UNIMÚSICA 40 ANOS | MÚSICA DA PRESENÇA

 
 
 

PROGRAMAÇÃO

27 DE SETEMBRO, SEGUNDA-FEIRA, 20H

PRESENTE
José Miguel Wisnik, Celso Sim e Marina Wisnik

Desde As boas, de Jean Genet, em 1991, espetáculo que marca a volta de Zé Celso Martinez Correia ao teatro brasileiro, depois de um longo período de exílio e ostracismo, José Miguel Wisnik compôs canções para o Teatro Oficina. Entre elas estão “As quatro estações”, que permanecem como músicas propiciatórias da fé cênica, a cada ciclo anual; “Flores horizontais”, “Noturno do mangue”, “Coração do mar” e “São Paulo Rio”, feitas para Mistérios gozozos, sobre texto de Oswald de Andrade; “Cacilda”, música tema de Cacilda!, para Cacilda Becker; “Comida e bebida”, que tem como letra um trecho de Bacantes, tragédia de Eurípedes, vertida para a tragicomediorgia musical brasileira; e “Hégira”, feita para O Homem 2 / Os sertões, de Euclides da Cunha. “Mortal loucura”, uma canção composta para o espetáculo de dança Onqotô, do Grupo Corpo, sobre poema de Gregório de Matos, encerra o espetáculo. José Miguel convidou o cantor Celso Sim e a cantora Marina Wisnik pelos laços comuns que os unem, entre outras coisas, à experiência do Teatro Oficina.

FICHA TÉCNICA

Gravado, filmado, mixado, editado e masterizado por André Mehmari no Estúdio Monteverdi. Serra da Cantareira, Brasil
José Miguel Wisnik: piano, voz e direção artística
Marina Wisnik: voz
Celso Sim: voz
Swami Jr: contrabaixo e violão
Sérgio Reze: bateria e gongos melódicos
Luisinho Silva: roadie e transporte
Guto Ruocco: Circus produções 
Lenise Pinheiro: imagens Teatro Oficina

CENAS SONORAS
Trilhas de Caio Amon

O compositor e produtor musical Caio Amon apresenta temas de suas trilhas para teatro e dança em um concerto celebrando a diversidade e colaboração musical. Iniciando com arranjos camerísticos para piano, clarinete e flauta, o concerto explora o diálogo entre o erudito, o jazz, a ópera, a música flamenca e o universo violonístico, encerrando com sambas interpretados pela cantora Valéria Barcellos. Os músicos convidados são a pianista Olinda Allessandrini, o clarinetista Diego Grendene, o violonista Thiago Colombo, a soprano lírica Cintia de los Santos, a percussionista Mestra Alexsandra e o saxofonista Cleomenes Junior. Participação do Grupo Máscara Encena e da bailarina Camila Vergara.

FICHA TÉCNICA

Gravado no Estúdio Soma, em Porto Alegre, com apoio da Person Pianos
Caio Amon: violão, voz e sintetizador
Olinda Allessandrini: piano
Diego Grendene: clarinete
Grupo Máscara Encena: Alexandre Borin, Camila Vergara, Fábio Cuelli e Mariana Rosa
Cleomenes Junior: flauta, sax soprano e sax alto
Cintia de los Santos: soprano lírica
Thiago Colombo: violão
Camila Vergara: bailarina
Mestra Alexsandra: percussão
Valéria Barcellos: voz
Heloisa Marshall: produção
Mixagem e masterização: Clauber Scholles
Imagens: Filipe Pimentel, Francisco Milanez e Júlio Estevan (UFRGS TV)
Edição de vídeo: Gabriella Scott (UFRGS TV)
Iluminação: Maurício Moura e João Fraga

28 DE SETEMBRO, TERÇA-FEIRA, 20H

TRAVESSIA EM LUTO
Yasmim Salvador, Eric Barbosa e Uirá dos Reis

Texturas, sonoridades, consonantes, constante, harmônica, orgânicas sintetizadas, conflituosa, suaves e agressivas, a melodia volta a enraizar os movimentos em dança. O espírito e a essência saltam para fora. Suas mãos e seus pés são travessia em camadas de expressões, no fluxo dos rios. Não se afastam dela. O espírito está sempre em movimento. O tempo nos testa. Deve ser um jogo?

FICHA TÉCNICA

Gravado em Mulungu, no Ceará
Direção Geral: Coletiva
Direção de Arte: Coletiva 
Filmagem: Lui Fonte
Foto e Making Off: Alexandre Lutz
Captação de Áudio: Rami Freitas 
Edição de Áudio: Gabriel Omar
Edição de vídeo: Durango (Thiago Ibiapina)
Performer: Yasmim Salvador 
Criação Sonora: Eric Barbosa e Uirá dos Reis
Motorista: Eduardo Ribeiro

DA CENA À CANÇÃO
Álvaro RosaCosta

O espetáculo é constituído a partir dos últimos trabalhos de Álvaro RosaCosta levados à cena. Foram selecionados processos que representam as diversas formas e pontos de partida para a música/som em cena. O predomínio é de um trabalho que ainda está no início de produção. Chama-se: Amazônia (Projeto Gompa). Das treze músicas, nove são deste projeto. As outras são oriundas dos espetáculos “Sambaracotu” (2019), “Dona Flor e seus dois maridos” (2016), “Leitura da dramaturgia de Hermes Mancilha” (2018) e “A vó da menina” (2021). 
Neste trabalho pensando para o Uni 40: música da presença, Álvaro aproxima artistas/parceiros queridos com quem vem trabalhando nos últimos anos. Denise Freitas, Ronald Augusto, Eliane Marques, Leandro Maia, Anaadi, David Regnier, Simone Rasslan e Jerônimo Jardim fizeram as letras das músicas que viraram canções. A letra da música “Valsa da Ruth” foi composta a partir do texto de Pedro Bertoldi.

