{"id":10700,"date":"2020-08-06T17:35:33","date_gmt":"2020-08-06T20:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/?p=10700"},"modified":"2020-12-21T12:08:59","modified_gmt":"2020-12-21T15:08:59","slug":"historias-descontinuadas-brasilidade-e-cinema-proxima-mostra-da-sala-redencao-reune-tudo-isso-em-quatro-filmes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/historias-descontinuadas-brasilidade-e-cinema-proxima-mostra-da-sala-redencao-reune-tudo-isso-em-quatro-filmes\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias descontinuadas, brasilidade e cinema: pr\u00f3xima mostra da Sala Reden\u00e7\u00e3o re\u00fane tudo isso em quatro filmes"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"10700\" class=\"elementor elementor-10700\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3c5d4cbe elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"3c5d4cbe\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-49f320c6\" data-id=\"49f320c6\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-39e570f9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"39e570f9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os anos 1960 e 1990, um diretor brasileiro buscou retratar a inacabada tentativa de outro diretor, norte-americano, em apresentar ao mundo a complexidade do que \u00e9 Brasil e do seu povo. A mostra de agosto da Sala Reden\u00e7\u00e3o, <strong><em>Nem tudo \u00e9 Orson Welles<\/em><\/strong>, re\u00fane hist\u00f3rias dentro de hist\u00f3rias, que, nesse emaranhado, remonta fragmentos de quem foram <strong>Rog\u00e9rio Sganzerla, Orson Welles e Grande Otelo<\/strong>.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do dia 7, estar\u00e1 dispon\u00edvel, no perfil do Facebook da Sala Reden\u00e7\u00e3o, os links para acessar a tetralogia de filmes dirigidos por Sganzerla, se estendendo at\u00e9 o dia 21 deste m\u00eas &#8211; <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/movies\/dist\/spcine\/sganzerla\">confira clicando aqui<\/a>. Ainda no dia 13 de agosto acontecer\u00e1 uma conversa virtual sobre as exibi\u00e7\u00f5es, no canal do Youtube do Departamento de Difus\u00e3o Cultural com a equipe da Sala Reden\u00e7\u00e3o e um convidado especial.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fio come\u00e7a em 1942, quando o cineasta Orson Welles partiu para territ\u00f3rios tropicais com a miss\u00e3o de introduzir o pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais aos outros continentes. Para personificar com esmero a brasilidade (ainda que de forma min\u00fascula se posta ao lado da imensa realidade), o ator Grande Otelo \u00e9 convocado &#8211; para Welles, n\u00e3o haveria escolha melhor. N\u00e3o contava o diretor de <em>Cidad\u00e3o Kane<\/em>, no auge da sua carreira, que seria impossibilitado de cumprir a miss\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fascinado por esse feito-n\u00e3o-feito, talvez por identifica\u00e7\u00e3o pessoal, Rog\u00e9rio Sganzerla percebeu na impossibilidade de Welles sua possibilidade. Distribuiu em quatro produ\u00e7\u00f5es a hist\u00f3ria da visita do cineasta ao Brasil, um misto de especula\u00e7\u00f5es e fatos. Quem sabe a \u00fanica certeza que se mant\u00e9m intacta nas duas tramas &#8211; a real e a ficcional &#8211; \u00e9 a excel\u00eancia de Grande Otelo. Ou melhor, Sebasti\u00e3o Bernardes de Souza Prata. Tamb\u00e9m \u00e9 sin\u00f4nimo de riso, drama, cor, calor e intensidade.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As hist\u00f3rias de Grande Otelo e Orson se misturam tanto na vida, quanto nos document\u00e1rios encenados de Sganzerla. Deixe-se envolver por essas descontinuidades hist\u00f3ricas &#8211; dos homens, do cinema e do pa\u00eds. Acompanhe a tetralogia atrav\u00e9s do<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/salaredencao\/\"> link.<\/a><\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0649cfc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"0649cfc\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-51e0fde\" data-id=\"51e0fde\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5b6a929 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"5b6a929\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8192514\" data-id=\"8192514\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2f6ebde elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2f6ebde\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400;\"><b>NEM TUDO \u00c9 ORSON WELLES<\/b><br><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era meados da Segunda Guerra Mundial quando Orson Welles visitou o Brasil em uma miss\u00e3o diplom\u00e1tica disfar\u00e7ada de filmagem para um document\u00e1rio sobre a Am\u00e9rica Latina, sob o t\u00edtulo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">It\u2019s All True<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em portugu\u00eas, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 tudo verdade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Portanto, independentemente das inten\u00e7\u00f5es, n\u00e3o era um filme de mentira, principalmente para Welles, que talvez acreditasse no cinema mais do que em qualquer outra coisa. Welles se entregou de corpo e alma, segundo dizem, para essa produ\u00e7\u00e3o que acabou interrompida na metade, seus rolos foram encontrados anos depois no por\u00e3o de um est\u00fadio, depois de ter-se acreditado que haviam