{"id":10676,"date":"2020-07-17T19:37:17","date_gmt":"2020-07-17T22:37:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=10676"},"modified":"2020-07-22T15:44:46","modified_gmt":"2020-07-22T18:44:46","slug":"na-segunda-parte-da-mostra-misterios-da-meia-noite-a-sala-redencao-apresenta-a-obra-do-ze-do-caixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/na-segunda-parte-da-mostra-misterios-da-meia-noite-a-sala-redencao-apresenta-a-obra-do-ze-do-caixao\/","title":{"rendered":"Na segunda parte da mostra Mist\u00e9rios da Meia-Noite, a Sala Reden\u00e7\u00e3o apresenta a obra do Z\u00e9 do Caix\u00e3o"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"10676\" class=\"elementor elementor-10676\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4281177f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"4281177f\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-697a83aa\" data-id=\"697a83aa\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5b2f3ae9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5b2f3ae9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Sala Reden\u00e7\u00e3o lan\u00e7a a sua terceira mostra online entre 17 e 23 de julho. O ciclo <em>Mist\u00e9rios da Meia-Noite<\/em>, cuja primeira parte apresentou cl\u00e1ssicos do g\u00eanero do terror, agora investiga a obra do autor maldito <strong>Jos\u00e9 Mojica Marins<\/strong>, mais conhecido pela sua persona mais maldita, <strong>Z\u00e9 do Caix\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os filmes dispon\u00edveis na plataforma <a href=\"http:\/\/www.spcineplay.com.br\/\">SPCine Play<\/a>, a mostra destaca cinco longas que ilustram esse cinema extremamente particular, pulsante e violento, numa tentativa de n\u00e3o deixar a obra de Mojica Marins cair na obscuridade, ainda que na escurid\u00e3o resida a sua potencia.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Confira a programa\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/em><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c0 MEIA-NOITE LEVAREI SUA ALMA<br \/><\/strong>(dir. Jos\u00e9 Mojica Marins, Brasil, 1964, 84 min)<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cruel agente funer\u00e1rio Z\u00e9 do Caix\u00e3o vive a obsess\u00e3o de encontrar a mulher superiora, capaz de gerar o filho perfeito e perpetuar o seu sangue. Para isso, n\u00e3o hesita em matar todos que ousam interferir em se plano.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.looke.com.br%2Ffilmes%2Fa-meia-noite-levarei-sua-alma%3Ffbclid%3DIwAR07knu8H-VXx8lH8tuf5sfkQqrVALWY7EkWoQEVbMkqK38sWXSE4wvYq0E&amp;h=AT2jpKvEjU9WlLeBEmP3m6QfstPW_cr6AoREQXpBDcuHdKN2eAEbvg7rz5C0N321BtEB89TUnituIZNJjrAWVWG1IPLLPh5Oc8mI9r0PvHOGPhQGaiJQ5CIOqxBMd3o5Val9Zecbzr4sUXuHzA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/a-meia-noite-levarei-sua-alma<\/a><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ESSA NOITE ENCARNAREI NO TEU CAD\u00c1VER<br \/><\/strong>(dir. Jos\u00e9 Mojica Marins, Brasil, 1967, 110 min)<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Z\u00e9 do Caix\u00e3o continua sua saga para conhecer a mulher superiora, capaz de gerar o filho perfeito. Nessa busca, comete um grave crime e ser\u00e1 punido.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.looke.com.br%2Ffilmes%2Festa-noite-encarnarei-no-teu-cadaver%3Ffbclid%3DIwAR3LW3gR7O6753GZUvZiTvItOoaeytelLpjR8m1Pnu-PxnyEXxxwySK-srQ&amp;h=AT3IGUBCgAz3wqH-14YkbnukWccdgNY7_FzXMRksP4rL31XYv6DON7jxXl3Pgd4CMvIIExTnodE3vPdMm-6RnEr_1XUxnEzQJxa0cusMVPkj71Bg2W-9pz7XynbwBiGSvEvd_kaEWfRtjKMsMw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/esta-noite-encarnarei-no-teu-cadaver<\/a><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FINIS HOMINIS &#8211; O FIM DO HOMEM<br \/><\/strong>(dir. Jos\u00e9 Mojica Marins, Brasil, 1971, 80 min)<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Finis Hominis \u00e9 um messias moderno, capaz de operar milagres. Uma mulher ad\u00faltera e um marido tra\u00eddo s\u00e3o seus maiores seguidores, ao lado de um bando de hippies.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/finis-hominis-o-fim-do-homem?fbclid=IwAR12jvdlZ9svFF2Z5l8E975DPAlw-mf68sQSKj62ITzOgHyH1eKGyJKGlMc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/finis-hominis-o-fim-do-homem<\/a><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A ESTRANHA HOSPEDARIA DOS PRAZERES<br \/><\/strong>(dir. Jos\u00e9 Mojica Marins, Brasil, 1976, 79 min)<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa estranha hospedaria isolada, o propriet\u00e1rio misterioso contrata funcion\u00e1rios para que possam receber h\u00f3spedes em busca de abrigo. Numa noite de tempestade, aparecem v\u00e1rias pessoas, entre elas um grupo de hippies, um casal de ad\u00falteros, um suicida, um gigol\u00f4 e alguns empres\u00e1rios corruptos.