FICHA TÉCNICA

Gravado no Estúdio Soma, em Porto Alegre, com apoio da Person Pianos
Concepção e direção: Álvaro RosaCosta
Viola Caipira e voz: Álvaro RosaCosta
Piano e voz: Simone Rasslan
Violino: Daniela Luz
Contrabaixo acústico: Risomá Cordeiro
Percussão: Yago Lima
Arranjos: Álvaro RosaCosta e Simone Rasslan
Participação especial: Beto Chedid (Violão e guitarra portuguesa)
Agradecimentos: Sandra Narciso e toda a equipe envolvida na programação comemorativa dos 40 anos do projeto Unimúsica.
Mixagem e masterização: Clauber Scholles
Imagens: Filipe Pimentel, Francisco Milanez e Larissa Marte Tibola (UFRGS TV)
Edição de vídeo: Gustavo Côrte Real (UFRGS TV)
Iluminação: Maurício Moura e João Fraga

29 DE SETEMBRO, QUARTA-FEIRA, 20H

ATO PERENE: O PROCESSO COMO OBRA
Cia Pé no Mundo e Nenem Menezes

A partir de convite do Unimúsica, a Cia Pé no Mundo apresenta “Ato perene: O processo como obra”, uma obra multi-linguagens, desenvolvida de maneira inédita para o festival “Uni 40: música da presença”.
Sensibilizado e inspirado pela mais recente criação da Cia – a websérie “Traduções simultâneas: Corpo, música e pensamento complexo” –, esse novo experimento cênico busca evidenciar a potência, a dinâmica de contaminação e interdependência e o movimento de circulação entre as linguagens da dança, da música e do audiovisual. Propomo-nos descortinar o processo íntimo de criação, permitindo que o público lance novos olhares e percepções sobre os afetos mobilizados e as contaminações possíveis entre essas linguagens.
“Ato perene” revela em si um paradoxo, um mergulho interior: compreendemos o pontual ato da criação artística como um acontecimento contínuo, permanente e inerente à vida, mesmo diante do atual contexto em que as noções de tempo, espaço e presença estão alteradas, e as artes, desafiadas a encontrar outros formatos comunicacionais. No pulsar do intenso imbricamento entre criador e criatura, a cena se estabelece diante do processo.

FICHA TÉCNICA

Gravado na Associação Cultural Cachuera e no Teatro Alfa, em São Paulo
Direção e pesquisa: Cláudia Nwabasili e Roges Doglas
Assistente de pesquisa: Mariana Queen Nwabasili
Roteiro: Gabriel Cândido
Músico: Nenem Menezes
Bailarinos: Cláudia Nwabasili e Roges Doglas
Captação de imagem, edição e finalização em vídeo: Osmar Zampieri
Assistente de Câmera: Yuki Guimarães
Figurino: Karla Pê
Registro fotográfico: Clarissa Lambert
Catering: Cozinha Fermenta
Produção executiva: Thamy Kauanda
Produção Geral: Cia Pé no Mundo

MÚSICA A SERVIÇO
Arthur de Faria

“Música a serviço” é uma passada por 35 anos de trabalho de Arthur de Faria como prestador de serviços na arte de escrever música para teatro. Para este espetáculo ele reuniu seu dois principais projetos atuais: o duo com Áurea Baptista, atriz e cantora, que interpretará as sete canções; e a Tum Toin Foin Banda de Câmara, que interpretará seis temas instrumentais.

FICHA TÉCNICA

Gravado na Audio Porto, em Porto Alegre
Direção musical e arranjos: Arthur de Faria
Miriã Farias: violino
Gabriel Romano: acordeom
Ange Bazzani: fagote
Adolfo Almeida Jr: flauta doce e piano de brinquedo
Julio Rizzo: trombone
Arthur de Faria: piano e piano de brinquedo
Erick Endres: guitarra
Bruno Vargas: baixo elétrico
Guenther Andreas: bateria
Giovanni Berti: percussão
Mixagem e masterização: Lauro Maia, Lorenzo Schmidt e Pedro Schmitt 
Imagens: Francisco Milanez, Júlio Estevan e Thaynan Schroeder (UFRGS TV)
Edição: Gabriella Scott (UFRGS TV)
Iluminação: Maurício Moura e João Fraga

30 DE SETEMBRO, QUINTA-FEIRA, 20H

IMERSÃO ABISSAL
João Pedro Cé e Silvana Rodrigues

Sem sair do lugar, “Imersão Abissal” desbrava os limites entre a realidade afugentadora e a ficção curativa. Estas são as molas que impulsionam a lucidez do encontro entre duas pessoas que buscam entender a criação do universo artístico. A dupla utiliza o deboche como método, no momento em que estabelecer contato e ser criativo evidencia as inseguranças de viver o “novo precário”. Entre mensagens de áudio, sintetizadores, loopings e semi-canções, este concerto apresenta uma assimetria sonora para colorir suas narrativas.. Sugerimos que sejam utilizados fones de ouvido para uma experiência completa.

