{"id":10641,"date":"2020-06-18T12:42:04","date_gmt":"2020-06-18T15:42:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=10641"},"modified":"2020-07-22T13:16:47","modified_gmt":"2020-07-22T16:16:47","slug":"sala-redencao-realiza-primeira-mostra-online-de-sua-historia-com-o-cinema-do-cotidiano-de-lufe-bollini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/sala-redencao-realiza-primeira-mostra-online-de-sua-historia-com-o-cinema-do-cotidiano-de-lufe-bollini\/","title":{"rendered":"Sala Reden\u00e7\u00e3o realiza primeira mostra online de sua hist\u00f3ria com o cinema do cotidiano de Lufe Bollini"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio da pandemia, a Sala Reden\u00e7\u00e3o \u2013 Cinema Universit\u00e1rio da UFRGS realizou diversas atividades com o p\u00fablico. Dentre elas, a sugest\u00e3o de filmes por diferentes personalidades ligadas ao cinema ga\u00facho e a refer\u00eancia a mostras online gratuitas realizadas no Brasil inteiro. Desta vez, realizamos a nossa pr\u00f3pria. A primeira mostra online da Sala Reden\u00e7\u00e3o em sua hist\u00f3ria traz o cinema punk de Lufe Bollini, com cinco curtas dispon\u00edveis nas plataformas Vimeo e YouTube de 18 a 25 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Natural de Porto Alegre, Lufe \u00e9 um multiartista: m\u00fasico e cineasta, transita pelas artes trazendo hist\u00f3rias ficcionais baseadas no seu c\u00edrculo de amizade e familiar. Segundo o curador da mostra, Nicolas Medeiros Collar (bolsista da Sala Reden\u00e7\u00e3o), a obra de Lufe Bollini tem refer\u00eancias \u00e0 poesia de Roberto Piva e \u00e0 Rog\u00e9rio Sganzerla, lembrado pelos cl\u00e1ssicos do cinema nacional <em>O Bandido da Luz Vermelha<\/em>, de 1968 e <em>Copacabana Mon Amour<\/em> (1970).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir desta mostra, a Sala Reden\u00e7\u00e3o lan\u00e7ar\u00e1 nas pr\u00f3ximas semanas outros dois ciclos. Acompanhe nas nossas redes sociais no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/salaredencao\/\">Facebook<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/difusaoculturalufrgs\/\">Instagram<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confirme a sua participa\u00e7\u00e3o no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/1562683703896898\/\">evento do Facebook<\/a> da mostra <em>O Cinema vida de um antimaldito<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O cinema vida de um antimaldito*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Sala Reden\u00e7\u00e3o inicia sua programa\u00e7\u00e3o virtual com a mostra O Cinema Vida de um Antimaldito, com filmes de Lufe Bollini. Origin\u00e1rio de Porto Alegre, Lufe \u00e9 m\u00fasico e cineasta. Graduou-se em Realiza\u00e7\u00e3o Audiovisual na Unisinos entre os anos de 2004-2009, especializando-se em dire\u00e7\u00e3o e montagem. Seu curta universit\u00e1rio Os Bo\u00e7ais, foi selecionado em diversos festivais pelo brasil como o Festival Internacional de Curtas De S\u00e3o Paulo (2010) e premiado no Gramado Cine Video (2010), como melhor curta universit\u00e1rio ga\u00facho de fic\u00e7\u00e3o. Entre 2011 e 2013 dirigiu e montou diversos videoclipes e curtas para a televis\u00e3o (RBSTV). A partir de 2012 come\u00e7a a desenvolver uma narrativa documental que transita para uma fic\u00e7\u00e3o autobiogr\u00e1fica com os curtas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Clique nos t\u00edtulos para assistir:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/76690158\">CONFISS\u00d5ES DE UM EX-ASTRO MIRIM<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curta-metragem filmado em Porto Alegre, pelas ruas e vielas do centro, narra um momento importate da vida de Joca, interpretado por Bruno Bazzo, um jovem ator cansado de sua vida em Porto Alegre, um sentimento recorrente dentro dos pequenos n\u00facleos criativos nas capitais mais afastadas do eixo cultural do pa\u00eds. Ele procura ascender na sua carreira e para isso precisa sair de sua zona de conforto. Numa narrativa experimental-documental, Lufe vive, filma e expressa as inquieta\u00e7\u00f5es de sua gera\u00e7\u00e3o, criando um imagin\u00e1rio cinematogr\u00e1fico povoado por amigos e parceiros que dividem as mesmas apreens\u00f5es. Um filme com identidade, traduzido em preto e branco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XbNuEt2CTP0\">TODA LA PUTA VIDA IGUAL<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filmado durante uma viagem ao Uruguai, retrata diversos momentos de metamorfoses pessoais e coletivas, atrav\u00e9s de um forte simbolismo po\u00e9tico, pol\u00edtico e social em seus cortes e di\u00e1logos. Com uma linguagem simples e criativa, \u00e9 um filme que ilustra como a linguagem do \u2018\u2019fa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u2019\u2019 