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.looke.com.br%2Ffilmes%2Fa-estranha-hospedaria-dos-prazeres%3Ffbclid%3DIwAR2Xpo3iGWUtFTGl1tLwEOlRr9Tqhx93iOGiUuewH089691Z1McJgirfckQ&amp;h=AT1oxm1DAUI3PSAS64ffMkhqOALtjw2ZWyBFrRboPVVkx_ZM_7lc6xZ6k9i_xFcjZGO7feSFR5hngHTBh8fXg6YCwg_YeUVCQMKSGM_NueJvQ_CdskkoGyU4nP2hzKvr7A3H7HmqCVPJ_N7wng\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/a-estranha-hospedaria-dos-prazeres<\/a><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>DEL\u00cdRIOS DE UM ANORMAL<br \/><\/strong>(dir. Jos\u00e9 Mojica Marins, Brasil, 1978, 84 min)<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um psiquiatra, obcecado pela figura de Z\u00e9 do Caix\u00e3o, passa a ter del\u00edrios nos quais sua esposa \u00e9 raptada pela mal\u00e9vola criatura.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/delirios-de-um-anormal?fbclid=IwAR3nf5xU61h1BqnEH679ymIDyw0hjldG6klAX_X3ie7myvxi5-Yk_FUetG0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/delirios-de-um-anormal<\/a><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Confira o evento da mostra: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/720378442131706\/\">https:\/\/www.facebook.com\/events\/720378442131706\/<\/a><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"text-decoration: underline;\">MIST\u00c9RIOS DA MEIA NOITE PARTE II: O COVEIRO (texto curatorial)<\/span><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s uma primeira incurs\u00e3o no cinema de horror na primeira parte da mostra Mist\u00e9rios da Meia-Noite, a Sala Reden\u00e7\u00e3o apresenta um segundo olhar para esse g\u00eanero, direcionando o foco a fim de apresentar um pouco da obra de Jos\u00e9 Mojica Marins, o Z\u00e9 do Caix\u00e3o. Muitas vezes negligenciado pela nossa cinefilia, o \u201ccineasta do excesso e do crime\u201d tem em sua obra filmes que transcendem o g\u00eanero, sem medo de subverter as conven\u00e7\u00f5es do horror e de provocar o espectador em uma delirante rejei\u00e7\u00e3o da moralidade.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mostra contempla cinco filmes do diretor\/personagem, essa figura <em>stevensoniana <\/em>que se deixa confundir com a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o: come\u00e7amos pelos dois filmes em que o personagem do Z\u00e9 do Caix\u00e3o aparece pela primeira vez, <em><a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/a-meia-noite-levarei-sua-alma\">\u00c0 Meia-Noite Levarei Sua Alma<\/a> <\/em>(1964) e <em><a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/esta-noite-encarnarei-no-teu-cadaver\">Esta Noite Encarnarei no teu Cad\u00e1ver<\/a> <\/em>(1967); em seguida, temos <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/finis-hominis-o-fim-do-homem\"><em>Finis Hominis &#8211; O Fim do Homem<\/em> <\/a>(1971) e <em><a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/a-estranha-hospedaria-dos-prazeres\">A Estranha Hospedaria dos Prazeres<\/a><\/em> (1976); <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/delirios-de-um-anormal\"><em>Del\u00edrios de um Anormal<\/em> <\/a>(1978) encerra a mostra.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira apari\u00e7\u00e3o do Z\u00e9 do Caix\u00e3o se d\u00e1 no mesmo ano do Golpe Militar, em 1964. Depois desse ano todo projeto do Cinema Novo (e cinema nacional num geral) descarrilou para um caminho de absolutas incertezas e desilus\u00f5es. A figura do coveiro niilista eugenista violento e cruel num contexto espec\u00edfico interiorano de certa forma \u00e9 uma explos\u00e3o no que se vinha fazendo no cinema da \u00e9poca, que voltava seus olhos pra essas hist\u00f3rias populares e do interior. Z\u00e9 do Caix\u00e3o j\u00e1 como folclore, suas primeiras apari\u00e7\u00f5es s\u00e3o conto de cidadezinha afastada, causo ins\u00f3lito que a av\u00f3 de um amigo diz que viu algu\u00e9m dizer que viu. Um personagem que representa muito mais do que a morte ou o mal-agouro, ele representa a natureza do indiv\u00edduo em conflito com seu meio. Z\u00e9 do Caix\u00e3o est\u00e1 sempre testando os outros moradores da cidade, utilizando medos particulares, inseguran\u00e7as e incertezas como forma de subverter qualquer ideia mais racional. Uma entrega f\u00edsica e psicol\u00f3gica ao desespero que caminha junto de todo brasileiro que observa o mundo real.