FICHA TÉCNICA

Gravado e mixado na TRANSCENDENTAL audio, em Porto Alegre, por Leo Bracht e Leo Silveira
Perfomance: João Pedro Cé e Silvana Rodrigues
Imagens: Francisco Milanez, Júlio Estevan e Thaynan Schroeder (UFRGS TV)
Edição de vídeo: Júlio Estevan (UFRGS TV)
Iluminação: Maurício Moura e João Fraga

RETUMBANTES
Lívia Mattos, Livia Nestrovski, Rafé e Tomás Oliveira

Quatro artistas buscam a sua forma de ser e estar no mundo, em ressonância paradoxal entre os seus anseios e a incoerência da existência. Um homem que perdeu a cabeça, gêmeas siamesas de genealogias diversas e um beatboxer malabarista têm a música como linguagem de interlocução entre eles e também com o seu entorno. Trata-se de figuras espaventosas que reverberam truques de como inventar formas de existir e ressoar.

FICHA TÉCNICA

Gravado na Casa Teatro de Utopias, em São Paulo
Direção artística e musical: Lívia Mattos
Lívia Mattos: Monociclo, sanfona, voz 
Livia Nestrovski: voz, sapateado e nano piano 
Rafé: malabarismo, mímica e beatbox
Tomás Oliveira: música excêntrica 
Iluminação: Marisa Bentivegna
Assistente técnico: Thiago Zanota 
Consultoria mágica: Ricardo Malerbi
Produção: Sanfonástica Produções

01 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA, 20H

AFROS DO SUL
Paulo Romeu e Carine Brazil

Inicia com o pedido de licença aos nossos orixás, guias espirituais e ancestrais.
O show é concebido em duas partes. Partindo de referências da linguagem do tambor falante, usado pelos griots africanos que cantavam as histórias do continente e usavam muito esse tambor para se comunicar. Na sequência, vem o trabalho com os instrumentos de madeira: cajons, que tem procedência peruana, e habaneras, de origem cubana, e depois com as tanajuras, que são brasileiras. A música angolana “Morro da Maianga” de André Mingas, que fala da vida rural de Angola e o choque cultural com a chegada dos colonizadores portugueses.
Na segunda parte, ressalta o swing Afro-Gaúcho com levadas de Violão, sopapo e baixolão, mostrando, entre outras coisas, a levada rítmica criada pelo Afro-Sul chamada de Porongada em homenagem aos Lanceiros Negros traídos, emboscados e massacrados no final da Revolução Farroupilha. Os Lanceiros Negros, heróis farroupilha, que em um acordo entre Duque de Caxias e Canabarro, na sede de Porongos, atual cidade de Pinheiro Machado, foram massacrados. A seguir, musicalizando um pouco a atual situação política do Brasil, a música “De terno, gravata e ladrão” é um pouco da história das não-ações de um governo incapaz, fúnebre e genocida em meio a pandemia. Além disso, o show tem homenagem aos maracatus pernambucanos espalhados pelo Brasil e exterior, acompanhados pela energia da dança e o toque do agbê com a participação da Carol Marques, integrante do Grupo Maracatu Truvão e encerrando com “Batuque Nação Afro-Gaúcha”, com Carine Brazil tocando sopapo e Paulo Romeu tocando o Ilú de lata. Axé! Olorum se mexeu.

FICHA TÉCNICA

Gravado e mixado na TRANSCENDENTAL audio, em Porto Alegre, por Leo Bracht e Leo Silveira
Perfomance: Carine Brazil e Paulo Romeu
Imagens: Anderson Cardozo, Filipe Pimentel e Francisco Milanez (UFRGS TV)
Edição de vídeo: Anderson Cardozo (UFRGS TV)
Iluminação: Maurício Moura e João Fraga

CIRANDA DE LIA
Lia de Itamaracá

Na apresentação, Lia de Itamaracá faz um passeio com uma ciranda de ritmos, passando pelo coco, maracatu, maxixe e as peças mais famosas do universo da ciranda, além de visitar seu trabalho atual com Dj Dolores, Ciranda Sem Fim, patrocinado e lançado pelo selo Natura Musical.

FICHA TÉCNICA

Gravado na Fábrica Estúdios, em Recife, Pernambuco
Produtora Cabra Quente Filmes
Direção geral: Hamilton Cavalcanti Costa Filho
Direção de arte: Lia Leticia
Direção de fotografia/diretor de corte: Tiago Calazans
Fotógrafos/Guimball: Vitor Lins
Câmeras: Rafael Medeiros, Thiago Duarte e Lucas Oliveira
Câmeras adicionais: Arthur Martins
Operador GO PRO: Hamilton Cavalcanti
Gravação e mixagem: Pablo Lopes e Paulo Umbelino
Técnico de monitor: Marcílio Moura
Assistência de áudio: Josuel Santos
Eletricista: Alessandro Bonifácio
Assistente de elétrica: Juarez Ildefonso
Edição/Finalização: Vitor Lins