pode ser explorada nos momentos genu\u00ednos de nossas vidas. Filmado por uma c\u00e2mera de celular, Lufe junto de uma turma de alunos do Instituto de Artes da UFRGS, narra uma hist\u00f3ria divertida e cheia de pequenos recortes do cotidiano. S\u00e3o detalhes de suas experi\u00eancias pessoais que constr\u00f3em essa identidade experimental da sua obra. O viver \u00e9 seu experimento social e pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/267867969\">FANTASMA NA SAUDADE NO VALE DA MORTE<\/a> <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fantasma da Saudade no Vale da Morte \u00e9 um filme documental-po\u00e9tico, filos\u00f3fico e, acima de tudo, emocionante. Parte da ocupa\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio abandonado do Ouvidor, em S\u00e3o Paulo, na busca por um espa\u00e7o de moradia e cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Essa ocupa\u00e7\u00e3o acabou se tornando a maior da Am\u00e9rica Latina. Para al\u00e9m de um diretor, produtor, criador, ator, Lufe compartilha com os demais ocupantes a mesma experi\u00eancia de viver e observar o mundo, uma busca por uma liberdade art\u00edstica no meio da selva de concreto. Cria uma rela\u00e7\u00e3o entre o folclore tupi nativo e a situa\u00e7\u00e3o daquelas pessoas que v\u00eam de diversas partes do brasil, com in\u00fameras origens e hist\u00f3rias. Um dos links mais importantes, que tamb\u00e9m diz muito sobre a identidade do cineasta, \u00e9 a conex\u00e3o que ele faz com um antigo document\u00e1rio sobre o mesmo pr\u00e9dio, que anos antes havia sido ocupado por outro grupo, para moradia de pessoas sem amparo social . Viv\u00eancias, relatos, motivos, raz\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es criam as identifica\u00e7\u00f5es entre esses dois momentos de ocupa\u00e7\u00e3o. O Fantasma da Saudade \u00e9 um representante visual da regi\u00e3o onde passava o rio Anhangaba\u00fa, os nativos da \u00e9poca pr\u00e9-colonial atrav\u00e9s de seu folclore espiritual podem criar reflexos com a descobertas da viv\u00eancia art\u00edstica nesse pr\u00e9dio. A ocupa\u00e7\u00e3o da rua do Ouvidor, nas margens do vale do Anhangaba\u00fa, de maneira art\u00edstica e de manifesta\u00e7\u00e3o, ocupou o cora\u00e7\u00e3o da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/280844136\">YOMARED<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Yomared \u00e9 um filme sensitivo, sensorial, uma narrativa documental de v\u00eddeo performance. Um retrato da artista Mariana Yomared, \u00e9 um filme que provoca sensa\u00e7\u00f5es misturadas acerca do cotidiano, das aventuras, das poesias e das vis\u00f5es pol\u00edticas e feministas da protagonista. Mariana, uma mulher forte e com uma hist\u00f3ria de vida inspiradora, n\u00e3o se limita apenas em atuar e viver a hist\u00f3ria do curta, tamb\u00e9m narra e co-dirige a produ\u00e7\u00e3o, ocupando pap\u00e9is na cria\u00e7\u00e3o da trilha sonora e protagonizando a hist\u00f3ria. O filme Yomared ganhou pr\u00eamios no Festival de Gramado e adquire um grande salto na produ\u00e7\u00e3o criativa do diretor Lufe Bollini que cada vez mais segue explorando o que acontece na sua vida e ao redor dela. O curta metragem Yomared \u00e9 um filme que mexe com os sentimentos e explora um imagin\u00e1rio genu\u00edno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/314980302\">LA DANZA INVISIBLE<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">La Danza Invisible \u00e9 um documento do processo de deslocamento realizado por quatro amigos, artistas visuais brasileiros, que viajaram por terra, pela Argentina, Bol\u00edvia e Peru. Carrega consigo a linguagem visual da c\u00e2mera anal\u00f3gica em contraste a c\u00e2mera digital. La Danza visita as diferentes sensa\u00e7\u00f5es que existem dentro dessa experi\u00eancia visual. Al\u00e9m de contemplativo ele conecta a performance, a viagem, com a vida de cada um das diretoras e diretores, Lufe Bollini, Chana De Moura, Daniel Eizirik e Tuane Eggers. A identidade de cada um se desdobra em diversas faces de uma \u00fanica obra, falada numa mistura de sotaques que \u00e9 o portunhol. Cada hist\u00f3ria \u00e9 contada como uma s\u00f3, vividas entre as montanhas da Am\u00e9rica Latina, em contato com os moradores das regi\u00f5es pelas quais passam, conservando tradi\u00e7\u00f5es e criando novas sensa\u00e7\u00f5es. Visualmente incr\u00edvel, potente e cheio de texturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">* <em>Texto:<\/em> <em>Nicolas Medeiros Collar, bolsista da Sala Reden\u00e7\u00e3o e curador da mostra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, a Sala Reden\u00e7\u00e3o \u2013 Cinema Universit\u00e1rio da UFRGS realizou diversas atividades com o p\u00fablico. 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