacou como melhor disco instrumental de 2015. Lançou em 2016 seu primeiro livro “Recortes On-Off Line” e em 2017 “Sílabas Ciladas” seu segundo livro, bem como seu segundo disco chamado “0+2”. Além disso, é o idealizador e um dos realizadores do POA JAZZ FESTIVAL (eleito o Melhor Festival de Música de 2017 pelo Prêmio Profissionais da Música), do Projeto Homenagem ao Jazz e agora do Bento Jazz & Wine Festival.

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