Direção artística: Beto Hees
Direção Musical: Severino Alves (Biu Negão) e DJ Dolores
Lia de Itamaracá: vocal
Dolores: DJ
Severina Baracho: Backing Vocal
Dulce Baracho: Backing Vocal
Danda: Sax
Bibiu: Trompete
Biu Negão: Trombone
Deco: Trombone
Tony Boy: Surdo e Alfaia
Antônio Januario: Caixa
Ganga: Ganzá e Alfaia
Aishá: Percussão
Antônio Januário: Percussão
Rogério Samico: Guitarra
Guga Fonseca: Teclado

04 DE OUTUBRO, SEGUNDA-FEIRA, 20H

Atcha, atcha! o ato de dançar

Germaine Acogny senegalesa e francesa, desenvolveu sua própria técnica de dança africana moderna e é considerada a “mãe da dança africana contemporânea”. De 1977 a 1982, foi diretora artística do projeto Mudra Afrique, criado por Maurice Béjart e pelo presidente senegalês Léopold Sédar Senghor, em Dakar. Grande propulsora da dança e da cultura africana, Germaine dança, coreografa e dá aulas pelo mundo todo. Em 1997, foi nomeada diretora artística da Seção de Dança do Departamento de Criação Africano em Paris. Junto com Helmut Vogt, seu marido, criou, em 2004, a École des Sables – Centro Internacional de Danças Tradicionais e Contemporâneas da África, um lugar de encontros e de formação para bailarinos africanos e do mundo todo. Entre os diversos prêmios que recebeu ao longo de sua carreira, em 2021, foi premiada com o Leão de Ouro em reconhecimento às suas realizações na Bienal de Veneza.
Rui Moreira – artista da dança, é ativista pelo direito de fruição e amplitude social das artes. Desenvolve investigação gestual focada nas expressões tradicionais patrimoniais, populares e contemporâneas do Brasil. Além de compor importantes elencos nacionais e internacionais, co-fundou e dirigiu a Cia. SeráQuê?; a Associação SeráQuê Cultural e criou a Rui Moreira Cia de danças, focado na produção de espetáculos, promoções de oficinas e seminários sobre novos e melhores rumos sociais para as artes com foco hegemônico em dança. Em Belo Horizonte, no ano de 2003, iniciou um ciclo curatorial e de direção artística de eventos através do FAN – Festival Internacional de Arte Negra e idealizou e realizou os encontros da Rede Terreiro Contemporâneo de Danças. É brasileiro, original de São Paulo, morou em Belo Horizonte, Lyon (França) e desde 2016 reside em Porto Alegre onde cursa licenciatura em dança na UFRGS.
Suzi Weber atriz, bailarina, professora e pesquisadora da UFRGS, atua no Departamento de Teatro e no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas. Suzane é PhD em Estudos e Práticas das Artes pela Université du Quebéc à Montréal (2010). Realizou estágio de pós-doutorado no Centre for Dance Research/Coventry University (Reino Unido- 2020) e tem publicado os processos e resultados de suas pesquisas em dança e performance em eventos e periódicos nacionais e internacionais.

05 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, 20H

O barqueiro zen no universo da música para teatro

Caio Amon – diretor musical e compositor de premiadas trilhas para projetos de cinema, artes cênicas e visuais. Formado pelo Conservatório de Amsterdã, pelo Musicians Institute de Los Angeles e pela Faculdade de Filosofia da PUCRS. Desde 2001, compõe trilhas para cinema, artes cênicas e visuais, reconhecidas com prêmios no Festival de Gramado (2016), Prêmio Açorianos de Teatro (2019 e 2016); e participações no Sundance Film Festival, Berlin Film Festival, Clermont Ferrand, Outfest Film Festival, Bienal do Mercosul, FILE, KinoBeat e outros. Atual mestrando em Composição na UFRGS sob orientação de Celso Loureiro Chaves.
Jean-Jacques Lemêtreintegrante do Théâtre du Soleil, na França, desde 1979. Desde então, assinou todas as composições do grupo, sendo sempre o seu compositor e músico principal. Lemêtre é conhecido por criar centenas de instrumentos musicais e por executar inúmeros objetos sonoros. Detentor do Prêmio Molière na categoria “Música para Teatro”, também compôs trilhas para cinema e trabalhou com diretores como David Lynch.
Marcello Amalfi – professor, pesquisador, compositor, maestro e músico de teatro. Doutor pela Universidade de São Paulo, com estágio doutoral na Université Paris 8. Atua como professor da Universidade de São Paulo, da Universidade de Brasília e do curso de Pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de ser maestro e coordenador do Pop Choir (coral) da Associação Inglesa do Estado de São Cultura Paulo. Desde 2011, vem estudando as obras de Jean-Jacques Lemêtre, tornando-se seu assistente e tradutor no Brasil. Essa relação apoiou a pesquisa de mestrado de Amalfi sobre a obra do músico no Théâtre Du Soleil, que foi publicada na forma de livro “A macro-harmonia da música do teatro”.