sido jogados no mar. Um filme que tornou-se eternamente incompleto. E a vinda de Welles \u00e9, de certa forma, uma hist\u00f3ria sobre interrup\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 dif\u00edcil mensurar o que \u00e9 verdade e o que \u00e9 mentira em Orson Welles e sua visita ao nosso pa\u00eds, j\u00e1 que sua exist\u00eancia \u00e9 formada de especula\u00e7\u00f5es. Jovem diretor confiante e destemido, esse tipo de personalidade acaba se retroalimentando por todos aqueles que querem contribuir com alguma especula\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do mito. Rog\u00e9rio Sganzerla foi um desses assombrados pelo incerto. Al\u00e9m de companheiro de Helena Ignez, Sganzerla foi cr\u00edtico, diretor de cinema e assumidamente fascinado pelo diretor norte-americano. Considerava Welles um fen\u00f4meno da comunica\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX e a vinda dessa figura ao pa\u00eds mais comunicativo das am\u00e9ricas (quem sabe do mundo), criou uma s\u00e9rie de incomunicabilidades que intrigaram o diretor brasileiro desde muito jovem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sganzerla realizou quatro filmes sobre esse epis\u00f3dio durante a segunda metade de sua carreira. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nem tudo \u00e9 verdade (1986)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Linguagem de Orson Welles (1991)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo \u00e9 Brasil (1997)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Signo do caos (2003)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> s\u00e3o embaralhamentos de documentos e encena\u00e7\u00f5es que tentam de alguma forma ilustrar essa visita e a personalidade desse explorador. Investigam o desconhecido, assim como fez Welles no Brasil, que se integrou com facilidade \u00e0 nossa paisagem. N\u00e3o sei se por puro deslumbramento tropical, t\u00edpico do explorador colonizador do bem, tentando descrever as coisas sem usar a palavra \u201cex\u00f3tico\u201d; ou se Welles de fato se sintonizou com alguma parte transcendental do \u201cser\u201d brasileiro, essa coisa de lidar constantemente com o inesperado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas nem tudo \u00e9 Orson Welles. Figura fundamental desse processo de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">abrasileiramento<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> do diretor \u00e9 Grande Otelo, ator, compositor, cantor e \u201ccachaceiro presidente\u201d, segundo consta na \u201ccarteirinha de cachaceiro\u201d dada \u00e0 Welles em uma das sabe-se l\u00e1 quantas idas dos dois ao bar. Sebasti\u00e3o Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, n\u00e3o apenas atuou em algumas cenas do incompleto It\u2019s All True, tamb\u00e9m esteve em mais de cem filmes, produ\u00e7\u00f5es de televis\u00e3o, palcos e rodas de samba. Na \u00e9poca ainda n\u00e3o havia feito metade do que chegou a fazer, mas foi reconhecido por Welles como o maior ator brasileiro. Existiu, nessa rela\u00e7\u00e3o, a lenda da promessa de lev\u00e1-lo para Hollywood para tornar-se estrela, o que nunca se concretizou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sganzerla, assim como outros diretores da sua gera\u00e7\u00e3o, admirava Grande Otelo. Deu \u00e0 ele destaque nessa intermedia\u00e7\u00e3o entre o ator brasileiro e o estadunidense. Otelo como personifica\u00e7\u00e3o de um cinema nacional pulsante, cuja voz remonta \u00e0 esse passado sempre meio pr\u00f3ximo e meio distante demais, de um mundo que explodia numa guerra mundial enquanto o Brasil \u201ccrescia\u201d para os padr\u00f5es imperialistas e os EUA ainda tinham algum interesse em estreitar convenientemente as rela\u00e7\u00f5es com o povo latino-americano. Mas \u00e9 sabido que essa presen\u00e7a estadunidense em nossas terras favoreceu uma interfer\u00eancia no campo pol\u00edtico, culminando, entre outras coisas, no Golpe Militar, em 1964. O resultado disso em nosso cinema foram os apagamentos, as persegui\u00e7\u00f5es, os ex\u00edlios, as carreiras impossibilitadas. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">It\u2019s All True<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> nunca foi completado, assim como a promessa de um movimento cinematogr\u00e1fico extremamente rico surgido na gera\u00e7\u00e3o de Sganzerla, nas d\u00e9cadas de 60 e 70. Dada as propor\u00e7\u00f5es, principalmente de or\u00e7amento, a frustra\u00e7\u00e3o de uma possibilidade impossibilitada existe tanto em Sganzerla, quanto em Welles nesse sentido.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Talvez o Brasil tenha sido arrebatador para os bolsos de seus produtores, assim como foi para Welles; ou talvez esses produtores n\u00e3o tenham se agradado com o olhar desse diretor diplomata voltado \u00e0 um artista negro, como Grande Otelo, transbordando talento e brasilidade. Esses quatro filmes de Sganzerla investigam essas incompletudes, tendo a figura de Otelo como mediador, e esse novo ciclo da Sala Reden\u00e7\u00e3o pretende relembrar essa figura, cujo reconhecimento pode parecer s\u00f3 especula\u00e7\u00e3o para aqueles que dependem de m\u00eddias que monopolizam o imagin\u00e1rio art\u00edstico brasileiro, mas que \u00e9 completamente real e verdadeiro para a hist\u00f3ria do nosso cinema. Como reflete Sganzerla sobre esse processo: \u201ch\u00e1 certas verdades que surgem como blasf\u00eamias e terminam como supersti\u00e7\u00f5es.