UFRGS e universidade de Amiens promovem colóquio com convidados da França, Alemanha, Suíça, México e Brasil

Com o objetivo de discutir esquecimentos e lacunas aos quais os movimentos artísticos são submetidos, ora por meio de políticas da memória, ora por falta de conhecimento, o Colóquio Internacional Apagamentos da Memória na Arte busca refletir sobre a ética e política no campo das artes. Esses ocultamentos teriam sido causados por carência de informações ou seriam frutos de escolhas intencionais? Com esse mote, de 27 a 30 de novembro, o Centro Cultural da UFRGS sediará diversas mesas de debate sobre temas variados, como direitos humanos, questões raciais e étnicas. A Sala Redenção – Cinema Universitário receberá um longa brasileiro e três curtas franceses (confira a lista abaixo).

O ponto central dos encontros visa resgatar a memória na arte, discutindo os espaços escondidos, bem como as novas geografias territoriais e humanas. A programação será dividida entre conferências e sessões de cinema, com debates ao fim de cada evento. Em relação às conferências, convidados das seguintes universidades estão confirmados: UFRGS, Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Unicamp, Université de Picardie Jules Verne (Amiens, França) e Universidad Nacional Autónoma de México. Além destas instituições, Angelika Ramlow representa o Arsenal – Institute for Filme and Video Art, de Berlim (Alemanha). 

As sessões de cinema com produções ligadas aos temas ficaram a cargo de Igor Simões (UFRGS) e Sébastien Denis. Dentre os assuntos escolhidos para serem debatidos, serão exibidos filmes que abordam etnias indígenas brasileiras e a violenta luta pela independência da Argélia, em 1962, frente ao poder imperial em declínio da França. Sobre essa última temática, Sébastien Denis debaterá três produções que retratam a violação sistemática de direitos humanos pelos francos, comandados à época pelo General Charles De Gaulle: Foules (1960), J’ai huit ans (1961) e La distribution du pain (1957-2011). Xadalu e o Jaguaretê (2019), de Tiago Bortolini e Kuaray Poty, traz a obra do artista de rua Xadalu em sua viagem por tribos indígenas em busca de autoconhecimento e reflexão nas suas obras.

Além da programação diversificada no Centro Cultural da UFRGS e na Sala Redenção – Cinema Universitário, a Galeria Ecarta (Av. João Pessoa, 943) recebe exposição da artista suíço-haitiana Sasha Huber. Com curadoria de Sabrina Moura, a mostra será exibida em 30 de novembro das 11h às 12h30, e terá como título ‘Nomear para lembrar: um olhar sobre a performance e as possibilidades da narrativa histórica‘.

Apoio

O Colóquio Internacional Apagamentos da Memória na Arte é um evento parte da programação do aniversário de 85 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com organização das professoras Mônica Zielinsky (UFRGS) e Androula Michael (Université de Picardie Jules Verne) e apoio de Claudia Boettcher, diretora do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS e Centro Cultural da UFRGS, e Paulo Silveira, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS. Androula Michael fará a palestra O artista enquanto historiador da arte: estratégias contra os apagamentos da memória, parte do projeto Débat d’idées, da Aliança Francesa e Embaixada da França

A realização é da UFRGS, PPGAV-UFRGS, Centro Cultural da UFRGS, Université de Picardie Jules Verne e Centre de Recherche en Arts et en Esthétique – UPJV. Apoio institucional: Pró-Reitoria de Extensão (UFRGS), Pró-Reitoria de Pesquisa (UFRGS), Consulado Geral da França em São Paulo, Aliança Francesa, Goethe Institut, Cine Esquema Novo, Ina – Institut National de l’Audiovisuel, Fundação Cultural e Assistencial Ecarta, Ministério da Cidadania – Secretaria Especial de Cultura – e Lei de Incentivo à Cultura – Rouanet.

Inscrições

Créditos

  • Designer: Katia Prates
  • Créditos de imagem still do vídeo ” Aterro”, 2018: Romy Pocztaruk, Marina Camargo e Daniel Galera 

Programação

Organizadoras

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