06 DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA, 20H

Da música ao silêncio em artes vivas: a criação sem fronteiras

Ana Fridman – compositora e pianista, graduada em Música e Dança pela Universidade Estadual de Campinas, com mestrado em Composição e Performance no California Institute of the Arts e doutorado em Música pela Universidade de São Paulo. Em editais de música tem premiações como compositora e arranjadora em projetos como Rumos/Itaú Cultural, Caixa Cultural e Secretaria da Cultura de São Paulo e atua em projetos que integram as áreas de Música e Dança, como trilhas sonoras, pesquisas sobre educação e projetos multimídia. Atualmente é docente no Departamento de Música da UFRGS.
Carmen Baliero – compositora argentina, trabalha com música popular, experimental, para teatro e cinema. É professora de composição aplicada a textos poéticos e dramáticos na Universidad Nacional de las Artes (UNA). Dá aulas, em especial, sobre composição e utilização da voz em cena. Desenvolveu cursos teóricos e práticos de composição e música para teatro em diferentes lugares na Argentina, no Uruguai e no Chile. Entre 1991 e 2007, foi docente e responsável pela área da música no Centro Cultural Rojas. Em 2016, escreveu o livro “Música para teatro y otros temas” a pedido do Instituto Nacional de Teatro. Em 2021, lançou seu sexto CD, “Lentamente”. Atualmente, está escrevendo seu segundo livro, “La enseñanza musical”.          
Catarina Domenici pianista, compositora e pesquisadora. É professora titular do Departamento de Música da UFRGS. Durante o curso de Bacharelado em Piano da UNESP, integrou o Grupo de Percussão do Instituto de Artes do Planalto (Grupo PIAP). Recebeu bolsa de estudos do CNPq para realizar Mestrado e Doutorado em Piano Performance na Eastman School of Music. Como compositora, recebeu duas indicações ao Prêmio Açorianos de Melhor Trilha de espetáculo de dança em 2011 e 2012 por suas colaborações com a coreógrafa Maria Waleska van Helden nos espetáculo “Cem metros de valsa e um grama” (Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança) e “Não me toque estou cheia de lágrimas: sensações de Clarice Lispector”.

07 DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA, 20H

Sons da lona: a música parceira do circo

Lara Rocho – artista e professora de dança aérea e pilates. É mestre em História (UFRGS) e especializada em Dança (PUCRS). Pesquisadora da história do circo no Brasil, lançou livro em 2020 através do Prêmio Funarte de Estímulo ao Circo 2019. Possui formação em balé clássico, jazz, Pilates e dança aérea. Estudou balé clássico no Studio de Dança Suzana d’Ávila e no Ballet Vera Bublitz. Integrou a Companhia de Dança Anette Lubisco. Estuda dança aérea no Circo Híbrido desde 2007 e, atualmente, atua como artista, co-diretora artística e professora. Com Tainá Borges, dirige o Núcleo de Pesquisa em Dança Aérea do Circo Híbrido. 
Lívia Mattos – acordeonista, circense, cantautora e socióloga. Artista da cena, começou a sua história no picadeiro e também seguiu pelos palcos como instrumentista, performer e frontwoman. Com o seu trabalho, apresentou-se em festivais pelo mundo afora. Pesquisadora sobre a música no circo no país, prepara documentário longa-metragem sobre a temática, através do Rumos Itaú Cultural, fruto de oito anos de registros e pesquisa. A partir dessa interface música/circo, vem desenvolvendo performances como “A Sanfonástica Mulher-lona”, “Trigêmeas”, “Mono Amour”e “Sanfona aérea” e o show-espetáculo “A Lira da Lona”. Em 2017, lançou o seu álbum autoral “Vinha da ida”, pelo Natura Musical. 
Marcelo Luján – músico compositor, ator, clown, acrobata, equilibrista e produtor multiartista. É co-proprietário, diretor musical e artista do “Circo Zanni” desde 2003. É criador do grupo “Circo Amarillo”, com o qual trabalha desde 1995 na criação de espetáculos circenses. Ganhador do prêmio de ouro pela melhor criatividade no festival de Música Mecânica em Les Gets França 2014. É criador da “Exentricmusic”, que desenvolve pesquisas na conjugação da música e artes cênicas, criando e gravando trilhas originais desde 2006. Criador da cia LaClass Excentricos desde 2012. Desenvolve uma pesquisa intensa do clown, circo e musicalidade.

08 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA, 20H

Ancestralidade e performances: presença negra nas ruas como palco de resistências

Mariana Gonçalves – socióloga, mestra e moutoranda em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dedica-se à pesquisas sobre a formação de Territórios Negros na contemporaneidade, discutindo os processos de re-existência presentes nas intervenções artísticas e culturais protagonizadas por corpos negros no centro de Porto Alegre. Desde 2018, Mari Gonçalves é DJ e produtora cultural nos Coletivos Turmalina e Arruaça, importantes núcleos da cena de música eletrônica underground de Porto Alegre utilizando a festa como ferramenta política de luta e afirmação, através da ocupação e criação de espaços.
Negra Jaque – rapper, compositora, apresentadora, produtora cultural e mestranda em Arte e Educação na UFRGS. Desde 2007 na estrada, quando integrou o grupo “Pesadelo do Sistema”, a rapper vem se destacando no segmento do hip hop. Em 2013, quando iniciou carreira solo, foi a primeira mulher vencedora da “Batalha do Mercado”, evento tradicional da região metropolitana de POA e, por causa desse prêmio, gravou seu primeiro EP “SOU”. Hoje a artista prepara seu quarto projeto musical, denominado “Qu4rto” que esta em fase de gravação. Atualmente é coordenadora do Galpão Cultural – casa de Hip Hop.
Thiago Pirajira ator, performer, diretor, produtor, professor e curador.  Bacharel em Teatro,  mestre em Educação e doutorando em Artes Cênicas (UFRGS). É artista co-fundador do grupo Pretagô e do coletivo teatral carnavalesco Bloco da Laje. É ator e produtor no grupo Usina do Trabalho do Ator. Idealizador e curador da CURA – Mostra de Artes Cênicas Negras de Porto Alegre. Integra a residência artística internacional itinerante VeículoSur (2020-2023). Pesquisa experiências e práticas performativas negras em perspectiva multidisciplinar.