\u201d<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Texto: Victor Souza, bolsista da Sala Reden\u00e7\u00e3o e curador da mostra.<\/span><\/i><\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3b3b6b2 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"3b3b6b2\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8f880b3\" data-id=\"8f880b3\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-053bfb9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"053bfb9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong><i>Nem Tudo \u00e9 Verdade<\/i><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(Dir. Rog\u00e9rio Sganzerla | Brasil | 1986 | 88 min)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O filme reconstitui a visita ao Brasil do cineasta americano Orson Welles, para filmar o document\u00e1rio It&#8217;s All True (Tudo \u00e9 verdade). Movido por idealismo c\u00edvico e na trilha da chamada pol\u00edtica da boa vizinhan\u00e7a, implantada pelo presidente norte-americano Roosevelt. Aqui, Welles apaixona-se pelas coisas brasileiras.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"text-decoration: underline;\">Assista<\/span><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/nem-tudo-e-verdade\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/nem-tudo-e-verdade<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><i>A Linguagem de Orson Welles<\/i><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(Dir. Rog\u00e9rio Sganzerla | Brasil | 1990 | 15 min)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Filme-conto que sucede o longa &#8220;Nem tudo \u00e9 Verdade&#8221; (1986). Segundo da tetralogia sganzerliana sobre o choque de Orson Welles com a realidade tupiniquim, em 1942, quando o cineasta americano filmava o jamais-conclu\u00eddo \u00c9 tudo verdade. O curta consiste de uma contra\u00e7\u00e3o temporal do filme precedente e demonstra a vantagem de utilizar uma po\u00e9tica da mem\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"text-decoration: underline;\">Assista<\/span><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/a-linguagem-de-orson-welles\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/a-linguagem-de-orson-welles<\/a><\/p>\n<p><strong><i>Tudo \u00e9 Brasil\u00a0<\/i><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(Dir. Rog\u00e9rio Sganzerla | Brasil | 1997 | 82 min)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fragmentos de cine-jornais organizados pelo diretor num filme-ensaio, com conte\u00fado e forma que desafiam a aten\u00e7\u00e3o do espectador. Traz cenas in\u00e9ditas e imagens dos bastidores do filme americano It&#8217;s All True, dirigido e rodado no Brasil por Orson Welles na d\u00e9cada de 40.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"text-decoration: underline;\">Assista<\/span><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/tudo-e-brasil\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/tudo-e-brasil<\/a><\/p>\n<p><strong><i>O Signo do Caos<\/i><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(Dir. Rog\u00e9rio Sganzerla | Brasil | 2003 | 80 min)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chega na alf\u00e2ndega do Rio de Janeiro uma carga de material cinematogr\u00e1fico. Mas o material s\u00f3 poder\u00e1 ser liberado depois da an\u00e1lise pelo servi\u00e7o de censura do governo. O respons\u00e1vel por isso \u00e9 o dr. Amn\u00e9sio.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"text-decoration: underline;\">Assista<\/span><\/em>: <a href=\"https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/o-signo-do-caos\">https:\/\/www.looke.com.br\/filmes\/o-signo-do-caos<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2d13194 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no\" data-id=\"2d13194\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cd0027d\" data-id=\"cd0027d\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8d1763a elementor-widget elementor-widget-video\" data-id=\"8d1763a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;video_type&quot;:&quot;hosted&quot;,&quot;controls&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"video.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"e-hosted-video elementor-wrapper elementor-open-inline\">\n\t\t\t\t\t<video class=\"elementor-video\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/WhatsApp-Video-2020-08-06-at-23.13.17.mp4\" controls=\"\" preload=\"metadata\" poster=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-06-at-10.54.47-scaled.jpeg\"><\/video>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os anos 1960 e 1990, um diretor brasileiro buscou retratar a inacabada tentativa de outro diretor, norte-americano, em apresentar ao mundo a complexidade do que \u00e9 Brasil e do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10701,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[161],"tags":[],"class_list":["post-10700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-cinema"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10700"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13495,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10700\/revisions\/13495"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/difusaocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}