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cZ\u00e9 do Caix\u00e3o \u00e9 Z\u00e9, n\u00e3o \u00e9 Mister, [&#8230;] n\u00e3o \u00e9 Steven. Z\u00e9 do Caix\u00e3o \u00e9 Z\u00e9, \u00e9 nosso, \u00e9 caboclo\u201d nessas palavras Jos\u00e9 Mojica Marins introduz seu personagem\/entidade no curta O Universo de Mojica Marins (1978), de Ivan Cardoso. Ainda que insistam em transform\u00e1-lo em Coffin Joe, atra\u00e7\u00e3o de estande de conven\u00e7\u00e3o de cultura pop, Z\u00e9 do Caix\u00e3o \u00e9 mais do que isso. \u00c9 interessante como na verdade o personagem acaba se afastando dessa no\u00e7\u00e3o sobrenatural com a qual enxergamos ele hoje em dia. As imagens de Mojica s\u00e3o extremamente objetivas, n\u00e3o s\u00e3o s\u00edmbolos e met\u00e1foras, s\u00e3o o sangue, as tripas, o desespero. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o quer dizer que sejam reais. Mojica sabe o valor de sua contribui\u00e7\u00e3o para essa discuss\u00e3o e se deixa mergulhar dentro da personagem. Ao longo dos anos foi unificando a imagem de Z\u00e9 com a de Jos\u00e9; tornou-se ele mesmo o pesquisador e o objeto de estudo. A partir do momento que Z\u00e9 do Caix\u00e3o passa a vagar pelos centros urbanos, \u201conde as coisas acontecem de fato\u201d, ele deixa de ser lenda e passa a ser um evento em si. Sua performance \u00e9 aquele caso real inacredit\u00e1vel que acontece na nossa frente e leva tempo pra sair da nossa cabe\u00e7a.\u00a0<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seus filmes, Mojica nos apresenta imagens do Mal, as puls\u00f5es que tentamos ignorar at\u00e9 que deixem de existir, o abismo nos olhando de volta; n\u00e3o como algo externo, estranho, elimin\u00e1vel, mas sim como uma for\u00e7a natural e inevit\u00e1vel. Livra-se do manique\u00edsmo tradicional escancarando o que \u00e9 feio, dizendo o indiz\u00edvel. E \u00e9 essa ambiguidade que flutua entre o objetivo e subjetivo que torna sua obra algo t\u00e3o dif\u00edcil de definir, rotular e analisar. Como se n\u00e3o bastasse isso, a censura da ditadura militar contribuiu para uma dilacera\u00e7\u00e3o da autoria de Mojica, fragmentando mais ainda os meios pelos quais esse artista constru\u00eda seus pesadelos. Voltou \u00e0 cena popular in\u00edcio dos anos 2000, j\u00e1 passado por diversas ressignifica\u00e7\u00f5es da sua figura, tornou-se um vulto na cultura brasileira. Hoje \u00e9 poss\u00edvel identificar algum esfor\u00e7o em atribuir \u00e0 Jos\u00e9 Mojica Marins seu valor no cinema nacional, n\u00e3o limitando ao g\u00eanero do terror, mas tamb\u00e9m sem negar esse seu aspecto primordial.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os pesquisadores contempor\u00e2neos que investigam seu cinema sem olhares limitadores, est\u00e1 Bernardo Oliveira, que finaliza o seu texto <em>Antiest\u00e9tica da voracidade<\/em>, publicado na Revista Cin\u00e9tica, parte de um especial com mais de dez textos sobre a obra de Mojica Marins, com a seguinte passagem, que resume a pot\u00eancia da obra do diretor dentro do contexto do nosso cinema: <em>\u201cA filmografia de Mojica apresenta o g\u00eanero como suporte para um manancial aparentemente inesgot\u00e1vel de movimento, constituindo um vasto territ\u00f3rio de inven\u00e7\u00e3o que se posiciona em rela\u00e7\u00e3o a problemas fundamentais do cinema e da pol\u00edtica-po\u00e9tica brasileiras: a vertigem do nacional-popular, do \u201ccinema industrial\u201d, da espetaculariza\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria, da est\u00e9tica e da cosm\u00e9tica da fome, da est\u00e9tica do sonho, do cinema como \u201clinguagem\u201d, linguagem como experi\u00eancia, experi\u00eancia como rela\u00e7\u00e3o\u2026\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto: Vitor Cunha e Victor Souza, bolsistas da Sala Reden\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Texto <em>Antiest\u00e9tica da Voracidade<\/em>, de Bernardo Oliveira: <a href=\"http:\/\/revistacinetica.com.br\/nova\/mojica-bernardo-oliveira-antiestetica\/\">revistacinetica.com.br\/nova\/mojica-bernardo-oliveira-antiestetica\/<\/a><\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sala Reden\u00e7\u00e3o lan\u00e7a a sua terceira mostra online entre 17 e 23 de julho. 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