02 DE OUTUBRO, SÁBADO, 20H

AGLOMERAÇÃO

O trabalho foi idealizado inicialmente a partir de uma provocação para improvisação em uma disciplina no Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas desta universidade. A proposta foi criar um vídeo a partir das obras de Maria Lídia Magliani. Ela foi escolhida por sua trajetória como artista gaúcha, influenciada por temas feministas, primeira mulher negra formada pela Escola de Artes da UFRGS, e que no ano de 2022 fará dez anos do seu falecimento. Da observação das suas obras Acumulações, de 2001, e leitura de textos de/sobre Maria Lídia Magliani, foram surgindo as composições de imagens e sons. Um dos textos de referência apresenta a conexão da trajetória de Maria Lídia com a artista Nina Simone em relação a suas vidas de preconceito, violência e ativismo, por isso a menção ao jazz. Na colagem sonora foram inseridas algumas falas e sons dos objetos que compõem o vídeo, criando uma paisagem sonora. O vídeo inicia com uma colagem de fotos tipo stop motion (animação feita a partir de fotografias, quadro a quadro) na tentativa de trazer concretude para a obra escolhida de Maria Lídia. A partir daí, a ideia foi dançar com esses objetos de uma forma caótica e sem sentido, com uma pitada de humor.

FICHA TÉCNICA

Concepção e produção por Gabriella Clavijo, colagem sonora por Poliana Lima, edição por Rodrigo Teixeira.

E TUDO VIROU BRASA BRASIL

O vídeo é o fruto de um trabalho colaborativo, composto pela união de performance, animação e música. O curta-metragem busca denunciar a crise climática e o atual cenário do desmatamento no Brasil. A performance coloca em cena a relação do ser humano com a natureza, a animação representa o declínio da natureza em si, e a trilha sonora acompanha o panorama da relação entre os dois.

FICHA TÉCNICA

Concepção e Direção – Kelvin Machado e Laura Mallmann
Performance – Laura Mallmann
Animações – Céu Isatto
Trilha Sonora, Câmera e Edição – Kelvin Machado

JOÃO DE BARRO

Essa é uma canção escrita em três etapas: letra no campus da reitoria pré-pandemia, melodia em período de isolamento e harmonia pensada mais tarde, já com o objetivo da mostra discente. Nós (Cauê Zinn e Sofia Sol) somos um casal de artistas que sempre quis produzir algo juntos, e essa foi a primeira de uma pequena série de canções compostas na pandemia. Esperamos poder desenvolver o nosso material e compor cada vez mais, porém foi a oportunidade da mostra que nos deu o incentivo para finalizar a ideia dessa música que tinha surgido lá em 2019. Convidamos o colega André Bocchese, que além de amigo é grande violonista, pra completar o som.

FICHA TÉCNICA

Composição: Cauê Zinn Farias e Sofia Furtado Esteves.
Arranjo, piano, teclados, ukulele e controlador MIDI: Cauê Zinn Farias.
Violão: André Bocchese.
Edição de áudio: Cauê Zinn Farias.
Edição de vídeo: Sofia Furtado Esteves.

ÉPICO LAMENTO

O trabalho nasce de uma ânsia protetora de tudo o que nos faz seres vivos. Seres humanos inteligentes se colocam numa postura predadora com o único lugar que podem chamar de lar, buscando até o último recurso, insatisfeitos. Após atividades abusivas e excessos gananciosos em nome de um tipo de progresso, há uma parcela pensante que lança avisos, em todas as formas, para que nos tornemos melhores no relacionamento com o planeta, porém a resposta deste não tarda. Nosso último bem sagrado coletivo pede socorro. Uma canção-vídeo que busca ser mais uma gota somando na consciência ética com o meio ambiente.

FICHA TÉCNICA

Cris Corrêa – Composição, gravação, arranjo, voz, mixagem e masterização.
Jaque Demcz – Montagem, animações, intervenções, edição e finalização de vídeo.
André Bocchese – Guitarras

EM BUSCA DA RAIZ

Cada um de nós é uma semente cujo potencial brota e floresce com o apoio coletivo. Somos frutos de plantações passadas vivendo o presente imerso no horizonte infinito: o futuro, expansão desse exato instante. Condições climáticas instáveis e pouco propícias podem ser superadas com um pensar e agir movimentados pelo coletivo, como árvores que se comunicam, apoiando-se nos galhos umas das outras e há, para baixo do solo, a mesma grandiosidade. As raízes, muitas vezes submersas, fincam, firmam e sentem o pulsar da dança do balanço do vento, brilham com o raio do sol, da lua e das estrelas; caminham para as profundezas da terra, guardando a essência.
A busca pela raiz é pela coletividade, pela diversidade, pela inclusão, pela troca, pelo sentir, pelo desfrutar e pelo encarar tudo o que é (im)possível. Nessa busca, percebemos que é impossível sermos e estarmos indiferentes, deixar passar e sermos despercebidos. A raiz é a extensão da semente que brota e expande, firma na terra, comunica e cresce, dá frutos. É símbolo ancestral, é presença, é disponibilidade, é verdade, é o agora e suas diversas manifestações e movimentos. É ser, é transcender, é renascer.
“Em Busca da Raiz” é impulsionada pelo inenarrável, é a vivência íntima/história/memória; é o agora de cada um entrelaçado com o todo. Inspirados pelo tema proposto “Uni 40 – música da presença”, nos conectamos com o Sincronário Maia: “Tempo é Arte”, especialmente, nesse ano, que o kin é a Semente Elétrica Amarela. As sementes são representadas pelo milho e por nós, como símbolos desse agora e de novas possibilidades mais integradas; a cor amarela simbolizando a luz da vida, a beleza e a prosperidade.
Instigados a sentirmos e a nos envolvermos com o agora, mapeamos o roteiro e deixamos o encontro com o espaço, com os elementos, com a temática e entre nós, nos motivarem a criar e a fazer brotar as imagens, os sons e as músicas que expressamos e registramos.
Viver o presente aqui e agora, agora.

FICHA TÉCNICA

Elenco
Chico Cordeiro,
Gabriel Wortmann
Giulia Nakata
João Pinheiro Brod
Mariana Stedele
Monise Serpa
Rafa Marques

Direção e Roteiro
Giulia Nakata
Mariana Stedele

Captação de Imagem
Giulia Nakata
Mariana Stedele
Monise Serpa

Montagem do Vídeo
Giulia Nakata
Mariana Stedele

Edição do vídeo
João Pinheiro Brod

Discentes Proponentes
Bacharelado em Música do Instituto de Artes da UFRGS
Giulia Nakata
Mariana Stedele

Trilha sonora

Música Em Busca da Raiz
Voz, letra e composição: Mariana Stedele
Guitarra, mix, master e engenheiro de som: João Pinheiro Brod
Piano: Gabriel Wortmann
Arranjo: Rafa Marques
Letra:
Em Busca da Raiz – Mariana Stedele
Dançar, cantar, mover
O corpo
Na espiral
Jogo
Cartas ao vento
Queimo
Cascas quebradas
Levam palavras
Na brasa
Vão renascer
Em busca
A lembrança anuncia
Quem
Encontra a verdade
Cresce árvore
Torna-se raiz

Música Faxina
Voz, letra e composição: Chico Cordeiro
Letra:
Faxina – Chico Cordeiro
Vou varrendo, vou varrendo
Vou varrendo pra bem longe
Tudo aquilo que não quero
Não me serve passo longe

Paisagem sonora
Chico Cordeiro
Gabriel Wortmann
Giulia Nakata
João Pinheiro Brod
Mariana Stedele
Monise Serpa
Rafa Marques

Captação, mix, master e engenheiro de som
João Pinheiro Brod

Poemas Almoço da Família Tradicional Brasileira e Denúncia
Autoria: Giulia Nakata
Vozes: Giulia Nakata e Mariana Stedele

Almoço da Família Tradicional Brasileira – Giulia Nakata
Te contenta com o que tu pode
Agradece por passar da porta
Filha minha não vive na rua
Eu te criei pra ser dondoca

Denúncia – Giulia Nakata
Andando às espreitas, procuro sossego
Mas as vivências me levaram a fechar os olhos
A perturbação é em qualquer idade
E em todas somos privadas da tranquilidade

Poema Presença
Autoria e Voz: Mariana Stedele
Presença – Mariana Stedele
No fim
Estamos em busca da raiz
Sem fim
Inexistente, inenarrável
Viver o presente aqui e agora, agora.

Locação
Terreira da Tribo, Porto Alegre – RS
Parque Marinha do Brasil, Porto Alegre – RS

Apoio
Terreira da Tribo, Ói Nóis Aqui Traveiz, Porto Alegre – RS;
Brota

Agradecimentos
A profa. Ana Fridman pela indicação e a Ana Laura Freitas pelo contato e disponibilidade;
A todos os discentes que embarcaram junto;
A Universidade pública. Viva!
Ao Ói Nóis Aqui Traveiz por abrir a Terreira da Tribo como cenário;
A ancestralidade, as nossas mães que nos gestaram e nos colocaram no mundo;
A vida, a presença, ao agora, ao encontro, as trocas de saberes, a todos os seres.

HERANÇA LONGÍNQUA

Os pés protagonizam a interpretação da música. Partindo de clichês de passos de dança que o estilo da música sugere, vai-se além dessa perspectiva em direção a uma autonomia dos pés que tornam-se personagens da história e criam uma narrativa própria. A trilha aborda a permanência de uma forma no tempo, uma herança que perdura até a modernidade. Propõe a junção da música de concerto com o folclore, explorando seus parentescos e diferenças e expondo as mudanças desta forma ao longo da história. O preto e branco da imagem dialoga com o anacronismo da música. As meias rasgadas apontam para a realidade social latino-americana.

FICHA TÉCNICA

Performance e vídeo: Nina Eick – Mestranda em Poéticas da Arte
Música: Antonio Achutti Olivé – Graduando do Bacharelado em Música Popular

SERTÃO: INTIMIDADE E IMENSIDÃO

Uma releitura do livro “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa, com o narrador-personagem Riobaldo relembrando sua história através de vozes jovens, velhas, masculinas e femininas, tendo como pano de fundo sons que compõem a paisagem sonora do interior rural de Minas Gerais.

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO: Poliana Lima
PRODUÇÃO: Bruno Soares e Poliana Lima
GÊNERO: Drama
EQUIPE DE PRODUÇÃO: Bruno Soares e Poliana Lima
MONTAGEM: Bruno Soares e Poliana Lima
ROTEIRO: Poliana Lima
BASEADO EM: “Grande Sertão: Veredas” de Guimarães Rosa
ELENCO: Bruno Soares, Juan Jaques, Maria Ferreira, Maria Marly,
Otalício Soares, Poliana Lima.
MÚSICA: Bruno Soares e Poliana Lima
FOTOGRAFIA: Poliana Lima
SOM: Bruno Soares e Poliana Lima

FEDORA: ASÍ MI LUNA LLEGA A VOS

O trabalho é resultado da parceria entre alunes do Departamento de Música e das Artes Visuais, ambos alocados no mesmo prédio da Senhor dos Passos, Centro Histórico de PoA. Porto Alegre é a capital mais ao extremo sul do país, estando imersa e/ou fortemente influenciada por “sus vecinos”. E o tango que tocamos, enquanto manifestação cultural, poética, sonora, pode expressar essa tensão de uma localidade que se identifica com o restante do país Brasil, pela unificação política e territorial, mas se avizinha de suas fronteiras pelas repercussões históricas da própria disputa entre os “conquistadores”. Entre aspas, pois é a própria matéria desse sul do continente que revela e vai compondo os sujeitos que aqui estavam e os que, por suposto, adentravam.
Bernardo, Rafael e zarra, três artistas residentes dessa capital, vivem essas afetações de forma singular, cada qual à sua maneira, e se reúnem para desenvolver um trabalho que os conecta e revela sua natureza compartilhada. Imersos nessa cultura politicamente entendida enquanto Cone Sul, viajam melodicamente à vizinhança sempre à espreita, sopradora de ares, e reguladora de temperaturas.
Sendo assim e, tendo em vista a concepção do arranjo musical de duo harmônica e piano, propusemos uma nova concepção estética em relação à gravação de estúdio do compositor argentino Fito Paez, aproximando um pouco mais das referências musicais do “Novo Tango” de Astor Piazzolla e amalgamando vertentes do tango, do jazz e da música erudita, somada à performance de uma sombra/silhueta, promovedora dum mergulho numa atmosfera peculiar criada pelos artistas e por quem os antecede nesse continente.

FICHA TÉCNICA

“Fedora: así mi luna llega a vos”
Música: “Giros”
Compositor: Fito Paez
Artista visual da vídeo performance: zarra
Interpretação e arranjo musical:
Bernardo Zubaran (Harmônica)
Rafael Petrucci (Piano)

OUTONA

Sentindo o mover, desde as raízes sob os pés e os fluxos do corpo em direção as mensagens do universo, dançamos e tocamos. A terra pulsa, vibra e nos nutre. E nós? O que fazemos por ela? Ela soa… Tempos do agora: dançar com o que o corpo diz hoje. Expresso o que é possível em meio ao isolamento. Danço a mãe e mulher que consigo ser entre as muitas que somos maternando em quarentena. Desde os ciclos naturais internos, buscar a conexão, as estações; revolver a dança e música que pulsa em nós e reforça esta comunicação. Intento homenagear mulheres mães. Dedico às mestras das danças afro: Vera Passos, Vânia Oliveira, Aldelice Braga, Edileusa Santos, Rosângela Silvestre.

FICHA TÉCNICA

Coreografia e interpretação: Roberta Campos
Trilha sonora: Duda Cunha
Texto e locução 1: Roberta Campos
Texto e locução 2: Gabriela Santos Cavalcante Santana
Captação e edição de imagem: Duda Cunha e Roberta Campos

O FUTURO É ANCESTRAL

Em tempos de discussões acerca do marco temporal para demarcação de terras indígenas, o grupo com suas mistas manifestações artísticas concebeu “o futuro é ancestral”. A exaltação do circular, daquilo que se repete, que sabe e respeita da onde veio.
Usamos como motivador da discussão o vídeo “FLECHA 1 – A SERPENTE E A CANOA”, disponível no youtube “SELVAGEM ciclo de estudos sobre a vida”. O trabalho conta com, entre outros, Direção artística, roteiro e pesquisa Anna Dantes e Orientação e narração de Ailton Krenak. De forma didática eles viajam entre os saberes indígenas e hipóteses científicas.
Já em “o futuro é ancestral”, vemos a reverberação que as palavras de Krenak produziram em cada diverso corpo, das bailarinas aéreas, da musicista, do editor. Como em um transe, as mentes se alinham, se atravessam, se sobrepõem, fecham o círculo e começam novamente.

FICHA TÉCNICA

Interpretes criadoras: Ellen Hiromi Kambara; Ana Maria da Costa Greff
Trilha sonora original/ música e voz: Ana Paula Posada
Edição: Nicolas dos Santos Medeiros Collar
Agradecimentos especiais: Pelo cenário, ambientação e acomodação da filmagem à Terreira da Tribo, sede do grupo de teatro Ói Nóis Aqui Traveiz. E à Clélio Cardoso, Yulan Cardoso e Lucas Chando Nunes Soares.

Vamos preparar os nossos ouvidos para os espetáculos virtuais! Na véspera de cada um deles, a Rádio da Universidade apresenta entrevistas com as/os artistas convidadas/os em uma série de podcasts, que estarão disponíveis aqui. 

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